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" quanta gentileza!"

por Maria Araújo, em 29.06.17

Quinta-feira à tarde, tenho curso (  aula de Pilates em pequeno grupo e paga) às 17h30.

Estive todo o dia em casa a fazer aqueles limpezas mais profundas, que as empregadas não fazem, e que tanto me irritam. Nem o que está à frente dos olhos limpam bem.

Por volta das 16h30 parei as limpezas, não queria faltar.

Ainda passei na lavandaria para deixar o edredão de inverno.

Estacionei o carro no parque do ginásio, entrei para o elevador. 

Mal entrei, e já tinha carregado no botão " recepção" , entra um homem nos seus 30 e poucos anos, saco ao ombro. Carrega no botão das setas de fechar porta. 

Pensei para o meu decote: " Se já carreguei no botão para a recepção, porque carregou ele no das setas? A porta fecha-se por si própria...".

O elevador tem duas portas: a que dá para o parque e a da recepção.  Entrei primeiro, encostei-me perto da porta da recepção para ser mais fácil a saída, pois costumo levar uma mala com as minhas roupas. A subida é rápida.

De telemóvel na mão, quando o elevador estava a prestes a parar, percebi que ele não iria deixar-me sair primeiro.

E assim aconteceu. Mal a porta do elevador se abre, ele passa à minha frente, sai do elevador e dirige-se ao balcão.

" Quanta gentieza! Que falta de educação! ",  murmurei baixinho.

E eu até tenho idade para ser mãe dele.

Presumo que será um daqueles jovens executivos que pensa que é melhor que todos os outros. Mas um pouco de educação ficava-lhe muito bem.

 

nizo-nunca-acha-vaga-elevador.jpg

 

 

 

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Pessoas bem educadas?!

por Maria Araújo, em 31.01.15

Quando vou ao ginásio e entro no elevador e se alguém entra antes ou depois de mim, costumo, à saída deixar sair quem chegou primeiro e espero na fila, na recepção, para levantar a ficha da aula que vou fazer.

A maioria das vezes, sejam os jovens, rapazes e raparigas,  sejam as senhoras mais velhas, se eu for a primeira a chegar, nunca dão a prioridade na saída e na fila passam-me à frente.

E eu nunca faço isso. Se chego primeiro ao elevador, à saída deixo que saia primeiro, óbvio.

Se a pessoa for um homem e fizer questão que eu saia primeiro, quando chego à recepção, faço eu questão que seja o primeiro a ser atentido.

Ora hoje, entrei no elevador e, entretanto, entrou um homem  na casa dos 40 anos.  Subimos os dois...

Quando chegamos, ele sai, não tem a delicadeza de me deixar sair, chega ao balcão e põe-se à minha frente para levantar a ficha.

Isto acontece sempre e as senhoras mais velhas, ui,  acham-se no direito de passar à frente de todos!

E eu fico danada. Detesto que me façam isso.

Eu respeito a vez dos outros.

 

 

 

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Caminhar para velho (a)

por Maria Araújo, em 12.01.15

torna-nos uns chatos, reclamamos tudo, levamos tudo a sério, exigimos o melhor para nós, não nos preocupamos em pedir licença , não respeitamos as saídas e entradas do lugares, falam alto demais se querem reclamar alguma coisa, enfim, um sem número de coisas que se acham no direito de ter.

E hoje, à saída do ginásio, cerca de sete senhoras entre os 66 e os 70 reclamavam, em uníssono, algo que não percebi bem, mas que teria a ver com as fichas para a hidro e o facto de o professor comentar (na brincadeira, segundo umas, a sério, segundo outras), que passariam a pagar 1 euro pela ficha.

A funcionária, que atendia os clientes que entravam e os que queriam pagar a mensalidade (o banco não faz a transferência, fica o pagamento em atraso e eu não gosto nada disto) como eu,estava pelos cabelos, quase não atinava com o que fazia, com o alarido das senhoras.

E disse:"se querem reclamar, chamo o patrão, ele está cá".

E elas diziam que ela tinha de resolver, ou então iam reclamar por escrito, outra diz que não é por escrito, mas com o patrão...Ninguém se entendia.

Faço o meu pagamento e comento com a funcionária que além de ser bonita é simpática:"que se passa aqui? estas senhoras nunca estão satifsfeitas com nada".

Vem uma cliente, sem mais nem menos vira-se para a funcionária e pergunta:"eu não deixei aí o meu cartão?", e eu olhava-as,feita parva.

Às tantas, vem o patrão e diz a funcionária: "está aqui o patrão, não querem falar com ele?"

E elas virararam costas e saíram sem nada dizerem.

Fui a última a entrar no elevador, fiquei no meio delas, a conversa continuava "porque já pagamos muito, era o que faltava pagar mais um euro", diziam.

O elevador pára no r/c, elas saem de rompante, empurram-me e fiquei sozinha.

"Bolas" comentei para o meu decote "será que vou ser assim, uma velha  resmungona?".

É por estas e por outras que não vou à hidro durante a semana. É um autêntico galinheiro de mulheres que falam durante a aula e, quando tal, estão em cima umas das outras.

E nos balneário, ui,solta-se o galinheiro!

Não há paciência.

imagesV6TIMCPR.jpg

 

 

 

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Caminhar no outono com sabor a verão

por Maria Araújo, em 26.10.14

À excepção de sexta-feira, que fui ao Porto, a semana foi  muito bem aproveitada para caminhar todas as manhãs, cerca de 6/7 km.

Como ainda não posso ir ao ginásio, comecei a fisioterapia à mão há quatro dias, tenho tido algumas dores no pulso, o médico acha muito cedo, ainda, para regressar ao ginásio.

Quase dois meses sem actividade física é muito e sinto que o meu corpo pede exercício.

Então hoje, fui caminhando, caminhando, a temperatura era a ideal para caminhar, dei por mim na direcção do Bom Jesus.

Muitos casais, famílias, mulheres, homens subiam e/ou desciam a rodovia.

Cheguei aos escadórios e pensei em voltar para trás. Desisti. E subi com ideia de descer de elevador.

A fachada da igreja está de rosto lavado, entrei no santuário, como sempre faço.

Desci no elevador.Um autocarro estava a chegar ao parque junto à entrada dos escadórios mas fiz o regresso a casa, a pé.

Antes, fui tomar um óptimo café Buondi num quiosque que fica junto ao célebre restaurante "Pórtico" (que bem se come por lá).

A meio da descida, antes de atravessar para o outro lado da via, com mais sombra, um restaurante chamou-me a atenção para um pequeno placard com a ementa, fechado por uma portita em vidro, que de tanto se refastelar ao prazer do sol, mal se distiguiam os muitos e variados pratos e os preços. Mas vi um que me fez uma fome e uma saudade imensa de comer: "pica-no-chão", 42,50 euros.  

E se tivesse levado um bom dinheiro, entrava e trazia uma dose de qualquer um dos pratos que não consegui ler. É que o restaurante serve almoços para fora, tem um aspecto tão caseiro e com uma gastronomia à  moda do Minho que me leva, por um dia,  a mandar os cuidados que tenho com a alimentação à merda.

E prometi a mim mesma que hei-de lá ir uma noite destas.  

Adiante, que já sinto o pica-no-chão nas papilas gustativas. Não sei quantos quilómetros são de minha casa ao escadórios, mas presumo que serão  6 km, teria caminhado cerca de 12 km.

Com sabor a Minho, a continuar este outono com temperaturas de verão, tenho caminhada para toda a semana.

 

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 (um grupo de cavaleiros subia o Bom Jesus)

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 ( a casa mais bonita )

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 (na subida)

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(o elevador) 

 

 

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(o restaurante, imagem da internet) 

 

 

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