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olhando as estrelas

por Maria Araújo, em 27.07.16

 

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Foram muito cedo...ou foram-se simplesmente... Quando olhamos para o céu gostamos de pensar que olham para nós. Lembramo-nos deles muitas vezes...de manhã...de tarde...ou à noite, olhando as estrelas...numa data...uma música...um cheiro...sentindo falta de alguém que hoje nos olha do céu.....Saudade!!

Cantinho da Casa

Dia

por Maria Araújo, em 22.04.12

em que há 10 anos, um familiar, ainda jovem, deixou-nos para sempre.

dia em que fui colocar rosas do meu jardim, nas sepúlturas dos meus familiares.

dia da Terra aqui o porquê.

 

 

 

adoro flores

Cantinho da Casa

Lembranças

por Maria Araújo, em 11.12.11

A manhã estava com sol, embora fraco, mas parecia que pela tarde iria brilhar com mais intensidade.

Levantei-me cedo. Tinha a missa de 7º dia de uma amiga, de coração.

Eramos uma família.

Ela e irmãos viveram até à idade de entrarem para a universidade e de casar, com os tios, sendo estes padrinhos do meu irmão mais novo.

Em julho e agosto, alugavamos casa na praia. A minha mãe cozinhava para todos, e à noite, vinham de trabalhar, o meu pai e os tios deles.

Dias de praia fantásticos, serenatas à noite, pão quente, brincadeiras que eles, os rapazes, faziam a elas,as raparigas,  enquanto dormíamos, e não só.

E quando nós, raparigas, queriamos ir para a noite, diziam eles :" hoje há noite de King".

Belos tempos de praia que, quer estivesse uma nortada fortíssima, quer estivesse nevoeiro, chuva ou sol, quase sempre o regresso a casa para jantar era depois do sol posto. Por vezes, alguém tinha de nos chamar.

A amiga faleceu há uma semana e soube na 6ª feira.

Ela deixara escrito que queria um funeral discreto, só para a família.

E hoje, o final desta missa foi de emoção. O marido leu algumas palavras que  a esposa deixara escritas, e um poema que um dos meus primos lhe dedicou.

Quando me aproximei para cumprimentar a família, como sempre, chorona que sou, as lágrimas caíam-me rosto abaixo.

Ele, o marido, estava emocionado.
Com três filhos casados, um neto , e a caminho do 2º,  o casal dava-se muito bem , viviam bem a vida,viajavam muito.

Ela tinha a doença há muitos anos. Desde início que estava controlado.

O que mais admirava nela era a força psicológica, o modo de ela ver a vida.

Os anos passaram e estava curada.

Mas, infelizmente, estas doenças voltam a dar sinal. Há cerca de 4 anos, manifestou-se.

E ela recomeçou os tratamentos, sempre com a mesma força e determinação.

Entretanto, os meus irmãos mais velhos foram embora. Ela resistia.

A última vez que a vi, há cerca de 6 meses,contara-me que tinha viajado pela China.

Estava muito bem. Tinha-a visto um ano antes, mais combalida.

Mas como estas doenças vão minando o corpo, sucumbiu domingo passado.

E porque estamos a chegar ao natal e lembrei-me dos muitos natais e passagens de ano que vivemos todos juntos em casa dos tios,  decidi dedicar a minha tarde de hoje, em sua memória, à procura das poucas fotos que tenho guardadas e (re)lembrar os tempos da nossa juventude.

Porque a vida passa, porque estamos absorvidos pelo trabalho;quando alguém se lembra de reunir as belas e saudáveis amizades , encontramos sempre um motivo para que seja para amanhã e então adiamos por mais algum tempo, porque  não sabemos por anda A, o B está longe, o C é capaz de não querer vir,  toda uma séria de pensamente sem sentido que, quando nos apercebemos, essas pessoas que muito queremos vão embora para sempre.

Isto faz-me pensar que não compensa passarmos o tempo a adiar encontros, a "esquecer" que estamos todos bem, não vermos há anos as pessoas que fizeram parte das nossas vidas, até daquelas que  estão aqui tão perto, dando mais valor ao trabalho e ao tempo, que escasseia.

E hoje pediram-me para eu organizar um almoço e juntar estas velhas amizades para/e recordar a minha amiga, os meus irmãos, os meus pais, os tios...

Quando morre alguém das nossas relações, e à medida que amadurecemos,  tomamos consciência de que há laços que nos unem e que a distância e o tempo não podem separar.

Depois do natal, vou contatar quem não vejo há muitos anos.Onde estão? Não sei. Mas hei-de conseguir. Em memória dos meus irmãos Xico e Mena, da nossa amiga Marimé, do noso amigo Tino, dos nossos pais e dos nossos tios.

Algumas fotos das três famílias mais unidas, dos piqueniques e do verão na bela praia de Apúlia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais aqui.

Cantinho da Casa

A morte e os familiares

por Maria Araújo, em 18.09.09

 

No humano e belo blog Vida De Enfermeiro foi publicado, no passado dia 14 de Setembro,  um post sobre "A morte e os familiares" em que não só descreve a situação do profissional de saúde no momento que  dá a notícia da morte, mas também define quatro tipos de familares.

Ontem à noite, mais uma vez,ela bateu à porta deste cantinho.

 

Em memória de todos os que nos deixaram, ficam estas frases.

 

 

 

 

Quando a morte vem chegando, parece que as pessoas ficam em paz. Param de lutar contra ela e se entregam com uma docilidade quase incompreensível."  (Zevi Guivelder)

 

 

 

"Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada."  (Fenando Pessoa)

 

 

 

 

 

 

 

 

"Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos."  (Autor desconhecido)

 

 

 

"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."  (Amado Nervo)

 

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