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foram quatro os chicos-espertos

por Maria Araújo, em 16.05.19

e esta cena é para contar com pormenor.

Ontem, foi um dia não no que se refere a trânsito. 

Estamos na semana académica, o dia foi do desfile do Enterro da Gata e se o trânsito nesta zona onde vivo é complicado, pois conta com quatro escolas, imagine-se a confusão que esteve neste final de tarde. 

Portugal é o país dos chicos-espertos, e hoje tive o azar de apanhar quatro deles.

o primeiro: 

subia a rua 25 de Abril, vejo alguém aproximar-se, era um amigo do meu irmão mais novo, perguntou-me de quem era o bebé, caminhávamos à medida que conversávamos até que na curva que dá acesso à minha rua vemos um chico-esperto, que tinha idade para ter juízo, andaria nos 70, faz marcha atrás, sobe a rampa de uma garagem do prédio e estaciona o carro em cima do passeio, ao lado do portão dessa garagem.

Aproximamo-nos, o carrinho de bebé não passava, tinhamos de descer o passeio e seguir pelo meio da rua.

Meu protesto: " Então, isto é assim?! O senhor estaciona em cima do passeio, não vê que os peões não podem passar?"

Ao mesmo tempo que o chamo à atenção, o amigo do meu irmão de um lado, eu do outro, pegamos no carrinho, e diz este: " O passeio é seu? Como é? Temos de pegar no carrinho e descer o passeio, é?"

E responde chico-esperto ohlando o espaço entre o carro e o muro: " Ai, não consegue passar?"

"Claro que não! O senhor não vê que ninguém consegue passar? Temos aqui um bebé. Além de que é um passeio não pode estacionar aqui", respondi.

Resposta dele: "Desculpe".

Deixou o carro no passeio, e desapareceu.

Uns minutos depois a minha sobrinha chegou, pega no filho, comento o que se passou ( o carro continuava lá).

Pensando que seria de alguém de um escritório que há neste prédio, a minha sobrinha foi perguntar e pedir que tirasse o carro do passeio.

Mas não. Não era de ninguém dali.

E tirei um fotografia.

captura de ecrã (2).png

 

o segundo

a caminho do Hospital Braga Centro, a poucos metros daqui, deparámos com um carro em cima do passeio, não deixou espaço suficiente para o peão passar.

Perguntamos na clínica dentária se seria de algum utente,não era de ninguém, resolveu a minha sobrinha deixar um aviso.

Não tinhamos papel onde escrever, ela repara  num senhor que está dentro do carro (devidamente estacionado) foi ter com ele, perguntou se tinha papel e caneta.

Tinha.

E escreveu este aviso.

IMG_5288.jpg

E tirei mais uma fotografia.

IMG_20190515_174418.jpg

Copiei o texto no sentido de voltar a trás e pôr no pára-brisas do primeiro carro mas quando cheguei já não estava. 

Safou-se.

 

o terceiro

Saía eu do hospital privado, ia dar um passeio com o bebé enquanto a mãe ia à consulta, desço a rua, o trânsito era intenso, ninguém andava.

Do  estacionamento do hospital, em cima da passadeira, estava um carro azul, o condutor queria infrigir a regra de trânsito, seguir  pela rua com sentido proibido.

Aproximando-me do carro, e tive de me meter à frente porque a passadeira estava ocupada por ele e atrás tinha outro carro, comentei que não podia ir por aquela rua porque tem o sinal de sentido proibido, ao mesmo tempo que apontava para o sinal.

Ele olhou para mim, eu repito que não pode infringir o sinal, respondeu-me ele:
" Mas eu quero ir por ali porque se não estou fodido".

Ao mesmo tempo que o diz, eu sorrio.

E ele reconheceu-me.

Segui o meu caminho e uns poucos metros percorridos,  olhei para trás. Alguém lhe teria dado lugar, meteu-se na fila. Não infrigira a regra.

Imagino a cara dele quando percebeu que era eu, a utente que tinha estado com ele há cerca de dois meses no centro de saúde ecom  quem tinha recordado algumas passagens do passado, aqui na rua.

O senhor doutor por quem eu até tinha alguma consideração e porque o conheço desde a adolescência estalou, naquele momentou, o verniz.

 

o quarto

Fui dar um passeio pelo centro da cidade, quando regressei, exactamente no mesmo passeio onde estacionara o primeiro carro, entre a parede do prédio e a árvore, estava um carrinha estacionada, mas este chico-esperto, estacionou de modo a que os transeuntes passassem. E o carrinho de bebé passou, também.

Esperava a minha sobrinha, junto ao carro, queria ver quem era ele, ou ela, o dono(a) da viatura.

Quando tal, vejo um casal meia idade, aproximar-se da viatura. O chico-esperto entrou no carro, ela também.

Eu não disse nada. Mas no momento que entravam para o carro, fotografei-o.

Sem Título.png

O meu sobrinho, condutor e ciclista, sempre atento aos chicos-espertos desta cidade, vai fazer o obséquio de publicar aqui.

Há uns meses, estava prestes a começar a aula de Pilates, alguém falou sobre estacionamentos e a má educação dos cidadãos desta cidade.

A professora, natural de Lisboa, a viver cá há alguns anos, disse exactamente o mesmo que diz a minha sobrinha que viveu em Lisboa 9 anos: Em Lisboa não se vê disto a polícia anda atenta. Cá em Braga o pessoal não respeita ninguém.

Faço minhas as suas palavras, agora que estou mais atenta às infracções e condução: não há piscas nos carros, não dão prioridade a quem a tem, estacionam os carros em segunda fila, em frente às garagens, junto aos contentores do lixo e/ou reciclagem, é a lei da selva, por cá, e se alguém reclama manda o outro para o c@*@*&#.

 

 

 

 

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o parquímetro

por Maria Araújo, em 23.01.19

Fui buscar o sobrinho neto ao berçário ( felizmente não chovia, levei o carrinho do bebé) vinha para casa, vi e ouvi uma mulher, que tinha uma nota de 5 euros na mão, aproximar-se de um homem que passava perto e perguntar-lhe se tinha moedas e as trocava pela nota, precisava de pagar o estacionamento.

O homem respondeu que não tinha, seguiu caminho.

Ela virou-se, viu-me, fez-me a mesma pergunta. 
Sabia que tinha algumas moedas, mas que chegassem aos cinco euros não.

Abri o porta-moedas, tinha cerca de 4,30 euros , não dava para trocar.

A cem metros da rua há vários cafés, estive para lhe dizer que fosse lá trocar o dinheiro, mas quiçá naquele espaço de tempo a polícia passasse por ali e multasse a senhora?

Peguei em 0,50 euros e dei-lhos.

Não queria, que tinha algumas moedas pequenas mas que não chegavam para o tempo que precisava, que dá-me, então, as moedas que tem..."

Respondi que não queria nenhuma moeda, que as juntasse à que lhe dei e tirasse o papel, certamente que chegaria para o tempo que precisava.

Agradeceu-me muito, e eu segui o meu caminho.

Tinha razão a minha mãe quando dizia que eu jamais seria rica.

E eu não me importo nada.

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Quem avisa

por Maria Araújo, em 15.11.17

amigo é.

Basta escrever que na próxima  chama-se a polícia...

11h35, não há carros estacionados entre as garagens.

IMG_20171115_111959.jpg

 

 

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mais coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 14.11.17

Carro na revisão e inspecção anual, aguardo telefonema para o ir buscar.

Fiz a marcação na passada semana. Quando entreguei o carro, a funcionária perguntou-me se precisava dele para hoje. 

Eu - Hoje, não. Mas amanhã de manhã quero ir ao ginásio- , respondi - se tiver de ficar para amanhã, paciência. Só quero que me avisem com tempo. Ou ponham pronto hoje, nem que seja à hora de fechar - sugeri.

Ela - Ah, é que tem de ir à inspecção! Pronto, deixe ficar e nós ligamos-lhe.

Há anos que deixo o carro na oficina nunca levantaram dificuldade em entregar o carro no mesmo dia. Têm muito serviço? Lamento, eu marquei. Não podiam aceitar mais trabalho para hoje, combinavamos outro dia, tenho até ao fim do mês para fazer a inspecção.

18H10,  estou aqui à espera da chamada.

E por falar em carros, e já escrevi um post sobre o assunto ,  tem sido um abuso aqui na entrada para a minha garagem por parte das mesmas pessoas que sistematicamente estacionam as suas viaturas junto à árvore que separa o lancil do passeio e a entrada da garagem do prédio vizinho, e por que aqui neste bocado de espaço não são multados, têm a lata de  fazer deles o espaço que é nosso de modo que vemo-nos aflitos para entrar e sair da garagem com os nossos carros.

Hoje de manhã, mal saí de casa para ir levar o carro à oficina, vi  que saíria do gaveto com alguma dificuldade, mas como o meu é pequeno, com alguma paciência e manobra conseguiria. Pelo contrário, os inquilinos do andar de cima ( pai e filho) que têm carros grandes, de certeza que teriam de chamar a polícia para os rebocar porque não conseguiriam sair.

Parei o carro entre os dois estacionados, peguei na minha pequena agenda de bolso e escrevi numa folha e para cada um deles ( vêem-se na fotografia), mais ou menos isto: " Respeite o acesso à entrada e saída dos carros dos moradores do prédio. A próxima, chamo a polícia".

Depois do almoço, ouvi o vizinho do andar de cima sair para o trabalho.

Fui à janela ver se os dois carros ainda estavam lá estacionados.

O que estava em frente à árvore já não estava, o outro sim.

Chamei-o e disse que tinha sorte porque de manhã estava um carro em frente à arvore que impedia a saída dos nossos.

Diz-me ele: " Ontem, a melhor forma que encontrei foi sair  em sentido contrário porque não tinha espaço para fazer a manobra e dei a volta onde não havia carros estacionados para descer a rua." 

Esta rua tem um sentido.

Uma coisa tenho a certeza. Fizéssemos nós o mesmo junto à casa destas pessoas, tinhamos de procurar os nossos carros na polícia. É que o egoísmo delas levam a fazer aos outros o que não gostam que  lhes façamos. 

 

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e ela continua

por Maria Araújo, em 30.06.17

quarta-feira, 10h15, hora que cheguei ao ginásio porque não despertei,  parque bastante cheio, perto da entrada da acesso ao elevador, no mesmo lugar, na mesma posição, lá estava ele:

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 09.06.17

entrada garagem.jpg

 

Hoje deu-me para fotografar o que há algum tempo acontece aqui na rua, mesmo em frente à entrada que dá acesso às garagens do meu prédio.

Paga-se estacionamento nesta rua há vários anos. Existe uma placa mesmo em cima da curva, tem duas máquinas, no início e no fim da rua, que facilitam a recolha do bilhete.

No entanto, em toda a rua há dois ou três lugares entre garagens que têm uma árvore que  separa os lugares pintados no chão.Quem estaciona aqui não tira otbilhete porque o lugar não está marcado para estacionamento.

Ora quem conhece isto, vem de  manhã cedo para conseguir lugar para o seu carro.

Já foram muitos os carros aqui estacionados, uns mais compridos que outros, que ficam o dia inteiro, os seus donos vão à vidinha tranquilos.

Acontece que nem todos estacionam os carros de molde a não perturbar quem entra e sai das garagens. Pelo menos entre a minha e do prédio do lado. Bora lá aproveitar. Estaciona-se, e já está.

Ultimamente, um monovolume tem tido a sorte de ter o lugar para si. Estes carros são um pouco compridos, a rua não é larga demais, quem estacionar entres as árvores evita fazê-lo na perpendicular, logo acompanha as linhas  oblíquas marcadas no chão. Mas a traseira fica de tal modo para o lado de dentro que ocupa metade do espaço da entrada para as garagens. 

O meu carro é pequeno, sai bem, mas os carros dos vizinhos de cima são compridos e para sairem têm de fazer algumas manobras, caso haja algum carro estacionado (pago),do outro lado.

Dá-se um jeito, consegue-se fazer as manobras, mas considero uma falta de respeito estacionar o carro  como mostra a fotografia acima.

São várias as vezes que também estaciono o meu carro pequeno em frente à árvore, mas tenho o cuidado de o deixar na vertical para que a traseira não ocupe  essa metade do espaço de acesso às garagens.

Há cerca de dois meses decidi estacionar o carro no parque de estacionamento do ginásio. Pago, mas não tenho o inconveniente de me molhar nos dias de chuva e nos dias quentes de o deixar ao sol.

De manhã há sempre lugares vagos, quem vai ao ginásio estaciona nos lugares mais perto da entrada que dá acesso ao elevador.

Eu estaciono sempre onde há lugar vago e ponto final.

Ora hoje, haviam muitos lugares. Encontrei um que me dava jeito para depois sair de frente, mas desisti.

É que há quem queira tudo para si.

Incrível!

 

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e pensei: "roubaram-me o carro! ...

por Maria Araújo, em 18.04.16

estacionamento.pagina.jpg

 

ou alguém confundiu com o seu, e levou-o."

Fui ao centro comercial ver malas de viagem. Costumo estacionar o carro na rua, mas como poderia comprar alguma que gostasse, estacionei o carro no parque, piso -1, perto do elevador.

Fui à loja, não tinha a cor e o tamanho que queria, e as que gostei estavam esgotadas e/ou não há naquela loja.

A fucionária foi  ao computador, disse-me que na loja junto ao Continente havia uma em stock. Decidi ir lá..

Entrei no mesmo elevador e quando saí: "Ah, o carro?!", questionei-me. "Alguém levou o meu carro!"

No seu lugar estava um carro branco modelo e marca igual, mas branco.

"Esquisito, nunca tal me aconteceu", dizia de mim para mim.

Nunca ouvira comentar que houvesse roubo de carros, mas mesmo assim passou-me pela mente que alguém o roubasse.

Dei quatro voltas, fui mais à frente espreitar, voltei para trás, não fosse ter feito confusão. Nada!

As pessoas que entrava no elevador olhavam-me, percebiam que eu estava à procura do carro. Ninguém perguntou nada.

Decidi entrar no mesmo elevador e procurar um segurança.

Encontrei-o perto de uma loja junto a uma das saídas do centro.

Falei com ele.

Sorriu. "Não, aqui ninguém rouba carros. De certeza que a senhora  saiu no elevador errado."

"Eu não estou a dizer que o roubaram, estou a dizer que alguém podia ter levado o meu carro, por engano. Sei que isso pode acontecer."

"Não", repetia e sorria, "o seu carro está lá no lugar onde estacionou, tenho a certeza", dizia com muita convicção. "Em que elevador subiu?"

Expliquei, disse que conheço muito bem o centro, que nos dias de maior movimento nunca esqueci o lugar, que há muitos lugares vagos, não ia confundir o lugar onde deixara o meu.

"Siga-me", disse.

Descemos dois lanços de escadas, abre uma porta, duas portas, sempre a dizer "garanto que o seu carro está no lugar onde estacionou."...

E eis que deparo com o meu carro.

"É aquele! Não acredito! Como é possível? Eu desci neste elevador e no lugar do meu carro estava um carro da mesma marca, branco.

"Sabe que todos dizem a mesma coisa? A senhora não desceu neste elavador!"

"Desci, sim!"

E expliquei por onde viera, que passara a saída do parque do supermercado, que uma senhora estava a sair do estacionamento junto ao elevador, eu aproveitei para estacionar naquele lugar, uma vez que seria mais acessível chegar à loja.

E contou-me várias cenas, uma delas que um senhor afirmava que roubaram-lhe o carro, que andaram uma hora à procura dele, que perguntaram se não o tinha deixado na rua, o senhor convicto afirmava que não, até que um dos seguranças foi à rua verificar e o carro estava lá.  E contava que o senhor insistia que sempre o estacionava no parque, mas contrariamente ao habitual, dessa vez,  estacionou-o na rua, mas esquecera-se.

Ao mesmo tempo que comentava com ele que entrara e saíra naquele elevador, ele dizia que não, ainda muito confusa, e rindo-me, desfiz-me em desculpas.

O segurança dizia que eu entrara no elevador "x" junto à loja "y" ,  mas saíra noutro. E não estou a visualizar o dito elevador.

Entrei no carro, dei a volta para lembrar o percurso que fizera desde que entrara no parque. Passei junto do elevador e não vi o carro que estava no suposto lugar onde deixara o meu.

E ainda agora penso e farto-me de visualizar mentalmente o parque. Sempre e só conheci dois elevadores, os mais antigos, que estão em lados opostos, como podia eu  ter saído pelo elevador errado?

Nunca tal me aconteceu. 

Mas não vou ficar por aqui. Um destes dias vou voltar e ver qual o elevador que supostamente eu saí.

Nunca tal me acontecera. 

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"dê-me o seu bilhete"

por Maria Araújo, em 27.08.15

EP8S3UKG.jpg

 

fui ao mercado municipal fazer as minhas compras de fruta e legumes. costumo levar o carro quando tenciono abastecer-me para quinze dias.

estaciono em frente à entrada do mercado, vou à máquina tirar o bilhete, estou a meter as moedas e, de repente,  surge um gajo que quase se cola a mim. olho-o com ar de aborrecida , "olha lá vem este cravar-me" , pensei, e diz ele: " dê-me uma moedinha. vai tirar o bilhete?"

"claro que sim, não vê que estou a meter as moedas?"

"ah! à quinta-feira, aqui no mercado, não é costume passarem multas", responde o gajo ao mesmo tempo que se afasta.

e digo eu: "era o que faltava não o tirar. multavam-me. quem ia pagar a multa, você?"

mas há quinze dias, um homem dos seus 40 anos, com bom aspecto, aproximou-se de mim e veio com a mesma treta.

convicta de que compraria poucas coisas, não levei o carrinho das compras. mas vi marmelos, tomate cherry e outras produts que até me interessavam.

costumo comprar  quase tudo numa senhora ( as lavradeiras, que não têm bancada) que faz preços mais baratos se trouxer o que lhe resta. hoje tinha  marmelos,  5kg, tomate cherry, cerca de 2 kg,  e feijão verde, comprei tudo,acabei por trazer o meu saco estava cheio de compras.

não podia carregá-lo sozinha, pedi à senhora que me emprestasse um saco para dividir as compras, equilibrar o peso e levar tudo de uma vez.

mas a senhora, que já se habituou a que compre os seus produtos, ofereceu-se para me ajudar a levar o saco ao carro. eu não queria, ela insistiu, pediu à vendedora do lado que deitasse uns olhos  aos seus produtos, e lá fomos as duas.

chegamos ao carro, agradeci-lhe, ela dá-e dois beijinhos e agradece-me.

e quem agradeceu ainda mais, fui eu.

abro o carro, meto o saco e, quando tal, vem o gajo à minha beira e pergunta: "vai tirar o carro?"

"não sei".

na verdade ia ver quanto tempo me faltava para tirar o carro, pois ainda queria voltar ao mercado e ir às bancadas comprar mais alguma fruta. vi que faltavem 6 minutos, mas o gajo irritou-me de tal forma que entrei no carro. quando estou para sair do estacionamento, diz ele: " dê-me o bilhete. é que se ainda tiver tempo para gastar, dou a outra pessoa."

eu não devia ter dado, mas dei.

e eis que se dirige a uma senhora, que acabara de sair do carro, e dá-lhe o bilhete.

falta saber quanto a senhora lhe deu...normalmente estes fulanos reclamam se damos 10 ou 20 cêntimos.

eu meti na máquina 40 cêntimos, tinha 20 minutos para fazer as minhas compras.

e ela?!

a minha primeira multa, e espero que a única, foi causada por um fulano destes que insisitiu que ali, em frente ao hospital São João, era pertimido estacionar.

como eu, várias pessoas estacionaram.

quando vou para o carro, já da parte de tarde, tinha uma multa... tinha  estacionado num lugar destinado a paragem/descanso de autocarros.

na altura a moeda era o escudo, paguei 12 contos,  agora 60 euros.

desde então, nunca mais quis estes gajos por perto.

se não tiver alternativa, dou a moeda, mas prefiro estacionar longe deles a vê-los à minha frente.

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A polícia municipal quem é?

por Maria Araújo, em 19.02.13

Já não entendo nada nesta cidade.

A semana passada, aqui na rua, que se paga estacionamento, andavam dois homens vestidos com casacos em tons de cinza escuro e verde, apntavam as matrículas dos carros.

Achei esquisito, mas como não tenho nada a ver com o assunto, segui o caminho para casa.

Há pouco, chego do trabalho e estavam novamente dois homens, com o mesmo modelo de casaco, a tomar nota das matrículas.

Estacionei o carro em frente à minha garagem, detrás do prédio, vim para casa e  olhei os carros. Não vi aviso de multas.

Questionei-me: "será que são funcionários da Britalar e serão estes agora,  que passam as multas? "

E do outro lado, na rua paralela a esta, já começaram os preparativos para se pintar as marcas de estacionamento.

 

 

 

 

 

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Está a chegar a hora

por Maria Araújo, em 18.02.13

de os Bracarenses e todos os que vêm de fora para os seus empregos deixarem os carros estacionados nas ruas sem parcómetros, isto é, longeeeee do centro, passarem a estacioná-los nos arredores da cidade e apanharem o autocarro para os seus empregos.

A semana passada, as árvores aqui da zona tinham um folheto colado em que dizia: "Esta rua foi vendida ..."Chega de vender a cidade"

Está a ficar insuportável este lucro fácil da autarquia que, entretanto, entregou a concessão dos parcómetros a uma empresa privada, a Britalar.

E ao final do dia, depois de deixar a Sofia no pavilhão para o treino de basquete, entrei na rua paralela à minha, a rua 25 de abril, e toda a berma do lado direito está com faixas da polícia para que, amanhã, ninguém estacione as viaturas.

Motivo? Vão marcar os espaços para o estacionamento, com certeza.

Então, nem quem trabalha poderá deixar o carro o dia inteiro na rua, como, obviamente, as poucas pessoas que frequentam o centro da cidade vão fugir para os arredores onde estão os centros comerciais, não pagam estacionamento, e têm tudo para passar uma tarde, sossegados, sem estarem preocupados com a hora de tirar o carro do estacionamento.

E como diz uma amiga: " o MM vai embora de vez."

"Pudera!", comentei. "Já está no poder  há 37 anos!"

Esta mina de ouro tinha de  a deixar a alguém, neste caso à Britalar .

Vergonha!

 

 

 

 

 

 

 

 

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