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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

do confinamento

Maria Araújo, 20.01.21

quando tivemos de confinar, em Março do ano passado ( depressa passa o tempo) , não me apeteceu fazer da minha casa o ginásio,estive um mês para me decidir que, depois de tomar o pequeno almoço, era o momento de vestir  as leggins, o top, pegar no "colchão" e na toalha, procurar vídeos no computador, ou telemóvel, e "vamos lá, Maria, mexer o corpinho".

Esta pandemia está a custar a entranhar, embora estivesse à vista de que iria acontecer após o Natal, estou sem vontade de mexer o corpo. Em contra partida, tenho lido mais.

Nestes  dias de confinamento,  saí ontem para ir à padaria, ao mini mercado e à peixaria (abasteci a arca frigorífica de peixe),  preciso de ir ao talho, mas não há pressa, sexta-feira irei, tenho que comer para muitos dias.

Mas tenho dormido menos, fico com o corpo dorido de dar voltas na cama, acordo de repente,  ainda é noite, penso na merda do coronavírus, faço promessas a mim mesma " começo hoje a minha ginástica", sento-me em frente ao computador a ler o que quero, a saltar o que não me agrada, evito a televisão, estou decidida a não ver notícias, procuro ler na internet.

À noite, tenho acompanhado os encontro no Instagram do Bruno Nogueira  " Como É que o Bicho Mexe", tem sido muito interessante ouvir os intervenientes, ontem com a intervenção deste médico, que eu admiro.

A minha gata acordou-me de madrugada, mia, não me deixaou em paz,  levantei-me seis vezes para ver o que tinha ou queria,  não consegui sossegá-la.

Por volta das nove horas, consegui dormir meia hora. Quando me levantei, começaram os mios, dei-lhe comida húmida, sossegou um pouco.

Acho que com o barulho da chuva fica perturbada.

A meio da manhã, entrou no meu quarto, meteu-se debaixo do edredão, deixei-a ficar.

Decidi participar no desafio da cor, da blogger Fátima,  tinha feito um texto,ontem, pensando que o tinha guardado, à noite,depois do jantar, fui procurá-lo na pasta que abri para este fim, e não apareceu. Acho cliquei em não guardar, agora tenho de fazer outro e não estou nada inspirada.

Também não sei o que se passa, se é o meu pc, se é do Sapo, não consigo gravar em rascunho o que escrevo.

À cautela, guardo no word.

atchooo!

Maria Araújo, 20.07.20

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no meu dia-a-dia,tenho  o cuidado de trazer na mala os imprescindíveis lenços de papel.

maioria das vezes, quem está comigo nunca tem, vai daí que tenho-os sempre à mão para desenrascar o pessoal.

costumo levar o pacote dos lenços para o estúdio do ginásio, sou sensível ao ar condicionado, seja onde for,  sobretudo ao frio, e então nos supermercados, junto às arcas, arrepio-me, pego no que preciso e saio daquela zona o mais rápido possível.

o ginásio abriu após a pandemia, somos obrigadas a  entrar no edifício  e  nos estúdio com a máscara, dispensada durante a aula.

ora, quando estamos deitadas no tapete a fazer um exercício e o seguinte é de pé, é certo queme vem um espirro. pego no lenço,ponho-o junto ao nariz, evito que ele saia. 

mas o que me faz confusão, é que sempre  e exactamente no final  da aula,quando estamos a relaxar, pego no lenço com rapidez e levo-o ao nariz porque, inevitavelmente,  tem de sair..

eu fico sem jeito por  que penso no que nunca antes da pandemia não me passava pela cabeça: o que pensarão as outras pessoas?

 

 

 

 

estou no bar do ginásio

Maria Araújo, 22.06.20

a conversa das companheiras do lado é sobre Pedro Lima.

Um homem bonito, simpático, simples, bom pai, falava sempre dos filhos.

O que teria levado a suicidar-se: emprego, vida económica confortável,  empréstimos, mais empréstimos, a pandemia, a depressão.

Com todo o respeito por estas pessoas que se suicidam, e farta de ler daqui, dali, dacolá,  prefiro não julgar.

 

o desconfinamento levou-me,sem receio

Maria Araújo, 18.06.20

há duas semanas,ao ginásio.

as aulas são marcadas na aplicação, há um número limitado de pessoas,nove no estúdio pequeno, doze a quinze no estúdio grande. 

nas duas entradas há os tapetes de desinfecção e os de secagem do calçado. junto ao balcão, o dispensador de pé para desinfectarmos as mãos antes de fazermos a  tarefa que era do funcionário: passar o cartão no leitor.

depois de medida a temperatura, então estamos preparados para as aulas..

em cada estúdio há o aparelho de desinfecção das mãos e o aparelho com toalhas de desinfecção dos tapetes que usamos nas aulas.

entramos no estúdio com as máscaras, tiramo-las e guardamo-las no sacos que levamos para no final sairmos com elas no rosto.

nos balneários,os cacifos que não podem ser usados têm uma fita adesiva preta, a cada dois metros há uma fita adesiva amarela que indica que é o cacifo a ser usado.

os secadores de cabelo estão fixos às prateleiras com fita adesiva amarela,assim como as portas das cabines dos chuveiros que não devem ser usados.

nas casas de banho, na bancada com cinco lavatórios, apenas podemos usar os das pontas, junto à parede onde tem o dispensador de sabão para as mãos; as máquinas de secar as mãos foram substituídas por papel.

no bar, só tiramos a máscara para tomar o café,ou comer.

perante tudo isto, comentei com uma colega: estas medidas são dispendiosas à admnistração do ginásio.mas também são garantia de segurança e confiança.

regressei ao ginásio, acabei com as aulas online.

 

 

 

regressei ao ginásio

Maria Araújo, 07.06.20

sexta-feira, fui à pedicure ( no ginásio)  deixei o carro fora do edifício, não me apeteceu deixá-lo no parque, que pago anualmente, entrei por este, estavam apenas dois carros estacionados.

"ginásio vazio",comentei.

pés tratados, passei pela recepção para saber o que se passava com a APP, visto que no meu telemóvel não abria o calendário das aulas.

e afinal a aplicação é, agora,outra.

explicaram-me como funcionava. em casa andei a explorá-la, decidi reservar a aula de Yoga de sábado.

ontem, fui à Maia, de manhã cedo, quando chegasse só teria de tirar o meu carro da garagem,nele deixara a mochila com a roupa.

desta vez, estacionei o carro no parque. ficaram apenas o meu e outro que já lá estava.

entramos no edifício com a máscara, medem-nos a temperatura, passamos o nosso cartão no aparelho que o lê, já não nos dão a senha para a aula.

o estúdio pequeno, com capacidade para cerca de 20 pessoas, passou a ter 10. o tapete que cada um de nós usa deve ficar no lugar assinalado no chão com um "x", há, também, uma fita que marca a distância entre cada pessoa.

eu entrei no estúdio com a minha máscara, desconhecia que a aula pode ser feita sem ela. tirei-a, dobrei-a e deixei-a no canto da minha toalha. 

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(ainda não me sinto segura fazer este exercício)

 

acho que todos tinhamos saudades do ginásio.

à tarde, em casa, lembrei-me de ver se havia a aula habitual de Pilates, ao domingo.

e lá estava ela, consegui reservar.

quando cheguei a aula começara, só estava uma pessoa e a professora.

comentei que no calendário de aulas esta aparecia às 11:45h.

foram chegando mais pessoas que confirmaram o que eu dissera,  foi então que a professora foi ver o mapa de aulas da semana, e lá estava a hora. parece que, por enquanto, fica assim

o estúdio ficou composto, fizemos uma boa aula.

soube-me bem.

amanhã, volto a nova aula de Pilates, no horário de sempre: 9:30h.

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quando menos esperava ( não era já que prevera ir), regressei ao ginásio.