Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

fim de semana

Maria Araújo, 11.03.18

de temporal, esta noite foi terrível. Por volta da 1h da manhã, as rajadas de vento e a carga de chuva era de tal forma intensa, estavamos sentados no sofá a ver televisão quando, de repente, vejo através do estore da sala um clarão, seguido de um grande estrondo, e a gata que estava sentada no quentinho da manta, ao meu lado, assustada dá um salto, desata a correr, escondeu-se não sei em que lugar da casa.

Com o relâmpago a chuva e o vento serenaram.

E como é o segundo fim de semana de chuva, e por que o tempo não está bom para caminhadas, tenho ido ao domingo  à hidroginástica, que tem muita gente mas não é do tipo que está na conversa a falar da sua vida ou da vida alheia, felizmente.

Aproveito a tarde para tratar das contas do IRS de 2017. Não gosto de deixar para depois este serviço embora o controlo da nossas despesas nas Finanças seja ela por ela, não me dou ao trabalho de reclamar nada.

IMG_20180311_161050.jpg

 

 

 

último dia

Maria Araújo, 15.02.18

e1b.png

 

para validar as faturas de 2017 (sexta-feira da semana passada não tinha nenhuma por resgitar), hoje, das várias tentativas que fiz para validar as seis  que constam na minha página, clico no ícone "complementar informação de factura", e  o que me aparece é  isto:

Sem Título.png

 

Tenho ou não tenho facturas pendentes?

Sim. 

O tráfego online está, com certeza, congestionado.

 

 

coisas do meu dia

Maria Araújo, 21.11.17

Clinica_Cauchioli_-_Austismo.jpg

 

Fui as Finanças pagar o Imposto Automóvel, tirei a senha, aguardei a minha vez.

Ao meu lado, sentada, estava uma mulher jovem, com três crianças,  duas delas sentadas a seu lado. Mal reparei nelas. De repente, vejo que as cadeiras estavam vagas, sentei-me numa. 
O rapaz andava para um lado e para o outro, ria-se, não falava. Percebi que fungava muito, que estaria constipado.

Estava demorada a chamada da minha senha, embora só tivesse dois números à minha frente, sentei-me ao lado da jovem mulher.

O rapaz continuava na sua agitação mas não incomodava ninguém.

De quando em vez, ela chamava o miúdo que ora vinha junto dela, ora se afastava e parava em frente à porta. Olhava para fora.

Às tantas, diz-me ela:

" Ele não pára, mas não se incomode. Ele é autista".

Olhei para ela, fiquei entalada de emoção, mas disfarcei, respondendo que a criança não estava a incomodar ninguém, e eu nem reparara nesse pormenor e se ela não o dissesse não dava por nada.

" Ele é muito meigo, mas não pára e não fala. Quer ver?"

Chamava  o miúdo e pedia-lhe um beijo. Ele aproximava-se dela e fugia para junto da porta.

Imigrantes, perguntei se estavam há muito tempo em Braga. Contou que chegaram há um mês do Rio de Janeiro, vieram viver para Braga porque lá está impossível ter uma vida tranquila, sobretudo para as crianças, andam a tratar da documentação, estava difícil encontrar uma escola para as filhas e para o menino...  " São trigémeos", diz.

Comentei que nesta altura do ano é difícil porque as aulas começaram há dois meses, mas com a ajuda da Segurança Social certamente que a encontrará e para o menino também, porque sei que existe em Braga uma instituição que dá apoio a estas crianças.

"Elas são crianças normais. Adoro este meu filho. Eu sou portuguesa,o meu marido é italiano, vivíamos lá no Rio, decidimos vir para Portugal. Está tudo a correr bem, estou feliz por estar aqui, sei que vamos conseguir ..."

As duas raparigas, que estavam junto do pai, que estava a ser atendido, viram-nos a conversar e vieram ter connosco. Muito bonitas e simpáticas, dei-lhes as boas vindas.

Uns minutos depois, o marido aproxima-se, sorridente, cumprimentou-me.

Desejei-lhes muita sorte, comentei que as meninas de certeza que vão ter uma escola que as vai receber.

Perguntei-lhe a idade. 8 anos, estão no 2º ano.

Fiquei com a imagem desta jovem mulher na mente e acho que ainda nos vamos cruzar. Ela vive numa zona da cidade onde passo muitas vezes, acho que vou ter a alegria de saber que as crianças têm escola.

Os brasileiros estão de novo a procurar viver uma vida mais tranquila em Portugal. Há muitos aqui na cidade. Verifico isso nas lojas e no ginásio.

Quem me dera que os meus sobrinhos deixem o Rio e venham para Portugal ou outro país da Europa.

Para o ano, o meu sobrinho neto faz  6 anos entra para a escola. Cá seria o ideal.

Gostaria de tê-los por perto.

 

agora, é a voz

Maria Araújo, 07.11.16

A semana passada  fui às Finanças acompanhada de uma jovem que, além de simpática, é uma boa profissional a tratar de documentos. A funcionária que nos atendeu parecia que estava a fazer um favor, mas foi respondendo a tudo o que a jovem perguntava. Eu olhava-a e  associava o rosto a um caso que aconteceu comigo, há um ano e meio, sobre o que devia fazer para conseguir um documento.

Lembro-me que saí de lá frustrada, não por que o assunto não ficasse resolvido, mas pelo tratamento arrogante que me fez passar por uma imbeci. Também porque quem estava próximo ouviu tudo ( não devia ser permitido as pessoas que esperam a sua vez ficarem perto do balcão de atendimento. Ninguém precisa de saber o que cada um vai tratar). Contudo, não tinha a certeza se seria ela.

Hoje voltei às finanças. Esperei 45 minutos ( e porque muitas pessoas tiraram o ticket mas puseram-se a milhas com tantos números à sua frente), fui atendida pela mesma funcionária.

Antes de preencher a requisição, perguntei se podia ser eu a pedir o documento, visto que sou cabeça de casal da família. E expliquei o motivo do pedido. Respondeu que não podia se eu a fazê-lo.  Insisti na minha explicação, ela insistiu, também, até que acabei por dizer que o meu familar iria lá resolver o assunto.

E foi pela voz que lá cheguei. Foi ela, sim, que me atendeu  há um ano e me fez passar por um momento constrangedor e humilhante.

Hoje, de novo, a sua arrogância  fez-me corar. Corei, porque não consegui responder-lhe com a mesma "delicada" arrogância e porque me senti envergonhada  pela minha ignorância e o facto de, mais uma vez, estar um senhor encostado ao balcão e ouvir a conversa.

As Finanças estavam a fechar, fui à caixa de pagamentos, perguntei ao simpático funcionário ( já o conheço de outros pagamentos que fiz) que já contava o dinheiro para fechar a caixa, se podia aproveitar  para fazer o pagamento do imposto de circulação automóvel.

"Claro que sim", respondeu.

Perguntou-me o NIF, deu-me a máquina de pagamento automático e com um sorriso, respondeu-me: " Fez bem aproveitar. Está feito."

Agradeci, como sempre faço a quem me presta um serviço.

Se os funcionários devem ser tratados com educação, eu nunca fui mal educada para ninguém, também deviam ser mais simpáticos para quem precisa do seus serviços. E ser simpático não é rir e sorrir a todo o momento e para toda a gente. É explicar as coisas com alguma delicadeza.

A porta já estava fechada. Abri-a, e saí mais satisfeita.

Não volto lá tão cedo. 

d2385c645bc58d02f6164b4b1c510d50.jpg

 

 

IRS, a primeira vez

Maria Araújo, 02.04.16

 

que tive dificuldade em detectar os erros.

Não me dou ao trabalho de preencher  nova declaração, houve umas pequenas mudanças, os erros eram sempre os mesmos, no anexo H quadros 4 e 7.

No 4 abri uma linha, não me dizia respeito, não fechei, e até dar pelo erro, perdi um tempinho.

No 7 ( juros habitação)  faltava-me o IBAN do mutuante, que agora aparece noutra posição.

Resolvidos estes erros, simulei e submeti.

Dentro de três dias  a declaração estará disponível para verificação.

Feito!