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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Nem queria acreditar

Maria Araújo, 22.12.14

e hoje ainda não ouvi nem li notícias, estive todo o dia fora, entro agora na página do Sapo e leio que Joe Cocker faleceu. Nem queria acreditar!

Uma voz inconfundível, marcou a minha geração, as músicas que muitas vezes dancei na cozinha, na sala, em qualquer lado, na discoteca, e que animavam a alma.

 

 

Para sempre, Joe Cocker

 

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 A minha preferida:

 

 

 

um retrato de família

Maria Araújo, 06.07.14

 

 

da segunda geração (alguns dos irmãos e primos nasceram mais tarde) do lado paterno, conhecida pelos "Onça".

Na fila de baixo, da direita para a esquerda, minha irmã e irmão mais velhos, uma prima e eu (de casaco branco e laço no cabelo); em cima, a criança de touca e camisola às riscas, no colo de meu pai, é o irmão mais novo. Mais tarde viriam mais dois irmãos.

Curiosamente, uma das minha sobrinhas encontrou aqui um registo daquilo que foi o início da empresa ( na altura era uma pequena oficina) da família "Onça", nos finais dos anos 40 início de 50,que passou a ser uma grande empresa quando mudou para os arredores da cidade, empregou muitas famílias (a questão da dignidade, como diz o Papa Francisco, que agora não existe) e onde dediquei, com orgulho, quinze anos da minha vida.

Pensei contar a pequena história do nome "Onça"  e, para isso, conversei com o único tio "Onça" vivo, mas o que conheço da história não coincide com a que me contou.

A empresa existe ainda, fisicamente, mas os empresários e o nome são outros.

 

O símbolo da empresa fundada pelo meu avô, João Carlos Teixeira de Araújo.

 

 

 

( Por e-mail daremos uma resposta ao blogger à pergunta "Alguém confirma?" , que teve a fantástica paciência em recolher e guardar pequenas mas importantes relíquias que nós, família, não temos, e contar o excelente trabalho que as pequenas e médias empresas  familiares de Braga tiveram no desenvolvimento do país, cá dentro e lá fora).

Aqui ficam as relíquias  do início da empresa, nos anos 50, retiradas do blog rodasdeviriato.

 

 

 

 

NÃO QUERO MORRER…..

Maria Araújo, 15.03.14

Uma carta com data de fevereiro passado, recebida hoje, no meu e-mail, julgo ser de conhecimento de muitas pessoas, sobre um assunto que me toca e aos milhares de portugueses que se encontram em situação precária, " não quero morrer..."a carta de Júlio Isidro, aqui, no meu cantinho.

 

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Apareceu, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro que dá para este fim de semana dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro.

 

 

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!

NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!

 

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

 

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.

Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

 

Júlio Isidro

Girls' Generation

Maria Araújo, 23.10.13

As miúdas "muita cool" nomeadas para os You Tube Music Awards, com este vídeo (2º)  de apresentação.

"E por que razão", perguntais vós, "divulgas tu aqui, neste teu cantinho, um grupo que nada tem a ver contigo?"  (na idade, com certeza).

Porque um dia destes, a Sofia cantava umas das músicas, na língua "hangugo"das meninas Coreanas.

Hoje, a respeito da votação e porque não queria mostrar ao Diogo, o primo, o grupo favorito dela, após a minha insistência, deu-me o nome.

E dizia ela: "Tia L, que idade tens tu? Não acredito que gostes de estar ao corrente deste tipo de música/ jovens!."

"Se eu gosto da música actual, por que não hei-de eu ouvir e ver quem são?"

Aqui está o grupo e a música preferida (1º vídeo) da Sofia.

 

 

A minha geração!

Maria Araújo, 08.12.08

Mais um programa que remeteu para o anos 80, época em que se notava  um grande crescimento a nível económico.

Nessa altura, andava eu na Universidade. Belos tempos em trabalhava, estudava, tomava conta da casa e dos irmãos mais novos.

Tinha tempo para tudo. À Quarta-feira de tarde, e sempre que podia, ia com a amigas da universidade para a discoteca mais em voga na altura, "Mordillo". 

 

Ao fim de semana, juntava-se a malta de Braga na discoteca. Boa música, muita convivência, risos, diversão, delírio total! Nesta época era maior a vontade de nos divertir e esquecer os estudos e as preocupações da semana, que de engates e namoricos.

Eram saudáveis esses tempos.

Hoje, mais uma vez, neste programa da RTP1, que eu faço questão de ver, passaram algumas das músicas que me fizeram voltar atrás no tempo.

Uma delas, foi muito marcante, porque me fazia lembrar os acontecimentos do final da II Grande Guerra Mundial, em 1945,e  porque o grupo que tocava, O.M.D, test

 

que faz 30 anos de carreira,  deu-lhe um ritmo hilariante que ainda hoje ecoa nos ouvidos e é tocada e cantada em todas as discotecas.

 

A minha geração!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 http://www.omd.uk.com/ 

 

  

OMD TOUR 2008

  

Enola Gay, you should have stayed at home yesterday
Ah-ha words can't describe the feeling and the way you lied

These games you play they're going to end in more than tears someday
Ah-ha Enola Gay it shouldn't ever have to end this way

It's eight fifteen and that's the time that it's always been
We got your message on the radio
Conditions normal and you're coming home

Enola Gay, is mother proud of little boy today
Ah-ha this kiss you give, it's never going to fade away

Enola Gay, it shouldn't ever have to end this way
Ah-ha Enola Gay, it shouldn't fade in our dreams away

It's eight fifteen and that's the time that it's always been
We got your message on the radio
Conditions normal and you're coming home

Enola Gay, is mother proud of little boy today
Ah-ha this kiss you give, it's never ever going to fade away