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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

mais um!

Maria Araújo, 22.02.21

No ano passado, andei por aqui  .

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Em Fevereiro, em Itália, o coronavírus dava sinal à Europa que vinha para nos atazanar o corpo e a alma.

E não imaginava que, um ano depois, e mais velha, estaria confinada.

Felizmente, apesar do que estamos a passar, estou grata pela saúde que tenho, e da família, que está bem.

E está um dia de sol lindo!

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Feliz Aniversário, Maria Araújo.

 

 

 

É Natal

Maria Araújo, 25.12.20

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(imagem que trouxe da internet)

Comida, doces, presentes, canções de natal para fazer o ambiente da casa sereno e acolhedor, neste ano de pandemia, que seria de toda a família junta, cada uma ficou em casa,  elementos de quatro,  seis e/ou nove ( com as crianças), contactos online, foi diferente, mas alegre.

Interessante foi que, pelo menos em duas casas, contrariamente aos anos anteriores, que se espera pela meia-noite para entregar os presentes e abri-los com efusões de alegria, na casa da minha irmã, onde passo este  Natal, por volta das onze horas, a sobrinha, 22 anos, pedia-nos para abrir os presentes, não estava com paciência para esperar pela hora.

A mãe não queria, até que eu disse que sim, que também concordava que os abrisse.

Lá na casa da praia, a família, com três crianças,dorme a mais nova, cedo. Às dez e trinta decidiram que iriam abrir os presentes, a criança precisava de dormir.

Recebidos e abertos os nossos, passamos para o sofá para vermos um filme da Disney.

Escolhe, não escolhe, decidiu-se pela Frozen.

Entretanto, alguma conversa pelo meio, quando reparei nas horas, decidi vir para casa, era  uma hora.

Antes de me deitar, enviei mensagens a agradecer os presentes que recebi.

Hoje, um dia  de sol, e bonito, ao almoço éramos quatro, vamos ser  cinco ao jantar.

Se me perguntarem se estou a gostar deste atípico Natal, respondo que sim.

Há 11 anos que a família se juntava aqui em minha casa, era a "confusão" das crianças e das conversas dos aultos,os risos, a música, os jogos, passou, este ano para o sossego.  Sem incomodar, excepcionalmente, os vizinhos, sem grande trabalho, tudo foi sereno e em paz, e, pela primeira vez, em trinta anos, em casa da minha irmã mais nova.

Se a pandemia afastou fisicamente as famílias grandes, veio, na minha opinião, aproximar os núcleos familiares que sempre o viveram em grande grupo, ora com a família de um cônjuge, ora do outro.

Um ano que vai ficar presente nas nossas memórias, com a esperança de que em 2021 possamos estar todos juntos.

Feliz Natal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Calendário do Advento - 10

Maria Araújo, 10.12.20

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"O menino das línguas de gato"

Terça-feira passada, passei na para ver o Presépio, começava a Missa, só era possível vê-lo no fim, e como havia lugares fiquei atrás para assitir à celebração da Eucaristia da Imaculada Conceição de Maria.

Viam-se alguns casais com crianças, uma  mãe teve de sair da igreja porque a filha gritava.

Uma jovem mãe, seguida pela criança que teria cerca de três anos, ocupou o lugar no canto oposto ao banco que estava à minha frente, estavam um pai com um rapazito no outro canto.

A criança, que trazia na mão um pequeno e redondo tupperware  com línguas de gato, sentou-se ao lado da mãe e, uma a uma, levava à boca as deliciosas ( adoro!)  biscoito, ora se levantava e pousava o tupperware no banco para com os pés trepar a coluna da parede, ora deixava-se estar de pé a comer.

Estava na dele, não fazia qualquer ruído. De quando em vez, olhava para mim, eu sorria com os olhos.

Do meu lado direito, junto à coluna da ala central,  estava um pai com uma uma menina que não teria dois anos. 

Uma dada altura, o senhor pôs a garota no chão.Ela viu o menino a comer, aproximou-se dele, não falou, e ele deu-lhe uma língua de gato para a mão.

A menina virou costas, foi por trás das pessoas, deu uma volta, o pai sempre atento a olhar para onde ela ia, foi ter com o pai.

Depois de comida a primeira língua de gato, ela voltou a aproximar-se do menino, que lhe ofereceu outra. E a menina deu-lhe um abraço.

E repetiu-se isto umas quantas vezes.E a garota ia dar o seu passeio.

Eu olhava para trás, seguia a menina, percebi que quem estava junto à entrada principal da catedral, estava atento,também, para que ela não se afastasse demais do pai. Mas o pai não deixava passar dez segundos, ia buscá-la.

E foi então que reparei na família.

Ocupava um banco. Contei dois rapazes e uma rapariga,e a mãe. Pela altura das crianças, a filha mais velha teria dezasseis anos, os dois rapazes teriam treze e dez anos, e a menina de colo. Portanto, um casal com quatro filhos que assistiam à missa sem que qualquer um deles desse sinal de não querer estar ali. Só a menina não paráva.

Voltou ao menino. Tentou sentar-se no banco.A  mãe dele pegou nela e sentou-a ao seu lado. Mas foi por segundos. A garota desceu do banco, estendeu a mão ao menino para lhe dar outra língua de gato, que caiu no chão. ...E elas estavam a chegar ao fim.

A mãe do garoto, apanhou-a  e guardou-a no bolso do casaco. O filho deu outra à menina,  ela voltou ao passeio( tenho a certeza que atrás de mim todos estavam a achar piada às duas crianças).

As línguas de gato acabaram, a mãe do menino virou-se para trás fez um sinal ao marido que se aproximou e lhe deu a tampa do tupperware.

Acabadas as línguas de gato, o menino foi à carteira da mãe e tirou dois carrinhos.

Em pontas de pés, tentava pô-los a andar na coluna, ou colocava-os em cima da caixa das esmolas fixa na parede.

A menina voltava ao menino, mas não queria os carrinhos. Não havia mais línguas de gato, foi embora e não voltou mais.

Toda a família da menina foi à sagrada comunhão ( fiquei emocionada ).

Acabada a Missa, o menino e a mãe ainda ficaram algum tempo no banco.

Do outro lado, a família da menina também. Estariam à espera, como eu, que saíssem as pessoas para irem ver o Presépio.

Em toda esta cena das duas crianças, não ouvi as vozes delas.

Geralmente, as crianças não têm paciência para ficar tanto tempo dentro da igreja sem fazer nada. 

Os meus sobrinhos netos não conseguem estar quietos ou calados.

E sou das que pensa que os mais pequenos não deviam ir para a igreja com os pais. Todos sabemos que elas não páram e a tendência é para fazer ruído.

Mas estas duas, tiveram um comportamento exemplar. Nenhuma falou, entenderam-se com as línguas de gato, o menino mostrou saber partilhar o que tem.

Por sua vez, ela, sossegada no colo do pai, só deu nas vistas quando foi para o chão e andava de um lado para o outro, estendia a mão ao menino para receber a língua de gato e seguia o seu caminho sem um ruído.

Pensei nesta grande família cristã, que me pareceu ser cheia dos valores que a sociedade de hoje carece: educação, humildade, simplicidade.

A menina foi um bom exemplo disso.

Nunca vi nada igual.

 

confinamento ao fim de semana

Maria Araújo, 20.11.20

faz, quem tem negócio, o que pode para não perder dinheiro.

fui a pé ao cemitério, de manhã, no regresso estava perto do cabeleireiro, decidi passar lá e marcar tratamento para a próxima semana.

entretanto,lembrei-me de perguntar até que horas está aberto ao sábado de tarde,respondeu-me que está fechado.

achei estranho, sei que costuma trabalhar quando tem marcações.

de repente,lembrei-me que nos fins de semana de confinamento, é obrigatório fechar às 13 horas.

o meu sobrinho neto precisa de cortar o cabelo, mas  levá-lo a pé demora tempo,fica distante de casa, ir de carro é difícil conseguir estacionamento, é o sábado de tarde o ideal.

e diz-me ela: " agora, fechamos ao sábado de tarde, mas abrimos ao domingo de manhã, e à segunda-feira,que tinhamos o nosso dia de descanso, vamos abrir o salão, precisamos de recuperar estes dias sem trabalhar."

é grande o esforço e o sacrifício, abdica-se de tudo, quem precisa de sustentar afamília.

"Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso..."

Maria Araújo, 20.08.20

Sou pouco facebookiana, continuo a manter a minha página porque tenho lá alguns bons amigos,e porque o contacto deste desafio ( ainda activo)  é feito por lá.

Hoje, fui informar que o livro  do mês foi enviado para o correio,encontrei nesta página ,este texto que despertou a minha atenção.

Costumo acompanhar um familiar à terapia numa clínica de fisioterapia,na Maia, clínica essa frequentada por crianças com síndromes,sem síndromes, jovens, idosos, qualquer pessoa que precise de recuperação.Pessoas que vêm  dos vários cantos do país, e do outro lado da fronteira.

E é neste lugar especial que dou conta das muitas crianças com necessidades físicas ( cognitivas) especiais. Entendo o quanto é importante integrá-las e serem aceites pelos outros, nomeadamente pelos adultos.

Muitas foram as vezes que lá entrei e apeteceu-me fugir por ver o sofrimento das crianças E o que leva os pais a procurarem este tipo de fisioterapia, e digam e/ou pensem o que quiserem mas  estas alternativas são fundamentais para estas crianças. Falo porque sei. Ando lá há dois anos.

Então, decidi partilhar este texto convosco, para vos dizer que a minha experiência nestas idas à Maia têm sido fundamentais para perceber o quanto é urgente e importante integrar as crianças com necessidades especiais com as outras crianças,quer seja na escola,quer no parque infantil,nas actividades de fim de semana com os  pais, nas festas dos amigos da escola, nos tempos livres.

E todos sabemos que estas crianças, no que se refere à brincadeira, à música, à natação,são mais extrovertidas,são únicas. 

Cabe a nós,adultos, aos pais, aos educadores, a missão de  explicarem aos seus filhos, sobrinhos, netos, sobrinhos netos,que estas crianças têm algumas diferenças e que precisam de conviver,de brincar,de serem aceites por todos.

Ah! E são crianças que dão muito amor aos outros.

da página do FB deste senhor, o texto:

Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso...
Se os teus filhos não convivem com crianças com necessidades especiais na escola e nunca os ensinaram que nem todos são iguais, talvez devas investir 10 minutos hoje à noite para lhes explicar isso, porque, embora eles possam não conviver atualmente com essas crianças na escola, eles certamente vão encontrá-los nas suas vidas no futuro.
À luz dos eventos frequentes sobre a exclusão de crianças com autismo de participar em viagens escolares e de crianças com Síndrome de Down serem expulsas das aulas de dança porque não conseguiam acompanhar o ritmo, sinto a necessidade de compartilhar isto. Há meninos e meninas que ninguém convida para festas de aniversário. Existem crianças que querem pertencer a uma equipe, mas não são selecionadas porque é mais importante vencer do que incluir essas crianças. Crianças com necessidades especiais não são esquisitas ou estranhas, elas só querem o que todos os outros querem: serem aceites!
Estás disposto a copiar e colar este post no teu mural sem compartilhá-la, como eu fiz, por todas as crianças especiais por aí?
❤️💜🧡💛💚💙🖤
Por favor, ensinem os vossos filhos a tratarem de igual forma todas as crianças! Todos precisamos de amor e bondade...
 

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Quem me ler e quiser partilhar na vossa página do FB ou nos vossos blogues, fico grata.

 

mas costuma levar sete

Maria Araújo, 13.11.19

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Depois do ginásio, passei no Braga Parque precisava de fazer umas trocas de umas compras que fiz.

Passei em frente à loja Nespresso, lembrei-me de comprar café para o Natal.

Ninguém na loja, entrei, fui directa ao balcão, a colaboradora pediu-me os dados, peço o café que quero, e diz ela:

- Costuma levar sete caixas de café.

- Mas eu só quero quatro, não preciso de mais.

E insiste.

E eu insisto.

De repente, diz, especificando:

- Temos aqui uma edição limitada de café, a senhora costuma levar para experimentar...

 Indecisa nos aromas, decidi escolher um que substituía o Volluto, o que costumo tomar de manhã.

Escolho o café habitual,  insiste :

- O ano passado levou treze caixas.

- Certo, mas este ano não preciso. O que levo e já para o Natal.

Recolhe as caixas e volta à carga:

- Mas se levasse sete, tinha um chocolate grátis ( não percebi se era uma caixa ou se um chocolate).

- Obrigada, mas não quero. 

Faço o pagamento, entrega-me o saco com o café e comenta:

- Ainda falta muito tempo para o Natal.

- Mas eu levo já, fujo da confusão.

Peguei no saco, agradeci, e saí da loja.

Gosto muito da Nespresso, mas detesto que me impinjam o que não quero.

Na verdade, este é o ano em que parte da família vai à família dos cônjuges, são menos oito a dez pessoas logo a compra de café ( mais forte)  também é menor.