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a cor da flor

por Maria Araújo, em 30.05.19

antes de tomar a cor verde, estas plantas selvagens que se estendem pela berma da pequena estrada  do pinhal, a flor tem esta linda cor.

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trovoada, um espectáculo!

por Maria Araújo, em 02.06.18

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Na minha adolescência, de férias  com a família, na praia, no mês de Agosto, vi pela primeira vez, em várias frentes,  um espectáculo de relâmpagos que caíam no mar.

O meu irmão mais velho tinha pavor ao vento forte, mas gostava da beleza da trovoada, fomos  para o grande quintal da casa da praia ver este belo espectáculo que ia aumentando de instensidade ao mesmo tempo que as nuvens ficavam mais carregadas e a escuridão aumentava também, até que me apercebo que estava demasiado "em cima" de nós, os estrondos assustavam-me, fugi para dentro de casa, os outros ficaram. "Não há que temer, as faíscas caem no mar", diziam.

Desde então nunca mais vi nada idêntico...até ontem.

Não tenho medo de mais da trovoada quando estou dentro de casa, mas fora, depende do lugar onde me encontro.

Fui ao funeral de um colega numa aldeia do concelho da Póvoa de Lanhoso.  À saída de Braga, para  Este, as nuvens escuras e carregadas anunciavam uma forte carga de água. Saímos à hora marcada, não choveu em todo o percurso até chegarmos à aldeia. 

Outros colegas chegavam, paravam na berma da estrada, desconhecíamos o lugar onde ficava a igreja, era ainda cedo para a cerimónia fúnebre, quando uma forte carga de água nos impediu de sair do carro seguida de uma poderosa faísca e do estrondoso trovão que seria o primeiro de muitos que iríamos apanhar pelo caminho até à igreja.

Depois de perguntarmos onde ela ficava, seguimos debaixo de fortes descargas eléctricas, os raios potentes de luz assustavam-nos, mas ao mesmo tempo estando nós dentro do carro não temíamos. O nosso receio era as  muitas árvores junto da estrada, teríamos de estacionar o carro tanto quanto possível afastado delas.

Num largo perto da igreja, decido estacionar o carro junto a uma paragem de autocarro, quando uma descarga seguida de um forte trovão assustou-nos de mais. Tínhamos pressa de ir para a igreja, ficarmos mais seguras.  Quando já estávamos à porta, fechávamos os guarda-chuvas, no campo em frente à igreja um raio de luz cai mesmo à frente dos nossos olhos, o estrondo foi tal que parecia que tudo caía em cima de nós.

Foi esta a segunda vez na minha vida que apanhei um grande susto e me levou para dentro da igreja, mas antes ainda perguntei a um senhor, que me parecia ser o sacristão, se a igreja tinha pára-raios. A resposta foi que não sabia, entramos, muitos dos nossos colegas ocupavam os bancos, esperavam o corpo que ainda não tinha chegado para a cerimónia fúnebre, sentamo-nos, ficamos mais tranquilas. 

Acalmou um pouco o tempo, mas quando nos pareceu que a trovoada e a chuva teriam ido para outras bandas, não, voltaram os trovões, por  mais algum tempo.

Quando a cerimónia acabou já não tínhamos a chuva e a trovoada.

Fomos à casa de campo da minha amiga. Quando chegamos lembrou-se que deixara no carro ( fui eu que levei  meu) o comando do portão, teríamos de saltá-lo.

Primeiro ela. Pensando que eu não conseguiria saltar (ahahah!),foi buscar o escadote, passou para o lado de fora para eu subir e saltar para o outro lado. 

O sol de final de tarde sorria, estava um ar fresco e perfumado, a relva verde molhada da chuva, não nos impediu de vermos as árvores de fruto ( tudo obra dela) que, disse a M,  à excepção dos quivis e talvez os maracujás, este ano não vão dar nada,  

Adorei ver as poucas  flores da romã e do maracujá. São lindas!

 

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a orquídea

por Maria Araújo, em 04.02.16

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Fui cedo ao mercado municipal comprar frutas e legumes (come-se o que é plantado e colhido cá na terra, ajuda-se o pequeno agricultor). Vou sempre à mesma senhora (a regateira), comprar os legumes. E hoje, junto aos caixotes, tinha um balde com orquídeas. As senhoras aproximavam-se, perguntavam o preço, regateavam. 

Ouvi o preço, confirmei-o, e percebendo que as senhoras estavam indecisas, peguei num ramo e disse que ia levá-lo. Coloquei-o no carrinho das compras. Quando fez a conta avisei-a do ramo de orquídeas. Paguei e segui para a fruta, numa bancada em frente. Fiz as compras, segui para uma outra vendora para comprar cenouras e cebolas.

No caminho para a saída do mercado, ainda comprei batatas novas e bananas numa outra bancada.

Saí do mercado, não andara mais de 10 metros, sinto uma mão tocar-me o ombro ao mesmo tempo que dizia "olhe!".

Voltei-me, vejo uma senhora que me diz: " A senhora não me pagou a orquídea".

"Como não paguei a orquídea? Desculpe mas deve estar enganada", respondi.

"A vendedora disse-me que a senhora não pagou a orquídea, e ela é minha"

"A orquíedea é sua? Mas a senhora não me viu pegar nela, não disse nada, e vem agora dizer-me que é sua? Desculpe, a orquídea é minha e paguei-a."

De repente, veio-me à mente as compras que fiz e o valor que paguei e comentei: "Eu paguei. O que paguei à senhora está incluída a flor", virei-lhe as costas e voltei ao mercado.

Mal cheguei à regateira, perguntei: "Então a senhora disse que eu não paguei a orquídea?"

Não me deixando acabar a conversa responde ela: "Desculpe, enganei-me. A senhora pagou, sim, fiz confusão com outra pessoa."

Fiquei tão zangada que nem vira que a outra viera atrás de mim, quando a regateira lhe diz: "Não foi esta senhora, eu confundi".

"Sou sua cliente há muito tempo, nunca lhe devi nada, e eu avisei-a que tinha a flor comigo e que ia levá-la", voltei a repetir.

A outra pega em dois ramos verdes e diz: "Desculpe, para a compensar  deste engano ofereço-lhe este dois raminhos."

E foi então que percebi e comentei: "Então a senhora é a dona das orquídeas! Mas porque não me disse? E porque me deixou andar nas bancadas aqui perto e quando saí do mercado a senhora veio ter comigo?"

E vim embora a pensar que a dona das flores devia ter andado a vigiar-me o tempo todo que estive ali perto a fazer as outras compras e, certamente, esperava que eu voltasse atrás para pagar aquilo que estava pago.

E agora, imaginem as pessoas que olhavam para mim quando ela me tocou no ombro e disse que eu não pagara a orquídea. Mas não me afectou porque, como diz o provérbio "quem não deve não teme".

 

 

 

 

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Uma flor de inverno

por Maria Araújo, em 13.12.14

de um vaso que comprei há dois anos, pelo Natal.

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