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fui ao Porto

por Maria Araújo, em 19.10.17

Tive uma consulta de higiena dentária com uma médica da minha cidade.

Gosto muito do trabalho pormenorizado que faz (pago uma nota grande menos 20).

A consulta estava marcada há cerca de 4 meses para as 11h.  Para chegar a horas, tenho de sair no comboio das 7h34, para em seguida apanhar o metro até à Casa da Música.

O problema é cá na cidade. 

Sair de casa às 8h10 para deixar o carro estacionado numa praceta onde não se paga estacionamento, pensava eu que o tempo chegava, e não me enganei, para depois descer a praceta, atravessar a rua para a estação de comboios, que são cerca de três minutos, e para chegar ao comboio um pouco antes da partida, uma vez que eu prefiro chegar e esperar sentada  que parta, a perder o comboio.

Esquecera-me que à hora que saí  de casa o movimento de carros junto à escola aqui da rua e na avenida da liberdade é intenso.

Estava habituada a sair para o trabalho às dez para as oito, não apanhava grande trânsito, chegava sempre a horas  de ir com as colegas tomar café.

Apanhei fila nas duas ruas, cheguei à praceta e não tinha um lugar onde estacionar o carro. Deixá-lo no parque da estação àquela hora também era complicado porque não só apanhava trânsito, mas também tinha de procurar lugar no andar -2 e correr para o comboio.

Havia um espaço pequeno na entrada da rua que dá para as traseiras do prédio onde vive a minha irmã.  Vi o carro dela estacionado mas estacionei o meu nesse bocado de espaço. Saí do carro mas a traseira ficava fora do passeio  e que impedia os transeuntes de o atravessar, obrigando-os a dar a volta ao meu carro.

Uma senhora, que passava naquele momento, disse-me que não havia problema em deixar o carro estacionado desta forma, que a polícia não multava. Como eu achei que não estava bem, liguei à  minha irmã para saber se ia sair para o trabalho naquele momento. Ela tirava o caro eu estacionava no lugar dela.

Não. Ainda demorava algum tempo.

Eu já estava a desesperar, até que ela diz para eu deixar a chave e tratava de o estacionar no lugar do seu.

- E a chave?-, perguntei.

A empregada estaria hoje lá em casa, quando chegasse do Porto ia buscá-la.

Assim fiz. Abriu-me a porta, deixei a chave na caixa do correio.

Já no comboio, vejo uma moça sair deste com um cartão na mão. 

Tranquila que estava por ter chegado a horas, eis que de repente o comboio deixa a estação e me lembro que não validara a viagem.

"Ai, o cartão!", saiu-me da boca.

E diz o senhor que se sentava ao meu lado: "Agora não lhe adianta nada, fale com o revisor".

Tinha acontecido a mesma situação há um ano e a senhora que estava ao meu lado dissera-me que  não devia esperar que o revisor chegasse para ver o cartão, que eu devia ir à carruagem da frente, que apresentasse o cartão e o talão de pagamento que ele não multava.

Lembrei-me desta cena, levantei-me, fui à carruagem da frente. Lá estava ele.

Expliquei que carregara o cartão no dia enterior, que tinha o talão, que pedia desculpa mas atrasara-me a estacionar o carro e para não perder o comboio esquecera-me de o validar.

O revisor pegou nele, passou no leitor de mão e assim fiz a viagem sossegada da vida.

Bolas! Já aconteceu isto pelo menos quatro vezes.

Depois de tomar o 2º pequeno-almoço, fui para o metro, apresentei o cartão à funcionária para carregar. 

Mal lhe dou o cartão diz que não é aquele.

- Como assim?!-,  perguntei - Sempre que preciso de apanhar e o dou para carregar, vocês dizem que são válidos por um ano, e quando chego cá, ora mudaram, ora estão fora de validade. 

- Ah! Mas é que os cartões são outros. Mudaram.

Que remédio tive eu comprar novo cartão. 

Expliquei quais eram os meus destinos, por isso, seriam três viagens. Ela diz que não, que são quatro, eu digo que são três, até que:

- Vá carregue quatro. Quanto é?

- 5,20 euros.

"Bolas!", pensei.

Combinara almoçar com a Sofia, depois da consulta, meti-me no metro, tinha de mudar na Trindade e apanhar o que vai para o Hospital São João.

A Sofia tinha apenas 30 minutos para almoçar e voltava à Faculdade. Fomos ao centro comercial junto ao Hospital. A restauração estava completamente cheia de estudantes universitários,de  pessoas que viriam das consultas daquele e do IPO. 

Fomos a um dos balcões de saladas e sandes. Vi que tinha wraps ( gosto dos wraps do McDonald's), a funcionária perguntou-me se era de frango, vira nas ementas que levava legumes, não perguntei nada dos ingredientes que incluía, respondi que sim. A Sofia quis uma sande ( estava muito bem composta).

E detestei o que comi. A massa fria, uma pasta enjoativa, maionese que não suporto, a não ser que seja feita cá em casa.  

A Sofia dizia-me para pedir que aquecesse o wrap, mas já tinha comido metade, não fui. Foi mesmo uma decepção.

Preferia ter almoçado uma tosta quentinha.

Fui ver algumas lojas que não há cá na cidade. Comprei umas coisas para a Sofia e uma malha de uma marca que nem me lembrava dela de tão cara que é, que na minha juventude ia para a porta da loja de Braga para apanhar alguma nos saldos, malhas essas boas e que duram uma vida: Sidney.

Queria azul, mas não havia o meu tamanho e trouxe a verde.

Estava na hora de ir para o comboio. Na estação, não me esqueci de validar o cartão. Entrei no comboio, sentei-me.

Uns minutos depois, senta-se ao meu lado uma senhora, que me pergunta:

- Este comboio é para Braga?

- Sim, acho que sim. No placard indicava a linha 5.

- Mas eu acho que não é este. É o da frente.

- E há outro comboio à frente?

Ela não me respondeu e saiu.

Levantei-me e e fiz a pergunta ao casal de namorados que estava do outro lado.

- Sim-, diz ele.

Fez-se luz nesta mente. Já não é a primeira vez que entro no primeiro comboio, por vezes quase vazio. À frente  há um comboio que parte primeiro e cujo destino, àquela hora é Braga.

Saí do comboio colado ao"meu".

" Bolas, Maria! Sabes bem que o comboio desta hora que está ao fundo na plataforma é o que tem o teu destino".

E entrei, já com ele quase cheio.

Partiu um minuto após me sentar.

Ah! Afinal gastei duas viagens de metro. Saí na Trindade, desci a avenida dos Aliados e fui tomar café à pastelaria Ateneia/Arcádia.

As duas restante, espero eu que sejam válidas, ficarão neste novo cartão até Abril de 2018, altura da próxima consulta lá nas bandas da Boavista.

 

 

 

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Uma escapadela

por Maria Araújo, em 29.06.15

por Aveiro, andamos de moliceiro, compramos doce de ovos (nem os provei), regressamos a casa.

Adoro as casas, os azulejos, a estação de comboios desta cidade.

(estou cansada, noite mal dormida, ficam algumas fotos)

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O termómetro do tempo

por Maria Araújo, em 23.01.15

Neste mês de janeiro o frio está para ficar, mas prefiro-o à chuva que nos molha, que nos tolhe os movimentos, à saída de casa.

E por que ninguém está bem com o que tem, li há pouco que os 98% dos Brasileiros que se queixam do calor, queixam-se do frio, também, sendo motivo de conversa em todo o lado, mas quando as temperaturas estão amenas, nem no elevador há motivo de conversa.

Ora por cá, penso que não difere muito dos nossos irmãos das Terras de Vera Cruz.

Quando está frio e chuva, reclamamos, quando está calor, reclamamos.

E eu sou uma das que reclama, sobretudo quando está muita chuva e no verão quando as temperaturas passam dos 30º C.

Estamos no estação do frio, não temos que reclamar.

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Adoro o mar

por Maria Araújo, em 01.12.13

nesta época do ano e,  depois da consulta, cheia de fome, fui almoçar. Mal saí do carro, tirei estas fotos.

 

 

 

 

 

 

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