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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

# fique em casa 60

Maria Araújo, 18.05.20

Entrei no sábado à noite em casa, saí há pouco,por volta das 19:00h, fui a casa da minha sobrinha levar comida que sobrou do almoço, não precisava de cozinhar para o jantar.

Atravessava  a rua, olhei para o pequeno snack-bar com esplanada, estava completamente cheia de mulheres e homens que bebiam a cerveja do final de tarde, e que já fazia falta ao povo ansioso de sol,de conversa, de esplanada.

Gostaria de fazer o mesmo, de tomar um café numa esplanada,sozinha, ou com um(a) dos (as) alguéns de quem tenho saudades, mas continuo por casa e não sei, ainda, quando regressarei ao centro da cidade ( a 300m da minha casa) e que não vou desde 12 de Março, nem sequer me mentalizei ir  às compras que preciso de fazer no mercado municipal.

Hoje, a manhã foi a fazer este   e este treinos, que gosto de mais, à tarde tirei as malhas e vestidos para lavar ( não estão sujos,óbvio) e arrumar no armário da roupa de inverno.

Também estive um pouco a desfrutar da minha varanda onde o sol aquece o corpo e a alma.

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# fique em casa 58

Maria Araújo, 17.05.20

Ontem, passei a tarde com os sobrinhos,e sobrinhos netos, na casa da praia.

A meio  da tarde, fomos passear pela beira-mar ( distância qb), os miúdos  andavam à solta, corriam praia fora, a delíca deles.

Preparamos o jantar, que foi na varanda, a noite estava agradável, comemos um peixe  grelhado, nham,nham  .

Regressámos cedo,para desilusão dos miúdos que queriam continuar a jogar Monopólio, mas tínhamos o Scott ( não foi connosco) à espera para dar o seu passeio na rua.

Demos um passeio pelo quarteirão, cheguei a casa,sentei-me no sofá a ver TV, adormeci. 

Fui deitar-me,o sono não queria vir, adormeci muito tarde.

Voltaremos num dos dias da próxima semana.

As fotografias:

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# fique em casa 57 - Dia Internacional da Família

Maria Araújo, 15.05.20

Não fosse ver no Instagram,  esquecia este dia. Só não o esqueço porque o segundo sobrinho dos onze que tenho, faz 41anos, uns minutos depois da  meia-noite,estava a enviar uma mensagem de aniversário.

Gosto muito da minha família, grande que foi, em tempos, faleceram osmeus pais, nasceram mais sobrinhos, a família aumentou, vieram os sobrinhos netos, voltamos aos belos tempos da grande família.

E quando há o aniversário dos sobrinhos netos brasileiros,que coincidem com as férias de Verão e as de Natal,juntamo-nos todos ( não sei se este ano haverá festa), é uma alegria recordar brincadeiras uns dos outros, partidas que faziam,e nós, os tios, as brincadeiras destes que são agora pais.

Mas também há momentos mais tristes, e hoje tive-os.

Quando há uma separação e uma das partes só vê os seus direitos e esquece os deveres, quer fazer tudo à sua maneira, ficando a outra parte com a vida perturbada, sofre com isso.

E eu também sofro.

Hoje é o Dia Internacional da Família, levantei-me cedo,  tinha um compromisso familiar,  mal dormi com receio de não acordar com o despertador ( como se fosse possível não acordar, responsável que sou!)  à hora estava no local, tratei do assunto,  vim para casa fazer as minhas coisa, excepto o treino, não me apetece fazer mais nada, fiquei triste.

Um dia  nunca é igual ao outro, mas passa.

Amanhã, vou ver os sobrinhos netos à praia, vou sentir o cheiro a maresia, passear pela praia, brincar com eles na areia.E vai o Scott, o cão da minha sobrinha, que adora praia.

Hoje, fui ao mercadinho fazer compras de legumes e fruta, veriquei que está tudo mais caro.

Sinto a falta do mercado municipal, mas receio que haja muita gente e eu quero manter a distância, até porque hoje já se via mais movimento de carros nas ruas,  e pessoas, muitas pessoas.

E por falar em pessoas, continuo a bater no mesmo assunto: máscaras.

Vê-se cada um(a) mais inconsciente e irresponsável no modo como  usam as suas máscaras na rua!

Três homens conversavam no meio do passeio, dois deles sem máscaras, o outro tinha a máscara pendurada na orelha esquerda ( não é a primeira vez que vejo esta cena).,como este senhor:

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Mais à frente, atravessava a passadeira,um casal cruzou-se comigo,os dois  traziam as máscaras no queixo,isto é, nem nariz, nem boca estavam protegidos. Deduzo que esta gente sai de casa com as máscaras ao pescoço,quando entram num espaço fechado, pôem-nas, saem da loja baixam-nas. Esquecem-se que as mãos tocam em objectos e/ou nos produtos, a tendência é para mexer nelas, deixam de ter protecção.

E é por tudo isto que tenho mais receio de sair à rua, agora, e na semana que se aproxima, com as pessoas a voltarem ao trabalho e as crianças às creches, do que em tempo de confinamento.

Espero que não tenhamos de dar um passo atrás. Até porque o número de infectados não diminuiu.

Bom fim-de-semana.

 

# fique em casa 56

Maria Araújo, 14.05.20

Um dia activo, comecei com este treino, estava a gostar, segui para este para trabalhar braços,foi a primeira vez que transpirei de verdade, em casa.

Tinha destinado a tarde para aspirar, e antes que mudasse de ideias, peguei no aspirador, aspirei paredes, passei a mopa pelos tectos e cantos, onde se acumula pó.

Mas fui fazendo com calma. Ia até à varanda ver a paisagem da minha rua, hoje movimentada no prédio aqui ao lado, com entrada e saída de familiares dos vizinhos.

E foi quando vi três homens, sem máscaras, que conversavam como se fosse o mês de Fevereiro,  antes de passarmos ao estado de confinamento. Estiveram bastante tempo por ali, as pessoas passavam, desviavam-se deles. 

Depois de aspirar, limpei os parapeitos das janelas da marquise, com a chuva fica água retida nos frisos.

Para jantar tinha carapau decidi pô-lo assar, não gosto do cheiro de grelhados dentro de casa, à noite, pensei aproveitar o forno para fazer um bolo.

Lembrei-me de procurar uma receita que vira no blog da Margarida, mãos à obra, enquanto o peixe assava no forno.

Bolo pronto ( ficou óptimo, já comi uma fatia), voltei ao pc, respondi aos comentários, está na hora de o desligar.

Amanhã vou levantar-me mais cedo, tenho um compromisso a fazer nos arredores da cidade.

Fiquem bem.

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(fotografia de 2017)