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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Voltou a chuva, voltou o desânimo

Maria Araújo, 15.01.15

A chuva que não caiu no final de 2014, o frio que convidava aos agasalhos e aos passeios pelas ruas cheias de gente, saía eu do meu "casulo", ia aos saldos, sem que nada me agradasse mas também com contenção de despesas, pois claro, que  o Natal me fez gastar mais do que o previsto, ela, a chuva chegou ( já fazia falta, aos agricultores) mas tem um efeito em mim tão desanimador que, à excepção das idas ao ginásio, fico por casa a "tecer", as horas passam e chego ao fim do dia e pergunto-me " O que fiz eu a tarde toda?"

TV desligada até à hora das notícias, a minha vida nestes dias cinzentos resume-se a ler as notícias, os blogs e e-mails, ler o meu livro de cabeceira.

Não são tardes perdidas, mas os dias de sol são outra coisa.

E por cá a chuva cai com intensidade.

O projecto para hoje, se não houver alterações de última hora, será tirar tudo do roupeiro, separar as roupas que não quero e organizar as malditas écharpes e cachecóis que nunca gosto dos lugares onde estão.

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Uma manifestação

Maria Araújo, 01.02.14

Dia frio este sábado 1º dia de fevereiro, o mês de meu aniversário,mais um, brevemente, saí para comprar uma prenda para a minha irmã mais nova que completou ontem 47 anos (passas tempo, demasiado rápido).

Fui à loja Viva, que tem umas peças interessantes para a casa. Já perto da loja, deparo com uma manifestação. E era bem longa.

Aproximei-me. A maioria dos manifestante teria idades entre os 45 e 65 anos, muitos destes seriam mais novos mas os rostos não o mostravam.

Eram muitos os olhares curiosos, encostados aos edifícios.Subi os poucos metros que faltavam para chegar à loja, com eles.
Entretanto, páram.  Passo pelo meio, avanço o passo e entro na loja. 

Decidi voltar atrás, pego no telemóvel e tiro algumas fotos ao mesmo tempo que as lágrimas me caem dos olhos, ao verem aqueles rostos desanimados e sem vida. As últimas pessoas que compunham a manifestação eram mulheres e homens mais jovens.

Sinto o desânimo destas pessoas porque sinto que perdi, também, qualidade de vida nestes últimos 4 anos.

Quem me lê  sabe que pedi a reforma antecipada. Fiz as contas, ponderei o que poderia ser a minha vida com menos dinheiro tendo os mesmos compromissos todos os meses (nunca falhei um).

Estes dias tive uma "surpresa" do banco. Nem queria acreditar no que estava a ler e fui lá.

Resolvi a questão, negociando.

E é isto que preocupa as pessoas. Menos dinheiro, desemprego, contas para pagar, aumento do custo de vida, aumento da tristeza ,aumento da desolação, aumento de um estado precoce:  VELHICE.