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História da três Piggies

por Maria Araújo, em 22.11.09

 

Na época em que os animais falavam, três porky pigs nos seus 20ies, crescidinhas para tratarem da sua vidinha, viviam com a mãe que passava os dias em casa a trabalhar e a fazer tudo por estas três redondinhas piggies. Uma delas, a Brown, que adorava tomar banhos de sol,  e a Red , sempre de lábios pintadas de vermelho cor de sangue, passavam o tempo nas compras nos centros comercias perto da terra onde viviam, enquanto que a Green, mais discreta, fechava-se no seu quarto a ler e ouvir música.
Um belo dia, um vendedor de bolotas bateu à porta da dona Piggy. Estava ela nas arrumações no quarto das filhas, nem tempo tivera para dar um jeito ao seu rosto deslavado de tanto cansaço, quando abre a porta e vê à sua frente um belo pedaço de porco selvagem, bronzeado, gostoso. Pensou:”Há quanto tempo não vejo um espécime destes!”
Pediu desculpa pela sua apresentação, mas o senhor não deixou de mandar um sorriso e responder, com seu tom de porco que sabe o que diz: “Está linda, senhora…?” .
“Piggy”, respondeu ela imediatamente, com um baque no coração e um calor que não sentia há anos, desde que seu marido havia falecido.
Sem que escutasse com atenção o senhor Black Sauvage, era este o seu nome,e perdendo-se na fantasia de uma aventura bem cheirosa, encomendou 4 kg de bolotas, pois naquele momento não possuía dinheiro suficiente para pagar, ou teria, mas precisava de ver mais uma vez aquele porco “sauvage”. Combinou o dia da recepção da encomenda.
Não dormiu nem mais uma noite descansada a pensar naquele pedaço de naco selvagem. E, deixou de se preocupar com o árduo trabalho da limpeza da casa e dos belos petiscos que fazia para as suas três filhas.
Cedo as três filhas perceberam que a mãe não era a mesma, não só porque ela apresentava-se melhor vestida, mas também porque dava um toque de sensualidade aos seus lábios carnudos, delineando-os com um brilho vermelho, e ao seu rosto até então pálido: “ o que o blush das filhas não fazia por si”, pensava.
A Green, que estava sempre por casa, começou a vigiar a mãe. Espreitava o quarto e via-a tirar as roupas velhas do guarda-fatos, experimentar outras arrumadas há muito, mas que ainda serviam para realçar o seu corpo magro, de tanto servir as filhas.
O dia esperado chegou. O senhor Black Sauvage, no seu fato preto, com uma camisa azul e gravata amarela, estava deslumbrante.
Miss Piggy, que pintara os lábios de um tom rosa brilhante, vestiu um vestido castanho, um pouco usado mas bem conservado de poucas vezes o vestir, um lenço à volta do pescoço, rosa claro, uns sapatos também castanhos, estava como nunca se sentira na sua vida de casada: “Sedutoramente bela!”
Coincidência as três filhas tinham saído naquele dia. Nunca lhes  havia contado a presença do vendedor e, sem ter dado satisfações da sua notória mudança física, continuava o seu trabalho dentro de casa.
“Compras de Outono”, comentaram as três quando a mãe lhes perguntara, naquele dia, o porquê de tanta euforia e segredinhos .
O senhor Black Sauvage , que sempre fora o D. Juan das cidades e vilas por onde vendia a banha da cobra, estava calado e perplexo com o visual da senhora Piggy.
Depois de um chazinho quente e umas bolotas frescas acabadas de chegar, dona Piggy arrebata-lhe um beijo no rosto e diz :“Obrigado por me fazer voltar a ser eu.Passava os dias a trabalhar para as minhas três obesas filhas, que mais não fazem do que comer e gastar o dinheiro da pensão do meu falecido marido em roupas, que nem chegam a usar.”
E um namoro escondido começou a crescer.
A senhora Piggy decidiu então viver a sua vida. Pensou na melhor forma de as despachar de casa sem que elas ficassem magoadas. Chamou-as e disse:
- Filhas, sois crescidas, está na hora certa de arranjarem emprego e de viverem as vossas vidas. Passei a minha vida a trabalhar para vós. Preciso de descansar e de viver a pensão de sobrevivência do vosso pai como melhor me aprouver. Por isso, dou-vos algumas das minhas economias, e cada uma de vós vai alugar uma casa. Arranjem um marido que vos dê carinho e em troca, ofereçam-me os netos que eu gostava de ter.
As filhas ficaram estupefactas e foram à vida, incomodadas somente como seria com a comida, pois não sabiam cozinhar.
A Brown, mais velha, alugou um T2 juntamente com uma amiga e, como no centro comercial onde ela perdia horas nas compras e na conversa com os amigos, precisavam de uma funcionária para o solário “Pigtan”, de imediato conseguiu o lugar. Poderia usufruir de um tratamento à borlix, e além disso, o emprego era bem pago.
A Red, a filha do meio, que era uma grande preguiçosa, alugou um quarto numa casa onde viviam estudantes universitários. Poderia sempre comer qualquer coisa cozinhada por eles. Não estava nem aí para se matar. Conseguiu um emprego a vender produtos de beleza da “PigAvon”, por catálogo e pela internet.
A Green, que guardava o dinheirinho todo que a mãe lhe dava de mesada, mais o que dera de herança, decidiu comprar um andar pequeno junto ao mar. Poderia, sossegadamente, escutar a melodia das ondas e apreciar a leitura do seu querido Fernando Pessoa, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, entre outros que tanto gostava. Para completar os seus gostos pela leitura, teve a sorte de arranjar trabalho como dama de companhia de uma senhora idosa, que adorava que lhe lessem os grandes clássicos.
Não se deram mal as três porquinhas nesta nova vida. Mas, e a mãe? Que lhe aconteceu?
A mãe, essa foi comida pela conversa do senhor Black Sauvage, que com o seu jeitinho para conquistar porcas, meteu-a no seu harém, que mais não era do que uma pocilga mal cheirosa e onde todas discutiam quem havia de o ter para essa noite.
 
 

 

 

  

(Brown)

 

       

    

        (Red)

 

    

 

 (Green)                                                   

 

 

(Esta hitória destina-se ao desafio lançado neste blog)     

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Confiança

por Maria Araújo, em 05.10.09

Estes dias a minha sobrinha falou-me que o professor de Àrea de Projecto tinha comentado a decisão das autoridades da autarquia de Braga demolirem as empresas que faziam parte do património desta cidade.

Procurámos aqui alguns nomes de empresas de sabões, pois lembrava-me da CUF e da Confiança, e encontrámos muito assunto para o trabalho a desenvolver na escola, não só nos sites, mas também no blog santa nostalgia, o blog que (re)lembra com nostalgia o que fez parte do passado do nosso património cultural, social, publicitário.

Hoje recebi um e-mail a convidarem-me a assinar uma petição contra a demolição da antiga fábrica de sabonetes Confiança.

Estava aqui nas minhas visitas habituais aos meus links e lembrei-me de a procurar .

Encontrei isto:

 

HOJE...

 

 

 A Fábrica de Saboaria e Perfumaria Confiança data de 1894 e é actualmente o mais importante marco da história da indústria bracarense. Exemplo raro da arquitectura industrial típica, esta é a última fábrica do país deste género, com as suas características arquitectónicas e de produção. Os seus produtos ganharam deste cedo fama, levando mesmo o seu nome e o do país além fronteiras. Os seus diversos sabonetes, águas-de-colónia e produtos particulares como rótulos exclusivos que contam com clientes por todo o país, elevaram o nome da Confiança e promoveram o crescimento desta indústria.Recentemente a fábrica iniciou a transferência de instalações para fora da cidade.

 

 

 

No futuro

 

 

Esta fábrica tornou-se também, nos últimos anos, palco de diversos eventos culturais como peças de teatro, espectáculos de música e exposições de fotografia. O espaço da fábrica, os seus amplos pavilhões, servem com perfeição estes propósitos numa cidade que tem graves carências em termos de eventos e espaços de cultura. O valor da fábrica é incontornável, pela sua arquitectura industrial rara, pelo seu design, pelos seus famosos e excelentes produtos, mas também por toda a história que este edifício retém em termos de memória da cidade. O aproveitamento que tem vindo a ser dado para promover eventos culturais, e o aproveitamento dos seus amplos espaços abre um leque de possibilidades de utilização pela cidade e por todos que queiram usufruir deste espaço. Simultaneamente, e aproveitando o desejo dos proprietários da fábrica de criar um museu, este é evidentemente o único local adequado, porque último exemplar de uma época, para a sua instalação.

 

 

MAIS...

 

 

 

 

 

O que aconteceu às outras fábricas de Braga?

 

 

 

Infelizmente todas as fábricas de Braga foram demolidas, incluindo todas as que estavam instaladas em grandes edifícios do século XIX/inícios do XX. Também foram demolidos outros edifícios da mesma época com interesse em termos de arqueologia industrial como os antigos SMAS, na rua Cruz de Pedra, a Estação de Recolha dos Eléctricos ou o primeiro depósito de águas em betão, na Cividade

 

 

 

 

 

A resposta à pergunta está aqui

 

 

 

 

  

E...assinem a petição.

Obrigado a todos.

 

 

 

 

 

 

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