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cantinho da casa

cantinho da casa

uma árvore

Apesar do vento fresco, o sol convida a sair à rua.

De manhã, fui à feira semanal.

Vi um conjunto de fitness, Kenzo, os tamanhos eram grandes, o feirante disse-me que na próxima semana traz o tamanho mais pequeno para mim.

Fiquei com o número de telefone para ele para mandar fotos de t-shirts, que raramente  consegue ter para adultos, e que eu possa gostar.

Fui a outras tendas habituais, não tinha nada de novo que me levasse a comprar.

Depois do almoço, decidi ir ao cemitério, a pé.

Sempre pelo sol, a meio do caminho reparei no portão do Seminário. 

Passo por lá imensas vezes e sempre o vi fechado.

Hoje, estava aberto.

E parei.

Uma pequena árvore captou a minha atenção.

A propriedade é privada, pensei que não ia fazer nada demais, não resisti a pegar no telemóvel e tirar uma fotografia.

Só dei um passo.

É, com certeza um portão automático, o meu receio era que, de repente, fechasse.

Não imagino que árvore ou arbusto será, mas que tem uma cor linda, tem.

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E segui o meu caminho.

 

 

 

O Jardim do Palacete

Depois do  post "Dizem que é a Casa Mais Bonita do Porto", chegou a vez de escrever sobre os Jardins do Palacete.

Como referi, cheguei mais cedo para a visita, aconselharam-me a dar um passeio pelos jardins, nas traseiras da Casa e sobre o Rio Douro.

A Fonte das Três Graças é o primeiro elemento que chama a atenção do visitante.

Não sabia qual o significado desta, procurei, e encontrei aqui esta descrição: 

"Tem nos seus jardins sobre o Douro um chafariz que diz bem com a patine do edifício: é a Fonte das Três Graças, representando em ferro forjado três mulheres de mãos dadas de perfil jovem e delicado, e suportando uma taça com um anjo que segura um peixe. O imaginário marinho, com ornamentação de peixes e plantas, é uma espécie de serenata a cantar os sons e as cores da natureza."

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Descidas as escadas que dão acesso ao Jardim, a cor verde das trepadeiras e o relvado dos caminhos

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a cor lilás das glícinias.

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  pelos passadiços a vista da cidade desta cidade, na outra margem Gaia, e a cor cinza do Rio Douro.

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Acabada a visita, a descoberta  do Miradouro da Victória,será para um próximo post.

 

 

 

coisas da internet

A semana passada fui ao Porto a uma consulta.

Depois desta, e antes de vir para o comboio,  passei na Zara do Centro Comercial Bom Sucesso.

Vi uns jeans castanho que gostei, mas não havia o meu número.

No dia seguinte, passei na Zara aqui da cidade, não havia nada em castanho. Pelo que parece nem todas as lojas têm os mesmos produtos e eu sempre me convenci que no caso desta marca, sim.

Em casa, fui ao site da loja e vendo a cor daquilo que pensava ser o que queria,  mandei vir. E esta estava em promoção.

Na segunda-feira tinha a mensagem para as levantar na Loja do Braga Parque.

Esta loja está completamente remodelada, pensando eu que tinha de me dirigir ao balcão, reparei num letreiro que indicava a máquina de levantamento de encomendas, aproximei-me, fui ao meu telemóvel ler o código, e no visor escrevi os números, lá vem a minha encomenda, que peguei e saí da loja.

Pensei no quanto se poupa em serviços sendo o cliente a fazer a operação.

Quando cheguei a casa, as calças não eram a cor que eu escolhera. Para mim são cinzentas.

Vesti-as, estavam bem, só precisavam de subir a bainha, não ia devolvê-las, afinal comprei-a s11 euros mais baratas, e não tenho nenhum par desta cor.

Voltei ao site, procurei de novo o castanho, mas não encontrei.

De repente, lembrei-me de pesquisar em calças castanhas, e lá apareceu como castanho chocolate, as que eu vira na loja do Porto. 

Ontem, fui ao Porto tratar da troca ou devolução do que tinha comprado em Lisboa, e não havendo o artigo, devolveram-me o dinheiro.Tentei encontrar o mesmo modelo noutras marcas, não só eram muito mais caras, mas também não me seduziram .

Passei na secção de roupa e procurei as calças que tinha visto em Lisboa ( não havia o meu número ),  encontrei-as nesta loja. Levei para os provadores três tons do mesmo modelo, uma delas castanho.

E depois de as vestir, trouxe verde tropa.

Hoje, fui buscar à costureira as calças da Zara, procurava o saco, perguntou ela :"são as de tom verde?"

Respondi cinzentas, e comentei:"eu queria em castanho , no site pareceu-me que era a cor, para mim são cinza e a senhora diz que são verdes, e trago um par verde que comprei ontem?".

Tirei  do saco as que comprei, comparei as cores, pouco tinham de parecidas, e lá ficaram para subir a bainha.

Então foi assim, em imagens:

jeans castanho chocolate, Zara

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as que pedi online, caqui, que para mim são cinzentas

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as que comprei no Porto verde

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 a cor é  verde tropa.

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poeira no céu

conforme foi noticiado,aqui, e eu ainda não vi as imagens na televisão porque só a ligo à hora de jantar, de manhã contando com sol, pus a roupa a secar porque me pareceu que não ia chover. O céu nublado, com uma cor diferente do habitual, encobria o sol.

 Saí para ir às compras, a temperatura estava bastante agradável.

Está-se melhor fora de casa do que dentro, se tivermos o aquecimento desligado.

Fui à fisioterapia, e foi quando ouvi falar das areias do deserto e lembrei-me que lera a notícia de manhã, no meu telemóvel.

E tirei algumas fotografias.

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Desafio dos lápis de cor - BRANCO: A COR DA PAZ E DO SONHO

Desafio dos lápis de cor - BRANCO
 

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imagem pinterest

 

um casamento e um baptizado

 

Desde criança que Miguel sabia que o pai que o criou não era o pai biológico.
Sofia contara-lhe a sua história quando ele já estava na adolescência.

Foi um pouco estranho conhecer o pai, agora que ele ia ser pai, também.
Sofia desanuviou o momento convidando-os a brindarem o encontro, com um Porto Vintage.

 

Sofia e Filipe ora estavam em Portugal, ora em Itália. No Verão seguinte, Miguel comunicou-lhes que queria baptizar a filha.

Contou aos pais que encontrara na internet uma Quinta no Douro, que tinha uma capela onde gostaria de celebrar o baptizado, que queria uma cerimónia familiar, que a quinta tinha um espaço exterior muito simpático, que ficara de ir pessoalmente conhecer a quinta, que queria uma festa intimista.
E Filipe e Sofia comunicaram a Miguel que iam casar. Que tinham pensado no Douro, também.
Radiante com a notícia, Miguel sugeriu que casassem no mesmo dia do baptizado da filha, uma ideia que deixou o casal feliz.

Combinaram pai e filho, sem que Sofia soubesse,  ver a quinta, a capela, os detalhes do casamento. Seria uma surpresa.
Sofia não podia casar pela igreja, fariam o baptizado na capela, e a cerimónia civil no espaço exterior da casa.
Tudo devidamente tratado, a cerimónia de casamento em primeiro lugar, para que os noivos assistissem ao baptismo da neta.
Escolheram um serviço de buffet, para que todos estivessem à vontade e se deslocassem dentro do mesmo espaço e vivessem a festa o dia todo. E com música ambiente que Miguel escolhera.
Chegado o dia, quando Sofia viu o espaço ficou supresa. Estava muito bem decorado com hortênsias brancas, as mesas com toalhas brancas e pequenos arranjos de hortências e vivás, o serviço de louça também branco, devidamente adequado às duas cerimónias: casamento e baptizado.
Sofia escolhera um vestido de renda branco sem manga, pelo joelho, uns sapatos bege de salto baixo, um pequeno ramo de rosas num tom neutro.
A menina, com os seus lindos cabelos cacheados e loiros, vestia um vestido de bordado inglês com um laço cor de rosa, uma princesinha.
Tudo parecia estar a acontecer num mundo de fantasia.
E a lua-de-mel de Sofia e Filipe era naquele lugar que muito desejara: a Toscana.

 

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Neste desafio participam,  A 3ª Face, a Marquesa de Marvila,a Ana D , a  Ana de Deus  a Ana Mestre,  a bii yue, Célia, a Charneca Em Flor, a Concha, a Cristina Aveiro, a  Fátima Bento ,a Gorduchita, a Imsilva, o  João Afonso Machado, o José da Xã, a Luísa De Sousa, a Maria, a Miss Lollipop, a Peixe Frito  .

 

 

Desafio dos lápis de cor - castanho escuro # 12

desafio "vamos pintar com palavras?"

o fim

 

Caíram lágrimas de felicidade quando do outro lado ouviu a voz de Filipe que lhe dizia que chegara a Portugal, ansioso por a ver, e por um abraço.
A noite fora agitada, estava ela, também, ansiosa por um abraço. A mente fervilhava. Como iria Filipe reagir à história que tinha para lhe contar? Passaram muitos anos, ele não se lembrava de nada, tinha a certeza... E eram muito jovens.
Combinaram que ele passasse em sua casa, o lugar tranquilo para conversarem.

Se tivesse de chorar, de rir, de gritar de felicidade, era em sua casa que Filipe iria ouvir a sua história...aliás, a histórias dos dois.

 

Quando deixou Veneza, Filipe estava decidido a regressar a Portugal. A reforma estava prestes a chegar, a casa de Milão ficaria para as férias ou para passar um mês, dois, os que lhe apetecesse.
Sofia não lhe saía da cabeça. Queria conquistar esta mulher. Tinha idade para ter juízo, "perdera-o" durante todos aqueles anos em que verdadeiramente nunca se apaixonara por uma mulher. Conquistas muitas, amor de verdade, nunca. Sentia que estava na hora de ter uma companheira, sentira que Sofia era a mulher com quem queria viver os anos que tinha pela frente. Estava feliz por tê-la encontrado.


Fez-se um silêncio entre os dois. Olhando-a nos olhos, Filipe lembrou-se, sim, dessa noite, a noite da última semana académica da sua vida de estudante.
E contou que, depois, vieram os exames. E tinha um emprego em Itália à sua espera. E viajara muito em trabalho, conhecera cidades e lugares lindos. E nunca se apaixonara por uma mulher.


E Sofia contou que casara, divorciara-se uns anos depois. Que tinha um filho que ia ser pai.

Um silêncio caiu naquele canto.

Sofia quebrou-o. Abriu uma gaveta, tirou uma fotografia e passou-a para as mãos dele.
Filipe ficou sem palavras. Olhava para Sofia, olhava para a fotografia.
O jovem da fotografia era a sua cara.
"Sim Filipe, é o teu filho. E vamos ser avós".
Com as lágrimas no olhos, ele abraçou-a.
Ela beijou-o.


Escolhera uma suite de hotel com vista para o mar. Convidara-a para jantar, queria passar a noite com ela. Quem sabe a primeira de muitas noites com ela?

 

Sofia escolheu o vestido vermelho que comprara nos saldos de uma loja de marca, guardara-o para uma festa, uma saída especial. Calçou os sapatos de salto alto,também vermelhos, que pouco usara. Maquilhou-se levemente, passou o batom vermelho. Vestiu o casaco preto comprido.
Estava linda! Sentia-se mais sensual que nunca!

 

Filipe agarrou-lhe a mão esquerda com a sua direita, enquanto que com a outra guiava o carro... Foram assim criando o clima para que, quando chegassem ao hotel, não tivessem muito mais para dizer, mas quase tudo para fazer.


Filipe deu-lhe um presente e pediu que o abrisse. Mas não à sua frente. E que voltasse ao quarto quando estivesse pronta.
Ouviu uma gargalhada do outro lado do quarto.
Quando regressou, Filipe exclamou:"magnífico!"
Sofia trazia no rosto uma máscara veneziana em tons de castanho, bege e preto, cravada de brilhantes...a máscara que ele comprara no dia em que a conheceu.
Amaram-se com paixão, mas também com alegria, brincando um com o outro, aprendendo os gostos e os sabores.
E acabaram por falar. De tudo. De nada. Deles. Da ligação tão especial que os unia: o filho.

 

 

Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio no blogue da Fátima

Acompanha-nos nos blogues de cada uma, ou através da tag "Desafio Caixa de lápis de Cor". Ou então, junta-te a nós ;)

Neste desafio participam,  A 3ª Face, a Marquesa de Marvila,a Ana D , a  Ana de Deus  a Ana Mestre,  a bii yue, Célia, a Charneca Em Flor, a Concha, a Cristina Aveiro, a  Fátima Bento ,a Gorduchita, a Imsilva, o  João Afonso Machado, o José da Xã, a Luísa De Sousa, a Maria, a Miss Lollipop, a Peixe Frito  .

 

 

 

Desafio dos lápis de cor - vermelho # 11

desafio "vamos pintar com palavras?"

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imagem pinterest

 

a poltrona de veludo

 

De regresso a casa, Sofia teve uma feliz notícia do filho: ia ser avó.
Nunca lhe perguntara se queria ter filhos, ele gostava de viajar para lugares inimagináveis para ela. Mas que gostava de ter netos, gostava. E de repente, a novidade! Sentia-se muito feliz! E ele sabia que podia contar com ela para tudo.
Passaram dois meses da sua visita a Veneza, Sofia esperava de Filipe, uma chamada, uma mensagem, que não chegavam. Tinha uma grande paixão pela vida e apesar de muitas adversidades que passou, nunca faltou a coragem para lutar pela vida,pelo filho que tinha para criar.
Conheceu o homem que viria a ser seu marido numa das agências do banco que trabalhava. Não o amava, sentia empatia e carinho por ele. Viveram um casamento feliz nos primeiros dois anos.
Mudara de agência, as vindas tardias para casa ao final do dia eram frequentes, o silêncio dele, as perguntas que lhe fazia, sem ober resposta, aumentavam.
E quando ele lhe disse que queria separar-se, Sofia ficou triste. Sempre fora um bom amigo e companheiro, um bom pai. E estava grata por ele ter aceite o filho dela como se fosse seu. Foi-se embora. E sempre que podia vinha visitar o filho. E quando o filho casou, ele esteve lá, ao lado dela.
Era muito jovem quando conheceu Filipe. João, seu amigo, apresentara-os. Ele olhara para ela, sorrira. Ela, mais tímida, sorrira também. Aqueles olhos castanhos escuros, o cabelo ligeiramente ondulado, a voz doce, encantaram-na. Foi paixão à primeira vista.
Era a noite da semana da queima das fitas, formou-se um grande grupo. Convivia com os colegas durante as aulas, partilhava a casa com mais três colegas, João era um deles. Ela não saía para viver a noite estudantil. A queima  fora a oportunidade de conhecer novas pessoas. Filipe era finalista, ela nem a meio do curso estava.
Uma longa noite de risos, de bebida, de canto, de dança.
E naquela fotografia do grupo, lado a lado, os dois olhavam-se, sorridentes, como se conhecessem há muito tempo, ou como se namorados fossem.
No final da noite, o corpo e a mente ferviam da bebida. Filipe levou-a para casa dele.
Nos dias que se seguiram, viram-se algumas vezes.
Dois meses depois, descobriu que estava grávida.
Os pais receberam a notícia com alguma tristeza,mas deram-lhe o apoio que precisava. Interrompeu os estudos, voltou quando os pais insistiram que acabasse o curso, que cuidavam do filho.
Foi uma grande ajuda, estava-lhes muito grata. E o filho tinha uma grande adoração pelos avós.
Soubera que Filipe saíra do país após acabar o curso. Ela nunca pensou procurá-lo.
No canto da sala, junto à janela, sentada no cadeirão vermelho de veludo, o lugar que decorara para si, o seu refúgio de leitura e da música, com o álbum de fotografias sobre as pernas, Sofia lembrava o passado.
Fechou os olhos. Adormeceu.
De repente, deu um salto.
O telemóvel tocava.

Todas as quartas feiras e durante 12 semanas publicaremos um texto novo inspirado nas cores dos lápis da caixa que dá nome ao desafio no blogue da Fátima

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