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cantinho da casa

cantinho da casa

não faltam casas, não é?

Há cerca de três meses, uma dasminhas sobrinhas  mudou de casa. Fui eu que vi o letreiro na porta, com o contacto, fotografei-o e mandei para ela ligar  ( mal eu sabia que era um apartamento bom para mim) ,mas ela precisava, eu tenho casa.

O apartamento está muito bem localizado, tem todos os serviços perto: talho, supermercado, peixaria, padaria, finanças, correios.

A casa é antiga, mas foi remodelada e aumentaram ( agora na  moda)  três andares, terão estes oito anos.

O aluguer era ligeiramente alto, mas após várias conversas com o intermediário, e para  tentar negociar o valor, foi aceite a proposta dela. Só depois disto fomos ver o apartamento.

Nunca pensáramos que o apartamento fosse tão completo:  uma grande cozinha toda equipada, dois quartos, duas  casas de banho,  uma sala com muito espaço, e com lareira, ar condicionado em toda a casa, e  aquilo que sempre lhe disse ser fundamental na procura eescolha de  casa: ter luz solar. Tem garagem e elevador.

Nada disto tinha no apartamento anterior.

Como já disse, fiquei apaixonada. Veio-me à ideia procurar apartamentos para alugar, mas com elevador.

A minha casa ( T4) não tem elevador, acho que se justifica mudar, até porque andamos para fazer obras no prédio, mas há três inquilinos que  descartam-se, as suas casas são de origem, a minha e do vizinho do andar de cima  tiveram obras, pouco lhes interessa pôr um telhado, substituir o portão de acesso às garagens, mudar a porta da entrada, enfim, reparações que ficam caras,mas que há muito deviam ser feitas( e muito mais há a dizer, mas fico por aqui) eeu cansei disto tudo.

Ora a idade passa, subir escadas não me custa, custa sim quando subo com as compras.

E foi quando pensei tentar vender a minha casa e alugar um apartamento. Não quero ter compromissos de obras, de de condomínio. Mas eu adoro a zona onde vivo.

Fartei-me de ver apartamentos online, Idealista,OLX, e imobiliárias conhecidas.

Tudo muito caro,quer seja para alugar,quer para comprar.

Entretanto,há cerca de um mês encontrei, na minha zona, um andar,com garagem e elevador, que foi renovado e que me pareceu ser o que queria. Mas pelas fotografias a sala parece-me pequena e eu gosto de salas grandes.

Passei lá, fotografei o contacto ( aparece também nas imobiliárias online mas deixa-se mensagem), até que ontem decidi ligar.

A pedido do senhor, marcamos para hoje ao final da tarde.

Oito minutos antes da hora, estava eu à porta do prédio. Entretanto recebi uma chamada, não era ele.

Quando desliguei, tinha uma mensagem escrita a pedir desculpa, mas não podia mostrar o apartamento porque ,cito "...fiquei retido no trabalho e já não consigo estar aí a horas..." se podia ficar para amanhã, à mesma hora.

Eu estava com o meu sobrinho neto, pedi à mãe,em teletrabalho, se podia acabar mais cedo porque tinha este compromisso.

Cheguei a horas e o homem manda-me uma mensagem escrita um minuto depois da hora marcada?

O mínimo que devia ter feito, porque estava " retido de trabalho" era ligar-me pelo menos trinta minutos antes. Pedia desculpa e combinava comigo para amanhã.

Respondi da mesma forma. Enviei uma mensagem a dizer que desistia de ver o apartamento, que tinha interrompido os meus afazeres, que tinha ido de propósito enão era na hora que se avisa o cliente que não pode.

Nova mensagem a lamentar o sucedido, acrescentando que  se eu mudar de ideias e pretender ver o apartamenmto, terá muito gosto em mostrar-mo.Ou se não mudar de ideias, que compreende.

Respondi da mesma forma dizendo que a desculpa não serve de nada , que levo os compromissos a sério, e que se não podia  mostar o apartamento, o mínimo que devia ter feito era ligar-me. Que ainda pensei ligar-lhe, mas achei que devia responder por mensagem, como fez comigo. E acabei com " Não faltam casas, não é?"

E com esta falta de consideração por um possível cliente, este apartamento já foi posto de parte.

 

 

 

 

 

 

 

 

um retrato de família

 

 

da segunda geração (alguns dos irmãos e primos nasceram mais tarde) do lado paterno, conhecida pelos "Onça".

Na fila de baixo, da direita para a esquerda, minha irmã e irmão mais velhos, uma prima e eu (de casaco branco e laço no cabelo); em cima, a criança de touca e camisola às riscas, no colo de meu pai, é o irmão mais novo. Mais tarde viriam mais dois irmãos.

Curiosamente, uma das minha sobrinhas encontrou aqui um registo daquilo que foi o início da empresa ( na altura era uma pequena oficina) da família "Onça", nos finais dos anos 40 início de 50,que passou a ser uma grande empresa quando mudou para os arredores da cidade, empregou muitas famílias (a questão da dignidade, como diz o Papa Francisco, que agora não existe) e onde dediquei, com orgulho, quinze anos da minha vida.

Pensei contar a pequena história do nome "Onça"  e, para isso, conversei com o único tio "Onça" vivo, mas o que conheço da história não coincide com a que me contou.

A empresa existe ainda, fisicamente, mas os empresários e o nome são outros.

 

O símbolo da empresa fundada pelo meu avô, João Carlos Teixeira de Araújo.

 

 

 

( Por e-mail daremos uma resposta ao blogger à pergunta "Alguém confirma?" , que teve a fantástica paciência em recolher e guardar pequenas mas importantes relíquias que nós, família, não temos, e contar o excelente trabalho que as pequenas e médias empresas  familiares de Braga tiveram no desenvolvimento do país, cá dentro e lá fora).

Aqui ficam as relíquias  do início da empresa, nos anos 50, retiradas do blog rodasdeviriato.