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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Santini do Porto, ninguém conhece

Maria Araújo, 17.06.15

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Pois é, fui ao Porto porque tinha uma consulta, saí em São Bento, fui à Rua das Flores, já cheira a São João por todo o lado, voltei para trás e passei no largo do Loios para comer um gelado Santini...Mas não encontrei a casa.

Perguntei a várias pessoas, aos agentes da polícia que andavam na zona dos Clérigos e todos me indicaram a direção da rua de Ceuta. Eu insistia que a casa era na Praça de Loios, "mas não, não é", respondiam.

Prestes a desisitir, voltei à Praça de Loios. Nada!

Perguntei a dois homens com aspecto de arrumadores de carros que, simpaticamente, disseram-me "É ali!"

"Caramba, ainda há pouco passei aqui, não há nenhuma indicação, folheto, cartaz, nada!", comentei.

"Vê aquela casa branca e aquelas pessoas dentro? É lá!", indicaram.

Entrei. Uma casa grande, entra-se por um lado, sai-se por outro, muitas mesas, todas ocupadas por famílias e jovens que esperavam que os seus amigos, maridos, mulheres, o diabo a quatro viessem com os gelados... Percebia-se que estavam a ocupar as mesas para não perderem o lugar.

A fila era enorme. Fui espreitar o balcão.

Voltei para a fila. As pessoas esbarravam-se na passagem para a casa de banho.

Esperei algum tempo, o suficiente para perceber que eram quase 16 horas, tinha de ir para a estação de metro de São Bento, apanhar o transporte, mudar na Trindade, sair na Casa da Música e andar 10 a 15 minutos a pé até à clínica.

Foi então que desisti. Fui comer uma nata e tomar um café à Confeitaria Ateneia, onde tomo o café e/ou lancho sempre que por lá passo.

Não tenho paciência para filas e quando se trata de coisas que não são importantes, não me incomoda deixar para outra oportunidade.

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(Santini, a casa da esquina)

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Verão, onde andas?

Maria Araújo, 15.06.12

Com os arraias adiados, a praia, o sol e o mar longe dos planos, o verão parece querer pregar-nos a partida.Vem depois das férias?!

 

Eu gosto é do verão

Com vestidos e óculos de sol

Comer gelados coloridos

Chegar ao fim do dia

E ver o pôr do sol (se não for na esplanada, é com certeza da janela do meu quarto)

E à noite, ao som de uma melodia

Sentir o ar quente e sereno

E a Lua Cheia para companhia.

 

 

A chuva

Maria Araújo, 23.10.11

que finalmente chegou, que os comerciantes de vestuário e calçado agradecem.

E hoje, vestida à verão, cheguei a Braga onde o vento e a chuva são em abundância.

Ontem, no Chiado, o verão ainda convidava a comer um delicioso gelado Santini. Os melhores gelados que comi em toda a minha vida: maracujá com goiaba.

A fila era grande, cerca de 15 a 20 minutos de espera mas como do outro lado da rua estava um banda portuguesa a tocar e a divertir os transeuntes, ao mesmo tempo que algumas pessoas moviam o corpo, outras dançavam, todo o ambiente era divertido, alegre e cheio de vida, como se este país fosse o das maravilhas (e ainda bem que há vida e alegria). Muitos, mas muitos estrangeiros faziam a cidade esquecer as dificuldades deste país.

A banda fez um intervalo e aproveitamos para ir para a fila.

E a propósito da crise, pouco antes, tinhamos ido à loja

 

 

que tem peças muito interessante, algumas das quais existem por cá, provavelmente a preços mais convidativos.

Quando saímos da loja, vimos uma senhora de 83 anos, muito fresca, cabelo arranjado, com uma muleta na mão direita. Estava a custar-lhe descer o baixo passeio e apoiava-se numa proteção de uma obra da rua. Aproximámo-nos e perguntei se queria que a ajudasse a descer.

«Sim», respondeu.

Eu de um lado, a minha sobrinha do outro,  um pé, depois o outro, e a senhora desceu, parou e disse: «Sabe, esta perna é que me impede de andar. Eu vivo aqui em frente à casa «Vida portuguesa».

E contou-nos uma  breve história de um senhor que viveu lá no mesmo prédio, que fez com que ela tivesse de ir viver para o 3º andar e ter de subir escadas, rematando a conversa,  com esta expressão:« Isto está muito mau(a crise), e vai piorar.Custa-me a andar, mas vou todos os fins de semana arranjar o cabelo e as unhas. Esse senhor já morreu e eu ainda cá ando.  Eu tive um marido que faleceu, não quero mais nenhum. Homens, não quero mais!»

Seguimos o nosso trajeto e rimo-nos da frescura e da força da senhora, que parecia mais nova.

Descemos o Chiado, a banda continuou a tocar, e fomos apanhar o metro para casa.

A ideia era irmos ao cinema ao ElCorte Inglês depois do jantar, mas o cansaço de andarmos a pé, sobrepôs-se à vontade do cinema.

Jantámos bem,  vimos um pouco do «peso pesado» ,até que decidimos ver o pobre, vergonhoso e decadente «Secret story2»,  o suficiente para concluirmos que a TVI devia ter escolhido a dedo os concorrentes desta 2ª série, para mostrar aos portugueses como está "alguma" da nossa sociedade.

E decidimos ver um filme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(a continuar)