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No maciço da Calcedónia

por Maria Araújo, em 24.03.12

7:00 h levantei-me para preparar a minha mochila, as sandes  de panados de perú, alface e tomate, os sumos e a água, tudo na mochila térmica que me ofereceram no aniversário (muito prática esta).

Não levei agasalhos. Calças, T-shirt, sweat e casaco , em algodão.

O meu grupo foi numa carrinha de 8 lugares. Seguiram-nos de carro, uma  senhora e os dois filhos.

Chegámos a Covide por volta das 9:15h, preparámos a subida.

Um dos meus colegas emprestou-me um casaco de malha polar. Todos estavam mais agasalhados e, à cautela, aceitei. Atei-o à cinta. Mas não foi necessário. 100 metros andados, já transpirava.

Garrafa de água e a máquina fotográfica na mão  esquerda, bastão na direita a subida foi dura.Sempre que aparecia uma pedra mais alta, alguém que fosse mais à frente, agarrava-me a mão para que eu subisse com mais facilidade.

Os batimentos cardíacos estavam mais acelerados, respirava fundo e ora mais à frente, ora mais atrás(quando parava por momentos para tirar fotografias), concentrava-me na caminhada e naquilo que para mim era um desafio.

Devo dizer que em Covide, juntou-se ao grupo um "grande" guia: um cão. Pequeno, rafeiro (tinha coleira), dócil, foi caminhando, quase sempre, à frente ou junto ao grupo.

Pensámos que seria por um alguns minutos, mas não. O fiel amigo fez todo o percurso connosco.

Chegámos à fenda. Não estava nos planos entrar e subi-la.  Eu e as outras 2 mulheres do meu grupo não queríamos. Os homens estavam decididos, a senhora e os dois filhos também.

Fizemos o cálculo do tempo que demorariam a subi-la e encontrarem-se com os que ficavam. Seria cerca de 1 hora , tempo demais para quem esperava. A temperatura do corpo baixava e não era conveniente pararmos tanto tempo. Além disso, alguns dos elementos do grupo tinham compromissos de tarde, o que atrasaria o regresso.

Desisitiram os aventureiros. Ficou combinado entre eles a subida da fenda numa outra altura.

Uns metros mais à frente, sentámo-nos a comer o nosso farnel. Hummmm! Que bem que soube!

Um dos colegas levou um termos com café (um homem da terra do café, previne-se).

O nosso fiel guia, sentado junto a uma das colegas, teve direito a um pedacito de panado.

Depois do descanso e do abastecimento, preparámos a descida.

Oh! Se a subida custou pelo esforço, a descida custou pelo cuidado em não escorregar (escorreguei 3 vezes, nada de ter magoado, mas a 1ª umas silva espetaram-se na mão esquerda. Ninguém me viu sentada a tirar os picos , um a um. E ria-me ). Levantava-me e seguia caminho.

Cruzámo-nos com um pequeno grupo de escuteiros do Gerês que subiam o maciço. Segundo o meu colega, era mais difícil subir por aquele  trilho.

O equílibrio e as dores nas pernas estavam a dar sinal. O colega que organizou o passeio, de vez em quando olhava para trás e dizia: "põe o bastão à tua frente. Ele pode contigo. Depois avanças".

Chegámos ao final do trilho. Um pequeno curso de água fresca regalava os nossos olhos. Ouviam-se já os pássaros.

Olhámos para trás.  "Havíamos descido tudo aquilo?", perguntava a mim mesma.

Cerca de 820 metros foram subidos/descidos, porque não entramos na fenda, caso contrário seriam mais...

E o nosso fiel amigo chegou ao seu destino.

Entrámos na carrinha e uns metros mais à frente pararíamos para beber umas minis.

Convencidos que o cachorro ficava no lugar onde havíamos deixado a carrinha, não, estrada fora, veio atrás de nós.

E ficou lá na entrada do café. Penso que era lá a sua casa.

Depois desta experiência pergunto: "e a minha coluna?"

A resposta está na voz do meu colega: "ela vai agradecer-te deste passeio saudável."

Com uma máquina vulgar, algumas das 150 fotos que tirei.

Mais aqui.

 

 

 

 

 no caminho para a subida

 

 

 

 

vista do granito

 

 

 

 os que vinham atrás

 

 

 

 a entrada da fenda (de longe)

 

 

 

entramos? não entramos?

 

 

 

 o nosso fiel guia

 

 

 

descanso do  fiel guia, e o homem do café e da laranja(lol)

 

 

 

Portugal em destaque

 

 

 

 

vista de Covide

 

 

 

 a descida

 

 

 

 água fresquinha

 

 

 

tronco em forma de mulher

 

 

 

 a chegada

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