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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

um dia de preguiça

Maria Araújo, 26.06.20

o tempo está para isso mesmo.

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Gostei da série " Coisa Mais Linda" da Netflix, uma história envolvente como "só" os brasileiros sabem contar.

Racismo, feminismo, machismo, femicídio, o preconceito nos anos 50 e 60 estão aqui caracterizados nos excelentes personagens.

E porque o tema principal é a música, vibra-se  com as canções de Tom Jobim e João Gilberto, a bossa nova.

E não esquecendo o guarda-roupa ( adoro!),  a paisagem, o mar, a praia do Rio de Janeiro,  o final da 2ª temporada deixou os espectadores em suspenso, aguardo a 3ª temporada.

 

 

 

 

 

Femicídio - Divulgação

Maria Araújo, 25.10.08

femicídio

 

Estive na passada Quinta-feira na capital. Trouxe um jornal, daqueles que oferecem aos transeuntes, embora este eu o tivesse "usurpado" na clínica  onde esperava a minha hora da consulta.

Na página Mundo, reparo nesta foto, que postei. Sem olhar o título, associando-a à fome, a África e à ONU , como escreveu, e bem, o meu amigo TretosoMor, no seu post de hoje, sobre uma pesquisa da ONU à pergunta, " Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".

 África é o continente de grandes recursos, da beleza natural, de uma variedade infinita de raças, com características muito próprias... É também o continente da fome , da guerra entre tribos, do poder das milícias, da "matança", desculpem-me a palavra, da destruição.

Dei atenção ao título da notícia que passo a transcrever:  Como destruir uma nação pelo horror do "femicídio".

Femicídio, pensei.... Algo atroz devem fazer algures em África...

" Mulheres são violadas em série, com paus e facas, e vítimas de canibalismo.

"Canibalismo?" ,interroguei-me.

Fui lendo o texto.

Passa-se na República Democrática do Congo e os testemunhos foram levados para os EUA pela activista e escritora Eve Ensler, conhecida de vários livros de sucesso. Esta senhora fundou a cidade da Alegria, uma espécia de aldeia onde as armas não entram e onde as vítimas de violação têm cuidados médicos e psiológicos.

Cito palavras da activista " É a destruição sistemática das mulheres. É uma guerra económica travada no corpo das mulheres. É 'femicídio".

As mulheres são usadas como arma de luta entre facções tribais e milícias que lutam pelas riquezas naturais do país: o ouro, o diamante, o cobalto.

O mesmo artigo refere que  a RAISE for Congo diz: " Ninguém sabe. O mundo desconhece" .

A ONG, uma organização no país, refere: "As pessoas vão envolver-se". A palavra de ordem é  DIVULGAR

A UNICEF adoptou a estratégia: " Formar congolesas no sentido de fazerem denúncias e apelar à acção mundial. Um dia elas, outro dia nós."

A notícia acaba da seguinte forma:

  MARTÍRIO

" Número de anos  a que o país luta por dinheiro e poder"

                             10

Mulheres são as principais vítimas da guerra.

Violações e torturas são práticas diárias."

 A bandeira da ONU.               

A propósito, lembrei-me das fotos que fazem parte de um painel que se encontra no corredor do edifício da ONU e que dá acesso às salas de reuniões, esta tirada por mim na visita que fiz a Nova Iorque, em Dezembro de 2006.       

ONU 2006

DIVULGAR é o lema. Não posso ignorar o que li, é este o meu contributo e para que o mundo conheça a guerra dos mais fracos, as MULHERES.