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o genérico

por Maria Araújo, em 06.12.17

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Estive três dias em Lisboa, o meu sobrinho neto, com sete semanas, está lindo, mais gordinho, foi um prazer viver estes três dias com ele.

Mas tive alguns percalços.

Sou uma pessoa que estranha os colchões e a primeira noite é, na maioria das vezes, um tormento para dormir.

Estes três dias com o bebé ao colo, sem que notasse algum cansaço, e adoro tê-los aconchegados a mim, foram de  muita dedicação. Voltei atrás no tempo, recordei os sobrinhos que por esta casa passaram, os cuidados que tinha com eles, como se meus filhos fossem.

Como diz o ditado, " A quem Deus não deu filhos, deu o Diabo sobrinhos", chegou, agora,  a vez dos sobrinhos netos, que amo de coração.

Ontem, regressei a casa, tive uma noite tranquila mas  de manhã, com o despertador a tocar para ir ao ginásio fazer a aula de antigravity ( faz-me muito bem descomprimir a coluna das más posições do dia, logo estes três dias com o bebé no meu colo era a aula ideal de do dia de hoje), não conseguia mexer-me.

Fortes dores na coluna lombar e na anca direita, tive de me arrastar na cama.

Convicta que  seria mesmo uma dor que passaria, tomei o pequeno-almoço e depois deste um comprimido anti-inflamatório.

Não conseguia vestir-me, desisti de ir ao ginásio, estar sentada era outro tormento, voltei para a cama.

Cerca de 40 minutos depois, tentei levantar-me mas as dores eram muito fortes.

Decidi ir à urgência, ao hospital privado, a cerca de 200m de casa.

Vestir-me foi uma eternidade, sobretudo calçar as meias. 
Saí de casa. De cada vez que dava um passo, dentro de mim, escapava-se um "ai!".

Esperei 30 minutos pela consulta ( só há um médico na urgência, durante o dia), quando entrei, o médico fez-me vários movimentos com as pernas, as dores eram na parte direita, a sacroilíaca, as que me incomodavam a lombar ressentia-se.

Levei uma injecção, fui fazer um raio X.

O resultado agradou-me, pois a inflamação era precisamente nessa zona da anca e que incomodava todos os movimentos que fazia.

Após o almoço, fui à farmácia comprar o anti-finflamatório. Andar não era, agora, o problema, mas aquela dor que não me deixava estar sentada ou subir e descer escadas e que não passara com a injecção.

Na verdade, os efeitos notaram-se  por volta das 17h.

A receita trazia o valor do medicamento, quando técnica de farmácia me disse que o médico receitara o genérico mas só tinha o de marca e teria de esperar até amanhã para o levantar, e me esclareceu que o mesmo custava mais € 5,00 que o genérico, teria de dicidir levar este ou procurar noutra farmácia.

Óbvio que preferi procurar o genérico e porque queria ainda hoje tomar a dose do dia.

Passei na segunda farmácia, na mesma avenida, não esperei que me dissessem o mesmo, avisei que só queria o genérico.

A resposta foi exactamente igual.

Não aceitei. Pensei ir à farmácia onde compro tudo o que preciso, mas como é hábito nesta não terem tudo e termos de esperar que o armazém envie, arrisquei por outra.

Mais uma vez, entregando a prescrição, disse que queria o genérico.

A senhora diz que tem, foi buscar, quando vou a pagar, diz-me que são € 3,19.

Sorri para mim  própria e comentei para o meu decote: " Será que este medicamento tem mais que um genérico?"

Chego a pensar que esta história de não haver o genérico na hora que vamos à farmácia, é uma treta.

Se nos encargos diz: " Esta prescrição custa-lhe no máximo, € 1,99, a não ser que opte por um medicamento mais caro", não me foi dada qualquer informação de que há genéricos com preços diferentes.Trouxe o medicamento.

De €3,99 para €7,00, a diferença era notória, mesmo assim compensava e não queria procurar em mais farmácia nenhuma.

Depois do jantar, o primeiro comprimido irá, com certeza, pôr-me melhor e relaxada para descansar.

Amanhã de manhã tenho um exame importante para fazer, quero estar tranquila e bem.

 

 

 

 

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que dores!

por Maria Araújo, em 29.09.15

 

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hoje não me apeteceu ir ao mercado municipal, fui comprar alguma fruta e legumes (acabei por trazer pouca coisa, não gostei da sua frescura) num mercadinho perto de casa.

Na esquina da rua, estava uma senhora a vender marmelos, figos, nozes e ovos. Com intenção de a ajudar e porque gostei do aspecto dos produtos, comprei marmelos e nozes. Pedi para os guardar enquanto ia fazer as compras no mercadinho.

No regresso a casa, na passadeira alcatroada e com faixas pintadas a branco, que sempre atravessei e atravesso, senti o tacão da minha sandália escorregar e, pimba! Caí e bati com o pulso direito no chão!
Duas senhoras vieram socorrer-me. Os sacos das compras caídos, levantei-me e disse: "que dores! ano passado fracturei este pulso, não é nada bom que isto aconteça". E contorcia-me de dor.

Agradeci às senhoras o apoio, os sacos das compras vieram para a mão esquerda e segui caminho com a mão direita encostada ao peito. Apesar das dores, movimentava-a bem, fiquei descansada. 

Cheguei a casa, pus gelo.

Julho passado, em casa da minha irmã, não vendo uma cadeira que estava perto da porta do quarto, a minha perna esquerda bateu num canto e o este pulso foi chocar na parede. Fiquei com um grande hematoma na perna e fortes dores no pulso. Dei um grito...mas os meus sobrinhos não deram por nada. Depois gozaram comigo, os sacanas.

Uns dias mais tarde, voltei lá e bato com a perna na cadeira. Reparei, então, que encostado a um móvel e junto à cadeira, estava o aquecedor.

Lixada, entrei no quarto do meu sobrinho, que vive no Porto, vem só de fim de semana, e procurei um lugar onde pudesse arrumar o aquecedor sem estorvar ninguém (não sei se o aquecedor continua onde o arrumei).

Hoje,  a primeira coisa que me veio à ideia quando senti as dores, foi: " Caramba, logo hoje que quero aliviar o cesto cheio de roupa para passar a ferro! Não quero voltar ao que passei há um ano e espero que não seja nada que me impeça de ir às aulas de antigravity." 

Agarrar o hammock com as mãos e os pés, é fundamental. Não caímos de certeza, e eu já me sinto muito segura no que faço.

O pulso já não me dói, está um pouco inchado, ainda não peguei no ferro, e amanhã vou às minhas aulas.

 

 

 

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Os sacos térmicos de sementes

por Maria Araújo, em 13.12.14

Com as dores que tenho tido na lombar, alguns movimentos, sobretudo quando estou sentada e me levanto, fazem com que a dor me atormente mais, pois sou uma pessoa activa, não gosto de estar parada.

Ontem, mal me sentei, e andava por aqui a escrevinhar umas coisas, deu-me uma tontura. Fiquei preocupada. Fez-me voltar atrás no tempo, há cerca de 15 anos, que sistematicamente tinha tonturas.

Um dia, em casa do meu irmão mais novo, peguei no Diogo, então com 3 anos, e lembro-me que ao levantar-me, já com ele nos meus braços, uma forte tontura, fez-me cair para o lado da mesa da sala. Dei um grito. O Diogo estava bem e eu recuperei logo.

Tratei de imediato de ir ao médico, fiz vários exames, não se descobriu a origem delas. 

Estava na altura da minha fisioterapia (faço todos os anos por volta de outubro) e uma amiga aconselhou-me ir a um médico fisiatra, onde vou desde então.
Lembro-me que a partir do 4º ou 5º tratamento, as tonturas desapareceram e deixei de me preocupar.

Quando ontem tive o sinal, fiquei atenta às repetições. Mas não tive mais nenhuma.

Alguém me indicara os sacos térmicos de sementes.

Tinha procurado mas não encontrava, até que um dia, numa feira de Natal, encontrei-os. E comprei. Garanto que são muito bons.

Peguei no meu saco de sementes, coloquei-o no microondas por dois minutos, aqueci o leite, peguei no tabuleiro e no pacote de bolachas, sentei-me no sofá (sabe-me bem, também na companhia do livro que leio, este relaxe, antes de me deitar).

Pus o saco na lombar, segurei-o com as calças do pijama, encostei-me à almofada que ponho atrás das costas sempre que me sento no sofá. Um alívio nas costas, sentia-me bem, com aquele calor que me tirava as dores.

Hoje levantei-me com menos dores. Decidi ficar por casa a tratar das decorações de Natal e embrulhar as prendas.

Logo faço uma massagem com Voltaren, à noite,  mais um calorzinho.

Penso que com os próximos tratamentos a coisa vai melhorar.

E agora, daqui,  como proceder com os sacos térmicos ( detesto os sacos de água quente).

CIMG4085.JPG

(imagem da web)

 

Almofadas Térmicas elaboradas com Sementes de Linhaça Castanha e Ervas Aromáticas. Confecionadas com tecido 100% Algodão Cru e estampa criançasProdutos 100% natural, elaborado com tecido 100% Algodão e estampa.

As terapias usando o calor (termoterapia) e usando o frio (crioterapia) não levam à cura de nenhuma enfermidade, porém, são instrumentos importantes que auxiliam no tratamento de várias patrologias ortopédicas e neurológicas.

CALOR É RECOMENDADO PARA:Apertos e espasmos musculares, lombar, cervical, reumatismo, tensões, dor óssea, osteoartrite e artrite, calafrios e resfriados do peito, gripe, sinusite, stress e todas as doenças que requerem calor. Também como pés quentes ou apenas para aquecer a cama antes de dormir.FRIO é recomendado para: contusões, entorses, pés inchados, febre, dores de cabeça, enxaquecas e todas aquelas situações que frio é necessária.

 Como utilizar


MORNA OU QUENTE: Coloque a almofada de aquecimento no microondas por 2 minutos na potência máxima, dependendo do forno, este tempo pode variar mais ou menos, mas nunca mais de 3 minutos.Para uma boa manutenção, é importante que aproximadamente a cada 5 utilizações colocar ao lado de um copo de água no microondas, assim vai ficar hidratado e evitar se sequem as sementes. Ou então borrifar com um pouco de água no momento do aquecimento. Coloque a almofada sobre a área afetada e comece a aproveitar a agradável sensação de alívio da dor.

FRIO: Colocar a almofada num saco plástico com um gelo, para impedir que humedeção, de modo a que fique esticado no congelador permitindo esfriar entre uma hora e uma hora e meia. Estará pronto para aplicar uma compressa fria na área afetada.

RECOMENDAÇÕES:Produto não lavável; Mantê-lo num ambiente fresco e escuro, quando não estiver em uso ou embalada num saco plástico seco e mantida no congelador

 

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Quem não dorme de noite,

por Maria Araújo, em 03.04.13

Esta noite foi péssima em sono. Deitei-me por volta da meia noite. Penso que adormeci quase de imediato mas, de repente, sinto os dedos do pé esquerdo doerem-me terrivelmente (não é a primeira vez nem será a última que tenho estas dores): cãimbras.

Vira para aqui, vira para acolá,  sempre que sentia algum alívio, tentava relaxar a mente, também, e adormecer.

Agora, mais uma dor, bem forte,  mas na articulação do braço esquerdo.

O sono não queria nada comigo.

3:15h escuto o vizinho de cima entrar em casa (dono de um café muito movimentado, é o último da famíla a deitar-se).

E as horas passavam com alguma eternidade. Liguei o candeeiro da mesa de cabeceira cerca de 4 vezes para me certificar que a manhã estava perto. Nada!

6:00horas levantei-me e fui embeber em água de rosas 2 discos de algodão, coloquei-os nos olhos, para que estes relaxassem e eu pudesse, finalmente, dormir (por vezes, dá resultado).

E o sono não vinha/veio.

Leventei-me  às 6:45h, tratei de mim, fiz uma massagem  no braço com voltaren.

Antes de sair de casa, ainda tomei um descafeinado (raramente tomo café manhã cedo).

O dia correu bem.Agora, estou a cair de sono. Estou exausta.

Se ontem foram muitas horas de desgaste na voz, com esta noite mal dormida e o cansaço do dia de hoje (custa recuperar a rotina), acho que vou deitar-me no sofá, chamo a minha gata, e adormecemos as duas.

Tenho trabalho para fazer... Não consigo concentrar-me.

Porque será que, quando preciso de dormir, a cabeça insiste em pensar no passado, nas lembranças, no quotidiano, no futuro?

 

 

 

 

 

 

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De manhã, levantei-me

por Maria Araújo, em 15.10.12

sentia-me melhor.

Nunca tenho febre, por isso, nunca fico na cama a curar as gripes.

Mas estou a piorar.

Se a medicação que vou tomar à hora do almoço até às 5 horas da tarde não fizer efeito, vou novamente à urgência.

Odeio trabalhar sentindo o corpo dorido, tosse e peso na cabeça.

 

 

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Há muito tempo

por Maria Araújo, em 27.11.11

 

 

 

que não tinha estes espirros, o pingo a cair do nariz, lenços e mais lenços de papel encharcados, lágrimas que caem dos olhos.

Tomei o chá de gengibre que a Rita aconselhou, tomei a medicação, a  garganta melhorou um pouco mas este nariz, oh Deus, já nem sei mais o que fazer!

Hoje nem me sentei a descansar. Consegui imprimir um trabalho para amanhã para os alunos fazerem, evitando que eu fale de mais,  e fiz uns ajustamentos aos testes (três testes parecidos e adaptados aos alunos).

Se não aguentar o dia, se continuar com os espirrros e a voz fraquejar, vou à médica de família.

Boa semana para todos.

 

 

 

 

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Ainda 2

por Maria Araújo, em 26.11.11

Não passando bem a noite, a Mebocaína não fez nada, o antiinflamatório foi dando os seus efeitos, as minhas cordas vocais davam sinais de desgaste e a garganta doía-me.

Fui à urgência.

Perguntou a médica: "cai-lhe pingo do nariz?"

"Não", respondi, " o meu mau estar é apenas na garganta e cordas vocais".

Receitou-me um antibiótico e devo continuar com o antiinflamatório.

Fui à farmácia de serviço, comprei o antibiótico, fui almoçar de imediato, fora de casa, para tomar a medicação.

E não é que chego a casa e o pingo cai-me em abundância do nariz?

Raio de corpo o nosso! Por que não se manifesta de uma vez só?

Espero que a medicação faça efeito, caso contrário, vou ter de ir 2ª feira à médica de família e pedir um atestado de dois dias, como já aconteceu há dois anos.

Acreditem, os alunos não entendem que somos humanos, adoecemos e precisamos de descanso. Vêem os seus professores com dificuldade em falar, que  fazem um esforço enorme para que a aula decorra sem perturbações , mas depressa cai no esquecimento.

Ó alunos, dêem-nos tréguas!

Ó corpo, dá-me tréguas!

Sem tranquilidade não consigo fazer nada.

 

 

 

 

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Dias

por Maria Araújo, em 23.11.11

Hoje  o tempo esteve quente, andei com os alunos a limpar os recreios, tive arrepios de frio, tive calor, estou quase sem voz, doem-me as costas.

Não me lembro de ter gripe, apenas constipações que, felizmente, não me obrigaram a ficar de cama.

Amanhã vou trabalhar. Não adiro à greve.

Em toda a minha vida profissional, fiz greve uma vez.

Amanhã, se não tiver alunos e/ou se os funcionários fizerem greve, vou cumprir o meu horário de trabalho, como tenho cumprido noutras greves.

Para mim, amanhã o dia não pára, com ou sem voz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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