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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

mais uma consulta desmarcada

Maria Araújo, 18.01.21

...desta vez pela entidade hospitalar, não por mim.

A especialidade é gastroenterologia, estava marcada há três meses.

Fizera o colonoscopia e endoscopia em Outubro passado, queria a consulta com o especialista para me esclarecer o resultado deles.

A consulta era para amanhã, recebi a chamada no sábado. 

Foi-me dito que o médico está doente, perguntaram-me se queria marcar para outro dia... Mas o outro dia ficou para Maio.

Aceitei,não havia nada a fazer.

Mas esta noite, em que os pensamentos  não me deixavam dormir, lembrei-me que poderia marcar para qualquer outro médico da especialidade, só quero que me expliquem os exames.

Liguei de manhã, e depois de vinte minutos a ouvir umas musiquinhas, que até nem eram muito aborrecidas,consegui falar com alguém.

Pedi que marcassem para qualquer um dos médicos. Mas a agenda de todos está cheia para os próximos três meses ( eu sabia disto porque tentei marcar na aplicação, mas o calendário estava bloqueado).

E a conversa foi outra: o médico anda com alguns problemas de saúde, cancelou todas as consultas da tarde, ficou só com as manhãs.

E reagi, claro!

Disse que não era justo, que o médico, ou quem faz as marcações, deveria ter distribuído as consultas da tarde pelas manhãs dos outros dias, que a minha consulta estava marcada há três meses, que fiz exames e preciso de  falar com ele, ou outro médico.

A  resposta foi que só uma consulta extra poderia conseguir, mas não era ela que tratava disso, tinha de passar o pedido para as colegas deste serviço.

Do lado de cá, ouvia o teclado do computador.

Poucos minutos depois, pediu-me o contacto móvel,  e avisou-me que se fosse possível a consulta, teria uma chamada de volta.. mas o dia não sabia.

Tenho de aguardar.

Tentei. Quem sabe um dia destes recebo resposta!

Mais uma descoberta que prova como  nos hospitais privados as coisas não são como eles divulgam.

 

 

 

 

 

 

as filas não são só para o supermercado

Maria Araújo, 16.01.21

... infelizmente por nossa  culpa..

Em Março,quando o pai da minha amiga M faleceu ( doença não covid), o panorama na entrada do cemitério era este:

A minha homenagem foi o meu silêncio dentro do carro.

Depois do cortejo fúnebre passar o portão do cemitério, foi fechado.

Quatro homens estavam cá fora com máscaras nas mãos, presumi que haveria outro funeral.

E nesse curto espaço de tempo que estive no carro,chegaram quatro carros fúnebres. Esperavam a sua vez para entrar.

Um entrou, sem ninguém para a cerimónia,os outros ficaram à espera.

Só quando saíu o grupo do funeral do pai da minha amiga, entraram os outros carros, em que estavam apenas duas pessoas a acompanhar.

E foi então percebi e senti a dor das imagens que vira nas notícias ( deixei de ver) dos funerais  das vítimas do Coronavírus.

Dez meses depois, o panorama é este:

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(imagem que fui buscar ao blog do último)

 

 

 

na consulta

Maria Araújo, 25.09.20

Mais de vinte anos em tratamentos de fisioterapia numa clínica  razoável, e gostava, há alguns anos que noto que precisa de obras urgentes, sobretudo nas casas de banho e na recepção, assim como  na modernização dos aparelhos, e mais pessoal a trabalhar.

Dois utentes em cada cabine, não há privacidade, embora tenha um corredor com cabines vazias. A maioria dos utentes são pessoas idosas, não sei por que razão não usavam uma cabine por utente.

O que em tempos o pessoal era demais, com a crise de 2011 ficou limitado a duas auxiliares e uma terapeuta.São as duas auxiliares ( que tiveram formação para fazerem as massagens ao utente, competência da terapeuta) que têm todo o trabalho, está a terapeuta, grande parte do tempo, no ginásio. Com a pandemia a clínica  fechou, não sei se, entretanto, e após o confinamento, abriu.

Quando tive esta dor, fui a uma consulta de fisiatria no hospital privado, pela primeira vez faço as sessões aqui.

Há três ou quatro terapeutas, as cabines são arejadas e espaçosas, em cada uma há uma marquesa e uma cadeira. Todo o trabalho é feito pela terapeuta. A funcionária auxiliar trata da logística para a terapeuta  trabalhar e numa ou outra pequena coisa que possa ajudar.

A terapeuta é dinâmica, fala com o utente, controla a ficha deste, interessa-se em saber como está a correr o tratamento. E é muito faladora.E fala alto. Assim como a ajudante.  Nada que incomode muito mas, às vezes, sabe bem o utente descansar um pouco,  ter aqueles minutinhos de silêncio, até para tirar uma soneca.

Estão dois jovens estagiários que a ajudam em tudo, pois claro, muito simpáticos, com quem ela fala muito, ri-se alto, é uma alegria naquele espaço de tratamento. 

Hoje,esperei imenso tempo pela consulta,tinha a fisioterapia logo a seguir, mas quando todos os utentes entravam para os tratamentos, a médica chamou-me.

Estou bastante melhor, perguntou-me se achava que eram precisas mais algumas sessões, mas eu fui sincera com ela e disse que me sentia bem, que,  para já, não queria mais sessões, visto que o número de infectados da COVID-19 tem aumentado no país e receio que nos próximos meses piore, não me sinto tranquila andar fora e dentro no hospital.

Ela aceitou, mas disse uma coisa:" muito bem, mas acima de tudo é preciso bom senso".

Palavras que me tocaram, olhei para ela e perguntei porquê.

Respondeu-me: " há muita gente com doenças graves que não procuram os hospitais com medo de serem infectados".

Comentei que tenho as consultas do ano todas marcadas, não tenciono faltar a nenhuma.E se por algum motivo alguma urgência tiver, não ficarei à espera que a COVID19 passe, procurarei o hospital.

Deu-me alta hoje, mas ainda faltam cinco tratamentos para acabar.

Acho que não voltarei à antiga clínica, a vinte minutos de casa, tenho o hospital à porta.

 

saúde,o melhor da vida para sermos felizes

Maria Araújo, 14.08.20

tinha planeado,ontem, depois do almoço, aspirar a casa ( a gata larga muito pêlo). é habitual aspirar o pó dos móveis com o aspirador, desta vez optei pelo pano do pó.

estava no escritório a limpar as prateleiras da estante, quando vou às de baixo, em vez de dobrar os joelhos, a posição mais adequada, dobrei o corpo,  e: "ai!", uma forte dor na lombar, como se  uma injecção com agulha grossa me tivessem espetado.

não consegui levantar-me, a dor era forte. respirei fundo, não me mexia.

lentamente, ia movendo as pernas e o corpo de modo a arranjar posição para me erguer. alguns minutos depois, levantei-me, mas a dor era muito forte.

fui buscar o meu saco de sementes, aqueci um minuto no micro-ondas, ia para o sofá deitar-me, não tinha posição para me sentar ou deitar.

que dores!

com dificuldade, consegui sentar-me, pus uma almofada atrás das costas o saco entre a almofada e a lombar.

à hora do lanche tomaria um anti-inflamatório.

liguei o televisor, decidi ver um filme na NETFLIX ( muito boa a escolha que fiz), passei a tarde a descansar.

chegou a hora de jantar,  não tinha fome nem forças para cozinhar,comi  sopa e fruta.

pensei ir à urgência do hospital privado, mas  o da minha zona funciona até às 20:00h, já passava da hora.

passei bem a noite, evitava virar-me.

às 8:00h levantei-me, tomei o pequeno-almoço para poder tomar um anti-inflamatório. depois,liguei para o hospital queria uma consulta de ortopedia com o médico que tivesse uma hora disponível... mas só consegui para as 17:30h. entretanto, e como estava difícil andar e mexer-me,pedi uma consulta de clínica geral,precisava de tomar qualquer coisa que tirasse as dores.

tinha para às 09:30h, e fui, mas mantive a consulta de ortopedia.

à hora estava na sala de espera.os minutos passavam, eu não queria sentar-me porque para me levantar tinha de arranjar  estratégia para não sentir dores fortes,  andar a pé era a solução, mas também não me dava descanso.

às 10:00h, perguntei à assistente se a médica ainda não tinha chegado, respondeu que sim,mas que teria um utente que estaria a demorá-la.

às 10:20h desesperada de dores e com a falta do meu café, fui ao bar, informei a assistente que não demoraria, caso a médica me chamasse.

às 11:00h a assistente pede que me aproxime dela e diz-me: " a doutora está nas urgências, pede para descer, a consulta é lá". 

agradeci.  a vontade era reclamar, mas ela estava a cumprir a sua função, não poderia ser ela a ouvir-me.

desci, passada da paciência por não ter sido avisada na altura que lá cheguei. e foi então que me lembrei que há cerca de dois ou três anos aconteceu exactamente a mesma coisa.

de novo à espera na sala das urgências, passaram mais vinte minutos,até que, e na altura que estava a escrever uma mensagem à minha sobrinha a relatar o que acontecia, a médica chamou-me. 

mal entrei no gabinete, ela apresentou-se, pediu-me desculpa pela demora, disse que não estava habituada a trabalhar nestas condições,que fora reclamar à administração,que contratassem mais médicos, que não tem sentido fazerem marcações de consultas normais, mandarem os utentes para a sala de espera e  depois de uma hora ou mais é  que avisam estes que devem ir para a urgência porque o médico(a) está lá.

comentei que o hospital está a funcionar muito mal,que já acontecera o mesmo há alguns anos, que sei que "chovem" reclamações de tudo, que o hospital dos Lusíadas ( não sei se já abriu)  está a dois passos, será a opção para muitos utentes porque sabemos que funciona melhor.

depois de contar o que aconteceu, pedi que receitasse algo que aliviasse as dores,que  vou à consulta de ortopedia.

disse que então não prescrevia medicação, deixaria para o médico de ortopedi. mas levei um injecção para aliviar as dores.

depois do almoço,sentia algumas melhoras, mas aquela dor no fundo da coluna persiste.

então, ontem,  não aspirei, não cozinhei, não jantei.  hoje não fui levar o sobrinho neto à creche ( à sexta-feira é tarefa minha),nem vou buscá-lo.

e são nestas situações inesperadas que dou muito valor à saúde que tenho.

e eu nem sou piegas de mais à dor,mas quando me queixo é porque dói a valer.

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era para as 15:00

Maria Araújo, 05.06.20

ontem, escrevi aqui que hoje ia acompanhar uma amiga ao hospital privado, ela não podia entrar sozinha porque depois dos exames quem a acompnahasse tinha de lá estar para a trazer para casa.

quando lá chegamos, uma colaboradora controlava a entrada, foi-nos dito que eu tinha de esperar fora do hospital.

a minha amiga disse que não fora isso que lhe disseram ao telefone, mas que quem a acompanhasse ficava na sala de espera.

eu não me importei nada de ficar cá fora, perto do hospital tem um café, iria para a esplanada ler o livro que levava.

o exame estava marcado para as 15:00h mas tinha de dar entrada meia hora antes.

fui para o café, peguei no livro,li umas quantas páginas, mas os meus olhos de quando em vez caíam em cima dele, fechei-o e deixei-me estar a desfrutar do espaço, muito ruidoso,pois a via rápida que vai dar à auto-estrada fica mesmo em frente ao café.

e pensei no silêncio do confinamento, dos pássaros que encantavam os nossos ouvidos. acreditam que tenho saudades desse sossego?

às 15:45h o telemóvel tocou, era a minha amiga a dizer que ainda não tinha feito os exames,que a técnica lhe disse que estava demorado,que os exames levavam cerca de uma hora. pediu-me que fosse embora,e quando estivesse pronta ligava-me,que pagava-me a gasolina.

uma amiga de coração não tem de pagar gasolina alguma, faço com muito carinho,como já fiz por outras amigas que merecem 

vim até casa.

tanta eficiência,tanta publicidade,afinal o privado demora tanto quanto o público ( e eu confio muito neste, o tempo de espera deconsultas e/ou exames é que é longo de mais).

fiquei de ir buscar o sobrinho neto à creche,seguia depois para lá...

e de repente lembrei-me que não posso ir buscá-la com o menino comigo.

eu vou ter de entrar no hospital!

logo hoje que a minha sobrinha sai mais tarde da empresa!

resta-me esperar pelo telefonema dela.

 

 

 

 

 

 

3º dia na capital

Maria Araújo, 04.05.16

Terça-feira acordamos cedo, pusemo-nos prontas para ir para a rua, repetir, no meu caso, os Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, o CCB, os pastéis de Belém ( que não comemos) e a tarde seria o que nos apetecesse fazer.

Descemos em direção ao Martim Moniz, metemos pela Praça da Figueira, tomamos café na Rua Augusta e, como sempre, porque sou curiosa, quando passo à porta, gosto de ver se há alguma exposição, falei à minha amiga no MUDE.

Entramos, estava em exposição peças de mobiliário e vestuário de designers conhecidos do século XX. Reconheci algumas dessas peças de exposições anteriores

No fim do corredor, em frente à saída, tinha um expositor onde se lia "A cor é para todos", Made in Portugal ColorADD, onde se  via, em forma de pirâmide, uma inúmera quantidade de lápis de todas as cores da marca Viarco.

Só fotografado poderia mostrar aqui o quão de apelativo estava o expositor, mas como não se pode fotografar dentro do museu, não tive outra solução senão procurar no site do MUDE.

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Seguimos em direção ao Terreiro do Paço, para ver o rio e tirar as fotografias para mais tarde recordar (tenho imensas tiradas nos mesmos lugares mas com pessoas diferentes, desta vez não quis tirar) fomos para a paragem de autocarro com destino a Belém, onde uma longa fila de estrangeiros aguardava a chegada do transporte.

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 Alguns turistas tinham bilhete na mão, nós não sabíamos onde os comprar.

Chega um elétrico articulado, tentámos entrar pela frente para comprar os bilhetes, mas a cabine do condutor estava fechada, bati nos vidros para lhe perguntar como adquirir o bilhete, mas ele mostrou-me um ar sisudo, antipático.

Saímos. Andava um condutor dos tuk a perguntar aos estrangeiros se queriam um passeio pela cidade, até que me lembrei de lhe perguntar se havia algum lugar onde pudessemos comprar os bilhetes de autocarro.

Repondeu-nos que era no autocarro que se comprava e que custava 3 euros cada bilhete mas que se quisessemos que nos levava a Belém. 

Agradeci e respondi que não. Mas a fila começou a aumentar ainda comentamos que às tantas até qie seria uma ideia irmos de tuk.

Chamei-o mas ele ignorou-nos. Entretanto, chegou outro elétrico articulado, entramos e foi então que vimos, bem afastadas de nós, a máquina dos bilhetes.

E para lá chegar? Percebíamos que os estrangeiros tinham alguma dificuldade em tirar os bilhetes. Nós, entaladas, no meio dos estrangeiros, pedíamos licença para chegarmos à máquina.

Como sardinhas na canastra e sem que alguém se mexesse, o elétrico ia seguindo o seu percurso e eu comentava com a minha amiga "se entra aqui o agente de fiscalização, estamos lixadas". Confesso que tive muito receio. 

(Contei à minha amiga que, há dois anos, quando a Lia veio passar uns dias a Portugal, aconteceu-nos a mesma coisa. Fizemos a viagem até Belém sem os bilhetes. Aliás, eram poucos os estrangeiros que os tinham).

A cerca de quatro paragens do nosso destino, comentei: "Vamos sair aqui, não me sinto tranquila".

E ainda bem que o fizemos pois encontramos um loja de conveniência e compramos água, que já estava a fazer muita falta.

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Fizemos a visita aos Jerónimos, seguimos para o Padrão dos Descobrimentos, fomos ao cimo para captar as lindas vistas de Lisboa, passamos pela Torre de Belém e mesmo ali ao lado, e porque me lembrei do passatempo do Rui, fomos espreitar o Monumento aos Combatentes do Ultramar.

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Comentara com a minha amiga a hipótese de almoçarmos no Mercado da Ribeira, mas a hora já ia avançada, estava calor, queríamos ir ao CCB,  ficaria muito tarde, decidimos ficar mesmo por ali. E entramos na Portugália que, àquela hora, estava calma. Na esplanada não havia mesas, escolhemos uma no interior e junto à esplanada.

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Depois de bem alimentadas, fomos descansar as pernas para a relva do CCB, tendo por companhia os pássaros e outras pessoas que tiravam uma soneca. 

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 Apanhamos o autocarro para a baixa, subimos até ao Chiado para que a minha amiga ficasse com a fotografia da bela companhia do nosso Pessoa (eu não tirei porque já tenho de outras visitas).

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Descemos o Chiado, não fomos comer os deliciosos gelados Santini, ainda não tinhamos digerido o almoço....

Fomos às compras, estavamos cansadas, jantaríamos em casa.

Mas para acabar bem a tarde, ainda faltava algo que havia prometido a mim mesma fazer.

No FB comentara com esta doce jovem que um dia iria dar-lhe um abraço.

Quis o destino que o apartamento que alugamos ficasse a dois passos daqui.

Por volta das 19h fui procurar o edifício que estava bem à vista. Fui para o lado errado, mas uma funcionária indicou-me o caminho e avisou-me que tinha de tocar uma campainha e pedir autorização para fazer a visita.

Mas na porta lia-se " visitas, das 19h às 21h" . Outras pessoas estavam santadas à espera, esperei também.

19:10h abriu-se uma porta. Surge uma enfermeira que, com um sorriso simpático, diz que podiamos entrar.

Fiz um sinal que queria falar com ela. Expliquei-lhe que era uma surpresa que queria fazer à CC e, de repente, perguntou ela aos visitantes: "Está aqui alguém para a CC?"

Uma senhora que vira na entrada e que comentara para mim mesma que era, de certeza, a mãe, respondeu: "Estou eu".

"Tem mais algum acompanhante?"

"Não", responde, "hoje só estou eu."

"Então tem aqui esta senhora que quer fazer uma surpresa à sua filha. Autoriza que ela vá?"

E expliquei à mãe o que me levava ali. Ela comentou "Ah! É a blogger que a minha filha fala".

Ajudou-me a colocar a máscara e entramos.

Uns olhos espreitavam a entrada do quarto. Sorri. E ela, a CC, reconheceu-me.

Não foram muitos os minutos que estive lá. Eram preciosos para mãe e filha, mas foram suficientes para perceber que o que leio no blog é exactamente o que é pessoalmente.

Não são precisas muitas palavras para dizer o que senti e sinto por esta blogger. A CC tem um coração do tamanho do mundo.

 

Já no apartamento diz a minha amiga "O nosso amigo quer vir a Lisboa e convidou-nos para bebermos um copo".

Chegou por volta das 21:30h, saímos a pé em direção ao Martim Moniz. Entramos no hotel Mundial, subimos no elevador até ao terraço,o  Rooftop Bar,  um espaço muito bonito e simpático convidava  para uma boa conversa e melhores bebidas.

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Pena que as noites lisboetas estivessem frias. Alguns clientes agasalhavam as costas com as mantas azuis que os funcinários punham à disposição.

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Junto a uma coluna havia uma mesa. Sentámo-nos nos altos bancos, de costas para a coluna que nos protegia do frio. 

As bebidas das mulheres não tinham álcool: sumo compal de beterraba e maçã, cenoura, sumo de limão, geleia (de qualquer coisa que não me recordo), canela, ervas aromáticas e limão. Simplesmente deliciosas! 

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Regressamos a casa. Eles ainda beberam chá e comeram bolachas. Eu, que ainda tinha o sabor da bebida fresca, não conseguia beber e comer mais nada.

O dia seguinte seria o nosso último dia em Lisboa. A contar... brevemente.