Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cantinho da casa

cantinho da casa

há anos que não o cozinhava

a minha mãe costumava fazer ensopado de costeletas de borrego à Alentejana.

Quando ela facleceu,  fiz os possíveis ( aprendi com ela ) por fazer os pratos que ela muito bem cozinhava.

À medida que os irmãos saíam de casa, fui deixando, também, de fazer os pratos mais elaborados, até porque trabalhava fora da cidade, almoçava fora de casa ( na altura ainda não havia a moda da marmita), tornei-me mais prática na cozinha, excepto quando os sobrinhos , que andavam na escola perto de casa, e almoçavam comigo, cozinhava o que eles mais gostavam.

Por vezes, não me apetece estar com muito trabalho na cozinha, faço pratos simples, alguns vegan, faço o que na hora me apetece.

Mas eu estou magra, não gosto de me ver com o peso dos meus 20tes ( nessa altura queria ser elegante,e sempre fui), e comendo melhor ao almoço que ao jantar ( sopa e uma refeição mais ligeira e em menos quantidade), tomei a decisão de fazer o que gosto, e à portuguesa.

Hoje, passei no talho e vi umas costeletas de borrego olharem para mim.

E lembrei-me do ensopado de borrego.

Peguei no famoso livro " Doze Meses de Cozinha" que aqui em casa deve ter cerca de 40 anos, e fui ver a receita.

O único senão deste prato, mas que adoro, é o pão.

E a verdade é que comi as quatro costelestas ( são pequenas, têm pouca carne)  e dois pães em fatias naquele molho, ai Jesus!

Estava tão bom!

IMG_20200121_134426 (2).jpg

 

Estou como o Trip, enfardei tudo.

Também decidi que quando janto fora com a minha amiga M, se decidirmos comer pizza ou hambúrguer,  que ela muito gosta, alinho com ela.

Já a francesinha, não!

Preciso encher este body com pelo menos 3kg.

E dizem as médicas que eu falo de contente.

 

os restos do Natal

De regresso à rotina do ginásio, cheguei tarde a casa, tinha descongelado bacalhau cozido que sobrou do Natal,  lembrei-me de fazer o que não faço há anos: pataniscas de bacalhau.

O arroz, poderia ser de feijão ou  grelos ( que cozo em casa e congelo) mas optei de tomate, que congelo quando estão muito maduros.

Só de pensar nas pataniscas, que em tempos nem apreciava, de todo, a fome apertava, era hora de cozinhar .

Como congelo cebola picada, tenho salsa no frigorífico, os ovos, os últimos que comprei para o Natal, eram óptimos, preparei  esta refeição simples, e bem à portuguesa, e adoro a nossa gastronomia, consolei-me.

Há mais bacalhau cozido na arca frigorífica. Na próxima será outro prato de restos do Natal,  que poderá ser o bacalhau à Gomes de Sá ( a minha mãe cozinhava-o muito bem) ou com natas, ou passado por ovo e frito ( embora os evite) e  que eu adoro, também.

IMG_20190109_140049-COLLAGE.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

agitação

Ontem, a Kat voltou para cima do armário e deixou-se ficar.

Tentei tirá-la de lá. Teimosa, como todos os felinos que não gostam de fazer o que lhe mandamos, não saía.
Peguei numa cadeira, no cesto onde ela dorme durante o dia, mas as minhas tácticas não funcionaram.

Enquanto passava a ferro, de quando em vez, ouvia-a miar. Mas não fui atendê-la.

Por volta da meia noite e meia, desliguei o ferro, tomei o chá, ia tratar de mim antes de me deitar.

Fiz várias tentativas de a tirar de cima do armário mas ela retraía-se.

Por volta da 1 hora fui deitar-me.  Não conseguia adormecer sabendo-a no cimo do armário, poderia miar durante a noite e teria de a " resgatar".

Não estava tranqulia, levantei-me por volta da 1:20h, voltei à cozinha.

E lá estava ela super tranquila. Não saltava, não se mexia para vir para o chão.

Com a certeza de que não conseguiria adormecer sem a tirar de lá, lembrei-me de pegar no saco da ração.

E era vê-la a mexer-se de um lado para o outro do armário. 

De repente, saltou para cima do frigorífico, que está a uma distância razoável e mais baixo. E aqui ficou com medo de saltar. 

Não sei o que lhe deu.  Como o prazer de ter uns grãos de ração e comê-los era demais, acabou por saltar para cima da coluna do aparelho de rádio que tenho na marquise. Mais uma vez,  miou ou com medo de saltar para o chão. E está farta de fazer estas manobras.

Mas gulosa que é por comida, saltou.

Eu fui para a cama mais tranquila.

Mas não consegui adormecer, mexia-me demais na cama.

Veio-me à mente que com os meus malabarismos para a tirar de cima do armário, não tomara o meio comprimido indutor do sono (tomo há muitos anos). Mas a preguiça de voltar a sair da cama era grande e como quase tinha a certeza de que o tomara, não saí.

Acabei por adormecer, mas tarde.

Às 7 horas, em ponto, estava ela a acordar-me para lhe dar a ração.

Voltei para a cama, acordei com o despertador. Tinha duas aulas no ginásio. Sentia-me um pouco cansada mas não gosto de faltar ao ginásio quando marco as aulas,

Há pouco, olhei para a mesa da cozinha e vejo o meio comprimido.

Afinal não o tomara. A agitação foi minha.
E tudo por causa da gata.

IMG_20161129_152814.jpg

 

 

 

 

 

são muitas, mas muitas as vezes

que a minha gata me desespera quando a procuro e não a encontro.

Então, vamos fazer este teste. 

Primeiro, apresento-vos o Pedro.

pedro-o-gato1.jpg

 O Pedro escondeu-se na cozinha e os donos não o encontravam.

Onde estará o Pedro?

pedro-o-gato.jpg

 

Não o encontrou, pois não?

Eu também procurei, procurei, mas não o encontrei. E não tive outro remédio senão procurar uma pista  aqui.

Já o encontrou?

Gatos são mesmo assim. Procuram os cantinhos mais escondidos da casa. 

Leia o artigo completo, aqui.

 

 

 

o Ratatouille

A Sofia, a minha sobrinha e (a)filha(da), tem 17 anos, anda cá por casa desde bebé.

Ia buscá-la ao infantário, ficava por aqui até à hora de a mãe vir buscá-la.

Depois veio escola e até ao 6º ano ia buscá-la ao almoço e/ou ao fim da tarde. A partir do 7º ano não precisava nem queria que a fosse buscar. Almoçava comigo, voltava à escola se tivesse aulas de tarde, ou ia para casa.

Agora no 12º ano, almoça comigo três vezes por semana.

Raramente cozinha, mas vai ajudando a mãe quando é necessário, por vezes arrisca fazer alguma coisa simples (fico assustada quando tem de ligar o forno, mas já aprendeu).

O irmão estudou no Porto, por lá ficou a trabalhar, dedicou-se à cozinha e é um bom cozinheiro.

Hoje, pela hora do almoço, entrei no FB e vi uma fotografia de um prato que fez para o jantar de ontem.

Quando ela chegou para almoçar, perguntei-lhe o que tinha feito para jantar que tanto surpreendeu a mãe.

-Ratatouille- respondeu-me - e fui eu que fiz o molho de tomate, não usei nada de concentrados.

Pelo que me parece,  a minha família tem queda para a cozinha. O mais interessante é que os meus irmãos e sobrinhos aprenderam a cozinhar por si próprios, pois estudarem fora da cidade e detestarem o que comiam nas cantinas, fê-los dedicarem-se à cozinha.

E fico feliz por isso. Jamais pensei que viria a ter irmãos e sobrinhos com bons dotes para cozinhar..

E já disse que uma crise que haja que leve algum deles ao desemprego (espero bem que não, porque estão bem, felizmente) temos família para deitar mãos à obra, abrir um restaurante e mostrar os dotes culinários de cada um.

Eu sou mais para a cozinha portuguesa.

 

Sem Título.png

ss.png