Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



conversa de criança

por Maria Araújo, em 10.01.19

Fico grata por ter cinco sobrinhos netos, e embora dois os veja uma vez por ano, outros dois vêm no Natal e no verõ férias, o mais novo, o bebé, tenho o prazer de estar com ele diariamente.

Hoje, o F, 4 anos, um menino muito malando e meigo, no seu brasileiro bem carioca, que nos faz rir, lavava as mãos, e com a expressão sorridente e meiga que faz, diz-me:

- Não sei si vou suportar ir para o Brasiu, tia L.

—Porquê?— perguntei.

— Porque no Brasiu faz muito calor e eu não vou suportar.

— Gostas mais do frio de Portugal?

— Sim. Gosto mais do frio.

— Mas F, a próxima vez que vieres de férias vai estar calor em Portugal.

— Mas eu não sei se vou suportar,— repetiu.

Estas férias de Natal foram espectaculares para eles ( na próxima semana regressam a casa), o tempo esteve, e está, bom, foram poucos os dias que estiveram cá na cidade, passaram-os no sossego da casa da praia, que eles adoram.

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

coisas das "minhas" crianças

por Maria Araújo, em 02.01.19

Último dia do ano, os meus sobrinhos netos luso-brasileiros vieram cá para casa, precisava de fazer umas pequenas compras, foram comigo ao Continente aqui da zona.

Já na saída, no parque de estacionamento, pedi ao mais velho que desse a mão ao mais novo, e eu do outro lado dava-lhe a mão, também.

Na passadeira do recinto, os três de mãos dadas, diz o pequenote no seu brasileiro carioca puro ( o mais velho  fala português de Portugal) :

- Nós parecemos A Garota do Ipanema.

- Como assim, F, A Garota do Ipanema?!

Repete a frase ao mesmo tempo que  trauteia um pouco a música.

Acompanhei-o na canção, até que ele diz:

- Você não entendeu, tia L. Não é a canção.

- Como assim, F, não é a canção?!

- Nós parecemos os meninos do teatro A Garota do Ipanema.

O mais velho tenta explicar, e foi então que me lembrei das fotografias que recebera na altura.

Na festa do colégio que frequenta, na  dança de A Garota do Ipanema, duas meninas davam as mãos ao menino, faziam a coreografia e dançavam ao som da canção.

IMG_20190104_141745.jpg

 E foi assim, que o F nos comparou às meninas que dançavam com ele. 

Contrariamente ao irmão, que não fala brasileiro e não dança, o F é malandro, adora dançar e está sempre a falar em " bunda".

Mais à frente, e já perto de casa, o F trauteia a música de uma canção que eu só tive conhecimento desta quando eles chegarem do Brasil. 

Cantava, então, " Explosão", ao mesmo tempo que erguia as mãos e arrebitava o rabo para trás e saracoteava-o : " olha a explosão, quando ela bate com a bunda no chão".

Volta a trautear, eu e o irmão ríamos com a brincadeira, passa por nós um homem que, quando o F repete: " olha a explosão", ele acaba o verso a cantar, " ela bate com a bunda no chão". O F desata a rir, vira-se para trás, e digo eu: " olha que o senhor é brasileiro".

E ria-se. Mas não repetiu a dose, contra minha vontade pois estava a preparar o telemóvel para gravar o seu espectáculo.

Tão malandro e feliz, este meu sobrinho neto.

 

 

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

o cão da Beatriz

por Maria Araújo, em 18.02.18

Estava a chegar a casa, desciam a rua a Beatriz, 6 anos, a mãe e o avô, que moram no prédio ao lado.

A Beatriz chorava. Páro e pergunto:

- Que tens Beatriz?

- O meu cão morreu.

Um baque no meu coração, pois  vejo o cão nos braços da mãe da Beatriz,  mais parecia um bebé que dormia tranquilamente. As lágrimas vieram-me aos olhos.

A mãe da Beatriz chorava também, o avô, olhos no chão, não falava.

- O que aconteceu? - perguntei.

- Foi atropoledo quando atravessava a rua.

A mãe da Beatriz é muito cuidadosa. Nunca vi o cão sem a trela, não percebi o porquê de o cão ter sido atropelado, nem fiz perguntas de tão infelizes que estavam os três.

Seguiram para casa.

Lembrei-me que o pai da Susana deixou de ter carro desde que se reformou, há alguns anos, chamei-a e ofereci-me para qualquer apoio que precise.

O cão ( que não me recordo o seu nome), era lindo, lindo. Fora um presente da mãe da Beatriz quando esta fez 4 anos.

 

cocker-spaniel-m.jpg

(imagem da internet)

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

eles já foram

por Maria Araújo, em 03.01.18

Os meus sobrinhos netos cariocas chegaram há três semanas, regressam a casa amanhã.

Desta vez, contrariamente aos anos anteriores, não ficam as seis semanas de férias, sinto que estive tão pouco tempo com eles, que o tempo passa muito rápido.

Estive ontem a tarde toda a brincar com eles.

IMG_20180102_114948.jpg

 

O Francisco é muito malandro, não pára, pega-se com o irmão se este brinca com os carrinhos, é preciso arranjar uma estratégia para que brinquem sem se zangarem. É uma criança divertida, alegre, feliz. É repreendido pelas asneiras que faz, mas sabe como agir às repreensões, quase que goza connosco, as suas expressões de que não fez nada de mais leva-nos a esconder o rosto da vontade que temos de rir.

E ele percebe-o, ri-se de si próprio, das asneiras que faz e provoca-nos ainda mais, insistindo na brincadeira, no gesto, nas expressões.

Mas é muito meigo, dá abraços e beijinhos.

O Francisco tem muito bisavô materno. Olho o seu rosto e jeito de ser, vejo o meu pai.

É um aventureiro e, segundo a mãe, nós não vimos nada.

É uma criança feliz, o meu sobrinho neto Francisco.

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

por que se falou de camisas

por Maria Araújo, em 18.01.17

aqui, costumo encontrar na secção de criança, de algumas marcas, as camisas que gosto.

Nas compras de Natal, procurávamos roupa para um dos sobrinhos, levei a minha irmã mais nova ( prestes a fazer 50 anos) à secção de rapariga.

Vi uma blusa que gostei muito. Ela adorou.

Procuramos tamanho 1,70m.  

Nem a vestiu.

No dia de Natal disse-me ela: " Gostas da camisa que comprei?"

Que bem lhe ficava.

Após o Natal, decidi comprar uma para mim.

Já está lavada e passada para a festa de aniversário da minha mana.

Sem Título-horz.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

# respect

por Maria Araújo, em 11.07.16

deitei-me às 4h, estive a ver os nossos campeões, vi  o gesto deste nosso pequeno grande adepto, que me fez chorar de orgulho.

Vencemos em tudo, até no respeito pelos perdedores.

O vídeo, em Inglês, sabe tão bem!

 

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não fico indiferente

por Maria Araújo, em 15.02.16

hoje, dia 15 de fevereiro e até 20, o Dia Internacional da Criança com Cancro , que A Acreditar  promove com  a Fundação Rui Osório de Castro , a Semana Dourada e lançam o movimento NÃO FICO INDIFERENTE!

 

12745852_1283047768388759_6041307823701733714_n.jp

 

"Junte-se a nós e torne esta a sua imagem de perfil até dia 20 de Fevereiro. Vamos fazer chegar mais longe a voz de apoio às crianças, jovens e suas famílias!"

"Foi hoje lançada a canção "We Are One", que pretende dar voz e apoiar todas as crianças que lutam contra o cancro! A música contou com a participação de mais de 900 mil crianças de todo o mundo!!!! Vamos todos ouvir com muita atenção?"

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os carros para as crianças

por Maria Araújo, em 09.07.15

varioa tlm 107.jpg

Um dia destes tinha ido ao centro comercial, vi uma senhora que empurrava um mini-carro para crianças, mas sem a criança lá dentro, ok.

Hoje de tarde, fui com a minha sobrinha e os meninos centro comercial, vejo passar uma mãe que empurrava um carro vermelho com uma criança lá dentro e diz o meu sobrinho neto: "mamã, também quero um carro vermelho".

O miúdo está cá há cerca de três semanas, já conhece os carros e eu que passo lá várias vezes nem sabia que existiam.

Foi então que percebi. Paga-se 1,50 euros a criança vai dentro do carro, a mãe ou o pai empurra e é uma maneira de as crianças andarem às compras com os pais sem chatearam muito.

Não havia carro vermelho, dos dois que estavam parados, escolheu o mini verde e lá fomos nós calmamente às compras.

Mas o miúdo quis ir ao "parquinho" (parque). Enquanto a mãe foi às compras para o bebé, eu empurrava o carro até ao parquinho, uns minutos de brincadeira, voltou ao carro, fomos dar uma volta pelo centro.

Uma ideia de marketing muito interessante, que  não é caro, não tem limite de tempo e a criança gosta. Fica mais caro aquela coisa do noddy em que se  paga 1 euro e dois minutos depois pára e a criança insatisfeita, quer mais.

 

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

As "minhas" crianças

por Maria Araújo, em 01.06.15

quando eram crianças.

Sem Título.png

 

e os filhos de duas sobrinhas, os meus sobrinhos netos.

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)

O kit

por Maria Araújo, em 21.04.15

 

Sábado passado, fui jantar com uma amiga. Desde outubro do ano passado que não jantávamos juntas. Tomavamos café, esporadicamente, ou falavamos por telefone.

As poucas amigas de coração que tem, sou uma das que ela gosta de conversar, de desabafar, de ouvir opiniões.

Combinámos ir a pé, estacionou o carro em frente à minha porta, foi buscar a mala que estava no banco de trás.

De repente, comentou: "Vou mostrar-te uma coisa que tenho aqui. Mas não te rias. Vais achar ridículo, mas tinha de fazer alguma coisa."

Com o braço tapava uma embalagem de algo que não consegui ver o que era.

E repetiu: "Não te rias."

E eu já me ria do que ela dizia.

Disse: "Eu não sei andar de bicicleta e tenho uma na minha garagem. Então, decidi que, sozinha, vou aprender a andar no jardim da minha casa e para não fazer má figura comprei este kit estabilizador e..."

E eu desatei a rir. Ela também.

Mas o pior é que tenho de admitir que eu também não sei andar de bicicleta.

Em criança, os meus pais não me deram bicicleta. Quando os meus irmãos mais novos a tiveram,  era eu adolescente, tentei uma vez, duas, mas desisti.

Hoje arrependo-me de não ter arriscado.

As minhas outras amigas desafiam-me a aprender com elas. Eu digo que não.

Ontem, o meu irmão mais novo enviou-me um link de uma suposta escola no Porto onde ensinam a pedalar.

Lá ninguém me conhece, pensei arriscar. Enviei uma mensagem, aguardo resposta.

Sendo o horário e o preço viáveis, quem sabe daqui a um ano entro na volta a Portugal em bicicleta...para mulheres.

 

 

 

 

Início

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor


desafio dos pássaros



o meu instagram


1º desafio de leitura - 2015 2º desafio de leitura - 2017 3º desafio de leitura - 2019

desafio




Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


Encontros - eu fui

IMG_2230 (2).JPG MARCADOR