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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

do meu dia

Maria Araújo, 03.05.19

Mãe e filha sentadas achavam graça ao miúdo que se ria para elas, dava meia volta para mais um passeio no corredor.

Esta criança porta-se muito bem. Por vezes, uma birra porque fica impaciente, mas não é de gritos.

De repente,  aquela mãe pergunta-me a idade do meu filho.

Respondo que não era a mãe, que não tenho idade para ter um bebé.

Comentou que há mulheres que são mães numa idade tardia, e que eu passava por mãe dele.

No meu íntimo gostei e sorri,  mas as marcas no meu rosto mostram que era impossível ser a mãe deste bebé.

O cabelo do meu sobrinho neto estava muito comprido, sem corte. 

A mãe saía mais tarde do trabalho, perguntei se podia levar o miúdo à minha cabeleireira. 

Peguei no telemóvel, pedi desculpa por ligar neste dia de fim de semana, o trabalho é intenso, mas se fosse possível cortar-lhe o cabelo  ( a primeira vez na minha cabeleireira) que marcasse uma hora, a melhor para ela(s), que ia buscá-lo  ao colégio a meio da tarde. 

E a resposta foi que fosse  directa do colégio para lá, atendia-me por volta das 17:45h.

Antes da hora, lá estávamos nós.

Esperamos cerca de dez minutos, o bebé foi atendido.

Portou-se tão bem!

A P tem um menino.

Foi a S que cortou o cabelo. Ela é mãe de uma menina. Tem muito jeito para as crianças. 

Elas ficaram babadas com o meu sobrinho neto.

Ganharam um cliente.

Foi a primeira vez que o levei a cortar o cabelo.

 

 

 

 

 

retratos do dia

Maria Araújo, 16.09.14

sexta-feira passada fui ao Porto. Andava à procura de uma caixa multibanco, passei por estas casas, que já conhecia, e com o telemóvel (a máquina fotográfica avariou, foi para a marca) "click".

Lindas, estas casas.

 

 

 

 

 

Sabado, dia de ginásio, com uma manhã tão soalheira e quentinha, deixei a aula para outro dia e fui à praia para o que poderia ser o último dia de verão deste ano.

Uma manhã fantástica. A temperatura da água estava como há muito não se sentia, convidava ao banho. O mar trazia muitas algas, banhava-me por etapas. Deliciosa água!

A maré cheia da madrugada deixou marcas na praia...se nesta altura subiu demais, imagine-se no rigoroso outono das chuvas e do vento que, aliás, já  se faz sentir esta semana ainda de  verão.

     

 

A cada passo, o rebentar das ondas nas rochas captava os olhares...

 

 

 

 

 

 

e reparei que as minhas unhas estavam da cor das ondas do mar

 

 

 

constantemente a banhar-me nesta água que, finalmente, não gelava os pés,

 

 

as nuvens brancas combinavam com o céu azul e não queriam que eu me despedisse deste início de tarde na tão calma praia de Apúlia

 

 

 

 

16 horas da tarde, "bora" para o passeio nas ruas da cidade da "Noite Branca" até que passei na rua de janes, com a exposição das cuecas de figuras públicas da cidade, umas de séculos passados, outras deste século...

 

"cuecas do presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio.

 

 

cuecas do ex-presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado

 

 

 

  

 

 

duas irmãs e uma amiga

 

 

 

duas irmãs e uma amiga

 

 

duas irmãs

 

 

os aviões que fazem piruetas

 

 

três irmãs

 

 

uma das feiras de utilidades

 

 

 

a NOITE...

 

 

três irmãs e uma filha e sobrinha

 

 

a tia e a sobrinha

 

 

as amigas de infância

 

 

a sobrinha e os óculos

 

 

duas irmãs e uma tia

 

 

 

 e a fotografia que iria provocar a minha queda e fractura do braço, {#emotions_dlg.confused}.

 

 

 

 

 

Sex shop

Maria Araújo, 14.11.13

Entrei hoje, pela primeira vez numa sex shop, um pouco disfarçada, ok, no centro comercial perto de casa, com uma amiga, aniversariante (54 anos) e a filha (27 anos) esta a passar férias cá,  vive em Tenerife (enfermeira que não arranjou emprego, saiu do país há cerca de 6 anos, não tenciona voltar nunca, muito trabalho, mas uma vida económica muito confortável).

O que lá fomos ver/comprar foi para a mãe.

A filha, adepta de brinquedos, lingerie e acessórios estimulantes({#emotions_dlg.ok}), gostou de uma camisa. Enquanto  via, a mãe dava-me cotoveladas no braço para eu estar atenta ao que ela dizia.

A dona da loja (que pancada!) com o à-vontade que eu jamais imaginava ter (conheço-a daqui da zona há muitos anos) saiam-lhe da boca palavras atrevidas que nos faziam rir à gargalhada ao mesmo tempo que as mãos falavam, também.

E dava opiniões à minha amiga. Esta ria-se e dizia que não tinha idade para esses brinquedos intímos.

De repente, vimos os vibradores. A minha amiga riu-se e eu meti-me com ela.

Eis que sinto algo vibrar atrás de mim.

A senhora tinha um à mão...

A minha preocupação foi vererificar se alguém, fora da loja, estava a observar-nos. Não.

A filha pagou tudo, saímos da loja com sorrisos descontraídos.

Diz a mãe para filha: "por que foste comprar mais uma lingerie?"

"Ó mãe, se eu gosto, porque não gastar em coisas que me dão prazer?"

Confesso que passo muitas vezes nesta loja, vejo a montra, mas nunca me atrevera a entrar.

Também não sei se voltaria lá pois o à-vontade da senhora deixou-me desconcertada.

(Nota: um post com conhecimento da minha amiga).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Limite

Maria Araújo, 18.05.12

Os poucos momentos em que me sinto triste, sem motivo aparente, penso nas famílias (pais e filhos) e o que os levam a chegar ao limite da relação : incompreensão, desespero, falta de diálogo, falta de tempo,  trabalho.

Sinto-me irritada, desanimada e impotente.

Não sei como me aproximar.

 

Filho(a) é para sempre.

 

 

 

   (estes dias vi este filme, Grbavica, um exemplo das muitas relações conflituosas,neste caso, mãe e filha)