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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

não quero chatear-me

Maria Araújo, 01.07.20

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a empregada está cá.

Tenho muitos panos microfibra novos para usar, ela vai sempre buscar os mais usados ( hoje vão todos para i lixo), tenho o da casa de banho numa caixa onde estão o Cif, e a esponja. Noutra caixa maior estão os detergentes da cozinha.

Tenho uma embalagem de limpa vidros, nunca a usou. Uso eu quando me dedico a limpar os vidros a fundo.

Ora há pouco, vi que tinha o pano da casa de banho na mão, mas estava a limpar o pó da sala.

Passei-me!

Dah! Há muitos anos que trabalha cá em casa , se aquele pano está dentro da caixa dos produtos da casa de banho, porque diabo o usa para os móveis??? ou será para limpar os parapeitos?

Que nervos!

Estou sentada no quarto onde tenho um grande guarda-roupa e o armário do calçado, no chão, junto a este, tenho um cesto com revistas da primeira década deste século, do tempo em que comprava revistas de moda e de decoração,eis que olho para o cesto e está como se vê na fotografia

E as fotos nos móveis?

Gosto de uma determinada posição, ela põe do jeito que ela quer...e eu passo-me!

Querem que vos diga uma coisa?

Se trabalha há tanto tempo cá em casa, sabe como quero as coisas, põe à sua maneira, diabo, não estou para me chatear!

Quando for embora, ponho do meu jeito.

 

coisas do meu dia

Maria Araújo, 03.06.20

a  empregada voltou ao trabalho, a minha intenção era ir à praia e voltar quando ela saísse de casa, mas o dia estava cinzento.

depois do pequeno-almoço, peguei no ferro e passei a muita roupa de casa que já me irritava ver no cesto.  ontem, fui à feira semanal, comprei roupa de cama que lavei para ficar arrumada no armário.

e o certo é que estive três horas de pé a passá-la.

fui buscar o sobrinho neto à creche, viemos a pé, levei-o à mãe.

vim para casa, doíam-me as pernas de cansaço.

logo, vou ver mais dois episódios desta série

 

 

 

 

uma boa compra

Maria Araújo, 10.03.18

Aspirador avariado há três semanas, não me dei ao trabalho de pedir um orçamento de reparação, o motor fazia um ruído ensurdecedor, provavelmente não teria reparação ou se tivesse ficaria cara, estava na hora de comprar um novo.

O meu irmão tinha-me falado num aspirador sem saco, dos melhores que tivera.

Ficou-me na ideia, passei por uma loja, a oferta era muita: animal care, silence force, verticais, com saco, sem saco, já não sabia o que escolher,  optei por pesquisar nas várias marcas e ver os preços.

Na terça-feira passada, voltei à loja. Andava de um lado para o outro, as mesmas dúvidas, um funcionário aproximou-se e perguntou se queria ajuda.

Respondi que sim, expliquei o que queria, que gostava da sua opinião.

Mostrou-me um, marca da loja, com saco, caro para o que queria.

Falei nos aparelhos sem saco da marca Rowenta, que eu vira online, mostrei a referência. Estava indisponível a cor  no catálogo online, mas também não esta que me interessava, 

Da estante, retirou um modelo dessa marca, mostrou-me as peças que tinha, o filtro, o depósito, tudo.

Apesar de ser um pouco caro e não estar à espera de dar mais de 90 euros, fiquei convencida, sobretudo pela eficiência do depósito e do filtro. O ruído, um pormenor que me interessava (não há modelo teste) ficou de lado, decidi trazer o aparelho. 

No mesmo dia experimentei-o e gostei do nível baixo de ruído.

No dia seguinte, a empregada usou-o.

Hoje, usei-o para aspirar o colchão, como sempre faço todas as semanas, e quando reparo no depósito, ela não tinha despejado o pó no lixo... um gesto tão simples e lógico de fazer que raramente faz. Fico lixada.

Estou a gostar do aparelho, acho que vale o dinheiro que paguei, espero que dure um bom tempo...Mas tenho de ser a cuidar dele porque se estiver à espera que a empregada o estime, ui!  " Se estragar, a patroa que pague!", é o que todas pensam.

O meu novo aparelho Rowenta , sem saco...

 

tartarugas no quarto

Maria Araújo, 22.03.17

Há um mês que não via a minha empregada, que vem quinzenalmente limpar a casa. Tem uma chave de casa para entrar quando não estou.

Hoje, era o dia de vir, fez ium qaulquer comentário por estar em casa. Não lhe dei satisfações da minha ausência nesses dias.

Depois do almoço, e porque a gata ficou toda a manhã aos pés da minha cama no bem bom do edredão,enquant fui para o ginásio, fomos fazê-la.

Ela trabalha um dia por semana em casa da minha irmã. 

E contou-me as malandrices do gato Mickey, adoptado há  seis meses do gatil.

De repente, fala-me em tartarugas.

- Tartarugas?!,- perguntei.

- Sim a sua irmã tem tartarugas em casa.

- Como assim, tartarugas? Estive lá em casa no sábado e não vi nenhuma tartaruga.

- Sim, tem duas tartarugas no quarto do menino Duarte.

Foi então que me lembrei que o meu sobrinho, que vive no Porto, mudou de casa recentemente e como não tem espaço para ter as tartarugas, trouxe-as para casa da mãe e deixou-as no seu quarto.

E contou-me o que lhe acontecei no dia em que viu as tartarugas. Assustou-se.

Estava sozinha, não tinha sido avisada de que havia alguém de novo em casa.

Então, entrou no quarto, vai a puxar o estore e vê-as. Assustou-se. Gritou.

- E agora? O que é isto? Estou sozinha em casa. Que medo! - contava ela o que falava no momento que as viu, ela que detesta este tipo de animais.

E as tartarugas dentro de um aquário, levantavam a cabeça e olhavam-na.

Cheia de medo, queria fugir, mas tinha o trabalho para fazer.

Ás tantas ouve um "poc!". As tartarugas mergulharam. Ela, cheia de medo, não sabia o que fazer. Fugir?

- E se elas saem do aquário? Estou sozinha. Que vou fazer?

Fechou a porta do quarto e foi limpar a casa.

Quando a minha irmã foi pagar-lhe ( vive no prédio em frente) contou-lhe o que se passou, o susto que teve.

A resposta da minha irmã:

- Já viu a minha vida? Eu que  sempre disse  que não queria animais dentro de casa, a Sofia traz-me dois gatos  e o meu filho que mudou de casa, não tinha espaço, trouxe as tartarugas para cá. Mas teve de as deixar no quarto, não a haver luta entre gatos e tartarugas.

E enquanto ela contava a história e fazia os gestos da sua reacção, eu ria-me às gargalhadas.

Mas a verdade é que eu também me assustaria.

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a minha sodona...

Maria Araújo, 08.04.16

 

 

como diz a querida MAC, deixou-me piúrsa dos nervos.

Costumo comprar embalagens de lenços de papel (Lidl) que guardo numa prateleira que fica por baixo da bancada da casa de banho.

Ontem, precisava de lenços e não os encontrei. Tinha comprado na segunda-feira, pensei que os tivesse deixado no supermercado. "Não, tenho a certeza que os trouxe e os guardei.", pensei.

De repente, baixei-me e:  "cá estão eles!".

Ao lado da prateleira tenho um banco de bebé Ikea. Em cima, tem um cesto onde estão o secador, ganchos, fitas, elásticos de cabelo, acessórios de manicure. Tirei o cesto, puxei o banco, peguei na embalagem dos lenços e... aquele espaço nem viu a esfregona!

Sodona esteve cá na quarta-feira, limpou a casa de banho, mas não se deu ao trabalho de limpar por baixo da bancada, porque se o fizesse, veria a embalagem caída.

Ela tem imensos problemas nos joelhos, desce as escadas de lado, trabalha todos os dias da semana em várias casas, limpa escadas de prédios, entendo muito bem o quanto lhe custa andar aos dias, mas por amor da santa, tenha consciência e não se balde a quem lhe paga, pois se não aguenta o serviço, deixe algumas casas e descanse.

Os serviços mais complicados sou eu que os faço. Se a aguento é por que tenho confiança nela e não tenho coragem de a mandar embora.