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"A Feira da Foda"

por Maria Araújo, em 08.03.16

Pois é!  O meu dia da mulher está a ser um dia inesperado, pelo seguinte:
de manhã fiquei por casa, aguardava uma encomenda que seria entregue entre as 9:00h  e as 10h, andei a passear na net, até que na hora de fazer o almoço, uma amiga liga-me para o telemóvel perguntou-me se estava em casa, pois estava lá em baixo, não podia demorar.

Fiquei admirada, não é costume passar aqui durante o dia, só à noite quando vamos jantar fora.

Então, veio de propósito oferecer-me uma blusa gira, jovem, um lilás suave que adorei! (e já está a secar ao vento frio que faz hoje).

Tinha deixado para depois do almoço fazer umas compras, que não eram urgentes, mas aproveitava e dava um salto ao Media Market para comprar sacos para o aspirador (infelizmente, as lojas de eletrodomésticos que existiam no centro da cidade, fecharam todas), registar o euromilhões, e dar um passeio por onde me apetecesse.

Quando uso o carro, quase sempre, antes de entrar, vejo os pneus. E não é que tinha o pneu da frente do lado direito completamente furado?
"Que fazer? Não sei mudar, preciso do carro."

Não liguei para a oficina  porque se o fizesse poderiam não aparecer hoje e eu quero ir amanhã ao ginásio. É o último dia de trabalho da professora que, para nossa tristeza, vai viver para Hong Kong.

Ora então, meti pés ao caminho e fui à oficina. Aparecendo lá sabia que resolveriam o assunto ainda hoje.

E foi o que aconteceu. Vim com o encarregado da oficina, ele tentou encher o pneu com um spray, mas o pneu não reagia.

Teve que ser substituído pelo sobresselente.

Levou o furado, amanhã liga-me a dizer se terei de pôr pneus novos ou fica o que levou para arranjar.

Já não fiz nada do que projectara para hoje. Guardei o carro na garagem, amanhã vou à minha aula e depois do almoço levo-o à oficina.

Mas porque escrevo eu isto tudo? 
Enquanto esperava pelo encarregado da oficina, entretive-me a ler o jornal da cidade.

A última página é sempre dedicada às mulheres famosas, com imagens em biquini ou em cuecas.

Hoje, excepcionalmente, as fotografias eram de homens conhecidos (não me recordo os nomes) do mundo da moda, dois deles portugueses, mas dedicados às mulheres.

Na verdade, eles eram lindos e sensuais...

Às páginas tantas, já no jornal de ontem, numa das páginas internas, vinha a notícia da "Feira da Foda", em Monção.

Não conhecia, não imaginava sequer o porquê deste nome.

E foi então que li, tal e qual a notícia que encontrei neste blog... o blogue do Minho.

Cliquem neste link e leiam a estória completa.

Mas deixo aqui uma parte que conta a origem do seu nome.

Nós, portugueses, somos demais a dar os nomes mais brejeiros às estórias.

 

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(...) À baila, vem sempre a origem do nome de um dos pratos mais típicos e caraterísticos da culinária local. O Cordeiro à Moda de Monção, conhecido como “Foda à Moda de Monção”, cujo festival realiza-se anualmente no mês de outubro. A história reza assim:

 

“Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando os levavam para a feira queriam vendê-los pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água.

Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: “que grande foda!”

O termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se localmente como “Foda à Moda de Monção”. De tal modo que é frequente, em alturas festivas com destaque para a quadra pascal, ouvir o povo exclamar em jeito brincalhão: “Ó Maria, já meteste a foda?”

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um perfume chamado vodka

por Maria Araújo, em 13.08.15

 

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contado por uma amiga que presenciou esta estória.

Um casamento em Portugal de um  português com uma checa, convidados de várias nacionalidades, sendo a maioria checos.

As prendas que o casal ofereceu aos convidados foram umas garrafinhas de vodka.

Uns dias depois do casamento, a mãe de uma das portuguesas precisava de sair.

Foi ter com a filha e avisa-a que vai sair de casa. A filha pergunta à mãe o que esteve a fazer porque exalava um cheiro muito forte a álcool.

A mãe respondeu que tinha posto um pouco de perfume da garrafinha que recebera no casamento.

Quem estava presente desatou a rir e a  senhora perguntou por que se riam, ao que filha responde, " Ahahahahahahahha!Tu não sentiste que esse cheiro é muito forte? Vai já tomar um banho, mudar de roupa porque tu usaste vodka como perfume! Tu não sabes que isso é uma bebida?"

A mãe chateada respondeu, "Os frascos são tão lindos que eu pensei que o conteúdo era perfume e não uma bebida!"

E lá foi a senhora tomar banho e mudar de roupa de tão intenso cheiro a vodka.

 

 

P.S.: depois desta estória, descobri que há um perfume chamado Vodka (ando a leste), ahahahaha!

 

 

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Recuso-me a dar uma "esmola"

por Maria Araújo, em 08.04.14

 

às pessoas que pedem na entrada dos supermercados, quase sempre do PD.

Durante muito tempo, era um rapaz, com bom ar, que chateava os transeuntes que passavam na avenida principal, sempre com ar simpático e dizia: "Olá! Está boa? Se puder dê-me qualquer coisinha", acompanhando-(n)os até  à entrada do supermercado, com uma conversa de chacha, até chegar a "é melhor pedir que roubar".

Um belo dia de chuva, quando saía do supermercado, decidi ir pelo lado oposto para espreitar uma loja que tem num pequeno centro comercial.

Quando dei a volta, junto ao banco, aparece o fulano à minha frente e resmunga: "julga que me engana? Veio dar a volta para evitar dar-me alguma coisa."

Fiquei tão fora de mim, que respondi: "não tem nada com isso, e dou-lhe alguma coisa se quiser e quando eu quiser!" e continuei o meu caminho.

A partir desse dia, nunca mais lhe dei nada (cheguei a dar duas ou três vezes).

O rapaz desapareceu do seu "poiso" (fala-se que foi preso).

Ora o lugar foi ocupado por outro rapaz, tão apresentável quanto o outro, nos seus 30tas e pouco.

Quem vai ao supermercado quase diariamente, é confrontado pela lenga-lenga deste novo ocupante: " Senhora, pode dar-me qualquer coisinha? Obrigado" (diz sempre obrigado, quer se dê ou não).

Acontece que o fulano conhece bem quem não dá esmola ou outra coisa qualquer . Uns passos depois de passarmos perto dele, resmunga entre dentes, até que, uma das vezes, percebi isto: " Foda-se, ninguém dá nada".

Eu não dou conversa. Chegou o outro para me/nos  chatear a paciência.

Raramente dou dinheiro. Se me pedirem algo para comer, sim, dou, mas normalmente, querem a moedinha.

Faço muita solidariedade enviando alimentos e/ou donativos para esta instituição sem fins lucrativos, várias vezes referida aqui no meu cantinho.

Concluo o meu post, com outro aqui relatado pela minha querida blogger Roupa Prática ...um caso mais que evidente que, infelizmente, as pessoas querem dinheiro

 

 

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"Há pessoas que enfim, são... não são nada. É que nem encontro neste momento nada para qualificar.

Fui ao supermercado comprar umas coisas que tinha em falta. Quando chegava junto ao carro (encontrava-se mesmo em frente ao supermercado), sou abordada por um individuo, que com um ar triste e cabisbaixo diz que estava com fome e se não lhe dava algumas moedas para ir lá dentro (supermercado) comprar alguma coisa para comer. Como dinheiro em mãos não dou, olhei para as minhas mãos, numa tinha um saco com legumes e fruta, noutra pão e leite, avancei com o saco do pão e leite e dei-lhe. Ele ficou sem reacção, hesitou, mas depois acabou por aceitar. Encolheu os ombros e eu devolvi-lhe com um sorriso. Ele vai-se embora e eu coloco o saco no carro e vou outra vez lá dentro (supermercado) comprar o que tinha acabado de dar. Ora qual não é o meu espanto, quando vejo o individuo a meter o saco, o saco que tinha dado com todo o desprendimento ao lixo. Nem queria acreditar no que via. Ele assim que se apercebeu que era a pessoa que lhe tinha dado o saco sai a correr. Fiquei azul. Fiquei, nem sei... Fui a rezar lá para dentro do supermercado... O segurança vem ter comigo e diz que tinha visto tudo o que se tinha passado e que esse homem faz ponto ali. O que respondi ao segurança é o que interiorizei para o meu íntimo: foi a última vez que dei seja o que for a alguém da rua. Depois ainda dizem que há pessoas insensíveis e mais-não-sei-o-quê. Também com gente assim...  Mas pode estar a goelar-se, nem quero saber. Por um (ou uns) pagam todos. Mas de idiota, nunca mais me fazem."

 

 

 

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