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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

que noite!

Maria Araújo, 09.02.21

Deitei-me tarde, à hora que me apeteceu, não tinha grande pressa de dormir.

Estivera a tarde toda no computador, e não gosto nada disto, mas queria deixar agendado o texto para o desafio da cor,desliguei o pc à hora de jantar.

Sentei-me no sofá a ver a RTP1( não vejo novelas, passam muitas, farto-me, vejo o primeiro episódio e chega!),mudei depois para outros canais, falava-se de futebol, até que me deixei ficar a ver a novela brasileira da SIC, apeteceu-me.

A gata tem o hábito de se sentar em cima das minhas pernas, mas pesada que está,quando me levantei para ir dormir,além de me doer o ombro, estava empenada da minha anca.

Deitei-me, as dores no ombro eram muito fortes, percebi que dificilmente ia adormecer.Lembrei-me que tinha feito uns exercícios de alongamentos, talvez tivesse exagerado porque quando me deitei tinha dores do lado direito do pescoço. E é este o lado que gosto de dormir, foi uma noite cansativa,  nenhuma posição era confortável, as dores eram muito fortes.

Pensei tomar um anti-inflamatório, mas é aconselhável tomar durante uma refeição. Com muita paciência, esperei que a manhã chegasse para tomar o pequeno-almoço e o comprimido.

Às 06h30 a gata miava, não me deixava em paz, levantei-me para ir à casa de banho, fui abrir a porta da varanda e puxar o estore para cima, ela saiu e entrou de imediato.

Acho que quando chove de mais ela fica agitada.

Fui para a cama.Passado um pouco, ela voltou a miar, empurrou a porta do quarto e eu "disse-lhe" para se deitar na minha cama, batendo com a mão no edredom. 

Uns minutos depois, estava ela aos pés da cama a ressonar.

E eu continuava com dores, arrastava o corpo para me virar de lado, ou para ver as horas, que nunca mais passavam, para me levantar e tomar o comprimido.

Acho que adormeci por uma hora quando despertei eram 09h30.

Saí da cama,sentiu uns suores quentes,depois frios, fui para a cozinha, pus pão na torradeirra, comi metade para tomar o comprimido.

Os suares continuavam, sentada na cadeira, baixava a cabeça, ia comendo o pão ( acreditei que seria fraqueza).Senti-me melhor.

Levantei-me, fui pôr mais pão na torradeira, preparei iogurte com os bagos da romã,e os flocos de cereais. Desta vez não preparei a cevada, tomaria o café a seguir.

Tomei o comprimido com um copo cheio de água.

No banho era quase impossível mexer o braço, mas com cuidado, ensaboei-me.

Vestir, foi pior.

Com calma preparei-me para passar na padaria e na frutaria. Quando saí de casa, por volta das 11h30, já não tinha dores.

Estou muito melhor, mas ao jantar vou tomar outro comprimido.

E o tempo continua cinzento,choveu muito durante a noite.Os meus pensamemtos andavam à deriva, comentei que este ano não vamos ter falta de água.

Hoje tinha uma consulta na Póvoa de Varzim.Com este tempo não me apetecia conduzir, adiei para a próxima semana, que me parece vir o Sol.

Confinada dentro de casa, faço as compras de pão e fruta para uma semana. Saio para tomar conta do  sobrinho neto  nas horas de tele trabalho da mãe.

 

 

 

saúde,o melhor da vida para sermos felizes

Maria Araújo, 14.08.20

tinha planeado,ontem, depois do almoço, aspirar a casa ( a gata larga muito pêlo). é habitual aspirar o pó dos móveis com o aspirador, desta vez optei pelo pano do pó.

estava no escritório a limpar as prateleiras da estante, quando vou às de baixo, em vez de dobrar os joelhos, a posição mais adequada, dobrei o corpo,  e: "ai!", uma forte dor na lombar, como se  uma injecção com agulha grossa me tivessem espetado.

não consegui levantar-me, a dor era forte. respirei fundo, não me mexia.

lentamente, ia movendo as pernas e o corpo de modo a arranjar posição para me erguer. alguns minutos depois, levantei-me, mas a dor era muito forte.

fui buscar o meu saco de sementes, aqueci um minuto no micro-ondas, ia para o sofá deitar-me, não tinha posição para me sentar ou deitar.

que dores!

com dificuldade, consegui sentar-me, pus uma almofada atrás das costas o saco entre a almofada e a lombar.

à hora do lanche tomaria um anti-inflamatório.

liguei o televisor, decidi ver um filme na NETFLIX ( muito boa a escolha que fiz), passei a tarde a descansar.

chegou a hora de jantar,  não tinha fome nem forças para cozinhar,comi  sopa e fruta.

pensei ir à urgência do hospital privado, mas  o da minha zona funciona até às 20:00h, já passava da hora.

passei bem a noite, evitava virar-me.

às 8:00h levantei-me, tomei o pequeno-almoço para poder tomar um anti-inflamatório. depois,liguei para o hospital queria uma consulta de ortopedia com o médico que tivesse uma hora disponível... mas só consegui para as 17:30h. entretanto, e como estava difícil andar e mexer-me,pedi uma consulta de clínica geral,precisava de tomar qualquer coisa que tirasse as dores.

tinha para às 09:30h, e fui, mas mantive a consulta de ortopedia.

à hora estava na sala de espera.os minutos passavam, eu não queria sentar-me porque para me levantar tinha de arranjar  estratégia para não sentir dores fortes,  andar a pé era a solução, mas também não me dava descanso.

às 10:00h, perguntei à assistente se a médica ainda não tinha chegado, respondeu que sim,mas que teria um utente que estaria a demorá-la.

às 10:20h desesperada de dores e com a falta do meu café, fui ao bar, informei a assistente que não demoraria, caso a médica me chamasse.

às 11:00h a assistente pede que me aproxime dela e diz-me: " a doutora está nas urgências, pede para descer, a consulta é lá". 

agradeci.  a vontade era reclamar, mas ela estava a cumprir a sua função, não poderia ser ela a ouvir-me.

desci, passada da paciência por não ter sido avisada na altura que lá cheguei. e foi então que me lembrei que há cerca de dois ou três anos aconteceu exactamente a mesma coisa.

de novo à espera na sala das urgências, passaram mais vinte minutos,até que, e na altura que estava a escrever uma mensagem à minha sobrinha a relatar o que acontecia, a médica chamou-me. 

mal entrei no gabinete, ela apresentou-se, pediu-me desculpa pela demora, disse que não estava habituada a trabalhar nestas condições,que fora reclamar à administração,que contratassem mais médicos, que não tem sentido fazerem marcações de consultas normais, mandarem os utentes para a sala de espera e  depois de uma hora ou mais é  que avisam estes que devem ir para a urgência porque o médico(a) está lá.

comentei que o hospital está a funcionar muito mal,que já acontecera o mesmo há alguns anos, que sei que "chovem" reclamações de tudo, que o hospital dos Lusíadas ( não sei se já abriu)  está a dois passos, será a opção para muitos utentes porque sabemos que funciona melhor.

depois de contar o que aconteceu, pedi que receitasse algo que aliviasse as dores,que  vou à consulta de ortopedia.

disse que então não prescrevia medicação, deixaria para o médico de ortopedi. mas levei um injecção para aliviar as dores.

depois do almoço,sentia algumas melhoras, mas aquela dor no fundo da coluna persiste.

então, ontem,  não aspirei, não cozinhei, não jantei.  hoje não fui levar o sobrinho neto à creche ( à sexta-feira é tarefa minha),nem vou buscá-lo.

e são nestas situações inesperadas que dou muito valor à saúde que tenho.

e eu nem sou piegas de mais à dor,mas quando me queixo é porque dói a valer.

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preocupações

Maria Araújo, 06.01.20

A saúde é demasiado importante para mim e, felizmente, não tenho muito que dizer.

Uma dor aqui, outra ali, algumas de esforço no ginásio, outras por que a idade não perdoa, os ossos começam a dar sinal ( desde sempre a minha coluna foi o meu calcanhar de Aquiles), e se no ano passado as dores no braço esquerdo me alertaram que devia ter cuidado com pesos, e com certos esforços que faço, a fisioterapia aliviou-me e deu-me mais esperança de que tão cedo não viria mais nada.

Mas este final de ano, à noite, na cama, acordo, de repente, com a mão direita dormente.

Passa. Faço movimentos com a mão, abro e fecho, fica tudo bem.

Uma destas noites, foi a mão esquerda, também.

Por vezes, reflicto se não estaria a dormir com a mão debaixo do corpo, pois gosto de dormir de lado. Mas não. Eu acordo de repente com a mão dormente.

Durante o dia tudo fica normal.

Há esforços inevitáveis,e sobretudo pesos, que procuro minimizar para que as dores e a dormência  que tive não voltem.

Pensei voltar à fisioterapia. 

Porém, acho que uma consulta de neurocirurgia é importante antes de seguir outros caminhos.

Saúde é vida e energia.

 

 

 

 

são bicos de papagaio

Maria Araújo, 08.07.19

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(imagem da internet)

 

disse-me o médico especilista em neurocirurgia, que fui pela primeira vez, hoje, e a conselho de uma amiga.

- Não é hérnia cervical-, comentou.

Na verdade, a dor tem diminuído, estou em tratamento de fisioterapia, mas há fases do dia que o braço fica rígido, com dor e formigueiro, e pouca sensibilidade no dedo indicador.

Evitar esforços, atenção à postura, continuar com a fisioterapia e a ginástica que faço, Pilates e Hidroginástica ( há quanto tempo não vou???), a recuperação pode demorar, garantiu-me que vou melhorar.

Cirurgia, NÃO!

Resta-me dar tempo ao tempo.

 

 

 

 

no hospital privado

Maria Araújo, 06.06.19

também há falhas.

O meu o braço esquerdo não teve melhoras, foram cinco dias a tomar anti-inflamatório, tenho tido dores constantes, que atingem o pulso, formigueiro nos dedos polegar e indicador. Mas durmo bem de noite.

Hoje, enquanto fazia o almoço,  lembrei-me de pôr o saco térmico de sementes no ombro, melhorou um pouco, mas quando fui buscar o bebé ao colégio aumentaram.

Entretanto, na segunda-feira, fui fazer o exame de sangue, na terça, fui fazer uma prova de esforço, ficaram o raio x e a ecografia para hoje.

Quando fui ao balcão para dar entrada, a funcionária diz-me que o médico que a doutora registou no agendamento para executar a ecografia não faz exame das partes moles, que a colega que o marcou devia estar com a cabeça no ar, que devia saber que  aquele médico não faz este exame... Confirmou com o colega do lado, que lhe deu a mesma resposta.

O único comentário que fiz foi que era a terceira vez que ia fazer exames esta semana, estou com dores, quero ver isto arrumado, perguntei se não havia outro médico que o fizesse.

Não, não havia. Perguntou-me se  era obstáculo ir ao hospital sede ( o primeiro a abrir nos arredores da cidade), respondi que não e que se fosse possível fazer o exame hoje, agradecia.

Mas nada.

O exame ficou marcado para sábado.

Mais dois dias de espera, estou ansiosa por saber o que quer dizer esta dor. Se tivesse sabido disto tinha marcado todos os exames para um só dia e nos hospital sede.

Estou melhor um pouco. Antes de dormir, vou pôr, de novo, o saco de sementes.