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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Foto da Semana # 10

Maria Araújo, 11.03.18

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 foto 1

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foto 2

 

"Gaivotas em terra tempestade no mar" é o que diz o ditado.

Contudo, há muito tempo que se tem verificado que, havendo ou não tempestade no mar, as gaivotas vêm para  terra procurar alimentos nos aterros, albufeiras, nas cidades, assunto de um post que escrevi  aqui,  e, depois de satisfeitas, é vê-las planar rente aos prédios desta cidade ou a descansar para namorarem um pouco nas chaminés dos telhados.

Em dias de sol é costume vê-las poisarem na mesma chaminé, de tantas que há é esta a escolhida, nas traseiras do meu prédio, ficavam por lá uns bons minutos e regressam sabe-se lá para os lados do mar..

Há cerca de dois meses, num dia de céu encoberto, almoçávamos, eis que um par assenta vôo (foto1),  peguei na máquina fotográfica, zoom ligado, clique.

Hoje, de novo à hora do almoço, com o tempo péssimo que estava, vejo uma, sozinha, poisar na dita chaminé (foto2).

Fui buscar a máquina, apanhei-a,  desapareceu uns minutos depois.

E foram as gaivotas que me levaram a escolher a(s) foto(s) desta semana. Não são as mais bonitas, não sei trabalhar com máquina fotográfica, mas gostei do resultado.

 

no outono a praia tem outro encanto

Maria Araújo, 15.11.17

Recebi chamada da oficina. Estava o carro pronto.

Fui depois do almoço com a ideia de ir  Apúlia fazer compras de peixe.

Meti pela auto-estrada, cheguei por volta das 15h, sentei-me na esplanada de um café.

Estava uma temperatura muito agradável. Peguei no telemóvel, entrei na net e quando tenho acesso ao Sapo Blogs, os meus olhos vêem isto. Obrigada, Equipa do Sapo.

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Entretanto, as SMS do whatsapp dão sinal. Recebo quase diariamente as fotografias dos meus sobrinhos netos cariocas e do lisboeta ( que fez ontem 1 mês).

Uma amiga ligou-me, estivemos 30 minutos ao telemóvel ( se soubesse que tinha feito greve, convidava-a a vir comigo à praia).

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comprado o peixe, segui em direcção à praia de Pedrinhas para as minhas fotografias do costume;

calmas, as gaivotas desfrutavam o sol

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adoro pegadas na areia

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e adoro fotografar passadiços

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e dunas

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não fiquei para o pôr-do-sol

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regressei a casa

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 No outono a praia tem outro encanto.

lá longe, junto ao mar

Maria Araújo, 14.07.17

Raramente falto às minhas aulas, no ginásio. Contudo, ontem, vendo o panorama do tempo que faz, e porque amanhã é sábado e há muito povo em todo o lado, decidi vir hoje relaxar o último dia da semana, na praia.

O vento é fraco, o mar é um sereno lago azul, o livro que me acompanha está a deliciar-me na leitura dos clássicos, lidos no tempo de escola.

Pela primeira vez, vi, lá longe, junto ao mar, um carro parado na praia.

Uns minutos passaram ele avançava junto ao mar em direcção oposta, onde eu estava.

Quando passou perto, tirei a foto...

Vigilância?! Ou teria "descarregado" os vigilantes lá longe na praia? Não gostei de o ver percorrer a praia junto ao mar sereno.

Quando as gaivotas sentem o cheiro da comida dos pescadores que almoçam naquela mesa no alto da duna da praia, é um alvoroço de grasno e de vôo desenfreado à espera que um pequeno pedaço de alimento, ou migalha, caia na areia, ou lhes seja oferecido como manjar.

Vim almoçar uma sande (aproveito a net do café para escrever este post), e beber um panachê.

Vou à peixaria comprar peixe fresco, e regresso à praia.

Enquanto agosto não chega e os emigrantes não invadem o país, aproveito o tempo bom que faz e a calma deste mês de julho para desfrutar da minha paixão que é a praia.

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gaivotas em Braga e de noite

Maria Araújo, 28.07.16

diz o ditado popular que "gaivotas em terra tempestade no mar".

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Há cerca de dois anos, sobretudo no outono e na primavera, que, de vez em quando, ouço o pipilar destas aves que percorrem o céu desta cidade distante do mar cerca de 35 km. 

Um dia destes, o telefone tocou e do outro lado escutei a voz da minha irmã:  "Estou confusa, será que ouvi bem?! Pareceu-me ouvir gaivotas a grasnar aqui perto. Será possível?"

A minha reposta foi: "Sim, é possível, elas já andam há uns tempos por cá. A primeira vez que me lembro de as ver, nem queria acreditar. Agora, já me habituei a vê-las, umas vezes lá no céu, outras vezes quase a tocar os telhados dos prédios desta zona".

Hoje, por volta da 1h, sem sono para me deitar, enquanto lia o livro do desafio de leitura, eis que ouço o grasnado forte, diria que desesperado, das gaivotas. Fui à varanda olhar o lindo céu estrelado, mas não vislumbrei nada. "Óbvio, à noite?!", pensei. Mas o som que se aproximava era mais estridente.

Não desisti de olhar o céu até que vejo um pequeno bando delas que voavam e grasnavam fortemente. Seriam umas dez, que desenfreadas,  passaram aqui bem perto do prédio,  e desapareceram. Fui à janela das traseiras mas já não as vi e o som desaparecera, também.

Na pesquisa que fiz, fiquei a saber que, neste século,  as gaivotas  voam longos quilómetros para o interior do país (ao que parece, já foram vistas em Viseu) à procura de albufeiras, alimentos em terrenos lavrados, lixeiras e outros (mais informação aqui).

Um coisa é certa:  vê-las durante o dia era normal, mas à noite a grasnar por estas bandas, nunca.