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não há paciência

por Maria Araújo, em 18.12.18

Há pessoas super bem dispostas que quase alegram, logo de manhã, o dia dos outros.

O pior é quando se está na fisioterapia, quer-se algum sossego, e um vozeirão alto e que nunca se cala repete as frases vezes seguidas,  incomoda as terapeutas ( que não devem ter paciência para tanta energia e vozeirão que vai além das paredes das salas de tratamento) que precisam de fazer o seu trabalho com tranquilidade, e dos outros utentes que querem tirar proveito e descanso dos tratamentos.

Eu fico cansada e sem paciência para tanta energia e conversa, que não interessam, e de tão exagerada boa disposição.

Sorte a minha que acabei hoje os tratamentos.

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 20.11.18

Tinha marcado para hoje deixar o carro na oficina para fazer uma revisão, antes de ir à inspecção, desmarquei tudo,  o carro da minha irmã avariou, foi rebocado, emprestei o meu para ela ir trabalhar.

Fui levar o carro, aproveitei para, finalmente,  marcar uma consulta na clínica de fisioterapia  que fica em frenta à casa da minha irmã.

O médico dá consultas neste dia, tive sorte, alguém tinha cancelado a sua consulta da manhã, ficou para mim.

Depois desta,  foram marcadas as horas do tratamentos, a funcionária perguntou se queria fazer, nesse momento, o primeiro tratamento. 

Com certeza que sim,  ao meio-dia estava a sair da clínica.

A caminho de casa, decidi mudar o trajecto e passar no mercado municipal para comprar fruta, trouxe maçãs, tangerinas, bananas, romãs, castanhas e nozes.

Pensara fazer  lasanha de courgette e espinafres, para o almoço, aproveitava o forno para comer  as  primeiras castanhas deste ano.

Enquanto a lasanha estava no forno, na parte de baixo as castanhas assavam no tabuleiro, duas teriam escapado à faca, dois morteiros ouvi, fui ver o forno ( não o abri), a lasanha estava intacta e tostadinha, o forno cheio de padaços de castanha.

A lasanha estava deliciosa, as  castanhas de Trás-Os-Montes souberam muito bem, comi-as todas.

Sem carro, e com aula no ginásio às 17h15m,  fui para a paragem de autocarro  na expectativa de chegar a horas de conseguir uma senha para a aula das 16h30, estive trinta minutos à espera, já não chegava a tempo, quando  parou e perguntei ao condutor qual a hora do autocarro seguinte: "dentro de cinquenta minutos" - respondeu  -" mas saia daqui  por que as pessoas querem entrar", saí, este condutor não foi simpático,  passei pelo supermercado para comprar detergentes, a empregada vem amanhã, não quero que lhe falte nada ( a ela falta mais eficiência na limpeza da casa), voltei a casa, liguei o pc para ver os horários do autocarro que devia apanhar e que pára muito perto do ginásio.

A aula correu bem ( a D põe-nos KO) pergunta-nos: " meninas, estão bem?" e respondemos "sim", ela é excelente e um amor.

Desci a rua até ao Continente. Na paragem em frente a este, há um autocarro que passa de vinte em vinte minutos, leva dez a chegar onde ao centro e muito perto da minha casa, aproveitei para ir à padaria  minha preferida.

Fiz um jantar leve.

Sem notícias da minha irmã, se tinha chegado bem,  o que foi "diagnosticado" ao carro, enviei sms, tive resposta uma hora mais tarde.

Tinha chegado bem, o carro só fica pronto na quinta-feira, precisava do meu para amanhã, na quinta-feira vai com uma colega.

Amanhã, tenho duas aulas no ginásio. Não vou à primeira,  o autocarro não chega a horas, vou para a segunda, noutro autocarro que não passa perto do ginásio,  tenho de fazer a pé uma rua íngreme, mas são só cinco minutos.

Nunca pedi, nem peço, um carro emprestado.

Sempre que deixava o carro na oficina e tinha de ir trabalhar, ia de boleia ou na camioneta da carreira, como se diz cá no norte.

Não fosse a chuva, vinha a pé para casa.

O carro faz falta, oh, se faz!

 

 

 

 

 

 

 

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os chicos espertos

por Maria Araújo, em 20.10.17

Na recepção da clínica de fisioterapia estão afixados dois avisos, no balcão e na entrada da porta que dá acesso ao espaço de tratamento, que pede as pessoas para não entrarem na sala e aguardarem na recepção que os chamem.

Sempre cumpri o que o aviso lá diz, por vezes as técnicas demoram a vir à recepção, estão a trabalhar, temos de esperar pela nossa vez, mesmo que passe da hora marcada.

Com a crise  e os cortes, a clínica despediu pessoal. Entretanto abriu o Hospital Privado no centro da cidade, muitos doentes deixaram de lá ir, ficaram apenas duas técnicas e uma fisoterapeuta, logo, elas tentam coordenar o trabalho de modo a que ninguém esteja muito tempo na recepção à espera do tratamento.

Há cerca de 15 dias cheguei dois minutos depois da hora marcada para mim, 14h, as técnicas estavam a tratar quem chegara primeiro, sentei-me à espera que uma delas viesse ao balcão ver se havia alguém à espera.

Cinco minutos depois, entra um senhor, e logo a seguir uma senhora.

Viram-me sentada, sabiam que eu estava à espera de entrar. Reparei que ele vacilou entrar  para a sala, visto que percebeu que eu esperava a minha vez e chegara primeiro.

Não passou um minuto, vai ao corrredor e pergunta se pode entrar.

As técnicas responderam que sim, a senhora não tem mais nada, faz o mesmo... e fiquei sozinha na recepção.

Estes dois não tiveram a gentileza de dizer que estava uma pessoa na recepção à espera.

Passados cinco minutos, uma das técnicas veio ao balcão, como sempre vem para certificar-se se há pessoas à espera e se tem lugar disponível.

Levantei-me de imediato e comentei:

" Há aqui dois avisos, acho que  as pessoas não sabem ler. Cheguei há cerca de 10 minutos os senhores que entraram chegaram depois de mim. Ouvi que lhes perguntou se podiam entrar. Viram-me aqui, sabiam que eu estou para tratamento. Pelo menos respeitavam-me, não entravam e esperavam que uma das senhoras viesse ver quem estava".

A técnica, que me conhece há muitos anos, concordou comigo.

Convidou-me a entrar e, atrás de mim, e propositadamente e para que os chicos espertos ouvissem, comentava que as pessoas não são correctas, que deviam respeitar o aviso, que não foi simpático o que fizeram, e tal. E pediu-me desculpa.

Hoje, cheguei lá um pouco mais tarde, não tinha ninguém na recepção.

Uns minutos depois, entra a  mesma senhora da cena anterior.

Viu-me sentada, comentou baixinho, " não sei se é para entrar".

A seguir entra um senhor, aproxima-se corredor, pergunta se pode entrar, ela vai atrás dele e faz o mesmo.

A técnica ( tenho a certeza que ele pensou em mim) diz:  " não sei se está mais alguém na recepção que tivesse chegado primeiro."

E estes meus ouvidos ouviram um " não, não está ninguém".

Apeteceu-me entrar sem pedir autorização e dizer: "desculpe, estou eu e cheguei primeiro que vocês dois".

Mas não fiz nada, deixei-me estar.

No momento que a técnica vem ao balcão, entra um senhor. Não deu tempo que eu lhe contasse mais esta cena dos dois chicos espertos que me viram e disseram-lhe que não havia ninguém na recepção. Ela mandou-nos entrar, cada um para o número da divisão que nos indicou.

E hoje não foi possivel contar mais esta cena. Excepcionalmente, a pessoa que me fez o tratamento foi a fisioterapeuta e não tenho à vontade para fazer estes comentários.

Quando os chicos espertos querem ser os primeiros em tudo não respeitam pessoas e lugares.

Hoje, foi o meu último tratamento.

 

 

 

 

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 28.09.17

gosto de caminhar, não faço conta aos quilómetros, deixo-me ir descontraidamente, páro, tiro fotografias, altero os caminhos.

quando caminho porque planeio fazer compras ou por que tenho planos para o dia, a coisa funciona de outra forma.

hoje de manhã, decidi ir ao mercado municipal comprar fruta e como não queria ir de carro, porque não precisava de grandes compras, calcei os ténis e fui a pé.

entretanto, fui ter com a vendedora de legumes, que tinha sido operada há algum tempo e no seu lugar esteve a filha, queria saber se estava a recuperar bem e aproveitar para reclamar os marmelos e maçãs que tinha comprado há quinze dias, que dos 4 kg de ambos os frutos, não se aproveitou quase nada porque estavam podres.

os marmelos tinham bom aspecto, as maçãs não eram as mais bonitas, mas como eu queria para misturar com os marmelos para fazer marmelada e geleia, não comprei das melhores. e as vendedoras têm à mostra um peça de fruta cortada para mostrar ao cliente que a fruta é sã, acreditei no que vi, escolhi as melhores e trouxe para casa.

as maçãs não estranhei, mas os marmelos foi uma decepção, porque eram sãos por fora e ao abri-los com a faca, estavm podres. consegui apenas três tijelas de marmelada e um pequeno frasco de geleia.

quando manisfestei o meu descontentamento com as compras que fizera há 15 dias, e lhe disse que, na minha opinião, a fruta que a filha vendera naquele dia fora toda apanhado do chão porque estava podre, ela ficou tão envergonhada que me disse para escolher os marmelos e as maçãs que quisesse e para compensar fazia-me tudo mais barato.

comentei que não dissera aquilo para me compensar, mas porque não deve vender o que sabe que está estragado, e a continuar, perdia clientes em vez de conquistá-los.

ela insistia que escolhesse o que quisesse, disse que não, agradeci, apenas era um reparo que lhe fazia.

ela pega em sacos, vai aos cestos, escolhe a fruta, cerca de 4 kgs, e diz-me que aquilo é para mim e que faz-me um preço mais barato.

comprei mais umas pequenas coisas. 

mas quando dei por mim o peso era demais. são cerca de 15 minutos a pé do mercado a casa, pedi que guardasse os sacos, mais o das compras que tinha feito noutra bancada, porque ia buscar o carro.

era impossível andar a pé com todo aquele peso.

antes do almoço, liguei ao electricista, que estivera cá em casa há uma semana, para enviar a factura e pedir que viesse ver duas tomadas da cozinha que não tinha corrente.

respondeu-me que ia ver como estava o serviço com o funcionário, que me ligaria depois do almoço.

comentei que às 14h tinha o meu tratamento de fisioterapia, esperava então a sua confirmação para marcarmos uma hora.

às 14h15 não tinha recebido chamada alguma, liguei para a clínica a informar que não ia, mas a técnica de saúde disse que até às 18h podia aparecer e fazia o tratamento.

ora às 15h30 convicta que hoje já não tinha o electricista, meti pés ao caminho e fui à fisioterapia.

são cerca de 20 minutos a pé ( depende do calçado que levo ). sentei-me à espera que viesse alguém à recepção, que vê quem está para tratamento e tira a ficha,  e com a minha paciência, porque sabia que tinha de esperar, não era aquela a minha hora, dez minutos depois, toca o telemóvel, atendo, ouço a voz do electricista que me diz que em meia hora estaria cá em casa.

levanto-me, saio da clínica, volto para casa. as técnicas de saúde nem deram pela minha presença.

o electricista chegou, fez a reparação, saiu. 

vi as horas. eram 16h50, ainda estava a tempo de fazer o tratamento. mas tinha de andar mais 20 minutos e depois o regresso.

está uma tarde quente, já tinha transpirado qb, desisti e deixei-me ficar em casa.

quando faço muitos quilómetros porque quero e preparo-me para isso, não dou por nada e sabe-me bem.

andar de um lado para o outro, na cidade, porque os planos alteraram-se, fico sem vontade.

e hoje tinha feito planos para ir a pé visitar a minha amiga Alice.

 

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E as dores continuam

por Maria Araújo, em 12.12.14

 

mais fisioterapia, medicação, de vez em quando sai-me um "ai" esteja a andar, esteja sentada.

Só deitada me sinto bem.

Diz a fisioterapeuta: " vamos devagar, evite esforços, é o segundo tratamento" (lombar).

E eu respondo: "eu sou paciente, mas tenho tanto que fazer!"

Nunca, em quinze anos que vou à clínica, fiz tantos tratamentos como este ano.

Espero recuperar até quarta-feira. Tenho a ceia de natal com os meus ex-colegas e amigos da escola.

E o natal é sempre cá em casa, preciso de estar em forma para a festa da família.

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Quem espera desespera

por Maria Araújo, em 10.12.14

Quando combinas a hora da fisioterapia para todas as sessões (quase sempre à mesma hora), e pensas que se vais mais cedo alguns minutos por que entras por ordem de chegada, e /ou  alguém pode faltar, e/ou atrasar-se, entras logo que chegas (acontece algumas vezes), pelo contrário, esperas meia hora ( que desespero!), atrasam-se os tratamentos, perdes uma tarde, tudo por que na clínica  o número de utentes baixou (dizem?!), despediram pessoal e os poucos que ficaram trabalham a dobrar e têm de se virar com os utentes que são obrigados a esperar e adiar os seus planos para o dia.

Chegas a casa e pensas: "que fiz eu hoje de tarde? Nada!" E as decorações de Natal e as prendas para embrulhar ainda por fazer (e à noite não apetece).

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A fisioterapia

por Maria Araújo, em 19.11.14
Seria hoje o último dia da fisioterapia, já esfregava as mãos de contente porque quero começar a preparar as decorações de Natal, quando ontem, o médico me diz: "o pulso está bom, a recuperação tem sido positiva, mas vai fazer mais quinze sessões.".
Quinze sessões são três semanas! No mínimo estou lá 1:15 horas, mais as idas e vindas a pé, chego a casa quase de noite.
Bolas!
 

 

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