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cantinho da casa

cantinho da casa

desafio arte e inspiração # 9

quadro 9

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Cabelo perseguido por dois planetas, Joan Miró

 

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Estava eu à janela
A lua a observar
Pensava no meu amor
No espaço a viajar.

Dizia -me ele que quando criança
Era sonho seu ser astronauta
Iria um dia voar, ver as estrelas no céu
E a nossa Terra do ar.

Estava eu à janela
Nesta noite de luar
Esperava o meu amor
No espaço a viajar.

Vejo algo estranho a aproximar-se
Uma coisa redonda amarelada
Dois pontos pretos
Eram olhos de assustar.

Meus cabelos loiros eriçados
Perseguidos por este bicho
Ouço um ruído estridente
E o meu grito de medo
Ai Jesus, o que é isto?

Dei um salto na cama
Era o despertador a tocar.

 

 

Neste desafio Arte e Inspiração, participam:  Ana D.Ana de DeusAna Mestrebii yue, Bruno EverdosaCélia, Charneca Em FlorCristina AveiroFátima BentoImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãLuísa De SousaMariaMaria AraújoMiaOlgaPeixe FritoSam ao LuarSetePartidas

desafio arte e inspiração # 8

"Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas."

Almada Negreiros, in ‘Frisos – Revista Orpheu nº1’

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As mulheres modernas de Almada Negreiros - Figurinos da Alfaiataria Cunha, 1913, óleo sobre tela 

 

"A mulher moderna emancipada está presente na produção artística de Almada: na moda dos anos vinte ou através da representação de mulheres fumadoras, sedutoras, rebeldes, artistas, cantoras, bailarinas, atrizes, desportistas ou acrobatas. No entanto, ainda subiste o olhar masculino e voyeur que dominou a história da arte, tornou o corpo feminino em objeto e fez dele parte substancial da sua tradição.

A figuração feminina enquanto força de trabalho também é evocada através da representação de mulheres do mar, cuja expressão endurecida e sofrida anuncia preocupações realistas, presentes na obra plástica de Almada dos anos trinta."

fonte daqui

 

Não vos contar uma história, isto é, eu tenho uma  já escrita para o quadro desta semana, e guardada na minha pasta,  mas o que aconteceu foi que enganei-me na fotografia, que tirei na Exposição de Almada Negreiros, no Porto, ou em Lisboa?, pois vi as duas, e  quando vi no blog da Fátima a imagem que enviei, não correspondia ao que eu escrevera.

Como não queria alterar o texto, e estando com esta semana muito ocupada, aproveito a hora do almoço para vos enviar estes links, sobre o que li e fotografei nas minhas visitas às duas exposições, e possais ver a obra deste homem, que algumas delas foram plagiadas e postas à venda, conforme foi noticiado.

 

em 2017

 

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em 2018

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Para quem quer saber mais sobre este homem das artes e da escrita, neste link há muito mais para conhecer.

 

 

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desafio arte e inspiração # 7

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O Beijo, Gustav Klimt

 

No desafio desta semana, gostaria que vissem este vídeo que publiquei há cinco anos, aqui

Gosto de receber beijos,dependendo da forma e de quem mos dá, e gosto de beijar, muito.

Então, pensei procurar os vários tipos de beijos, destacando os que mais gosto e têm a ver com a minha forma de viver o beijo, os que combinam comigo:

 

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imagem daqui


Beijo esquimó: é aquele que esfrega o nariz um no outro, bem fofinho.
Beijo francês: é o tradicional, famoso beijo de língua.
Beijo de vampiro: esse tipo de beijo é aquele que começa nos lábios e termina no pescoço.
Beijo molhado: muita língua e saliva.
Beijo de amigo, ou selinho: é aquele que os lábios se tocam rapidamente.
Beijo roubado: inesperado, surpreendente e inesquecível.
Beijo animal: esse tipo de beijo é intenso, forte, com muitas mordidas e arranhões.
Beijo apaixonado: cheio de amor, carinho e afeição.
Beijo cinematográfico: é encenação, falso e sem sentimento.
Beijo de saudade: aquele beijo que é desejado muito antes de acontecer. E quando acontece todos se entregam completamente.
Beijo tímido: quando você percebe já está parecendo um pimentão.
Beijo demorado: esse beijo é de tipo intenso, com muita entrega e sempre deixa um gostinho de quero mais.
Beijo liquidificador: é aquele que faz movimentos circulares com a língua na orelha do parceiro.

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e há as formas de beijar, que trouxe daqui, e que destaco , também, e porque, " na verdade  existem diversos tipos de beijo e distintos modos de beijar. Cada beijo é único, assim como cada pessoa também carrega sua identidade":


Com paixão: coração a mil, muita entrega, suspiro e, principalmente, muito amor
Com pegada: É aquele que te joga na parede, na cama, no chão, no sofá… a verdade é que o lugar é o que menos importa. Haja fôlego!
Com carinho: Cheio de beijinhos, abraços, carícias, tudo com muito amor e delicadeza
Romântico: Tem muito sentimento, é intenso com uma mistura de carinho e paixão, que provavelmente, deixará o casal ainda mais apaixonado
Fogoso: O calor do corpo fala mais alto que qualquer outra coisa, beijo intenso e inesquecível.
Agarrado: Soltar? Jamais!
No escurinho: é aquele no cantinho da balada, na escada de emergência, no fundinho do cinema para ninguém ver ou ficar sabendo.

E finalmente, porque todo beijo é uma nova descoberta, um novo sentimento, uma nova sensação.

Vale lembrar, que o importante é experimentar até achar um que seja compatível com você e te leve nas nuvens.

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desafio arte e inspiração # 6

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Sobreiro de D. Carlos de Bragança

 

quadro 6

Dentro de casa a azáfama era demais, o aroma do bolo de noz, no forno, espalhava-se pela casa, as crianças corriam de um lado para o outro, as mulheres mandavam-nos lá para fora, eles insistiam que queriam ajudar a fazer os bolos. "quereis ajudar é a meter os dedos na massa e lambê-los. ide daqui para fora. ide brincar!", escorraçavam-nos elas.
Joaquim afastou-se da confusão, não estava ali a fazer nada, saiu de casa e foi sentar-se debaixo do velho sobreiro que tantas vezes ao longo da sua vida lhe fizera companhia.
As memórias de um tempo de trabalho árduo, a doença da mulher que sucumbira pouco depois de dar à luz o filho mais novo, a dificuldade que teve em criar os três filhos , não fossem os sogros deitarem-lhe uma mão enquanto ia para o campo trabalhar.
Estava no final do tempo, o cancro veio rapidamente, tiveram de antecipar o parto, era urgente que se fizessem os tratamentos, ele estava desesperado, amava muito a mulher, tão bonita, tão forte, tão amiga dele.
E ficou sozinho com aquela filha de três meses quando ela morreu. Os outros, mais crescidos, sentiram a falta da mãe, mas eram a alegria da casa.Era à noite, no seu leito, que chorava a morte dela, que rezava para que nunca lhe faltassem as forças para criar os seus filhos.
O tempo passou muito depressa, todos três frequentaram a escola.O mais velho, João, trabalhava num banco em Lisboa, o do meio, Luís, trabalhava na junta de freguesia, e a mais nova, era engenheira agrícola, tomara conta da quinta que, graças a Deus, ia muito bem.
Tinha muito amor aos filhos, mas esta era o seu ai Jesus.
E se por algum motivo a filha tivesse de vir a casa e o via sentado debaixo do sobreiro, o seu fiel companheiro, sabia que ele queria este momento só para si, para chorar as mágoas do passado. E não o incomodava.
E sabia quando chegar perto e sentar-se à conversa com ele, ou ajudá-lo a levantar-se ,dar-lhe o braço e levá-lo para casa.
Meiga, sempre atenta : " pai, precisas de descansar; pai, queres vir comigo à cidade? pai, eu levo-te ao centro de saúde". Nunca lhe faltara com nada.
Todos casados, são a sua felicidade, mais os netos que têm.
Ainda hoje sente a falta da mulher, a vida que ela tinha nas lides da casa, no brio em fazer roupa para os filhos, comerem à mesa e saber como fora na escola, deitar as crianças, e voltar a sentar-se à mesa para falar do dia, da quinta, dos filhos.
- Avô, avô, vem à cozinha! A minha mãe diz que é hora de comeres o lanche!
E o neto mais velho abraçava-o, ajudava-o a levantar-se, iam os dois para casa.
Parava a meio do caminho, e olhava o seu fiel amigo, dos desabafos, das doces recordações da sua mullher, do quanto estava grato a Deus por ter aqueles filhos, e os netos tão queridos.
No dia seguinte, a neta, com seis meses, ia ser baptizada. E teria o nome da sua mulher.

Isabel.

 

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desafio arte e inspiração # 5

“Eu pinto porque estou sempre sozinha e porque sou o sujeito que conheço melhor”

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quadro 5


Na exposição que vi no Porto sobre Frida Khalo, não era a pintura o tema da artista, mas a fotografia: "Frida Kahlo - as suas fotografias".

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Vi o filme da vida dela, fiquei a conhecer melhor a sua história, da casa onde ela nasceu, e morreu, a casa onde aprendeu, com o pai, a arte da fotografia: La Casa Azul.
Ela tinha uma especial atenção e carinho pela família: escrevia cartas de saudades à mãe, contava as suas preocupações com a saúde, quando viajava com o marido, Diego Rivera;  pelo pai, fotógrafo, e sua fonte de inspiração.

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Em criança teve poliomielite, que afectou a perna direita, e, ao longo dos anos, das muitas fracturas que teve, e do atropelamento, aos dezoito anos, foi submetida a muitas intervenções cirurgicas.

As suas fotografias de enferma, que representavam as feridas físicas e psicológicas, serviram de inspiração para o seu auto-retrato: recortou-as e pintou-as.

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No álbum de família, fazia apontamentos, destacava rostos, ou recortava outros de pessoas que ela não gostava.

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Casou duas vezes com o mesmo homem, Diego Rivera, uma relação que teve traições de ambas as partes. Frida era bissexual.

"Na minha vida tive dois acidentes: um foi aquele em que fui atropleada por um eléctrico... o outro acidente é o Diego"

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Fotos da minha visita à Exposição, em 2018, no Porto.

 

Neste desafio Arte e Inspiração, participam:

Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em Flor,  ConchaCristina AveiroGorduchitaImsilva,

 João-Afonso Machado ,  José da Xã , Luísa De Sousa,  Maria,  Maria Araújo, 

 

desafio arte e inspiração # 4

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"Enquanto conduzia, não deixava de pensar na macieza da sua pele, nos lábios sensuais, nas mãos que lhe afagavam o rosto, naquela primeira noite de amor .
Não viviam na mesma cidade, a sua profissão ocupava muito do tempo que desejara dedicar-lhe, encontravam-se assiduamente.
Lá estava ele, naquele final de tarde quente, à sua espera, sentado num banco de pedra de frente para o rio.
O desejo de o abraçar, de sentir o silêncio dos pensamentos, o bater dos corações.
Deram um beijo discreto.
Tirou os sapatos. Ele também. E, de mãos dadas, desceram atéao rio ,sentiram a temperatura fria da água.
Risos de adolescentes, abraços carinhosos, beijos quentes, atravessaram a pequena ponte que os ligava à outra margem, e, num lugar mais recatado, onde não se via ninguém por perto, iniciaram um jogo amoroso de carícias, de toques, de beijos.
Devagar, um a um , desaboatoava a camisa dele, ao mesmo tempo que trocavam beijos lânguidos. E num incontrolável desejo louco de se amarem, ele tirou-lhe a blusa cor de cereja, e deixaram-se cair na areia daquela pequena praia fluvial."

A camisa branca de cambraia tapava o corpo semi-nu de Susana que, sentada no cadeirão junto à janela da casa em frente ao mar, os seus olhos desviaram-se do livro e perderam -se no mar enquanto o pensamento levava-a para a despedida do homem que amava e que nunca mais viria a vê-lo.
Tinham sido umas férias como nunca tivera, as gargalhadas constantes, o sentido de humor dele faziam-na rir de uma forma contagiante, o mundo era deles, só existiam os dois, viviam o amor em toda a plenitude.
Depois das férias, encontravam-se ao fim de semana, ele ficava em casa dela.
E chegou o dia em que ele lhe dissera que tinha de partir, que ia trabalhar para fora do país, ia por algum tempo, que viria sempre que pudesse, que...
Fez-lhe juras de amor.
E num abraço apertado, e um beijo sôfrego, ele se despediu dela, com a promessa de que voltaria. Não olhou para trás , não viu as lágrimas que caíam do seu rosto.
Passaram cinco anos, estava com quarenta, e Filipe nunca mais lhe dera notícias.
E ela não amou outro homem.

 

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desafio arte e inspiração # 3

o grito

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Edvard Munch

 

 

 

tartarugas no quarto

Esta estória passou-se com a minha empregada ( escrevi num post em 2017).
Ela trabalha um dia por semana em casa da minha irmã.
E contou-me as malandrices do gato Mickey, adoptado há seis meses do gatil.
De repente, fala-me em tartarugas.
- Tartarugas?!,- perguntei.
- Sim. A sua irmã tem tartarugas em casa.
- Como assim, tartarugas?! Estive lá em casa no sábado e não vi nenhuma tartaruga.
- Sim, tem duas tartarugas no quarto do menino Duarte.
Foi então que me lembrei que o meu sobrinho, que vive no Porto, mudara de casa, e como não tem espaço para ter as tartarugas, trouxe-as para casa da mãe e deixou-as no seu quarto.
E contou-me o que lhe aconteceu no dia em que viu as tartarugas. Assustou-se.
Estava sozinha, não tinha sido avisada de que havia alguém de novo em casa.
Então, entrou no quarto, puxou o estore e vê-as. Assustou-se. E deu um grito.O coraçãobatia forte.
- E agora? O que é isto? Estou sozinha em casa. Que medo! - contava-me ela o que falava no momento que as viu. Ela que detesta este tipo de animais.
E as tartarugas dentro do aquário, levantavam a cabeça e olhavam-na.
Cheia de medo, queria fugir, mas tinha o trabalho para fazer.
Às tantas, ouve um "poc!". As tartarugas tinham mergulhado. Cheia de medo, não sabia o que fazer. Fugir?
- E se elas saem do aquário? Estou sozinha. Que vou fazer?
Fechou a porta do quarto e foi limpar a casa.
Quando a minha irmã foi pagar-lhe ( vive no prédio em frente) contou-lhe o que se passou, o susto que teve.
A resposta da minha irmã:
- Já viu a minha vida? Eu que sempre disse que não queria animais dentro de casa, a Sofia traz-me dois gatos e o meu filho, que mudou de casa e não tinha espaço, trouxe as para cá. Mas teve de as deixar no quarto para não a haver luta entre gatos e tartarugas.
E enquanto ela contava a história e gesticulava, eu ria-me às gargalhadas.
Mas a verdade é que eu também me assustaria.

P.S.:
Este domingo, o meu sobrinho neto quis ir a casa da tia avó ver os gatos e adorou as tartarugas, que estão enormes.
Sugeri à minha irmã que contactasse uma loja de animais e propusesse ficarem com as tartarugas.

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Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em Flor,  ConchaCristina AveiroGorduchitaImsilva,

 

 

 João-Afonso Machado ,  José da Xã , Luísa De Sousa,  Maria,  Maria Araújo, 

MarquesaMiss Lollipop, Peixe Frito Olga.

 

desafio arte e inspiração # 2

 

 

 

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2 - Vincent Van Gogh

Gostava de decoração. Gostava de arte.
Finalista na faculdade, o seu sonho era visitar alguns Museus na Europa, mas o Moma era o que estava em primeiro lugar nos seus preferidos.
Também nunca perdera esse sonho. O irmão mais velho, emigrante nos EUA, presenteara-o com uma viagem a Nova Iorque.
Não sabia explicar o quanto viu de arte, apetecia-lhe ter comprado um exemplar de cada pintura que viu, mas decidiu por uma, pela paleta de cores que gostava.

Passados três anos, no apartamento que comprara recentemente, ainda com pouca mobília, observava o quadro "A Noite Estrelada " de Van Gogh, que foi a sua inspiração para, numa harmonia de cores, mobilar o seu quarto.

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imagem  Pinterest

desafio "arte e inspiração # 1

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Quadro 1

Ondas revoltas, ondas que os surfistas procuram para desafiar ( que medo), ondas que são brancas da cor da neve, que refrescam os nossos pés nos dias de verão.
Há uns quantos anos, um amigo, que tem casa na Póvoa de Vazim, juntou um pequeno grupo de amigos, já tinha as duas filhas, agora mulheres, para passarmos o fim de semana de Carnaval na casa da praia.

E eu que detesto esta praia!
O que interessava era mesmo sair da rotina e passarmos aqueles três dias sem fazer nada a não ser comer e passear.
Na terça-feira de Carnaval, fomos dar um passeio pela praia.
O céu estava escuro, ameaçava chuva, eram muitas as pessoas que estavam pelo paredão, e nós na areia onde as ondas rebentavam com força( por isto é que detesto esta praia).
Uma dada altura, eles iam mais à frente, eu ficara para trás, mas afastada o suficiente do mar, olhava eu para o paredão quando, de repente, sou banhada por uma onda que me empurrou e estatelou-me na areia molhada, e molhada fiquei, também.
Com a maior rapidez, e sem o perder o fôlego, antes que viesse outra onda e me levasse, ao mesmo tempo que me assustei com o inesperado, levantei-me e chamei pelos meus amigos.
Quando olharam para trás, ficaram estupefactos com o meu aspecto: a roupa molhada e cheia de areia.
Acabou de imediato o passeio. Fomos todos para casa, não houve carnaval para ninguém.
Gosto do mar, fascina-me vê-lo sereno. E adoro vê-lo revolto, mas de longe, muito longe.
O meu respeito pelo mar é demasiado grande.

E "A Grande Onda" de Katsushika Hokusai,lembrou-me este episódio da minha vida

 

 

E quem sugeriu este quadro?

Não faço a mínima ideia

 

 

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 João-Afonso Machado ,  José da Xã , Luísa De Sousa,  Maria,  Maria Araújo, 

MarquesaMiss Lollipop, Peixe Frito Olga.