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cantinho da casa

cantinho da casa

um esclarecimento

Ontem, fui levar o sobrinho neto à natação. Enquanto esperávamos que a professora viesse buscá-lo, e porque a aula é individual, um senhor aproximou-se do balneário dos meninos e entrou.

O miúdo foi com a professora, eu dei algum tempo para que ele saísse do balneário.

Mas demorava. Devagar abri a porta e vi que uma das portas da casa de banho estava fechada e os calções de banho jaziam no chão.

Tinha a minha mochila no banco, entrei sorrateira,  peguei nela, e saí.

Fui à recepção e perguntei se os adultos que têm aulas na piscina podem usar a casa de banho das crianças.

Ela respondeu que não.

Expliquei que costumava ir com o menino para o balneário da meninas, sentia-me mais à vontade porque no dos meninos tem um urinol, à vista de todos ( devia estar fechado, até porque uma das vezes o meu sobrinho neto achou piada àquilo e foi pôr a mão. Corri atrás dele e disse que não podia pôr as mãos ali) que as crianças não fazem xixi urinol, pelo que passei de novo a ir para o das meninas.

Ora, em dezembro passado, aconteceu que, no final da aula, e depois de dar banho ao miúdo, o lugar onde deixara a mochila estava ocupado, peguei na roupa e fui para o banco junto às bancada dos secadores.

Uma senhora sentou-se,também, com a filha, neste banco, com uns modos que não gostei, e desviei as roupas do meu sobrinho neto. 

Quando ela saiu, o senhor que ocupava o lugar onde tinha a mochila do miúdo, contou-me que essa senhora vira-o com a filha nesse banco, disse que não tinha nada que o usar, que era para as crianças se sentarem enquanto os pais usam os secadores. Ele lhe respondeu, e cito: " que não seja por isso", pegou na menina e foi ocupar o banco onde eu tinha as coisas do meu sobrinho neto.

Comentei que não sabia que o banco era só para esse fim, e se o lugar estava ocupado por ele,  eu não queria incomodá-lo, por isso fui para lá. E que na semana seguinte iria para o balneário dos meninos, que não queria conflitos com ninguém.

E foi então que passei a ir para o balneário dos meninos, não gostei de ver que tinha o urinol, senti que estava no lugar para homens, pelo que, na semana seguinte voltei ao das meninas.

Estas duas últimas semanas, com  muitas crianças em confinamento, espreitei o balneário dos meninos, não estava ninguém, fiquei por lá. E ontem, voltei. E foi quando vi esta cena do senhor ter ido fazer as necessidades dele na casa de banho das crianças.

A funcionária disse-me que de facto não é permitido os adultos que estão na piscina usarem as casas de banho das crianças, que já aconteceu com outros sócios, mas só identificando a pessoa é que pode chamá-la à atenção.

Comentei que estava ali para que me esclarecesse sobre o sucedido,  e se ele não podia fazer nada,  se eu tinha que identificar quem não conheço, que nem  sequer frequento o ginásio, vou uma vez por semana levar o menino para a natação, então não voltarei a usar o balneário dos meninos porque me sentia intimidada, e que nas próximas aulas  voltarei para o das meninas, porque estou mais à vontade, e se alguém reclamar que não devo estar ali, então farei uma queixa.

E mais uma vez esqueci que há um Livro de Reclamações. 

 

quem espera, desespera

Sou paciente, não o sou quando há crianças que não percebem o que é isto de atraso.

Há quinze dias,o sobrinho neto teve uma consulta no Porto num hospital privado.

Consulta que estava marcada para às nove horas, mas  teve de aguentar porque umas gotas agora, outras depois, quando regressou ao colégio já passava da hora do almoço dele.

Hoje, tem outra consulta, de pediatria, marcada para as 9:30h.

Não me deixaram subir, estou na recepção à espera dele e da mãe.

São 10:30h, e ainda não desceram.

Não consigo perceber porque uma consulta marcada para o início da manhã atrasa de mais.

Ou os médicos não chegam à hora de iniciarem o dia de trabalho, ou chegam à hora e começam as consultas meia hora depois...ou mais.

É uma consulta de rotina.

Já percebi que a criança vai chegar tarde ao colégio.

A criança não tem paciência para esperar.

Não me entra na cabeça estes atrasos.

 

confinamento

Hoje de manhã, falava com a minha sobrinha sobre o confinamento e as crianças dentro de casa.

Ela comentou  que custou-lhe muito o primeiro confinamento. 

Não foi fácil adaptar-se a trabalhar em casa, colégio fechado, filho dentro de casa. Mas teve férias ( obrigatórias) sempre prestou mais atenção ao filho.

Eu comentei que está a custar-me mais este ano, porque não faço ginástica nenhuma, não tenho tempo para isso,e no final do dia estou cansada, não me apetece fazer nada, adormeço no sofá. E quando vou dormir, o sono não volta. 

Tenho dormido muito mal neste confinamento.

Vale-me a força de espírito que tenho.

Mas estou farta. 

Preciso de voltarao ginásio. Prefiro estar cansada dos exercícios que lá faço do que cansada da situação que todos vivemos.

Se pudessemos sair de casa, acho que alugava uma casa na praia e íamos para lá viver por algum tempo.

E rezo para que as crianças voltem às creches ainda este mês.

Está a ser muito complicado para elas, também.

 

 

dia 20, Dia Universal

dos Direitos das Crianças, hoje, também o Dia do Pijama.

As crianças precisam do nosso carinho, precisam que as respeitemos, que lhe demos a liberdade de serem crianças felizes, de preferência com passeios pela  cidade, pelo campo, pela praia.

o contacto com a natureza vale mais que todos os brinquedos sofisticados que a publicidade faz entrar nas nossas casas.

o meu sobrinho neto, e os outros cinco que tenho, têm brinquedos,que são o mundo encantado delas,  mas os pais proporcionam-lhes momentos de convívio na cidade, no campo, nos parques, na praia, que eles muito adoram.

à sexta-feira levo o miúdo ao colégio, excepcionalmente, teria de ir de pijama.

quando a auxiliar veio buscá-lo à porta, vestia o seu.

e ele foi assim.

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o que dizem os olhos

Faz-me espécie, e é inevitável, quando vou buscar o sobrinho neto ao colégio, conhecer as educadores e as auxiliares de educação pelos olhos.

Por vezes,  por breves segundos, e com a devida distância, apetece-me dizer para baixarem a  máscara para ver com quem falo e vice-versa.

Mas foco-me nos seus olhos, são estes que,  acompanhados das palavras  correu tudo bem, o menino comeu bem,(ele come muito bem) assim como os abraços que lhe dão na despedida, e ele, um menino de abraços,devolve com o mesmo entusiasmo, os acenos de um até amanhã tranquilizam-me,  e à mãe também.

Está no colégio certo...e tem actividades de ginástica e música, que ele adora.

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Imagem que trouxe daqui.

 

 

 

 

 

"Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso..."

Sou pouco facebookiana, continuo a manter a minha página porque tenho lá alguns bons amigos,e porque o contacto deste desafio ( ainda activo)  é feito por lá.

Hoje, fui informar que o livro  do mês foi enviado para o correio,encontrei nesta página ,este texto que despertou a minha atenção.

Costumo acompanhar um familiar à terapia numa clínica de fisioterapia,na Maia, clínica essa frequentada por crianças com síndromes,sem síndromes, jovens, idosos, qualquer pessoa que precise de recuperação.Pessoas que vêm  dos vários cantos do país, e do outro lado da fronteira.

E é neste lugar especial que dou conta das muitas crianças com necessidades físicas ( cognitivas) especiais. Entendo o quanto é importante integrá-las e serem aceites pelos outros, nomeadamente pelos adultos.

Muitas foram as vezes que lá entrei e apeteceu-me fugir por ver o sofrimento das crianças E o que leva os pais a procurarem este tipo de fisioterapia, e digam e/ou pensem o que quiserem mas  estas alternativas são fundamentais para estas crianças. Falo porque sei. Ando lá há dois anos.

Então, decidi partilhar este texto convosco, para vos dizer que a minha experiência nestas idas à Maia têm sido fundamentais para perceber o quanto é urgente e importante integrar as crianças com necessidades especiais com as outras crianças,quer seja na escola,quer no parque infantil,nas actividades de fim de semana com os  pais, nas festas dos amigos da escola, nos tempos livres.

E todos sabemos que estas crianças, no que se refere à brincadeira, à música, à natação,são mais extrovertidas,são únicas. 

Cabe a nós,adultos, aos pais, aos educadores, a missão de  explicarem aos seus filhos, sobrinhos, netos, sobrinhos netos,que estas crianças têm algumas diferenças e que precisam de conviver,de brincar,de serem aceites por todos.

Ah! E são crianças que dão muito amor aos outros.

da página do FB deste senhor, o texto:

Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso...
Se os teus filhos não convivem com crianças com necessidades especiais na escola e nunca os ensinaram que nem todos são iguais, talvez devas investir 10 minutos hoje à noite para lhes explicar isso, porque, embora eles possam não conviver atualmente com essas crianças na escola, eles certamente vão encontrá-los nas suas vidas no futuro.
À luz dos eventos frequentes sobre a exclusão de crianças com autismo de participar em viagens escolares e de crianças com Síndrome de Down serem expulsas das aulas de dança porque não conseguiam acompanhar o ritmo, sinto a necessidade de compartilhar isto. Há meninos e meninas que ninguém convida para festas de aniversário. Existem crianças que querem pertencer a uma equipe, mas não são selecionadas porque é mais importante vencer do que incluir essas crianças. Crianças com necessidades especiais não são esquisitas ou estranhas, elas só querem o que todos os outros querem: serem aceites!
Estás disposto a copiar e colar este post no teu mural sem compartilhá-la, como eu fiz, por todas as crianças especiais por aí?
❤️💜🧡💛💚💙🖤
Por favor, ensinem os vossos filhos a tratarem de igual forma todas as crianças! Todos precisamos de amor e bondade...
 

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Quem me ler e quiser partilhar na vossa página do FB ou nos vossos blogues, fico grata.

 

as mini it girls

estava na praia, hoje com muitas famílias a aproveitarem as temperaturas de Verão quente, a manhã estava muito agradável, mal cheguei, fui ao mar.

a cerca de quatro metros do lugar que eu ocupava, estava uma família de avós, pais e três meninas, com idades aproximadas entre seis e três anos.

brincavam as garotas, até que um dado momento, reparei que conversavam "ao telemóvel", cada uma com o seu.

achei piada à desenvoltura das meninas. a mais nova toda afoita copiava o que as outras faziam. passeavam por aquele espaço à volta dos guarda-sóis, até que, de repente, tinham os sacos do guarda-sol enfiado nos braços como se fossem malas de senhora, das jovens famosas de vinte/ trinta anos.

e andavam de um lado para o outro a conversar ao telemóvel,este colocado no ouvido com mestria e sofisticação.

"três criancinhas falavam ao telemóvel?", perguntai-me.

"sim! e de última geração,como nunca vi igual em lado nenhum",digo-vos.

os telemóveis destas crianças eram sui generis... eram três jogas enormes que elegantemente usavam nos seus ouvidos...e falavam

e que elegância nos gestos! umas verdadeiras meninas "it girls"!

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