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o meu pé lesionado

por Maria Araújo, em 10.04.19

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metade da aula de antigravity feita, eu, que sou cautelosa nos exercícios de "piruetas" ( como mostra a imagem) para que desfazendo-o o impacte no chão seja o mais leve possível, hoje, fi-lo de uma forma mais apressada, o pé esquerdo bateu com força no chão.

O pé doía, não consegui fazer os exercícios seguintes, saí da aula, fui pôr gelo.

Quando deixei o ginásio, a dor dominuíra, regressei a casa e o que fiz? Calcei uma liga que apertava demais o pé.

Tirei-a, fiz uma massagem no tornozelo, voltei a pôr gelo, o pé continuava inchado, as dores aumentaram, não conseguia andar.

Depois do almoço, fui ao hospital privado, evitei a urgência, pedi um ortopedista.

Foi feito o RX. Não há lesão. 
Conselho do médico: descanso, mais gelo e anti-inflamatório.

Se a dor se mantiver, dentro de três dias farei uma ressonância magnética.

E aqui estou eu a descansar o pé, com roupa para passar a ferro, e não fui buscar o bebé ao colégio.

 

Cantinho da Casa

Pilates funcional

por Maria Araújo, em 04.04.19

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As aulas de Pilates de segunda e quarta-feira são muito procuradas, as senhoras mais velhas costumam ir muito cedo para o ginásio para conseguirem a senha, que é entregue trinta minutos antes da aula.

Há um número pequeno de aulas para reservas na APP, feitas com 24h de antecedência.

Se consigo reservar, óptimo, não quero ir para a fila, tenho até dez minutos antes da aula para a levantar, caso contrário, um mintuo de atraso, a senha vai para alguém que esteja à espera de uma vaga.

Há muitos e variados exercícios nesta modalidade, a professora, muito competente, profissional, simpática, e bonita, varia de aula para aula os exercícios, ontem, os últimos vinte minutos foram em dupla, o que me deu enorme prazer, sinto-me mais capaz de competir que se o fizer sozinha.

E há senhoras que se recusam ficar em determinados lugares do estúdio, outras acham que o espaço  que habitualmente ocupam é seu, ficam com ar de zangadas se alguém ( eu, por xemplo) arranjo um bocado e ali estendo o tapete e a toalha, e fico na minha, uma vez que lugares cativos são pagos e ali não existem.

Ora, quando a professora pediu para fazermos uma dupla com a companheira mais próxima, naquele espaço à minha volta as mulheres tinham par, eu não.

Procurei quem fizesse dupla comigo, vi uma senhora sem ninguém, fiz o gesto para me juntar a ela, mas ela fez uma cara de indignação, comentou qualquer coisa, pareceu-me que queria uma senhora da sua idade para se juntar a ela, talvez uma das "amigas" de café.

Olhei para a professora, que perguntou a uma jovem nos seus quarentas se não se importava de ir para o fundo da sala, havia uma senhora que não tinha par e eu ocupava o seu lugar.

Tinha comigo uma jovem brasileira, seria das primeiras brasileiras do ginásio com quem falei, numa altura que fizemos a aula de Antigravity, alta, um corpo bem estruturado; eu, baixa e magra, quão franzina, juntamos as mãos, os pés, fazíamos os exercícios bem coordenados, estavamos em sintonia, na respiração, nos movimentos, nos agachamentos, até que, num deles, as nossas mãos agarravam-se, ela puxava por mim eu fazia  flexão do corpo enquanto ela inclinava o seu para trás. De quando em vez, e porque sou mais velha, perguntava-me: " estou a magoá-la? por favor, se estou a exagerar, diga-me." E eu pedia que fosse um pouco mais longe...

Invertíamos a tarefa, eu dava o meu máximo de molde a puxá-la para que ela sentisse o exercício, não queria dar sinal de fraca, sem força.

Foram alguns minutos bem aplicados neste treino funcional, gerou-se naquele espaço, motivação, inter-ajuda, socialização.

No final, toda a malta saiu mais alegre. Eu fui fazer outra aula, o aquecimento estava feito. 

Na próxima, se conseguir reservar a aula, não posso esquecer de levar uma bola de ténis.

Fiquei curiosa, vou fazer o possível para fazer a aula.

Cantinho da Casa

imaginem uma linha que passa a meio da sala

por Maria Araújo, em 14.03.19

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Este dia começou logo de manhã com um carro estacionado em frente ao portão que dá acesso às garagens.

Os pais têm de deixar os filhos à porta da escola, esquecem-se que o dia também começa de manhã para quem vive nesta rua. 

Verifiquei se alguém subia a rua, que fosse o dono(a) da viatura, e a  tirasse dali. Mas não. E buzinei, uma, duas vezes.

E no passeio, a meio da rua, vi um grupo de mulheres que conversava. Pensei se não seria uma delas a dona da viatura. 

Esperei cerca de três minutos, já estava a prever chegar tarde ao ginásio (apanho trânsito dos papás que deixam os filhos à porta das várias escolas da zona) e perder a senha da aula de Pilates com Bola.

Sem paciência, espreitei, de novo, para o fundo da rua. Vejo uma das mulheres do grupo aproximar-se.

Ninguém, aqui na rua, fica chateado que deixem os carros estacionados, por breves minutos, em frente às entradas para as garagens, levem os filhos à porta da escola, sobretudo se estes são pequenos, e há funcionários a supervisionar, mas venham de imediato tirá-las e não fiquem a conversar como se não houvesse dia para os utentes desta rua. 

Mas esta teve um desplante!

Propositadamente, e para que o meu carro fosse visto, deixei-me ficar a ocupar o passeio. Ela aproximou-se, dirigiu-se para o seu carro e diz: " desculpa!"

O quê?!  Desculpa?! Mas a fulana conhece-me de algum lado?! Olha-me esta!", comentei para o meu decote.

Os carros faziam fila na rua e eu fervia com o pára, arranca, até que segui para o ginásio por um caminho diferente, consegui chegar a horas.

Já na aula, e hoje com menos pessoas que o habitual, com muito ou pouco espaço, as senhoras não têm a noção deste, senti-me claustrofóbica porque estavam quase em cima de mim, peguei no meu tapete e na bola, fui para o fundo da sala.

A aula seguiu o seu ritmo, até que num dos exercício o professor pediu que todas ficassemos de frente para o meio da sala, e como há quem não entenda,  explicou: "Imaginem uma linha que passa a meio, quero que todas se virem de frente para ela".

No estrado, e para que todas percebamos o que vamos fazer, ele coloca-se de lado quando quer exemplificar um exercício.

Mas há a totó.

A totó ficou de frente para mim, isto é, fez o contrário  do que o professor pediu. Fiz-lhe o gesto que tinha de se virar para o meio da sala. 

Perguntou ao professor por que tem de se virar. Este, ao mesmo tempo lhe dá a resposta, acrescenta ela: "Ah! Mas eu prefiro fazer na mesma posição que  o professor toma para explicar " .

E ele acrescentou  que era mais conveninente seguir o que pedira, mas que fizesse como entendesse.

E ela fez como entendeu para si.

Quando tal, a totó estava fora do seu tapete, os seus pés tocavam os meus, ajeitei-me para que não esbarrássemos com as bolas e continuou até ao exercíco seguinte que era executado deitadas em cima do tapete. E a totó só percebeu que estava a fazer tudo mal quando se viu no chão e fora do tapete. E foi então que se desviou de mim.

A senhora tem falta de neurónios. Diz coisas fora de contexto, o/a professor (a) diz uma coisa, a maioria da vezes ela faz ao contrário, porque não ouve as instruções, não tem destreza motora.

Ontem, na aula de antigravity , e já se percebeu que ela não tem capacidade para fazer uma aula destas, além de não conseguir acompanhar os exercícios, a maioria são de equilíbrio, e porque não entende as instruções, põe-se em risco e compromete o trabalho da professora, que orienta.

Não sou contra ela tentar  desafiar-se, mas o senão é que ela não consegue perceber o que a professora diz.

Depois, ouve-se um " socorro!" e lá vai a professora ajudá-la a sair da confusão que se mete.

Todos temos mais agilidade para umas coisas, menos para outras, e eu sou péssima a cortar um papel ou a desenhar uma boneco, fazer um risco. 

Mas no que se trata de actividades físicas, vou para as que acho que sou capaz de fazer, não me faço de esperta e desafio o que sei ser impensável arriscar.

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

cada qual com sua mania

por Maria Araújo, em 21.02.19

À quarta-feira, há aula de bike à  mesma hora que tenho, também, uma aula.

Saio mais cedo de casa, costumo fazer aquecimento na passadeira, desço para o estúdio cinco minutos antes da aula começar.

Hoje, soube que as pessoas vão cerca de dez a quinze minuto mais cedo, fazem fila à porta do estúdio de bike, querem ser as primeiras a entrar, fazem questão de ocupar sempre as mesma bicicletas.

E eu queixo-me, às segundas e quartas-feiras, de umas quantas chicas-espertas que não se põem  na fila, mas ao lado desta, olham-nos com ar de safadas, entram à nossa frente, po~em a toalha  no chão para  que ninguém ocupe o espaço que é seu, vão buscar o colchão.

Estou na fila, entro na minha vez, pego no colchão,  fico num qualquer lugar onde tenha espaço. Mas quando tenho oportunidade, faço o mesmo, isto é, pouso a toalha no chão num bocado de espaço onde não sinta o ar condicionado, ( e porque fico doente) e vou buscar o colchão.

Hoje, cada pessoa olha para o seu umbigo, ninguém respeita ninguém, qualquer que seja a idade ( e os mais velhos são do pior).

Eu passo-me.

 

 

 

.

 

Cantinho da Casa

pensava eu que passava despercebida

por Maria Araújo, em 08.11.18

Estive quinze dias ausente do ginásio, porque não foi mesmo possível ir às minhas aulas.

Regressei ontem, diz-me o funcionário da recepção:
-Há algum tempo que não a vejo. Está tudo bem consigo?

No bar, cruzo-me com outro, faz-me a mesma pergunta.

Hoje, fui fazer duas aulas, estava uma funcionária, muito simpática, faz o mesmo reparo e pergunta.

E eu que pensava que passava despercebida.

É bom saber que as pessoas se preocupam connosco.

 

 

 

Cantinho da Casa

regressei ao ginásio

por Maria Araújo, em 05.09.18

tive a minha aula de Pilates, pequeno grupo, trabalhamos com o magic ring, estou toda  partida.

Depois de um mês sem esforço, vou à aula de Antigravity  fazer os exercícios invertidos e descomprimir a coluna vertebral, que já me fazem muita falta.

 

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Cantinho da Casa

coisas do meu dia # no wc

por Maria Araújo, em 18.07.18

Levantei-me cedo, queria ir ao ginásio recuperar os 10 dias sem fazer exercício, queria senha para a aula de Pilates.

Entretanto, fui tomar café, e antes dacaula fui ao WC junto ao bar.

O espaço tem um para mulheres, outro para homens e um maior para pessoas com deficiência motora.

Estava eu a fazer o meu xixi quando alguém tentou abrir a porta, ao mesmo tempo que pergunta se está alguém. Obtendo a resposta afirmativa, pergunta:"vai demorar muito?"

Sou rápida nas casas de banho fora de casa, respondi que não, mas na verdade a minha vontade era ter dito que sim.

Nem um minuto passara, quando saí e não vi ninguém.

Depois de lavar as mãos,  passo junto à casa de banho  das pessoas com deficiência motora, a porta de correr estava aberta,  eis que vejo a senhora descontraidamente sentada na sanita.

Além do nojo que me faz ver pessoas sentadas na sanita pública, que odeio, nao consigo perceber por que nunca fecham a porta.

É que já foram muitas as vezes que apanhei as mulheres a subirem as cuecas.

Inconcebível!

 

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Cantinho da Casa

uma caminhada

por Maria Araújo, em 16.06.18

ao Santuário do Sameiro que o HP organizou de apoio aos estudantes de Medicina da UM, que vão em serviço de voluntariado para o Quénia, não teve a adesão do ano passado( apoio à Refood), esperava ver um substancial número de sócios.

Poucos mas bons, seríamos 30, metemos pelo monte em direcção ao Santuário do Sameiro, cerca de 5 KM.

Uma vista da cidade, os  vestígios do inesquecível incêndio de 15 de Outubro,  à nossa frente.

 

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A natureza recompõe-se, o verde sorri, nem tudo se perde

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Um percurso que nos levou 1h40,  chegamos ao Santuário mais cedo do que imaginara.

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Um lanche, uns breves exercícios de relaxamento, a descida era feita por nossa conta e risco.

Passei pelo Santuário, um colega   que conheço há muitos anos, das noites de Pacha, acompanhou-me, entretanto, juntou-se a nós um pequeno grupo de brasileiros que decidiram fazer a descida a pé pelo Bom Jesus, seguiríamos por Fraião para irmos ao ginásio buscar os carros.

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 Descemos o parque do Bom Jesus, que àquela hora já estava cheio de turistas.

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O ano passado, dia 10 de Junho, fotografei esta casa quando caminhávamos para o Bom Jesus, este ano no sentido oposto e com a mesma decoração.

Foram cerca de 2h de caminho, 4km, nas calmas, e em agradável cavaqueira.

 

Cantinho da Casa

simpatias que me fazem sorrir

por Maria Araújo, em 14.05.18

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Uma semana sem ir ao ginásio,  vim de Lisboa muito cansada, sábado fui à aula de Pilates.

Costumo levar uma mala com tudo o que preciso, uns dias mais pesada que outros, habituei-me a ela.

Depois da aula,  mala na mão, dirigia-me para as escadas que dão acesso à recepção. Ao lado delas há o estúdio de bike.

A mala tem rodas. Como é costume quando saio dos balneários, puxo-a até às escadas, páro junto destas, pego nela e subo-as.

Ora no sábado fiz este gesto habitual, estava a decorrer a aula de bike, parei, olhei para um dos colegas de Pilates para lhe adeus, como sempre o faço também, quando escuto uma voz de homem que me diz: " quer que leve a mala? está pesada?"

Olho para trás, vejo um jovem que não teria mais de 30 anos, lindo, barba de poucos dias, uma voz bonita.

Respondo que não, que não é preciso, que a mala não está pesada, que é hábito meu parar nas escadas para pegar nela.

Comenta: "mas eu levo-lhe a mala"

E fiquei sem jeito. Nunca naquele ginásio, alguém, velho ou novo, se ofereceu para levar a mala. E há dias que vai mais pesada, é verdade.

Agradeci, de novo, disse que estava habituada, que desta vez nem estava muito pesada.

Fiquei para trás, não queria que visse o sorriso que me fez vir ao rosto e porque queria apreciar melhor o jovem. 

Ter a simpatia de um homem lindo, que podia ser meu filho,  oferecer-se para levar a minha mala, não acontece com frequência, e com maduras como eu ( estava de costas  quando se ofereceu para levar a mala, certamente não estava à espera  que veria uma mulher madura com corpo de menina, ahahah!).

 

 

Cantinho da Casa

Sol por cá

por Maria Araújo, em 21.03.18

embora o frio ainda seja de Inverno, a Primavera chegou e o pessoal invade o ginásio.

Cheguei às 10h e, contrariamente ao habitual, a esta hora com muitos lugares de estacionamento,  geralmente estaciono  nos primeiros lugares do parque,hoje dei a volta ao parque tinha apenas dois lugares no fundo.

Isto prova que o pessoal anda a preparar a Páscoa, as viagens até ao Algarve, embora as previsões não sejam as melhores, quiçá, Brasil ou outros roteiros turísticos, para se bronzearem.

 

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