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cantinho da casa

cantinho da casa

objectivos para o futuro

Objectivos para o futuro?
Deixar para os meus sobrinhos netos a herança de viverem num mundo sereno, solidário, de respeito pela diferença, e pela inclusão, protegerem a natureza, e  saberem o que siginifica a paz.
Compete a nós, adultos, a palavra de boa fé e trabalharmos neste sentido.

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imagem daqui

o futuro no desafio da abelha

o que é amar alguém

do desafio da abelha

Para amar alguém começo por mim própria.
Tenho de gostar de mim, não de forma egoísta, e respeitar-me, para poder dar amor aos outros.
Acho que tenho conseguido ser fiel ao que penso sobre o amor, sobretudo com as pessoas que me rodeiam. E não estou a falar de amor por um homem, ou pelo companheiro, mas pelas que fazem parte da minha vida e do meu dia-a-dia.
Por exemplo, sei que às vezes sou chata, mas não porque estou a atazanar os outros, mas porque preocupo-me com as pessoas, ajudando-as a resolver alguns dos seus problemas e preocupações, mostrar  confiança,  às vezes "calçando os seus sapatos" de molde a não fazer-lhes o que não quero para mim; tentar compreender as suas dificuldades e minorar o seu sofrimento.  
Sei que esta forma de amar alguém tem um retorno.
E este, que não exijo de ninguém, é o que gosto de receber: a gratidão e o respeito.

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alguém que te inspira

do desafio da abelha

 

A minha mãe tinha dois anos quando a sua faleceu. Não a conheceu, portanto.
Foi criada, mais os quatro irmãos que tinha, pela mulher com quem o meu avô casaria. Vieram mais três irmãos.
A minha mãe, severa na educação que deu aos filhos, e porque o meu pai estava meses ausente a trabalhar em Angola e Moçambique, era pai, também.
Para que nada nos faltasse, arranjou emprego dentro de casa: comprou uma máquina de tricotar e passou a fazer camisolas para fora.
Tinha quatro filhos, mais tarde vieram mais dois. Com seis filhos, mais um dInheirinho que entrasse em casa, e para que tivéssemos roupa, calçado, livros, e um belo mês de férias na praia, eu e a minha irmã éramos as sua ajudantes nas tarefas domésticas. Mas era eu que mais a apoiava na sua "profissão", porque ia entregar as encomendas a casa das clientes.
Os anos passaram, os dois irmãos mais velhos casaram, tiveram filhos, eu trabalhava, ela deixou a máquina de tricotar, passou a viver para os netos.
Veio a doença, e deixou-nos.
Foi ela a minha inspiração na vida. O modelo que segui para que a minha vida fosse de luta pela família, sobretudo os irmãos mais novos, que precisavam dela, ela não estava mais connosco, procuravam o meu apoio, mesmo depois de casados; nos meus sobrinhos que por aqui passavam.Tomava contas deles, dava-lhes de almoçar no tempos da escola; e agora os sobrinhos netos a quem dou o que posso, sobretudo àquele que está mais perto de mim, o rapazinho de quatro anos e meio que nasceu na capital e veio viver para esta cidade.
Todos os outros têm tudo de mim, sempre que estão por cá. Nesta altura, e com muito orgulho, tenho sete sobrinhos netos, vem mais um menino ( os rapazes estão em maioria) para Agosto.
Dou muito valor ao que a minha mãe nos deixou. E falo muitas vezes nela.
Os seis filhos que teve foram, e são, dignos dos valores que receberam. Vejo pelos meus sobrinhos, todos adultos, homens e mulheres educados, que se respeitam, que se dão muito bem.
E eu fico feliz quando estamos todos juntos e vejo que os filhos deles adoram as brincadeiras que têm com os tios e tias dos pais.
Aminha mãe inspirou-me muito, e, como escrevi aqui  "a minha mãe "olhou" muito por mim", corrijo e acrescento: "Acho que ela está a olhar por mim...pelos filhos e pelos e netos."

 

 

o teu percurso académico

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Para a menina dos desafios da abelha.

Fui trabalhadora-estudante.

Tinha uma casa para cuidar, dois irmãos adolescentes, que ficaram sem a mãe, nesse mesmo ano que entrei para a universidade.

Algumas tristezas, e cansaços à mistura, tive colegas maravilhosas que estudavam cá em casa comigo, ou traziam alguns apontamentos das aulas que eu não podia ir; também tive dias fantásticos, dias de discoteca, à 4ªfeira de tarde, após uma prova, e com declaração do professor para apresentar no trabalho.

Momentos que quase desisti, mas não queria trabalhar por muito tempo para a família ( e foram 15 anos) .

Apesar de tudo, senti-me uma pessoa realizada.

Acho que a minha mãe "olhou" muito por mim.

E o tempo passou tão depressa!

 

o teu percurso escolar

Entrei para a escola com sete anos, escola que ficava a cerca de 300m de casa.

Uma escola mista, mas dividida em alas : a feminina e a masculina.

O recreio tinha um muro baixo, mas com rede, que nos separava.

Destestei uma professora que tive no 3º ano. Era bruta.  Usava uma régua grossa para bater com força nas mãos.Por tudo e por nada, lá estava ela pronta para o castigo. E a criança ( éramos tão pequenas e ingénuas) fizesse o gesto de tirar a mão, ela, a bruta da professora, vingavasse e batia-nos com mais força.

Certamente que todos conhecem uma sala de aula da escola do Estado Novo. Eu gostava muito das carteiras, mas o que me custava mais engolir era ver na parede, e em frente aos nossos olhos, as fotografias dos chefes de Estado. Os meus pais  eram anti-fascistas e dentro de casa falava-se à vontade contra o governo.  A cruz de Cristo não me importava que ali estivesse.

Adorava ficar  na escola, no final das aulas, a brincar. Ou a ajudar a filha da funcionária  a limpar os quadros, ou então enquanto a mãe andava noutras salas, enchiamos o quadro de gatafunhos, porque o que mais gostavamos era do giz  ( hoje, nem pensar!).

Acabado o 4º ano, entrei para o Liceu feminino.
Acabado este, fui trabalhar.

 

 

texto no âmbito do desafio da abelha

uma carta para alguém

Quando li o tema desta semana, lembrei-me que teria publicado uma carta manuscrita para a minha irmã que estava em Londres a estudar.

E encontrei-a, neste post de 2020.

Do desafio da abelha, "uma carta para alguém":

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A pedido da Ana de Deus, trancrevo-a aqui no post.

Olá Mena,
Estás bem? Espero que sim.
Por aqui vai tudo bem.
Desculpa-me por te escrever nesta folha, mas não vale a pena gastar das outras porque esta não vai por carta.
Aqui vai a encomenda que é a prenda de Natal minha e dos nossos pais.
A minha é pequena mas é melhor que nada. Eu não sabia o que havia de comprar, e, hoje, passei por uma farmácia e vi o frasquinho de água de colónia e comprei-o. Depois, vi o rímel e comprei-o também, pois tu querias levar um mas não pudeste, por isso to mando.
As calças que a mãe te dá são muito bonitas e eu vestias quando compramos e ficavam-me muito bem.
Espero que gostes e que fiquem bem.
Espero também que a encomenda chegue cedo e se o bolo-rei estiver duro, põe-no num forno ou qualquer coisa assim.
Bem, acabo esta pequena carta desejando-e boas férias e um Feliz Natal.
Beijos e abraços da tua irmã.

P.S.:
Peço desculpa pela pontuação e um erro ortográfico que encontrei.

Esta carta foi escrita na minha adolescência.

desafio: Vamos acabar uma história?

do desafio de escrita do José da Xã

 

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"era uma vez uma mulher chamada Edna que tinha problemas de visão. um dia..."

Edna queria ir à Aldeia de Cima, pois falava-se que havia um padre jovem que vinha da Vila de Longe celebrar a missa de domingo.
Mas se tinha problemas de visão, como podia caminhar ate à Aldeia de Cima se ficava muito distante da sua?
Com a igreja tão perto de casa, porque não vinha ele ali? E como se não lhe bastasse ver mal, estava farta de ouvir o padre dasua aldeia, que era rabujento e falava muito depressa, ela não percebia nada do que ele dizia.
Mandou recado pela vizinha do lado, que dissesse ao neto, que vivia na Aldeia de Cima, que a fosse buscar e a levasse de carro, à missa do próximo domingo.
Recado dito, resposta entregue: que sim, que estaria lá para a levar.
E nesse domingo, extasiada estava a ouvir aquela voz jovem que falava bem e chegava aos corações.
E por que o que os olhos não vêem, mas o seu coração sentiu,  foi então que enxergou a frase que o padre rematou na homilia: " A fé é uma visão das coisas que não se vêem."

 

 

escreve sobre o teu dia

O dia de hoje começou com o levantar cedo, comer o meu pão com cereais, o iogurte com cereais e mirtilos.

Saio de casa para ir buscar o sobrinho neto, levá-lo à terapia, e de seguida ao colégio.

Enquanto esperava, no carro, lia este livro.

Fui levar a minha irmã ao hospital, tinha uma consulta ao meio-dia.

Antes, fomos buscar a liquidificadora que tinha avariado.

A consulta estava demorada, vim almoçar.

Enquanto não recebia a chamada, fui arrumando umas roupas.

Fui buscar a mana ao hospital, deixei-a em casa ( com a liquidificadora  ).

Regressei a casa.

O miúdo tem judo mas quem o vai levar é a mãe.

Liguei o pc para dar uma leitura por alguns blogs.

Escrevo este post do desafio da abelha.

São 16h30. Por hoje acabaram as saídas à rua.

Logo vou ver as notícias, depois passo para a RTP2, e no final da série "vou" para a SIC, quero ver a novela Pantanal.

E mais nada.