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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Dia Mundial do Livro

Maria Araújo, 23.04.19

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(imagem daqui)

Parece que foi ontem que o 1ºDesafio de "O Livro Secreto"    que a MJ lançou na blogosfera em 2015,  e que teve a adesão de muitas bloggers, e o entusiasmo foi tal que seguimos com o dobro de bloggers para o 2º Desafio, em 2017, passaram três anos e já em 2018 a responsabilidade de continuar o desafio foi entregue, e muito bem, à mulher que mais livros lê nesta blogosfera, a Magda do blog Stone Arts Books.

Estando o 2º Desafio prestes a chegar ao fim, foi perguntado aos elementos do grupo  se tinham interesse em continuar para o 3º Desafio. 

Confirmados os nomes dos livros que cada elemento do Grupo deseja partilhar ( e ao que parece há bons livros para ler),  foi desta forma que enviei hoje o 1º Livro Secreto do 3º Desafio de Leitura que, a continuar bem e de boa saúde, será até quando quisermos que dure.

Lá diz o ditado " ler é o melhor remédio" e sendo eu uma leitora de fases, além do livro que me acompanha nos meus momentos de relaxe,  " deixei-me de coisas e participei"  neste desafio que veio obrigar-me a ler, pelo menos,  um livro por mês.

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Obrigada

Maria Araújo, 06.02.18

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à MJ pelo 1º desafio de leitura que lançou há dois anos," O Livro Secreto" que com sucesso e sem percalços de maior, e com novos leitores interessados, seguimos para a 2ª e longa edição.

No início de 2017, o número leitores duplicou, novos e bons livros viajam neste 2º desafio.

É com muito orgulho que faço parte deste 2º Grupo de leitores que se esforçam por cumprir a leitura do livro que chega às suas mãos, cada um com histórias que nos fazem rir, chorar, detestar, e que nos enchem a mente de conhecimento, de reflexões, de exemplos de vida.

Quero agradecer de forma especial a esta blogger, pela escolha do seu livro, cuja história me tocou de uma forma tão intensa, tão fundo no coração e na mente, tão cruel e verdadeira, tão cheia de luta e sofrimento, tão cheia de esperança.

Hoje, chorei. Chorei a cada queda, a cada viagem, a cada sofrimento, a cada vingança.

Hoje, chorei ao reencontro.

"A Outra Metade de Mim" é, sem duvida alguma, Brutalmente Belo, a frase de Publishers Weekly, que acompanha a capa deste livro da autora  Affinity Konar, publicação da Bertrand Editora.

Fevereiro, um novo mês, um novo livo, uma nova história.

Obrigada.

coisas do meu dia

Maria Araújo, 10.10.17

Estava eu na fisioterapia, deitada de rabo para o ar e enquanto a técnica auxiliar fazia a massagem à perna esquerda, falava-se de baptizados e festas de aniversário de casamento.

Tudo começou quando, na cama ao lado, a dona Dores, 88 anos, que faltara ontem à fisioterapia, e comentei que não a vira, respondeu que tivera o baptizado de um bisneto.

Às páginas tantas, a técnica diz que o marido é agnóstico e que de certeza que não quer festejar os 25 anos de casamento, porque não gosta de festas, que não é homem para estas coisas. Eu comento que se ela lhe pedir ele até aceita, e vem à conversa as casas de festas, o dinheiro que se gasta, volta a conversa para o baptizado do bisneto da dona Dores, que a festa foi muito bonita, que os pais da criança não são casados, e tal.

De repente, a técnica auxiliar pergunta-me sobre os meus sobrinhos, ao que respondo que só uma casou e baptizou a filha, no mesmo dia do casamento e porque o marido fez questão em casarem.

E que os meus sobrinhos não ligam nada a religião, embora fossem baptizados e fizessem a primeira comunhão, mas uma delas não quis andar na catequese não fez nenhuma comunhão. E que um tio foi pai e convidou-a para madrinha da filha ( ainda não houve baptizado). Ela ficou muito feliz pelo convite e foi quando eu comentei que ela não podia ser madrinha visto não ter feito qualquer comunhão e o crisma, que me respondeu que não queria saber disso, que arranjaria maneira de falar com o padre e que seria madrinha e ponto final.

Contando eu isto, eis que a dona Dores, deitada na cama, entra na conversa e com o seu jeitinho de idosa diz: " Ela não pode ser madrinha. Se não fez nenhuma comunhão nem foi crismada, não pode ser. Que carago! Que raio de educação os pais lhe deram? Não pode ser. Ela não pode ser madrinha"

De repente comento eu " na minha ingenuidade": "Sou sincera. Não sei por que não há-de ser madrinha. Sou católica, fiz as comunhões e o crisma, mas não concordo que a igreja dificulte as coisas..."

E a dona Dores, repito, com o seu jeito crítico, volta à carga.

Desato a rir. Tentei abafar as gargalhadas. A técnica auxiliar escondia o rosto de tanto rir do meu riso.

A dada altura, não conseguimos abafar as gargalhadas que nos saíam sem querer.

Às tantas, diz a técnica para a dona Dores:

" O meu filho tem 19 anos, foi baptizado, fez a comunhão mas disse que não queria ser crismado. Eu não o vou obrigar, logo ele também não pode ser padrinho de ninguém".

Aí a dona Dores calou-se. 

E as nossas risadas voltaram só de recordarmos as palavras da senhora.

Já na rua, ria-me sozinha de pensar na cena.

Que duas!

 

Subia o Arco da Porta Nova, onde àquela hora ( 15h), e diariamente, me cruzo com grupos de estrangeiros que irão, cetamente,  para o autocarro que os vai buscar e seguirem viagem.

Descia a rua um divertido grupo de raparigas (não consegui perceber se seriam estrangeiras ou portuguesas universitárias) quando, de repente, uma das que vem à frente levanta o braço e diz algo como:  "woww!"

Todas páram. Os estrangeiros que seguiam atrás, páram, também.

Simulando um laser intocável, levanta uma perna, avança alguns centímetros, a que estava ao seu lado faz o mesmo, e viram-se para as outras e fazem o gesto para continuarem a andar.

Desatam às gargalhadas as companheiras, todos os que ouviram aquele "woww!" e eu que subia a rua e me cruzei com todos eles.

Falei para o meu decote: " Hoje a tarde está a começar bem!"  

Segui o meu caminho a rir de cada vez que lembrava as cenas desta tarde.

Relaxei no SPA do ginásio com um dos dois tratamentos  de rosto que estavam em "dívida" desde Abril e eu não sabia.

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bem-vindos à escola

Maria Araújo, 14.09.17

a S, a jovem de 40 anos  que nasceu nesta rua onde vive (mos), pertence a uma geração de putos, agora pais, que no Verão brincavam na rua até à meia-noite, ou quando os pais os chamassem porque já eram horas de regressar a casa, tem uma filha de 6 anos.

ontem encontrei-a à porta de casa.

está de férias, parou para conversarmos um pouco.

falou-se da escola do 1º ciclo, em frente às nossas casas, que está parada há um ano à espera de obras ( parece uma escola abandonada há muitos anos, uma tristeza) e desde então o 1º ciclo tem aulas nos contentores num espaço da escola EB 2/3 que fica a cerca de  500m.

quando lhe perguntei como reagiu a filha a este primeiro dia de escola, respondeu-me que estava excitada e ansiosa.

e contou que, estando pais e filhos na sala de aula para a recepção aos alunos, de repente ntra na sala um grupo de candidatos à Câmara, de um determinado partido.

os pais ficaram estupefactos com a presença do grupo nas salas dos miúdos do 1º ano.

quando perguntei pelo menos tinham alguma coisa ( lápis, borrachas, autocolantes)  para oferecer às crianças, e ela respondeu que não tinham nada, apenas entraram cumprimentaram os miúdos com o " bem-vindos à escola", e saíram.

crianças de 6 anos que estavam ansiosas por conhecer a professora e a escola, era inadmissível, dizia ela, que a direcção permitisse que grupos partidários andassem a fazer propaganda dentro das escolas.

 

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