Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



cada qual com sua mania

por Maria Araújo, em 21.02.19

À quarta-feira, há aula de bike à  mesma hora que tenho, também, uma aula.

Saio mais cedo de casa, costumo fazer aquecimento na passadeira, desço para o estúdio cinco minutos antes da aula começar.

Hoje, soube que as pessoas vão cerca de dez a quinze minuto mais cedo, fazem fila à porta do estúdio de bike, querem ser as primeiras a entrar, fazem questão de ocupar sempre as mesma bicicletas.

E eu queixo-me, às segundas e quartas-feiras, de umas quantas chicas-espertas que não se põem  na fila, mas ao lado desta, olham-nos com ar de safadas, entram à nossa frente, po~em a toalha  no chão para  que ninguém ocupe o espaço que é seu, vão buscar o colchão.

Estou na fila, entro na minha vez, pego no colchão,  fico num qualquer lugar onde tenha espaço. Mas quando tenho oportunidade, faço o mesmo, isto é, pouso a toalha no chão num bocado de espaço onde não sinta o ar condicionado, ( e porque fico doente) e vou buscar o colchão.

Hoje, cada pessoa olha para o seu umbigo, ninguém respeita ninguém, qualquer que seja a idade ( e os mais velhos são do pior).

Eu passo-me.

 

 

 

.

 

Início

o que é normal num dia pode não ser no outro

por Maria Araújo, em 24.01.19

Tinha uma consulta para as 15:40h, em Vila Verde, fui cedo, precisava de estar em casa por volta das 16:30h , ia buscar o bebé ao colégio, seguia com ele para uma consulta, a mãe encontrar-se-ia comigo no consultório.

A consulta é rápida, faz-se  as picadas, calça-se as meias, vem-se embora. Nunca demora mais de quinze minutos.

Com ideia chegar por volta das 15:15 h, e sair de lá de molde a chegar a casa à hora que previra, a cerca de 4 km do hospital, deparei-me com uma longa fila de carros. 
"Ou são obras, ou um acidente" pensei. Os minutos passavam, não chegaria à hora que previra.

Quase trinta minutos depois, à medida que meia dúzia de carros seguiam o seu caminho e do outro lado o trânsito fluía com regularidade, eis que vejo o que era: uma nova rotunda está a nascer ali, um pouco antes de uma mais antiga que fica a cerca de 1 km daquela.

Passada a obra, estacionei o carro num grande parque onde se faz a feira, percorri os escassos metros a pé, entrei pelo parque de estacionamento do hospital.

Tirei a senha de consulta, tinha sete pessoas à minha frente, esperei, esperei, esperei.

Às tantas, um homem alto meteu-se à minha frente, não conseguia ver o écran com os números de chamada, até que chegou a minha vez... vinte minutos depois de tirar a senha.

Aproximo-me do balcão, mostrei a senha à senhora, diz-me que não era para o balcão A, que devia ir para C.

Quando reparei na senha, fiquei possessa comigo mesma.

Observava sistematicamente a minha senha,  C, via os números passarem, mas os  meus olhos diziam-me que era o A,  o meu número tinha sido chamado há algum tempo e eu nada.

Aproximei-me da funcionária, que atendia o homem que se metera à minha frente, expliquei o que se passara, pediu que esperasse um pouco.

Outra funcionária tentava ajudar esta a resolver o assunto dele, a especialidade que ele queria não tem acordo com o seguro que possui, eu fervia pela espera, a funcionária dizia que tinha de acabar o que estava a fazer para atender-me de seguida.

A hora da consulta passara há muito, até que chamou-me. Mas não resolveu nada, havia um problema qualquer no sistema, perguntou-me se já tinha ido à consulta. Expliquei-lhe o que aconteceu, ela pedeiu-me que fosse para a consulta que passasse lá no fim para pagar.

No corredor estariam cerca de dez pessoas, tinha a certeza que a maioria não ia para a consulta de esclerose. E não iam mesmo. A porta  do gabinete estava entreaberta, percebi que não estava nenhum utente, e bati.

A médica mandou-me entrar. E foi num instante que foi feito o tratamento.

Saí na direcção ao balcão, com uma senha nova, ainda esperei pelo menos dez minutos.

Saí do hospital.

Pensei na fila que me esperava, pensei seguir na direcção de Amares, arrisquei o mesmo caminho. A fila era comprida, decidi meter por uma estrada secundária, certamente que " avançaria" pelo menos uns oitocentos metros.

Na mouche!

Quando voltei à estrada, estava a pouco mais de cem metros da obra.

Consegui meter-me na fila, passei a obra, estava a 10 km de casa, não apanhei mais trânsito, fiz o resto do percurso num instante.

Entretanto, teria de ligar à minha sobrinha a dizer que não chegava a tempo de ir buscar o bebé.

Ligou-me, eu conduzia, não atendi o telemóvel.

Quando cheguei, liguei-lhe, já estava no consultório.

Eu garantira à minha sobrinha que chegava a tempo. Cheguei dez minutos atrasada.

 

 

 

 

 

 

 

Início

no banco

por Maria Araújo, em 13.08.18

 

 

 

depositphotos_177901532-stock-illustration-young-b

 

O "meu" banco teve umas obritas, no ano passado. Provavelmente elas teriam sido nos andares superiores, pois no atendimento pouco se notou, a não ser duas pequenas colunas paralelas em frente ao balcão caixa que, suponho, é para  formar fila para quem vai para este, o que não acontece. Ninguém faz fila aqui.

De um dos lados há um sofá onde me sento à espera que o meu gestor venha ter comigo, como é hábito, quando chega a minha vez. 

Mas se os gestores estão a atender os clientes, não se apercebem de quem entra. Quem chega, deixa-se estar de pé em frente a eles para que sejam vistos.

Não gosto disto. Acho que corta a privacidade no atendimento,  não só para o gestor, mas também para o cliente. 

Quando entro, vejo se ele está, dou o bom-dia e vou sentar-me no sofá à espera da minha vez, mas sempre atenta a quem chega e fica de pé, não vá passar à minha frente.

Na semana passada, fui tratar de uns assuntos, o gestor estava a atender um cliente, viu-me, fui sentar-me no sofá.

Às tantas, pareceu-me que alguém que  acabra de chegar, entrara no gabinete. Na dúvida, não reagi.

Entretanto, saiu, de imediato entra outro senhor. Pronta a agir, o meu gestor veio ter comigo e disse-me que ia atendê-lo por que já estivera lá,  não demorava: "só uns minutos, eu já a atendo". E sempre que ia às fotocopias e passava por mim dizia o mesmo (óbvio que não gostei, por que  muitas foram as vezes que tive de tratar de papeis, voltar, e nunca passei à frente de quem lá estava, esperava pela minha vez).

Fui atendida, pediu-me desculpa, "o senhor teve de tratar de ... estava à sua espera..."

Aceitei o pedidos de desculpas, mas com esta cena esperei meia hora.

Hoje, voltei lá. Estava ocupado, cumprimentei, sentei-me no tal sofá.

Ele passou por mim duas vezes, estava eu com o telemóvel a navegar na net, mas atenta a quem entrava e saía,  ninguém fazia fila ( nem sei o que estão a fazer ali plantadas as tais colunas) quem está sentado não sabe se a pessoa que acabou de entrar vai para ser atendida pelo gestor se vai para o balcão.

De repente, apercebo-me que entrou um senhor que ficou de pé junto à porta.

Guardei o telemóvel, deixei-me estar sentada a observar a cena.

Cerca de dez minutos depois, vejo este sentar-se no gabinete do meu gestor. 

Depressa me levanto, aproximo-me, o gestor vê-me,  faço-lhe sinal e  digo baixinho que eu estava primeiro, ao que ele me diz: " eu já a atendo".

Fiquei danada, para não dizer um palavrão.

Mais dez minutos, vi o homem sair. Fiz de conta que estava a ver o telemóvel, vem o gestor ter comigo.

Pediu desculpa, não sabia que eu estava ali, que não me vira entrar.

Comentei que o cumprimentei quando entrei e que o cliente anterior a este que acabara de atender  também entrara depois de mim;  que compreendo que eles não têm de estar atentos a quem entra, mas os clientes devem ter o bom senso de perguntar a quem está sentado se é a sua vez, exactamente o que faço quando entro em qualquer lugar público sem senha de atendimento e vejo pessoas à minha frente.

 

 

 

 

 

Início

tu não existes!

por Maria Araújo, em 16.03.18

ou " quem me dera ter uma irmã como tu", eram, e são,  as palavras das minhas amigas e das colegas de trabalho. E porquê? 

Porque muitas vezes sacrifico a minha vida, as minhas vontades, os meus planos, ajudando os outros ( já fui muito mais altruísta).

Contrariamente ao normal neste cantinho, este post vai ser longo, vou contar a história que foi o dia de ontem, na partida para o Porto.

A Sofia é um dos elementos da TUNAFE  que vai em digressão pela Suíça, Aústria e Alemanha, parte hoje ( com este tempo ruim) de autocarro ao final do dia (liguei-lhe há minutos estão prestes a embarcar).

Terça-feira, a mãe teve alta da cirurgia que fez às varizes ( devia ter ficado a descansar pelo menos dois dias, opinião minha) voltou ao trabalho na quarta-feira, a Sofia pediu-lhe que fosse jantar com ela ao Porto e levasse umas coisas que precisava para a viagem.

Ora tendo a mãe de conduzir cerca de 150km, desaconselhei-a a fazê-lo, disse à Sofia que eu ia ao Porto, de comboio, almoçávamos juntas, aproveitaria para ir ao Museu Soares dos Reis ver a Exposição de Almada Negreiros, caso o tempo não agravasse.

Ora na quarta-feira era impossível sair de casa, deixei para quinta-feira.

Ontem, com chuveiros de quando em vez, tinha de ir, comprometi-me, não a queria desiludir, cheguei à estação por voltas das 11h10, os dois  habituais guichets  abertos, o dos comboios urbanos estava fechado, fui para uma das filas  e...cerca de 20 minutos depois, os passageiros que compravam bilhetes nos dois guichets eram os mesmos quando lá cheguei. As  duas filas aumentavam, ninguém despachava quem viajava para o comboio que partia para o Porto às 11h34m.

À minha frente, uma senhora dizia que estava ali há 30 minutos. Os dois homens que eram atendidos olhavam para trás, perceberam que estavamos desesperadas para comprar o nosso bilhete, mas era a sua vez, o funcionário explicava a viagem que eles queriam fazer, Alto Douro, pelo que entendemos, até que saí da fila e perguntei ao funcionário se era possível chamar um colega que abrisse outro guichet e despachasse as pessoas que queriam seguir viagem para o Porto. 

Resposta pronta, foi simplesmente. "não!"

Voltei para o meu lugar, as pessoas atrás de mim reclamavam, até que me lembrei das máquinas.

Sou sincera, nunca carreguei o cartão ou comprei bilhete nas máquinas. Sempre resolvi a compra ao balcão. Não queria, de modo algum, esperar 1 hora pelo próximo comboio, combinara a hora com a Sofia, faltavam três minutos para o comboio partir, dirigi-me à máquina, mas... Onde diabo  ponho o cartão?!  Via tudo, menos a ranhura do cartão de viagem.

De repente, vejo passar uma jovem, que tinha acabado de carregar o cartão, e peço-lhe ajuda.

Ela diz que não pode ajudar-me porque tem de apanhar o comboio.

Uns segundos depois, volta atrás, diz-me onde devo pôr o cartão, e a partir daí , agradeci já não precisava de mais nada, sabia fazer o resto das operações.

Cartão carregado, vem a senhora que estava à minha frente na fila e pede-me que carregue o seu ... Quando quer meter a nota de 20 euros para fazer o pagamento, a operação estava indisponível.

Aflita porque tinha de trocar o dinheiro, não tinha moedas, precisava de ir naquele comboio, digo-lhe que eu pago a viagem, ela sai da minha beira, tenta ir ao balcão, volta, entretanto, levo a mão à minha carteira, tiro as moedas e paguei ( metade do valor por  ser pensionista reformada e com  + de 65 anos).

Validamos os cartões, entramos no comboio, aliviadas, a falar sobre o assunto fila CP, a lentidão no atendimento ao público ( já passei por várias situações destas, não tão demoradas, e por isso é que eu gosto de ir a tempo, caso aconteça algo inesperado), sentou-se ao meu lado, queria chegar a Campanhã para trocar o dinheiro e pagar-me  a dívida. Disse-lhe que saía em São Bento, perguntou-me com poderia fazer para me pagar, se lhe dava o meu NIB.

Não respondi, pensava para mim mesma que se ficasse sem o dinheiro pelo menos tinha desenrascado alguém, o que ninguém faz, comentava para mim mesma, até que me lembrei que nunca apanhara o Metro em São Bento sempre o apanhara em Campanhã. E comuniquei-lhe que de facto fizera confusão, que saía na mesma estação.

Quando chegamos, pede-me que espere um pouco. De tão rápida que foi, não teria passado um minuto, está ela à minha frente com o dinheiro da viagem que o entregou e agradeceu-me o gesto, despediu-se e foi embora.

Se as minhas amigas e/ou colegas estivessem comigo, diriam " tu não existes!".

Entretanto, ainda no comboio, dá-se algo insólito.

Vira na fila um jovem negro que ora ocupava a fila onde eu estava, ora ocupava a do lado. Todos nós queríamos seguir viagem, e com o meu desenrasque na compra do bilhete na caixa automática, nunca mais me lembrei de nada, até que  no comboio, quando o revisor se aproxima dele, que estava sentado mais à frente, percebemos que não tinha bilhete.

Pela conversa do revisor, que foi de uma educação de se tirar o chapéu, percebemos que, como nós, o jovem  teria tentado comprar o bilhete mas já em cima da hora para partir, teria questionado o funcionário que ter-lhe-ia dito que podia comprar no comboio, que explicasse o que se passara na bilheteira...Só que havia um problema: o jovem não tinha dinheiro, queria pagar com cartão multibanco.

O revisor tentava explicar que não tinha máquina multibanco, o que é que iria fazer perante isto. O jovem insistia que ao balcão lhe disseram que falasse com ele e que teria o bilhete.

O revisor ligou para a bilheteira. Os comentários que se ouviam era que o jovem não tinha dinheiro, que houve um mal entendido, que ia, então, resolver a situação.

Depois de desligar, explica ao jovem que o funcionário confirmou que podia comprar o bilhete no comboio, mas que ele não dissera que não tinha dinheiro, que pagaria com o cartão.

E eu a pensar entrar em acção. Convidar" a senhora a meu lado, a quem eu desenrasquei num momento de aflição, a pagarmos a viagem do jovem, ela não precisava de me pagar a dívida. Mas desisiti. Pensei assumir sozinha, ao memso tempo que reflecti que não seria a primeira vez que o jovem viajava nos comboios urbanos e saberia que o bilhete não se compra no comboio, inclusive pagar com o cartão multibanco.

Desfeito o equívoco, numa das pequenas folhas de pagamento de bilhetes, o revisor regista os dados do jovem, o seu nome como fiador do bilhete, pergunta-lhe quando volta a viajar no comboio, diz que tem x dias para ir à bilheteira em Campanhã e pagar o bilhete, caso não resolva a situação, ele,  e como funcionário da CP terá de fazer uma participação.

Comentei com a minha companheira do lado que estas situações nas filas de espera  só causam transtornos a todos.

Ter-se-ia evitado constrangimentos se o guichet de comboios urbanos fosse aberto apenas naquele momento e depachasse os utentes que pagam os bilhetes, sujeitos a estas situações que deixam envergonhados qualquer pessoa, como fiquei quando uma altura, numa viagem que fiz também para o Porto, não sabia que tinha de validar o bilhete, entrei no comboio e quando o revisor me perguntou porque não validei o bilhete, fiquei com cara de parva a olhar para ele.

Safei-me de uma multa porque expliquei que desconhecia essas novas regras, que raramente usava o comboio urbano, e só  depois de mostrar o talão de pagamento da viagem ( que devemos ter sempre connosco, assim como os de Metro) e ele ter confirmado que tinha adquirido o bilhete uns minutos antes, aceditou em mim e validou o blihete, porque se não tivesse retirado da máquina a prova de pagamento,  a coisa ia correr mal para mim.

 

pagaqui-p.jpg

 

 

 

 

 

 

Início

parece-me que hoje

por Maria Araújo, em 19.01.18

foi o dia de ver coisas caricatas.

De manhã, no ginásio, foi isto.

Depois do ginásio, passei pelo Lidl para  fazer algumas pequenas compras habituais de artigos de limpeza.

Passei pelo pão, e deparo-me com uma boa quantidade de sacos e luvas caídos no chão.

Não consigo perceber como é que as pessoas tiram os sacos sem que venham uns quantos juntos e caiam no chão, que não os apanhem e os deixem de lado, quiçá, entreguem ao funcionário desta secção.

Ok! A pessoa tem de se baixar para os tirar, mas se estivessem à mão, a coisa seria igual.

O que faço para tirar um? Baixo-me, com uma mão amparo os sacos e com a outra tiro o que está em cima. E com as luvas faço a mesma coisa. 

 

Hoje de tarde, passei pelo cemitério, e de seguida voltar ao  Ikea para comprar o outro candeeiro de mesa de cabeceira, que escrevi nestes post.

A caminho deste, com um sol tão bonito, antes de entrar na loja, subi ao terraço do centro comercial para tirar umas fotos ao pôr-do-sol.

Depois disto, entrei no Ikea e fui lanchar. Vou para a fila, peguei num tabuleiro. Mais à frente, estavam os pratos de seobremesa, peguei num, escolhi um rolinho de canela. Na caixa pediria um pingo ( 0,50 €  por um bolo e um pingo ????). 

Ora estava eu na pequena fila para escolher o bolo, vejo uma rapariga que teria 30 e poucos anos que vem do lado contrário à fila, mete-se à  frente do casal que estava à minha frente, com a mão pega em algo que me parecia  ser um pão com chouriço, vira costas e vai para a caixa  pagar.

Olhei para ela, estupefacta. Pego nas pinças para tirar o bolo que escolhi, eis que a vejo, agora à minha frente, põe o dito alimento no sítio, comenta qualquer coisa para si própria, passa por trás de mim, presumo que para escolher um croissant.

Vou para a caixa, o funcionário estava a atender o casal, pediu-me que esperasse um pouco. De repente,  a menina  aparece do outro lado da caixa, fica atrás do casal( presumi que fosse familiar do casal, mas não era)  trazia na mão, o que me parecia ser o pão com chouriço. Caramba, tinha pousado o pão no tabuleiro e voltou de novo com ele na mão?

Quando me preparo para pagar, ela saca do dinheiro, paga e vai embora.

Não fiquei minimamente chateada por ter passado à minha frente. O que não gostei foi de a ver pegar o que escolhera, com a mão.

E eu fiquei parva porque acho que ela não atingiu nada do que fez. Ou esqueceu-se que há tabuleiros, pratos, guardanapos de papel, para se servir.

 

 

 

 

Início

INACREDITÁVEL!!!

por Maria Araújo, em 18.05.17

 

salvador.png

Terça-feira, passei no Theatro Circo para saber quando estava prevista a venda de bilhetes para o espectáculo deste novo ídolo de Portugal, que até sábado ninguém sabia quem ele era, incluindo-me na maioria.

A funcionária, que me conhece há anos, informou-me que ainda não havia data, mas para estar atenta ao site. Eu tinha visto a programação, nesse mesmo dia, e nada estava anunciado.

Soubera que o cantor viria a Braga através das notícias online.

Ontem à noite, não sei o que me levou a entrar no site do Theatro e vejo já a informação da venda de bilhetes a partir das 10h de hoje.

Como não sou das que pensa que o povo vai a correr para a bilheteira, pensei ir depois do almoço. Até porque moro a 200m do Theatro, estava tranquila.

Fui ao mercado às compras. Praticamente vazio. Amanhã temos o Rally de Portugal, as ruas estão fechadas ao trânsito a zona do mercado é uma delas. Estava lá a senhora a quem costumo comprar os legumes. Fui depois a uma das bancadas da frutas e vim para casa.

De repente, a voz do meu coração dizia-me para passar na billheteira agora de manhã. Se bem o pensei, melhor o fiz.

Quando lá cheguei havia uma fila que vinha até à rua, mas nada de mais. 

Em frente à porta a CMTV estava a montar a máquina de filmar. 

A senhora que estava à minha frente comentava comigo que lhe haviam dito que às 9h da manhã a fila era imensa, que ontem, na página não havia compra online nem reservas. 

Quem saía dizia que já só haviam bilhetes para a galeria superior, e poucos.

A repórter da CMTV perguntou se alguma de nós queria falar. Eu respondi que não, a senhora da frente, que reclamava o que se passava respondeu que queria dizer qualquer coisa. Entretanto,  quando sai alguém que diz que já não havia bilhetes, ela sai da minha frente e desiste. Incentivei-a a não sair e expor a sua indignação às funcionárias.

Lá foi. Não sei o que disse, saiu desanimada. Depois, não sei se falou com os repórteres.

Chegada a minha vez, falei com a funcionária e lamentei o que se passava. Uma hora e meia depois de porem os bilhetes à venda já estavam esgotados.

Como noutras ocasiões, por vezes, consegue-se um bilhetes isolado. Ela foi ao computador, verificou que tinha um de visibilidade reduzida. Respondi que para pagar 25 euros para não ver nada, não estava interessada.

Foi à planta exposta em cima do balcão, assinalou o lugar, que ela recomendou, porque mesmo sendo de visibilidade reduzida, era no 1º balcão , que para ela é um lugar razoável, recomendava não perder a oportunidade. E com a vantagem  de, para estes lugares, haver um desconto.

Voltamos à planta, verifiquei melhor o lugar e decidi comprar.

Poderei não ver de todo, mas ouvir, sim.

Deixei uma recomendação à menina: " Seria aconselhável fazerem outro espectáculo, mais para a frente".

"Sugestão para registar", respondeu-me ela.

Os comentários gerais eram de que " Se não tivesse ganho o Festival, ninguém sabia quem era Salvador Sobral"

WIN_20170518_120104.JPG

 Foi o último bilhete a ser vendido. 


Na página, o vermelho de esgotado!

 

ss.png

 

 

Início

coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 27.03.17

 

alunos em fila_thumb.png

 

Costumo marcar na APP as minhas aulas no ginásio, com 24h de antecedência.

Até ver, só uma vez não consegui a marcação.

As senha para as aulas de Pilates esgotam. Quem não marca, e porque as senhas na APP andam pelas cinco, tem de ir antes das 9h, hora a que começam a entregá-las, para conseguir uma.

Quem marcou, tem de levantar a sua até dez minutos antes de a aula começar. Um minuto de atraso, entregam a quem não conseguiu ao balcão.

Cheguei ao ginásio por voltas das 9:10h. Não me lembrava que tinha marcado a aula, aguardei que a funcionária me desse a senha.

E ela olhava para mim. Estava convencida que eu ia fazer uma aula de aparelho, não preciso de senha.

E foi quando, de repente, lhe disse: " Eu marquei a aula". 

Quando me dirigi ao estúdio, a fila não era grande, ainda faltavam cinco minutos para a professora abrir a porta.

Odeio encostar-me às pessoas, mas parece-me que há quem goste.

Sinto um corpo encostado ao meu. Virei-me. Uma senhora diz-me: "chegue-se mais para a frente".

Olhei-a com ar de parva e respondi: " Desculpe, mas eu odeio colar-me às pessoas" (usei a palavra colar propositadamente).

Ela acrescenta: " Também eu, mas é para dar mais espaço".

Não me mexi.

Ela virou costas e pôs-se na conversa com outra senhora. E já estava a ver que esta queria passar à frente quando a professora abriu a porta para entrarmos ( civilizadamente e na sua vez).

E eu sei porque elas querem ser as primeiras. Vão a correr pegar nos colchões para ocuparem o lugar habitual na sala, como se houvessem lugares cativos.

Irritam-me, estas pessoas.

 

 

 

 

Início

Santini do Porto, ninguém conhece

por Maria Araújo, em 17.06.15

Porto 002.JPG

Pois é, fui ao Porto porque tinha uma consulta, saí em São Bento, fui à Rua das Flores, já cheira a São João por todo o lado, voltei para trás e passei no largo do Loios para comer um gelado Santini...Mas não encontrei a casa.

Perguntei a várias pessoas, aos agentes da polícia que andavam na zona dos Clérigos e todos me indicaram a direção da rua de Ceuta. Eu insistia que a casa era na Praça de Loios, "mas não, não é", respondiam.

Prestes a desisitir, voltei à Praça de Loios. Nada!

Perguntei a dois homens com aspecto de arrumadores de carros que, simpaticamente, disseram-me "É ali!"

"Caramba, ainda há pouco passei aqui, não há nenhuma indicação, folheto, cartaz, nada!", comentei.

"Vê aquela casa branca e aquelas pessoas dentro? É lá!", indicaram.

Entrei. Uma casa grande, entra-se por um lado, sai-se por outro, muitas mesas, todas ocupadas por famílias e jovens que esperavam que os seus amigos, maridos, mulheres, o diabo a quatro viessem com os gelados... Percebia-se que estavam a ocupar as mesas para não perderem o lugar.

A fila era enorme. Fui espreitar o balcão.

Voltei para a fila. As pessoas esbarravam-se na passagem para a casa de banho.

Esperei algum tempo, o suficiente para perceber que eram quase 16 horas, tinha de ir para a estação de metro de São Bento, apanhar o transporte, mudar na Trindade, sair na Casa da Música e andar 10 a 15 minutos a pé até à clínica.

Foi então que desisti. Fui comer uma nata e tomar um café à Confeitaria Ateneia, onde tomo o café e/ou lancho sempre que por lá passo.

Não tenho paciência para filas e quando se trata de coisas que não são importantes, não me incomoda deixar para outra oportunidade.

Porto 019.JPG

(Santini, a casa da esquina)

Porto 020.JPG

 

Porto 021.JPG

 

 

 

 

 

Início

Eu até dava

por Maria Araújo, em 05.05.15

 

 

CHARGE TALINE SUPER MERCADO.jpg

a minha vez na fila do supermercado, que era grandita, à senhora que só queria pagar uma lata de atum e um chocolate, mas quando ela vem sorrateira e pára ao meu lado, olha-me com aquele ar de manhosa e por que é terceira idade e pensa que os mais novos têm de lhe dar prioridade, eu olho-a, ela posiciona-se ente mim e a senhora da frente, e murmura baixinho: "estou cheia de pressa, vou deixar ficar isto", continua a olhar-me, encosta-se a mim, eu afasto-me. Eu estou com pressa porque é hora da fazer o almoço e o que me levou a ir ao supermercado foi a falta de azeite.

A fila não andava, o funcionário da caixa toca a campainha para a colega abrir outra caixa,a senhora pousa as coisas em cima de uma caixa com produtos e volta à carga "eu estou cheia de pressa, vou deixar aqui as coisas", ninguém dizia nada, ela não ia embora.

A funcionária que acabara de abrir a caixa diz: "passem para esta caixa, por favor, por ordem".

Pergunto à senhora que está à minha frente se não quer ir, não me respondeu, e vou eu.

Pago as minhas coisas e, quando tal, vem ela, a senhora resmungona que tinha pressa mas não foi capaz de pedir a quem estava à sua frente para lhe dar a vez na fila.

Eu tinha muita pressa, sim, mas se ela não fosse manhosa, e se me tivesse pedido, eu até dava a minha vez.

Acho  que não vou ter estas atitudes  quando chegar a velha porque sempre soube esperar e se tenho pressa, peço delicadamente autorização para...

Início

Os saldos de Natal estão aí

por Maria Araújo, em 19.12.13

apelativos às  mulheres sedentas de roupas fashion e cujas carteiras não conseguiram suportar os preços da estação, como a minha , por exemplo.

Logo de manhã, tinha uma mensagem da MD a convidar-me aos descontos até 50%. Não comprava uma peça de roupa nesta marca desde o verão (e nos  saldos).

Passei lá com a intenção de ver se teria alguma peça a preço convidativo (há muito que deixei de comprar peças caras e que raramente uso).

Pois bem, a fila para a caixa era enorme, os braços das mulheres e dos homens estavam cheios de roupa.

Dei uma volta, e parei na mesa redonda onde tinha umas camisas que gostei.

Comprei uma para mim e duas singletes de verão, uma delas para oferecer.

Não comprei nada de roupas quentes. Não é que não precisasse ou me apetecesse mas como estou mais tempo por casa e felizmente tenho que vestir, não fui numa de consumismo.

Apenas aproveitei as peças que servem para as várias estações do ano.

 

 

Início


foto do autor


desafio dos pássaros



o meu instagram


1º desafio de leitura - 2015 2º desafio de leitura - 2017 3º desafio de leitura - 2019

desafio




Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


Encontros - eu fui

IMG_2230 (2).JPG MARCADOR