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Dúvida

por Maria Araújo, em 15.02.09

Hoje saí para tomar o meu café. Encontrei o pai da minha vizinha do R/C .

Perguntou-me se sabia da senhora do 1º andar, a mãe do gajo.

Respondi que há já dois dias que não ouvia o filho gritar com a mãe. Estava tudo num silêncio que me fazia pensar o que passaria dentro daquela casa.

Ele disse-me: "A minha filha viu, na 5ªFeira passada, a senhora sair de casa com pessoas da Segurança Social."

Eu, como tenho aulas de tarde e à 6ª feira todo o dia, não tinha conhecimento de nada.

Ele comentou ainda que o genro disse " Devia ter sido a senhora do 2º andar, a professora, que devia ter tratado de a tirarem de casa".

Confirmei que sim, que fui eu que andei pela PSP , Ministério Público e pela Segurança Social a pedir ajuda para este caso, que se não se resolvesse de imediato, algo mais grave iria acontecer...

Amanhã vou ligar à Segurança Social e saber para onde levaram a senhora.

Mas, de repente, estando eu a escrever este post, eis que escuto a voz do gajo.

Está a reclamar com alguém. Será que está a falar ao telefone? Será que afinal a senhora continua dentro de casa? Será que ela anda num lar de dia?

Será que ele, o gajo, não permitiu que a mãe fosse levada para o lar e  a situação de "massacre" vai continuar?

Continuo a ouvir a voz dele. Não grita. Discute.

Vou aguardar...

 

 

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Finalmente o Sol

por Maria Araújo, em 11.02.09

Ontem, depois de uma manhã de aulas, e vindo a caminho de Braga para almoçar, comentei com as colegas " Depois do almoço vou dar uma saltada à praia, e carregar as baterias. Estou farta de passar o fim de semana em casa a trabalhar".

Embora não parecesse que estivesse muito bom, fomos, eu e a minha princesa, até Ofir.

Estava o céu limpo. O mar  zangado estendia a sua ira até ao paradão, onde os casais  idosos, sentados nos bancos de granito,  conversavam com o Sol por companhia, a aquecer os corações que já precisavam de calor.

Passeamos na areia, onde o mar não invadisse os nossos pés. Brincamos, respiramos aquele cheiro delicioso a mar que no Inverno é mais puro.

Seguimos para Esposende, onde tem um parque infantil em forma de barco pirata, para a miúda brincar um pouco.

Depois fomos dar uma volta pelo centro e procurar uma padaria, comprar  pão para lancharmos aqui em casa.

O pão acabara de sair do forno. Cheirava bem de mais.

Comemos pelo caminho, bem quente. Fez-me lembrar o tempo em que saía com os meus amigos, naquelas noites de amenas em que íamos para as noitadas e por volta das 4 horas da manhã compravamos pão quente.

Se estavamos perto de casa, eu vinha buscar a manteiga, e o saca-rolhas e um deles(as), ia a casa sacar uma garrafa de vinho.

Então, partilhavamos o pão e muitas vezes cantavamos " Saca o saca-rolhas, abre o garrafão, viver sem vinho não presta. Saca o saca-rolhas abre o garrafão e vem fazer uma festa".

E eu odeio garrafões, de vinho, mas isto é um pormenor de infância que não vale a pena comentar.

Cheguei a Braga e enganei-me na saída da auto estrada, isto é, para evitar o centro de Braga que está em obras, fui  na direcçao de Braga sul.

Mas não me apercebi da placa e segui em frente. Quando me apercebi tinha a auto-estrada para Barcelos. Que remédio tive eu. entrar novamente. Andei 8 km, e saí depois na estrada nacional a 4 km.

A míúda, que entretanto adormecera, acordou e perguntou se já tinhamos chegado.

Como não gosto de enganar ninguém disse-lhe o que acontecera.

Ela queria vir para casa fazer os TPCs e estudar para o teste de Matemática.

Chegamos a tempo disso tudo, por que ela é uma miúda aplicada e responsável.

É uma criança linda e adorável, como são todos os outros 10 sobrinhos que tenho. Orgulho-me deles.

Esta é especial porque é a minha afilhada mais nova (a minha sobrinha mais velha também é).

E foi deste modo que eu passei o dia de ontem. Hoje, apesar de estar um dia de Sol e não trabalhar, nãopodia ir à praia porque à Quarta-feira é o dia que mais preocupações tenho.

E foi finalmente o Sol que veio dar um pouco mais de vida a esta vida cheia de preocupações. (O gajo, o vizinho, continua a massacrar a mãe. Há pouco, quando fui levar a miúda à escola, parece que houve circo e um vizinho chamou a polícia.

Não sei o que ele diz ou o que mostra que a polícia, e eu entendo, vai-se embora e nada faz.

Tem sido esta triste palhaçada, com todo o respeito pelos palhaços, todos os dias, e agora durante a noite também, acordando quem está no seu descanso, depois de um dia de trabalho).

E agora está na hora de voltar à escola. A miúda sai às 18h30m.

 

 

 

 

 

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Angustia dissipada...

por Maria Araújo, em 07.02.09

E ontem fui ao Ministério Público testemunhar as malvadezas do meu vizinho.

Correu muito bem. A Magistrada foi muito simpática. Fiquei a saber que é uma grande amiga de uma colega da minha escola, que verdade seja dita, simpatizo muito com ela.

Pois bem, o relatório foi confirmado, assim como foi acrescentado muitos detalhes que eu tinha conhecimento  de há alguns anos, rfelatados pela própria mãe do meu vizinho.

Os tribunais não podem fazer tudo, é certo. Mas espero que, e se o gajo aceitar, tenha o tratamento adequado.

E perguntou-me a minha melhor amiga, cujos pais vivem no prédio aqui ao lado do meu, "Ele vai para o manicómio?".

"Sei lá!" , respondi eu.

Na verdade quero que a mãe do gajo tenha assistência alimentar e de higiene, e que ele vá para o diabo que o carregue, por que não admito que maltrate a mãe, (hoje na hora do almoço foi mais uma sessão de baile com a pobre senhora).

Foi com a minha persistência na PSPe no Ministério Público que consegui fazer com que o assunto avançasse.

O gajo não tem conhecimento de nada.

Intervindo a Segurança Social e a Assistência médica, pode ser que esta família de duas pessoas doentes, tenha um rumo.

Mais não posso contar.

 

 

 

 

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Angústia

por Maria Araújo, em 04.02.09

Vou escrever o que se tem passado aqui no meu prédio há já um ano sobre algo que me tem posto angustiada, triste e revoltada. 

O meu vizinho do 1º andar, que terá 52 anos, é único filho, demasiado inteligente, muito culto (tomara eu ter a capacidade que ele tem de conhecer óperas, livros, falar Inglês e Alemão) mas com perturbações de nível psicológico graves, embora nunca tivesse admitido.
Há anos a mãe dasabafava comigo as manias dele, as desistências em tudo o que tentava meter-se.

O pai, que faleceu há uns anos, tinha também perturbações psicológicas, embora fossem controladas.

Quando havia alguma obra no prédio, este  quase ia abaixo com as reacções do gajo, desculpem-me a expressão. Subia as escadas e dava pontapés na porta, insultava os inquilinos, eu estava incluída, porque também fiz obras em casa, era o fim do mundo. Chamava-se a polícia, mas nada se resolvia. A mãe pedia aos trolhas que fizessem pouco  barulho, mas obras são obras eram feitas durante a hora normal de trabalho, logo tinha que as aguentar.

O gajo dorme de dia, e mal, e à noite deita-se muito tarde, por vezes a ouvir ópera, incomodando os vizinhos que têm de se levantar cedo para o trabalho. Por vezes eu não preciso de ligar a TV porque ouço cá em cima, o que ele está a ver/ouvir.

Bom, mas como ia dizendo, há cerca de umaano comecei a ouvir insultos. Como na rua passam muitos estudantes para a escola secundária que fica na rua oposta, pensava eu que seria lá fora. Até que o gajo começou a subir o tom de voz  e percebi que era ele que insultava a mãe.

No dia 7 de Junho do ano passado estava eu a chegar  da praia, seriam 15 horas, ouvi berros, insultos e gritos seguidos de choro.

Meu coração quase me saltava do peito! Tremia, não sabia o que fazer.

Subi ao 3º andar, vivo no 2º,  e fui pedir ajuda à vizinha, para que telefonasse ao marido e este à PSP para vir em auxílio da senhora que já conta 83 anos.

A minha vizinha queria descer e acudir a senhora, mas sabendo eu o tipo de homem que ele é, adverti-a a não se meter.

Chamou-se a polícia.

Ele tinha agredido a mãe, embora esta não tivesse sinais visíveis, pelo que nem foi preciso pedir o INEM.

Óbvio que eu não me meti no assunto. Isto foi relatado pela PSP, depois de eu ter ido testemunhar o que ouvira.

Desde então tem sido um forró, desculpem-me, porque o gajo descarrega na pobre senhora toda a sua loucura.

Nunca mais houve sossego no prédio e no meu coração.

Entro em pânico quando ouço os insultos, embora nem sempre a senhora chore.

Desde essa data a polícia é solicitada a intervir, mas o certo é que nada pode fazer, porque os agentes dizem que ele não põe as mãos na mãe. Deduzo que a empurra, parte vidros, louça, seja o que for, mas evita tocar nela.

Um Domingo de tarde, antes do Natal, estava eu aqui sossegada a fazer  as minhas tarefas quando se deu mais uma das loucuras dele. Decidi não chamar a polícia, mas enviei um e-mail.

Dias depois fui à PSP saber o que fizeram do meu e-mail. Tinha seguido para o Ministério Público. Fui a esta entidade e soube que iriam abrir um processo.

Fui à Segurança Social e tive conhecimento que a senhora iria frequentar um lar de dia, mas ao que parece foi uma vez, pois o filho não se digna levar a mãe.

Passa o tempo e parece-me que tudo está parado.

Esta noite, por volta das 23h45 estava eu aqui a ler blogs e escuto a voz do gajo. Aproximei-me do meu esritório, por cima do quarto da mãe para perceber o que ele dizia.

Ele gritava: "Mete-te na cama f* ...p*...". Durou cerca de 5 minutos esta cena, até que ouço "METE-TE NA CAMA FILHA DA P*...."  Ouço gritos e o choro da senhora. Ouviu-se um estore a subir e descer. Foi a senhora do 3º andar. Eu fiquei estática.

De repente, volto para o pc e vou ao "gmail". Encontro online a minha melhor amiga e descarrego tudo o que sinto.

Deitei-me por volta da 1:00h com a firme decisão de  fazer uma queixa no Ministério Público. Fi-lo hoje de manhã.

Há mais quatro inquilinos no prédio e sou a única que tem agido na denuncia deste caso. Os vizinhos são pessoas de bem, educadas, mas não se mexem. Dizem que se eu precisar de ajuda vão comigo. Mas eu estou nisto sozinha.

Entretanto recebo o correio, por volta das 12h00, carta do Tribunal, deduzi que seria alguma informação sobre a denúncia que fiz por e-mail.

Abri o envelope. Tenho que me apresentar como testemunha, na próxima Sexta-feira, às 10h30. É um assunto importante e delicado, não admito violência doméstica com crianças e idosos. São  seres  desprotegidos, não sabem defender-se. Fico magoada, angustiada.

Tenho um único receio. Que o gajo, depois desta audiência, me faça frente. Para eu entrar em minha casa tenho de passar à sua porta,  este prédio não tem elevador.

Receio, mas vou em frente.

Para acabar, desde esse dia 7 de Junho de 2008 que ele tem a mãe em cativeiro. Ela saía todas as manhã para fazer as compras do dia-a-dia. Eram os seus únicos momentos de lazer e distracção. Descobri  que ela tem Alzheimer.

Muito mais teria a desabafar aqui, mas o essencial está dito.

Se pudesse, invadia a casa do gajo e metia a senhora num lar. Ela precisa URGENTEMENTE de apoio e serviços mínimos de higiene.

 

 Idosos  por leticialimeira2003

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