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tu não existes!

por Maria Araújo, em 16.03.18

ou " quem me dera ter uma irmã como tu", eram, e são,  as palavras das minhas amigas e das colegas de trabalho. E porquê? 

Porque muitas vezes sacrifico a minha vida, as minhas vontades, os meus planos, ajudando os outros ( já fui muito mais altruísta).

Contrariamente ao normal neste cantinho, este post vai ser longo, vou contar a história que foi o dia de ontem, na partida para o Porto.

A Sofia é um dos elementos da TUNAFE  que vai em digressão pela Suíça, Aústria e Alemanha, parte hoje ( com este tempo ruim) de autocarro ao final do dia (liguei-lhe há minutos estão prestes a embarcar).

Terça-feira, a mãe teve alta da cirurgia que fez às varizes ( devia ter ficado a descansar pelo menos dois dias, opinião minha) voltou ao trabalho na quarta-feira, a Sofia pediu-lhe que fosse jantar com ela ao Porto e levasse umas coisas que precisava para a viagem.

Ora tendo a mãe de conduzir cerca de 150km, desaconselhei-a a fazê-lo, disse à Sofia que eu ia ao Porto, de comboio, almoçávamos juntas, aproveitaria para ir ao Museu Soares dos Reis ver a Exposição de Almada Negreiros, caso o tempo não agravasse.

Ora na quarta-feira era impossível sair de casa, deixei para quinta-feira.

Ontem, com chuveiros de quando em vez, tinha de ir, comprometi-me, não a queria desiludir, cheguei à estação por voltas das 11h10, os dois  habituais guichets  abertos, o dos comboios urbanos estava fechado, fui para uma das filas  e...cerca de 20 minutos depois, os passageiros que compravam bilhetes nos dois guichets eram os mesmos quando lá cheguei. As  duas filas aumentavam, ninguém despachava quem viajava para o comboio que partia para o Porto às 11h34m.

À minha frente, uma senhora dizia que estava ali há 30 minutos. Os dois homens que eram atendidos olhavam para trás, perceberam que estavamos desesperadas para comprar o nosso bilhete, mas era a sua vez, o funcionário explicava a viagem que eles queriam fazer, Alto Douro, pelo que entendemos, até que saí da fila e perguntei ao funcionário se era possível chamar um colega que abrisse outro guichet e despachasse as pessoas que queriam seguir viagem para o Porto. 

Resposta pronta, foi simplesmente. "não!"

Voltei para o meu lugar, as pessoas atrás de mim reclamavam, até que me lembrei das máquinas.

Sou sincera, nunca carreguei o cartão ou comprei bilhete nas máquinas. Sempre resolvi a compra ao balcão. Não queria, de modo algum, esperar 1 hora pelo próximo comboio, combinara a hora com a Sofia, faltavam três minutos para o comboio partir, dirigi-me à máquina, mas... Onde diabo  ponho o cartão?!  Via tudo, menos a ranhura do cartão de viagem.

De repente, vejo passar uma jovem, que tinha acabado de carregar o cartão, e peço-lhe ajuda.

Ela diz que não pode ajudar-me porque tem de apanhar o comboio.

Uns segundos depois, volta atrás, diz-me onde devo pôr o cartão, e a partir daí , agradeci já não precisava de mais nada, sabia fazer o resto das operações.

Cartão carregado, vem a senhora que estava à minha frente na fila e pede-me que carregue o seu ... Quando quer meter a nota de 20 euros para fazer o pagamento, a operação estava indisponível.

Aflita porque tinha de trocar o dinheiro, não tinha moedas, precisava de ir naquele comboio, digo-lhe que eu pago a viagem, ela sai da minha beira, tenta ir ao balcão, volta, entretanto, levo a mão à minha carteira, tiro as moedas e paguei ( metade do valor por  ser pensionista reformada e com  + de 65 anos).

Validamos os cartões, entramos no comboio, aliviadas, a falar sobre o assunto fila CP, a lentidão no atendimento ao público ( já passei por várias situações destas, não tão demoradas, e por isso é que eu gosto de ir a tempo, caso aconteça algo inesperado), sentou-se ao meu lado, queria chegar a Campanhã para trocar o dinheiro e pagar-me  a dívida. Disse-lhe que saía em São Bento, perguntou-me com poderia fazer para me pagar, se lhe dava o meu NIB.

Não respondi, pensava para mim mesma que se ficasse sem o dinheiro pelo menos tinha desenrascado alguém, o que ninguém faz, comentava para mim mesma, até que me lembrei que nunca apanhara o Metro em São Bento sempre o apanhara em Campanhã. E comuniquei-lhe que de facto fizera confusão, que saía na mesma estação.

Quando chegamos, pede-me que espere um pouco. De tão rápida que foi, não teria passado um minuto, está ela à minha frente com o dinheiro da viagem que o entregou e agradeceu-me o gesto, despediu-se e foi embora.

Se as minhas amigas e/ou colegas estivessem comigo, diriam " tu não existes!".

Entretanto, ainda no comboio, dá-se algo insólito.

Vira na fila um jovem negro que ora ocupava a fila onde eu estava, ora ocupava a do lado. Todos nós queríamos seguir viagem, e com o meu desenrasque na compra do bilhete na caixa automática, nunca mais me lembrei de nada, até que  no comboio, quando o revisor se aproxima dele, que estava sentado mais à frente, percebemos que não tinha bilhete.

Pela conversa do revisor, que foi de uma educação de se tirar o chapéu, percebemos que, como nós, o jovem  teria tentado comprar o bilhete mas já em cima da hora para partir, teria questionado o funcionário que ter-lhe-ia dito que podia comprar no comboio, que explicasse o que se passara na bilheteira...Só que havia um problema: o jovem não tinha dinheiro, queria pagar com cartão multibanco.

O revisor tentava explicar que não tinha máquina multibanco, o que é que iria fazer perante isto. O jovem insistia que ao balcão lhe disseram que falasse com ele e que teria o bilhete.

O revisor ligou para a bilheteira. Os comentários que se ouviam era que o jovem não tinha dinheiro, que houve um mal entendido, que ia, então, resolver a situação.

Depois de desligar, explica ao jovem que o funcionário confirmou que podia comprar o bilhete no comboio, mas que ele não dissera que não tinha dinheiro, que pagaria com o cartão.

E eu a pensar entrar em acção. Convidar" a senhora a meu lado, a quem eu desenrasquei num momento de aflição, a pagarmos a viagem do jovem, ela não precisava de me pagar a dívida. Mas desisiti. Pensei assumir sozinha, ao memso tempo que reflecti que não seria a primeira vez que o jovem viajava nos comboios urbanos e saberia que o bilhete não se compra no comboio, inclusive pagar com o cartão multibanco.

Desfeito o equívoco, numa das pequenas folhas de pagamento de bilhetes, o revisor regista os dados do jovem, o seu nome como fiador do bilhete, pergunta-lhe quando volta a viajar no comboio, diz que tem x dias para ir à bilheteira em Campanhã e pagar o bilhete, caso não resolva a situação, ele,  e como funcionário da CP terá de fazer uma participação.

Comentei com a minha companheira do lado que estas situações nas filas de espera  só causam transtornos a todos.

Ter-se-ia evitado constrangimentos se o guichet de comboios urbanos fosse aberto apenas naquele momento e depachasse os utentes que pagam os bilhetes, sujeitos a estas situações que deixam envergonhados qualquer pessoa, como fiquei quando uma altura, numa viagem que fiz também para o Porto, não sabia que tinha de validar o bilhete, entrei no comboio e quando o revisor me perguntou porque não validei o bilhete, fiquei com cara de parva a olhar para ele.

Safei-me de uma multa porque expliquei que desconhecia essas novas regras, que raramente usava o comboio urbano, e só  depois de mostrar o talão de pagamento da viagem ( que devemos ter sempre connosco, assim como os de Metro) e ele ter confirmado que tinha adquirido o bilhete uns minutos antes, aceditou em mim e validou o blihete, porque se não tivesse retirado da máquina a prova de pagamento,  a coisa ia correr mal para mim.

 

pagaqui-p.jpg

 

 

 

 

 

 

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troquei o bilhete de comboio

por Maria Araújo, em 04.04.17

Desde o dia do descarrilamento do comboio em Pampilhosa da Serra que esperava o desenrolar das notícias para saber como estava a obra na linha.

Esperei até ontem à noite. 
Segundo elas,  a circulação faz-se numa linha, mas com demora. E os comboios circulam com atraso.

Hoje de manhã, fui ao site da CP ver se havia alguma informação sobre a circulação na linha do norte.

Era a mesma que ouvira nas notícias.

Liguei para o Serviço de Apoio ao Cliente. Após  várias indicações da voz e daquilo que já estamos fartos de ouvir, que só nos lixam a carteira, quando ela, a voz,  diz que o tempo de espera é de 0h 0' 0 '', contente por que ia ser atendida, eis que o som de uma música era o que ouvia.

Mesmo assim, decidi esperar. Não esperei nem 1, nem 2 , nem 3 minutos. Esperei 5, e ninguém atendeu. Desliguei.

Acontece que comprei o bilhete para as 18h06, com chegada às 21h30 a Lisboa.

Levo uma mala que vai dentro de dias para o Rio de Janeiro. A minha sobrinha esperava-me em Santa Apolónia, a estação mais perto de casa.

Havendo atraso no comboio, que pode ser curto mas também pode ser longo, não quero obrigá-la a esperar-me sabe-se lá por quanto tempo.

E fui à CP de Braga.

"Ah e tal, a circulação está resposta, não há atraso, confie em mim e não na internet."

Quando lhe disse que vira no site da CP, mudou o discurso. Mas insistia que o tempo de espera para mudar de linha seriam 10 minutos.

E eu insistia que não queria correr o risco de chegar tarde a Lisboa, queria alterar a hora da viagem.

"Ah, mas só podemos alterar uma das viagens, até porque teve desconto. E vai pagar mais. Olhe, porque não vai no Intercidades?"

Estava fora de questão viajar no Intercidades pagasse o que tivesse a pagar a minha viagem tem de ser no Alfa.

Lá fizeram o que eu pedi. Mantinha-se a hora e o desconto no regresso, na ida pagaria mais 4,50 euros.

Quanto ao regresso, demore o tempo que demorar, não me faz diferença. Vou deixar o carro no parque, não preciso de ninguém que me vá buscar à estação.

Preveni-me, e ainda bem que o fiz. É que as notícias são estas: 

 

"Num comunicado, a CP alertou ainda que “a circulação numa só via provocará atrasos na oferta de longo curso e regional”.

 

 

 

 

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A CP e a informação

por Maria Araújo, em 23.06.15

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rádipa ao meu e-mail de ontem, sem ter elucidado o que pretendia, isto é enviaram os preços, não confirmaram se era com desconto e/ou qual o valor deste.

Antes de enviar o e-mail, fui à página verificar os horários e o preço das viagens mas a realidade é que os que me enviaram não correspondem aos preços da página da web e fiquei sem saber se os mesmos já têm desconto ou não.

Exemplificando: um bilhete só ida de Braga a Aveiro, em classe turística no comboio IC custa (na página da CP)14,20 e no Alfa Pendular 19,20.

Se comprar bilhete de ida e volta fica mais barato. Quando pedi os preços da viagem Braga - Aveiro, foi para o IC, e

de Aveiro- Braga, para o Alfa. Os preços que me deram foram só para o IC:

 

 Re: [Informação] - Intercidades - Horários e/ou Preços


 Informamos que para o percuso pretendido tem os seguintes valores:

 - passageiro adulto = €37 em classe conforto/1ªclasse e €30.50 em classe turistica/2ª classe.

 - passageiro jovem (até 25 anos) = €31 em classe conforto/1ªclasse e €25.50 emclasse turistica/2ª classe.

Informamos que ainda se encontra no prazo para ter acesso á promoção por compra antecipada, solicitamos que verfique no momento da compra se o comboio escolhido ainda dispõe de bilhetes promocionais.

 

Comprando bilhete de ida e volta fica mais barato alguns cêntimos, pelo que, se fizermos as contas, somando duas vezes o valor de 14,20, é diferente que o indicado no e-mail.

Sinceramente, não entendi os valores fornecidos e,como havia pensado,nos urbanos o bilhete de ida e volta fica por 11, 40 para cada uma.

A viagem neste comboio demora mais tempo, como é óbvio, mas há comboios de hora em hora e o tempo  máximo de espera entre sair de um comboio e entrar noutro é de 10 minutos.

Está decidido, vamos no urbano.

 

 

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CP

por Maria Araújo, em 22.06.15

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Na próxima segunda-feira, eu e a Sofia vamos a Aveiro.

Não marquei as viagens pois não sabemos se vamos no comboio Intercidades e regressamos no Alfa, ou se vamos nos comboios urbanos.

Estava a fazer uma pesquisa no site da CP e depois de várias tentativas para ver os preços, lembrei-me que fazem descontos se comprar os bilhetes com alguns dias de antecedência.

Mas na página nada é esclarecedor.

Decidida a pedir alguns esclarecimentos por telefone, reparei que não há números de distrito, mas o 707...

Detesto ligar estes números pois como todos sabemos, ouve-se um gravador que desembucha uma série de informações e aconselha a marcar na tecla de telefone "x, ou y, ou z", aquela treta do costume e que me chateia.

Depois, tinha o contacto por chat, mas acho que não ia ter a informação pretendida, pensei " que se dane, vou ligar!"

Ouve-se a voz no gravador  dizer que a conversa vai ser gravada e tal,e a seguir o costume: para tal, tecla tal...

Por sorte, a que eu queria era informação, cliquei na tecla 1, não perdi tempo, mas escuto a voz do gravador que para mais informações podia contactar via e-mail (mais uma vez a treta repete-se) e...imediatamente, desliguei.Não ando aqui a sustentar "linhas telefónicas" e o raios que os partam a todos.

E tratei de enviar um e-mail.

Há minutos, entrei no meu e-mail e da CP tinha a informação de que o meu assunto " se encontra em análise para informação posterior" .Abaixo tem isto:

 

"A CP - COMBOIOS DE PORTUGAL, tem um serviço de atendimento telefónico Contact Center - 707 210 220 - especialmente criado para prestar informação de forma rápida e segura, sobre todos os seus serviços, condições, horários e preços. (0,10 €/min - rede fixa | 0,25 €/min - rede móvel + IVA). "

 

Então ligo e falam do e-mail, envio e-mail e falam disto! Vá-se lá entender!

Se amanhã não tiver a resposta, dou um salto à CP local e trato do assunto.

 

 

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6 ? ou 4 revisores?

por Maria Araújo, em 15.04.13

Hoje, manhã cedo, fui ao Porto.  

Nunca vi nas muitas viagens que fiz ao Porto, seis revisores: quatro,  vi entrarem no comboio, um deles uma mulher. 

Até Famalicão, dois deles (atrapalhavam-se um ao outro) verificavam os bilhetes naquele espaço de carruagem onde me sentava.

Depois da Famalicão, quando o movimento de entrada de passageiros era menor, junto à porta e em frente ao meu lugar, quatro revisores conversavam, cada um com a sua máquina de verificação de bilhetes ( a mulher não a vi mais), metiam a cabeça fora da porta do comboio, confiscando se algum passageiro entrava, sempre que este parava.

E comentei para o meu decote: " Quatro revisores? Este país é mesmo uma anedota."

Na viagem de regresso a Braga, a hora era de menor movimento, apenas vi um revisor.

Pergunto:"Há necessidade de a CP manter tantos revisores nestes comboios? Será que dois não são suficientes?

Cheguei a pensar que dois deles poderiam sair em Famalicão ou Ermesinde, o que  não se verificou. Fizeram a viagem até ao Porto.

A crise não chegou à CP?! Ou chega quando lhes convém?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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