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Maria Leal?!

por Maria Araújo, em 10.11.16

 

Neste post, tive de cuscar e, mais uma vez, ver quem é a Maria Leal.

Ando tão desfazada do que se passa pela TV e sobretudo, FB.

Aqui é que não sei se ria ou chore, Mula.

 

 

 

 

 

 

 

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"12 e 13 de Maio foram dias únicos"

por Maria Araújo, em 13.05.15

Estava a ler o blog em destaque sobre este dia 13 de Maio e já preparada para comentar, o telemóvel tocou.

Vejo o nome. Nem queria acreditar!  A minha colega e amiga Ni?! E lembrei-me que no ano passado, neste mesmo dia 13,  ela ligou-me.

Atendi e saiu-me um olá cheio de alegria, e diz ela sem demoras :"Tinha de te ligar. Tu sabes que os dias 12 13 foram mágicos para nós."

E as lágrimas caem-me do olhos, como caem agora que escrevo este post.

"Tu sabes que estes dias foram únicos para nós as quatro. A procissão das velas foi mágica, uma noite  de devoção única, e no dia 13 o Adeus a Nossa Senhora de Fátima fazem-me arrepiar quando recordo. Não achas que é mesmo de arrepiar?

"Sim", respondo eu. "Nem imaginas o quanto choro enquanto te ouço falar. Ontem à noite, antes de me deitar, lembrei-me desta maravilhosa e mágica noite do dia 12.  Só quem lá vai sabe dizer o que sente. O silêncio, o respeito, a fé, a devoção das pessoas, são impossíveis de contar."

"Acho que vamos ser velhinhas e todos os anos vamos recordar estes dias que passamos nós as quatro, em Fátima. E eu tinha de te ligar para te dar um abraço."

"Obrigada. Estou emocionada porque tu também és única."

E a conversa continuou, por breves minutos, com os desabafos de como andam as coisas por lá.

Acabamos com o envio meu de beijinhos para as ex-colegas, principalmente para as amigas de coração, com quem partilhei desafios, desabafos, brincadeiras, "raivas" mas sempre com a ideia de dever cumprido.

Dia 13 de maio, vai ser um dia bom. Fiquei tão feliz com esta chamada.

 

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( as quatro amigas, Maio de 2013) 

 

 

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Foram as palavras de uma amiga, reformada há um ano, aquando do almoço que fizeram em minha homenagem, em agosto passado.

Enquanto recebia o vencimento pela instituição escola, a "coisa" andava bem. Comentava para os meus botões, "sofreste um corte do caraças, mas aguentas-te".

Gere-se aqui, corta-se ali, nada de alarmar.

Novembro, o mês de subsídio de Natal, o mês de pagamento do seguro do meu carrito (já com 15 anos), revisão, inspeção, acertos da energia, Natal, cujos gastos eram substanciais, pois nada faltava cá em casa, concentrava aqui as maiores despesas extra.

O subsídio passou a duodécimos, injeta-nos mais descontos, o vencimento passou a ser menor, aumentos do IRS, aumento na CGA, taxa do subsídio, aumentos da energia, água, gás, prestação da casa, enfim, uma panóplia de contas que nunca deixaram de ser pagas atempadamente.  Por vezes, as contas entravam na conta bancária e as faturas não chegavam cá, não é verdade dona EDP? (ainda me falta a fatura de agosto. E as minhas cartas reclamaçao que ainda não tiveram resposta?).

Recebi a pensão deste mês . Aliás, foi depositado na minha conta um valor GRANDE, da minha aposentadoria.

Nem queria acreditar! Pus-me, de imediato, a fazer contas à minha vida.

Como iria eu aguentar com "este elevado valor" as minhas despesas?!

Não recebera qualquer informação da CGA sobre descontos, valor a receber, NADA, a não ser os cartões de AP.

O valor depositado assustou-me, acreditem

Ontem, fui espreitar a caixo do correio.

Lá estava a carta tão esperada.

Abri! E o susto confirmou-se quando vi  "os descalabros" descontos que passo a sofrer como aposentada.

Quando pedi a reforma antecipada, ponderei bastante. A penalização era considerável ( a última subida no escalão foi em 2005), assumi conscientemente a minha decisão.

Não me arrependo NADA. Mas pensar que trabalhei quase 39 anos (comecei muito cedo a labuta, os meus pais não podiam pagar-me o curso, paguei-o eu como trabalhadora estudante) e observar que o trabalho árduo, mas feliz, destes anos, fez cair por terra  as minhas expectativas.

Em janeiro, a confirmar-se, há mais cortes.

Como dizia a minha grande amiga GD (a quem eu dava boleia, palavras de conforto, sorrios e lágrimas,  e partilhavamos os desabafos das nossas vidas), " A partir de agora, vais perceber que nunca mais vais receber o mesmo."

 

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Vinho branco fresquinho

por Maria Araújo, em 29.05.11

Ontem, fui jantar a Ponte do Lima. Três mulheres maduras, com experiências de vida diferentes, mas com algo em comun: os desabafos.

O jantar foi no restaurante "Açude" no Centro Náutico. um espaço muito verde, junto ao rio.

Como chovera antes de sairmos e podendo mudar de planos e ficarmos por cá, nenhuma de nós levou a máquina fotográfica,lamentavelmente.

Ficámos junto à janela, onde se via o rio.

Um tabuleiro com taças que continham uma grande variedade de entradas, tudo a ver com os pratos típicos portugueses, foi-nos trazida à mesa. Escolhemos os mini-pimentos, cogumelos e as fritas de bacalhau, que não constavam deste tabuleiro porque ainda estavam a fritar.

Disse de imediato que gostaria das fritas.

Uma garrafa de vinho maduro branco a acompanhar e para o jantar pedimos polvo grelhado com batatas a murro e verduras (bróculos).

O vinho "escorregava" bem. Quem mais bebeu, fui eu.

Como chegámos cedo, fomos petiscando e conversando.

O jantar acabou e a conversa continuou.

Outros casais e familias chegaram, jantaram e saíram. Nós continuavamos a nossa conversa.

E os desabafos surgiram. Nada que ninguém não pudesse saber, (conheci a amiga da minha amiga ontem). Penso que todas tivémos necessidade de contar as nossas preocupações familiares. Penso que somente eu, reservei-me um pouco mais.

Um princípio de noite bem passado.

Gosto de momentos relaxados, uma conversa interessante...acompanhada de um bom vinho, como acontceu ontem, e acontece quando vamos para um jantar com o intuito do convívio, seja ela para rir, para chorar, para desabafar. O vinho é um óptimo terapeuta.

Há momentos, recebendo um e-mail de uma amiga de coração, li isto (sublinho as frases que, de alguma forma, têm a ver comigo e com muitas mulheres e homens ).

 

 

 Quem é amigo, desopila


Há uma altura na vida em que passamos a apreciar as coisas de outra forma. Se calhar a idade, tirando poderes num sítio, às vezes dá noutro. Deve ser por isso que há tantos gourmets e o Viagra se vende tanto...Eu, usando cinta de castidade (o cinto já não se usa), passei a centrar-me muito mais nos amigos e é por eles (ou por mim?) que me arranjo, maquilho e saio gira para a rua - temos de lembrar uma das máximas mais importantes, «Cavalo amarrado também pasta.»O fim-de-semana passado fui jantar com amigos, arranjei-me para eles e para as garrafas que nos acompanharam em cima da mesa. Parece que de repente todos estamos a viver épocas mais ou menos conturbadas, influenciados pela crise - ninguém está acima dela (já da lei...)No meio dos amigos, contei coisas sobre as quais antes manteria segredo - não falo dos segredos dos outros, mas das nossas pequenas fraquezas e vulnerabilidades.Este mundo da intimidade, quando se abre, é fascinante, todos têm coisas para contar - além disso, o que um bom branco fresquinho (embora eu seja mais do tinto) não potencia!?A intimidade é um lugar quadrado e restrito onde nos movimentamos e às vezes damos com a cabeça nas paredes à procura de soluções, ou pelos menos de algum eco.Falar com os amigos sobre o que nos angustia pode evitar tantos estrangulamentos internos...Reparem, não sabendo qual é a verdade do caso (até à data não sei factos, só especulações), o ex-director do FMI levou a que outras mulheres alegadamente abusadas por ele viessem a público levantar o dedo, como que dizendo - a mim também me aconteceu.Estas coisas, imagino que se guardem a sete chaves, até que um dia se faz luz. Para as mulheres que possam ter sido abusadas por um qualquer predador, há um dia em que a sua intimidade deixa de estar encerrada num espaço restrito e quadrado - as consequências disto são, no entanto, imprevisíveis. Mas imagino-lhes o alívio, como no meu jantar vi a vontade - minha e dos meus amigos - de confessarmos o que nos ia na alma. Perante os bons amigos já ninguém quer parecer perfeito. Vocês ainda querem?Reparem, a triagem dos bons e dos maus faz-se no meio de erros. Não deixa de me acontecer e, sim, é uma chatice. Às vezes acreditámos nas pessoas, partilhámos pequenas vergonhas e, depois, vem a desilusão - como se elas, ao revelarem-se mais mesquinhas do que supúnhamos, não fossem dignas de saber que temos uma verruga na virilha ou que ao atingir um orgasmo, o amigo X canta.Na posse destas informações, o que farão as pessoas menos boas? Nada com impacte suficiente para nos abalar a integridade. A verruga ficará contente por finalmente sair da clandestinidade, e o amigo que canta durante o orgasmo pode merecer um documentário da BBC.Estamos em tempo de contenção mas não poupem nos desabafos - não havendo dinheiro para a terapia, mandem vir as garrafas e os amigos a sério .Durante o meu último jantar, olhei com admiração para os meus amigos que confessavam os seus bloqueios, as suas angústias. Eu também não os poupei às minhas. Saímos do restaurante com aquela vontade de verbalizar o amor que temos uns pelos outros e como, em tempo de crise, estamos unidos.É verdade que uma paixão, um fascínio, fazem milagres pela nossa pele, o nosso olhar, a nossa auto-estima, mas acreditem que os bons amigos podem fazer-nos acreditar naquela coisa do mundo melhor (não, eu nunca pensei escrever isto).Se estão encanitados com alguma coisa mais ou menos grave (pode ser só um pêlo encravado num sítio chato), juntem os bons, peçam as garrafas (qualquer dia, as minhas crónicas passam a ter de ser lidas só no horário da noite) e desopilem - sei que a palavra parece querer dizer mais alguma coisa, mas não caiam nessa tentação.Oh God, make me good, but not yet!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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