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Braga Romana começou!

por Maria Araújo, em 20.05.15

 

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Mais que o São João (perdoa-me, São Jãozinho), de ano para ano, este evento tem crescido, atrai os forasteiros a viverem a história desta cidade de outros tempos.

Temos atividades, passatempos, concursos, feiras romanas, cortejos, comes e bebes, dança, luta romana, e muito mais. Este ano são cinco dias de festa romana. A temperatura vai subir a partir de amanhã, venham desfrutar da minha cidade.

E perguntam as pessoas quando alguém se esquece de fechar a porta: "És de Braga?"

Pois bem, desta vez  respondemos com prazer,"Sim, somos de Braga. Durante estes cinco dias vamos deixar as portas abertas.  Aproveitem. Venham divertir-se e Reviver Bracara Augusta ".

 

 

 

 

 

 

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As nossas cestas

por Maria Araújo, em 28.02.15

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 No Jornal da Noite, passou a notícia do jovem Nuno Henriques que teve a ideia de recuperar a tradição do fabrico de cestos de junco, uma herança da família, fazer o seu negócio e expandi-lo.

Os únicos artesãos do fabrico da cestaria são pessoas de avançada idade, mas o jovem empresário quer dar a conhecer ao mundo esta linda tradição dos cestos portugueses, como aqui refere:

Todo este processo está ameaçado a acabar. Não há artesãos jovens que queiram aprender este trabalho e mesmo a apanha do junco no sul de Portugal, também ela perfeitamente manual, não encontra mãos novas. Mas antes que isso aconteça eu gostaria de partilhar e valorizar esta bela parte da minha herança cultural consigo (da página de Toino Abel).

 

Aqui no norte também se faziam, felizmente ainda se mantém a tradição, eram vendidos nas feiras e em lojas de cestaria. Em Braga havia uma loja, as Cesteiras que, infelizmente, já não existe, onde se vendia de tudo o que se fazia cá em Portugal, de norte a sul, em verga e junco: chapéus, baús, malas, cestas, cadeiras, tabuleiros, camas de criança...

Lembro-me de, em miúda, gostar muito destes cestos e de os ver nas mãos das empregadas domésticas (minha avó paterna tinha uma cesta grande que era usada para a empregada ir às compras ao mercado e à mercearia) e das lavradeiras que iam vender para o mercado (ainda hoje se vêem nas vendedoras mais velhas). Eram cestas usadas para as compras, pelas  mulheres de condição social baixa.

Nessa altura, vivia-se mal. As mulheres faziam docinhos, pequenas coisas de artesanato, rendas, tudo o que fosse possível vender de porta em porta para ganhar alguns trocos para o sustento da família. E estes cestos andavam nas suas mãos.

Minha mãe era uma mulher muito habilidosa na costura, bordados e tricot. Fazia pequenas coisas para a casa, sacos para o pão, panos de cozinha, os babeiros (alguns bordava-os) para mim e para a minha irmã mais velha, os remendos nas calças dos meus irmãos.

Costumava comprar retalhos a uma velhinha, muito limpa, que trazia os retalhos muito bem dobrados, cobertos com um pano branco bordado, dentro do cesto. Batia à porta, eu descia com a minha mãe para ver as novidades dos retalhos que eu tanto gostava. Adorava mesmo mexer naqueles pequenos tecidos tão arranjados e dobrados. A senhora falava muito baixinho, era de uma humilde imensa e minha mãe, uma boa cliente da senhora, muitas das vezes, penso eu, devia comprar mais para a ajudar que por necessidade.

Os anos passaram, as mercearias deram lugar aos supermercados e mercadinhos, o mercado das lavradeiras foi  quase esquecido, as sacas de pano foram substituídas por sacos de papel e de plástico, os remendos deixaram de se fazer, tudo passou a descartável e os cestos deixaram de ser usados na cidade.

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Mas os tempos também ajudam as pessoas a procurar alternativas ao desemprego e a recorrer ao que antigamente se fazia.  E  "Toino Abel" está a desenvolver um bonito negócio e a divulgar  lá fora o que de muito bom de artesanal se faz neste país.

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E foi então que vim pesquisar se a nossa cestaria andava por aqui... E encontrei  a marca  Toino Abel, do jovem que foi notícia no Jornal da Noite.

Tem uma página em português e inglês onde explica como começou este seu negócio, a história da família, de como são feitos os cestos, de quem os faz, onde são feitos e o vídeo que mostra como se fazem as asas das cestas.

Um negócio em expansão, com necessidade de mão d'obra mais jovem para dar continuidade a uma tradição familiar tão bonita e moderna.

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Os cestos andam aí, chamam a atenção das mulheres portuguesas (esta blogger adora-os) e poderá ser a mala da moda urbana para o próximo verão e para a praia, porque não os lindos cestos com o design "made in Portugal"?

E há  modelos para todos os gostos. Eu gostei de todos.

 

 

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Em Braga

por Maria Araújo, em 20.12.14

já é Natal, as ruas estavam hoje, cheias de pessoas, feiras de artesanato, vendas de natal, comes e bebes, cânticos das crianças, estudantes da UM e muito mais, que não vi.

Um dia alegre, cheio de esperança, que aquece a alma.

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(imagem do dia de hoje, via FB, daqui)

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665 - Feira do cavalo

por Maria Araújo, em 27.06.10

Ontem foi um dia de relaxe.

Comecei com a minha aula de hidroginástica.Gosto de ir ao Sábado porque são poucos alunos e posso movimentar-me à vontade na água.

Ainda fui ao jacuzzi. Dispensei-me do banho turco, uma vez que estava com ideia de ir à praia.

A meteorologia indicava alguma nebulosidade e vento de NW.

Quando cheguei a casa, tive um convite para ir à praia e, no final da tarde, seguir para Ponte de Lima, ás  feiras novas, onde os cavalos são os personagens principais.

Nunca tinha ido a uma feira destas. Aceitei.

A praia estava agradável. Enquanto o namorado da minha irmã dormia um sono, nós jogávamos à bola. A Sofia, sem a bola, não é ninguém.
Maré alta, bandeira amarela, mas a Sofia teve de tomar o seu banho de mar.

Saímos cedo. Uma bebida na esplanada e seguimos para Esposende, para mudarmos de roupa.

Decidimos jantar na Foz do Neiva. Queríamos saborear um arroz de marisco.

Mas o restaurante Pedra Alta já não existe há 5 anos. Ficámos admirados.

Eu não ia lá há pelo menos 12 anos.

Perguntamos onde se podia jantar bem,  ao que nos foi indicado um restaurante, tipo tasco,  situado bem perto do lugar onde havíamos parado.

Entramos. Um restaurante simples, com dois funcionários jovens, muito simpáticos.

O dono do restaurante veio cumprimentar-nos.

Broa, azeitonas temperadas com azeite e alho, pão, vinho branco da casa , água.

De repente, puseram na mesa uma travessa com quatro navalheiras, correspondente a quatro pessoas.

O funcionário disse prontamente: "esta entrada faz parte da ementa".

Hummmm! Que delícia! E eu não comia navalheiras há anos! (ai o colesterol!)

Deliciámo-nos com este petisco. A Sofia só comeu as patas.

Ficou uma navalheira, que a minha irmã trouxe para o filho mais velho.

Veio o arroz. Delicioso! Bem temperado!

Sobremesa, nada! Estavamos satisfeitos. Tomamos café.

Seguimos para Ponte de Lima.

A noite estava óptima. A Lua acompanhava-nos com todo o seu esplendor.

Fomos dar uma volta pela feira.

Seguimos para os cavalos.

Muitos Espanhóis. Muita gente bonita. Ambiente simpático.

Uma mostra de cavalos. Entrega de prémios e iria seguir-se dois jogos de "horseball".

Nunca tinha assistido a um jogo destes. Corrida de cavalos, sim, lá em Ponte de Lima.

A preparação do campo levou 30 minutos. O staff era constituído por jovens estudantes, alunos do JP.

O primeiro jogo foi entre as selecções de Portugal e Espanha. O segundo, que não vi, pois já era hora de regressar a Braga, seria entre a Bélgica e a França.

Estes campeonatos acontecem de dois em dois anos.

Adorei o jogo. O esforço, a valentia, a rapidez dos cavalos, a luta pela posse da bola ,são excitantes.

Os espectadores, que eram aos milhares, torciam por Portugal, cantando e batendo palmas como se de um jogo de futebol se tratasse.

E Portugal ganhou à Espanha por 6-4.

Regressámos a casa. A Sofia fez uma jogada de mestre. Disse à mãe que ficava a dormir aqui em minha casa, confidenciando comigo que era para enganar a mãe.

E, para meu espanto, quando saí do carro, ela saiu também.
Afinal quem quis enganar foi a mim, pois ela queria mesmo ficar a dormir aqui.

Objectivo alcançado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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