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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

as faturas em papel vão deixar de existir

Maria Araújo, 21.02.19

alguns hipermercados já fornecem via e-mail ou pela aplicação, vou aderir de bom grado.

Fico farta de tanto papel.

E o mesmo devia ser aplicado aos cupões de promoções que enviam para nossas casas, a maioria das vezes utilizáveis numa data longa,  grande parte dos produtos eu não gasto, guardo-os na gaveta, nunca mais me lembro deles. Além disso, há uma máquina na entrada do super e hipermercado que lê o cartão e nos dá a conhecer se temos alguma promoção, evita-se imprimir papel à toa caso não tenhamos nada.

Fico farta do desperdício de papel e plástico que os supermercados e hipermercados nos dão.

Ontem, comprei petingas. Poucas, porque só eu como. E comprei pescada.

Quando cheguei a casa, fiquei de boca aberta.

As  poucas petingas vinham numa grande caixa de plástico e esta dentro de um saco de plástico.

As pescadas, que vinham num saco de plástico, poderiam vir acondicionadas na embalagem das petingas.

Se tivesse prestado atenção, teria dito à funcionária que não usasse a caixa, mas os sacos de plástico.

Os supermercados e hipermercados são os maiores desperdiçadores de plástico.

A minha forma de poupar, quando vou ao mercado de rua de frutas e legumes, é pôr tudo num ou dois sacos. Na hora de pagar, separo tudo em cima do balcão da caixa registadora, o funcionário pesa, à vez, os produtos e eu volto a juntá-los no saco.
Óbvio que não misturo os morangos com as batatas ou cebolas e cenouras.
No mercado municipal, as vendedoras conhecem o meu sistema de poupança, já me disseram que todos deviam fazer o mesmo que eu.

Há  bastante tempo que reparo que não se vêem os folhetos das promoções que os supermercados deixavam nas nossas caixas de correio, a maioriria das vezes espalhadas no primeiro vão das escadas.  Aqui no prédio ninguém os levava para casa, sempre fui eu que os recolhi e levava-os para o ecoponto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

os prazos de validade

Maria Araújo, 18.01.18

Sempre que vou às compras, tenho atenção aos prazos de validade, sobretudo dos lacticínios.

A manteiga é um dos produtos que menos gasto cá em casa, logo, quando a compro, faço as contas ao tempo que poderei gastá-la dentro do prazo, ou até uma ou duas semanas depois da validade, e porque gosto de a ter no frigorífico para alguma emergência à falta de margarina para algum bolo ou cozinhado.

O que acontece é que a maioria das vezes que ponho manteiga no pão, uso a Mimosa ou a Matinal, é quando faço torradas ou apetece-me aquecê-lo um pouco.

Quando os sobrinhos andavam no 1º ciclo, e mais tarde no secundário, nas escolas aqui da zona, almoçavam  comigo, por vezes comiam manteiga com pão e não pão com manteiga, ela gastava-se rapidamente.

Agora, são inúmeras as vezes que, quando me lembro de ver o prazo de validade, como foi o caso desta última embalagem, chega a passar um mês e, como é óbvio, vai para o lixo. 

Um produto que compro de longe a longe é a massa folhada, que adoro. Tenho o cuidado de ver o prazo, mais uma vez faço contas ao tempo que poderei cozinhá-la, compro normalmente duas embalagens.

Nas férias de Natal, a Sofia almoçou comigo,usei uma das embalagens. Sabia que deveria cozinhar a outra o mais breve possível, mas mesmo que passasse uns dias da validade, não havia nada a temer.

Hoje, pensei fazer  um prato  de massa folhada com bacalhau e espinafres ( adoro este legume) com molho bechamél ( que faço na hora).

Quando a tirei do frigorífico, reparei que o prazo de validade acabara há 9 dias. Não me preocupei, visto que há produtos que se aguentam por mais uma ou duas semanas, não estava empolada, nada a temer, pensei.

Abrindo a embalagem para estender a massa, esta rachou em várias partes. Não me recordo de alguma vez  ter acontecido isto, vim procurar na net. Mas não encontrei nada que me fizesse entender que o facto de ela rachar fosse sinal de estragada.

Continuei o meu cozinhado e quando decido pôr o recheio na massa, peguei nela, cheirei-a. Parecia-me boa. Virei-a, volto a cheirar e, dedididamente: " vai para o lixo!"

Amassei-a entre as minhas mãos e, infelizmente, deitei-a para o lixo, ao mesmo tempo que comentava para o meu decote: " Isto não pode ser, Maria. Tu não és mulher de desperdiçar nada. Tens de ter cuidado com o que compras. Em vez de comprar duas, compras uma. Se precisares de alguma coisa urgente, tens um supermercado à tua porta".

E o que fiz com o recheio?

Cobri a travessa de pirex com molho béchamel, coloquei o refogado de espinafres e as lascas de bacalhau em cima desse molho, pus uma fatia de pão de mistua em cima do refogado, cobri-o com o restante molho, e foi ao forno.

Não gosto de encher o prato e detesto que me sirvam enchendo o prato de comida. Ponho no prato o suficiente, sirvo-me as vezes que me apetecer.

Comi tudo.

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Numa semana foram para o lixo, metade de uma embalagem de manteiga, os cogumelos acabados de comprar, ontem, e a massa folhada de hoje.

Não posso, nem devo, repetir isto.

Mas quando vem alguém a casa e quer manteiga e não tenho, sinto-me mal.

 

 

 

 

Sempre que almoço

Maria Araújo, 09.10.12

na cantina da escola, dói-me ver a grande quantidade de comida que fica no prato, e que vai para o lixo, porque os meninos não gostam do peixe, da carne estufada, do arroz de feijão, de... Mas gostam de gastar dinheiro em bolos, lanches, sumos.

E a maioria deles tem subsídio escolar.

Dói-me imaginar que muitas crianças gostariam de comer o que estas deixam no prato.