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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

confinamento

Maria Araújo, 02.03.21

Hoje de manhã, falava com a minha sobrinha sobre o confinamento e as crianças dentro de casa.

Ela comentou  que custou-lhe muito o primeiro confinamento. 

Não foi fácil adaptar-se a trabalhar em casa, colégio fechado, filho dentro de casa. Mas teve férias ( obrigatórias) sempre prestou mais atenção ao filho.

Eu comentei que está a custar-me mais este ano, porque não faço ginástica nenhuma, não tenho tempo para isso,e no final do dia estou cansada, não me apetece fazer nada, adormeço no sofá. E quando vou dormir, o sono não volta. 

Tenho dormido muito mal neste confinamento.

Vale-me a força de espírito que tenho.

Mas estou farta. 

Preciso de voltarao ginásio. Prefiro estar cansada dos exercícios que lá faço do que cansada da situação que todos vivemos.

Se pudessemos sair de casa, acho que alugava uma casa na praia e íamos para lá viver por algum tempo.

E rezo para que as crianças voltem às creches ainda este mês.

Está a ser muito complicado para elas, também.

 

 

dia 20, Dia Universal

Maria Araújo, 20.11.20

dos Direitos das Crianças, hoje, também o Dia do Pijama.

As crianças precisam do nosso carinho, precisam que as respeitemos, que lhe demos a liberdade de serem crianças felizes, de preferência com passeios pela  cidade, pelo campo, pela praia.

o contacto com a natureza vale mais que todos os brinquedos sofisticados que a publicidade faz entrar nas nossas casas.

o meu sobrinho neto, e os outros cinco que tenho, têm brinquedos,que são o mundo encantado delas,  mas os pais proporcionam-lhes momentos de convívio na cidade, no campo, nos parques, na praia, que eles muito adoram.

à sexta-feira levo o miúdo ao colégio, excepcionalmente, teria de ir de pijama.

quando a auxiliar veio buscá-lo à porta, vestia o seu.

e ele foi assim.

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o que dizem os olhos

Maria Araújo, 12.11.20

Faz-me espécie, e é inevitável, quando vou buscar o sobrinho neto ao colégio, conhecer as educadores e as auxiliares de educação pelos olhos.

Por vezes,  por breves segundos, e com a devida distância, apetece-me dizer para baixarem a  máscara para ver com quem falo e vice-versa.

Mas foco-me nos seus olhos, são estes que,  acompanhados das palavras  correu tudo bem, o menino comeu bem,(ele come muito bem) assim como os abraços que lhe dão na despedida, e ele, um menino de abraços,devolve com o mesmo entusiasmo, os acenos de um até amanhã tranquilizam-me,  e à mãe também.

Está no colégio certo...e tem actividades de ginástica e música, que ele adora.

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Imagem que trouxe daqui.

 

 

 

 

 

"Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso..."

Maria Araújo, 20.08.20

Sou pouco facebookiana, continuo a manter a minha página porque tenho lá alguns bons amigos,e porque o contacto deste desafio ( ainda activo)  é feito por lá.

Hoje, fui informar que o livro  do mês foi enviado para o correio,encontrei nesta página ,este texto que despertou a minha atenção.

Costumo acompanhar um familiar à terapia numa clínica de fisioterapia,na Maia, clínica essa frequentada por crianças com síndromes,sem síndromes, jovens, idosos, qualquer pessoa que precise de recuperação.Pessoas que vêm  dos vários cantos do país, e do outro lado da fronteira.

E é neste lugar especial que dou conta das muitas crianças com necessidades físicas ( cognitivas) especiais. Entendo o quanto é importante integrá-las e serem aceites pelos outros, nomeadamente pelos adultos.

Muitas foram as vezes que lá entrei e apeteceu-me fugir por ver o sofrimento das crianças E o que leva os pais a procurarem este tipo de fisioterapia, e digam e/ou pensem o que quiserem mas  estas alternativas são fundamentais para estas crianças. Falo porque sei. Ando lá há dois anos.

Então, decidi partilhar este texto convosco, para vos dizer que a minha experiência nestas idas à Maia têm sido fundamentais para perceber o quanto é urgente e importante integrar as crianças com necessidades especiais com as outras crianças,quer seja na escola,quer no parque infantil,nas actividades de fim de semana com os  pais, nas festas dos amigos da escola, nos tempos livres.

E todos sabemos que estas crianças, no que se refere à brincadeira, à música, à natação,são mais extrovertidas,são únicas. 

Cabe a nós,adultos, aos pais, aos educadores, a missão de  explicarem aos seus filhos, sobrinhos, netos, sobrinhos netos,que estas crianças têm algumas diferenças e que precisam de conviver,de brincar,de serem aceites por todos.

Ah! E são crianças que dão muito amor aos outros.

da página do FB deste senhor, o texto:

Eu gostaria de fazer um alertar para um tema controverso...
Se os teus filhos não convivem com crianças com necessidades especiais na escola e nunca os ensinaram que nem todos são iguais, talvez devas investir 10 minutos hoje à noite para lhes explicar isso, porque, embora eles possam não conviver atualmente com essas crianças na escola, eles certamente vão encontrá-los nas suas vidas no futuro.
À luz dos eventos frequentes sobre a exclusão de crianças com autismo de participar em viagens escolares e de crianças com Síndrome de Down serem expulsas das aulas de dança porque não conseguiam acompanhar o ritmo, sinto a necessidade de compartilhar isto. Há meninos e meninas que ninguém convida para festas de aniversário. Existem crianças que querem pertencer a uma equipe, mas não são selecionadas porque é mais importante vencer do que incluir essas crianças. Crianças com necessidades especiais não são esquisitas ou estranhas, elas só querem o que todos os outros querem: serem aceites!
Estás disposto a copiar e colar este post no teu mural sem compartilhá-la, como eu fiz, por todas as crianças especiais por aí?
❤️💜🧡💛💚💙🖤
Por favor, ensinem os vossos filhos a tratarem de igual forma todas as crianças! Todos precisamos de amor e bondade...
 

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Quem me ler e quiser partilhar na vossa página do FB ou nos vossos blogues, fico grata.

 

as mini it girls

Maria Araújo, 16.07.20

estava na praia, hoje com muitas famílias a aproveitarem as temperaturas de Verão quente, a manhã estava muito agradável, mal cheguei, fui ao mar.

a cerca de quatro metros do lugar que eu ocupava, estava uma família de avós, pais e três meninas, com idades aproximadas entre seis e três anos.

brincavam as garotas, até que um dado momento, reparei que conversavam "ao telemóvel", cada uma com o seu.

achei piada à desenvoltura das meninas. a mais nova toda afoita copiava o que as outras faziam. passeavam por aquele espaço à volta dos guarda-sóis, até que, de repente, tinham os sacos do guarda-sol enfiado nos braços como se fossem malas de senhora, das jovens famosas de vinte/ trinta anos.

e andavam de um lado para o outro a conversar ao telemóvel,este colocado no ouvido com mestria e sofisticação.

"três criancinhas falavam ao telemóvel?", perguntai-me.

"sim! e de última geração,como nunca vi igual em lado nenhum",digo-vos.

os telemóveis destas crianças eram sui generis... eram três jogas enormes que elegantemente usavam nos seus ouvidos...e falavam

e que elegância nos gestos! umas verdadeiras meninas "it girls"!

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