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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

é de Braga?

Maria Araújo, 27.01.20

Sexta-feira, fui fazer um exame.

Estava na sala de espera, ouço o meu nome, olho a funcionária que me diz para seguir pelo corredor x, ao fundo está uma porta aberta, é lá que o técnico me espera para o exame.

Chego junto da porta aberta, uma senhora sentada numa cadeira, em frente ao computador, que me diz para entrar e deixar os meu pertences na cadeira ao lado da mesa,  e deitar-me na cama junto à parede.

Quando me dirigia para a cama, diz ela :

- É de Braga? Não fecha porta?

Não confirmei a pergunta, mas comentei que pensei fechá-la , não sabia  sesa a queria como estava.

E voltei atrás e fechei-a.

Depois de fazer o exame, agradeci, peguei nas minhas coisas e despedi-me. Quando estava do lado de fora da sala, com a mão no puxador,  digo-lhe:

- Agora, vou fechar a porta.

Riu-se.

Ora acontece que muitas vezes a pessoa que está do lado de dentro fecha a porta ou então manda entrar e pede que a feche.

Achei pouco simpática a reacção da senhora.

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A história da porta aberta, aqui.

 

mais uma do hospital privado

Maria Araújo, 07.06.19

18h20, ao balcão do hospital privado, uma jovem reclamava a marcação de uma ecografia para o seu filho, bebé, que, segundo percebi, a funcionária tinha marcado para ser executada neste hospital, a criança estaria em jejum por 4h, desde a hora do almoço.

As técnicas ter-lhe-iam dito que a criança não podia fazer aquele exame ali, pois teria de ser na sede, uma vez que lá há uma médica de imagiologia pediátrica, e que amanhã ela estaria na sede, que falasse com as meninas do balcão e remarcasse o exame para amanhã.

A jovem estava zangada, deviam ter visto isso, está a criança sem o lanche desde as duas horas, e porque é um bebé, deviam ter mais respeito, pedia que resolvessem  o assunto na hora, que queria o exame para amanhã sem falta, o erro foi deles,  tinham obrigação de fazer o possível para que a criança fizesse o exame.

A funcionária não sabia o que dizer, foi falar com a responsável do balcão. O exame só era possível na próxima terça-feira.

A jovem, educadamente, barafustava, que não queria mais nada com este hospital, que lhe devolvessem o dinheiro que havia pago pelo exame, que não dava o NIB pois se o  pagara  antes de o fazer, eles tinham de lhe devover o dinheiro, também na hora, não ia esperar pela transferência.

E com a sua insistência, deram-lhe o valor em dinheiro.

Então o que aconteceu?

Quando foi marcar o exame, a funcionária seleccionou-o no  para um determinado médico, mas considerou como um exame para um adulto, não verificou que se tratava de um bebé.

E assim fez a  mãe perder tempo, e a criança, que até estava bem disposta, estava sem comer o seu lanche desde as duas horas.

Eu ri-me. Não da jovem nem da criança, mas porque aconteceu exactamente o mesmo comigo no exame que vou fazer amanhã. Este não é feito neste hospital, mas na sede.

E andamos nós, os utentes, a perder tempo.

O mais caricato é que esta semana fui lá quatro vezes e ouvi várias reclamações dos utentes, ao mesmo tempo que verifiquei que os funcionários, todos jovens, não sabem o que fazer nem dar respostas. Nota-se alguma falta de preparação, e nisto o hospital só perde.