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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

no banco

Maria Araújo, 13.08.18

 

 

 

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O "meu" banco teve umas obritas, no ano passado. Provavelmente elas teriam sido nos andares superiores, pois no atendimento pouco se notou, a não ser duas pequenas colunas paralelas em frente ao balcão caixa que, suponho, é para  formar fila para quem vai para este, o que não acontece. Ninguém faz fila aqui.

De um dos lados há um sofá onde me sento à espera que o meu gestor venha ter comigo, como é hábito, quando chega a minha vez. 

Mas se os gestores estão a atender os clientes, não se apercebem de quem entra. Quem chega, deixa-se estar de pé em frente a eles para que sejam vistos.

Não gosto disto. Acho que corta a privacidade no atendimento,  não só para o gestor, mas também para o cliente. 

Quando entro, vejo se ele está, dou o bom-dia e vou sentar-me no sofá à espera da minha vez, mas sempre atenta a quem chega e fica de pé, não vá passar à minha frente.

Na semana passada, fui tratar de uns assuntos, o gestor estava a atender um cliente, viu-me, fui sentar-me no sofá.

Às tantas, pareceu-me que alguém que  acabra de chegar, entrara no gabinete. Na dúvida, não reagi.

Entretanto, saiu, de imediato entra outro senhor. Pronta a agir, o meu gestor veio ter comigo e disse-me que ia atendê-lo por que já estivera lá,  não demorava: "só uns minutos, eu já a atendo". E sempre que ia às fotocopias e passava por mim dizia o mesmo (óbvio que não gostei, por que  muitas foram as vezes que tive de tratar de papeis, voltar, e nunca passei à frente de quem lá estava, esperava pela minha vez).

Fui atendida, pediu-me desculpa, "o senhor teve de tratar de ... estava à sua espera..."

Aceitei o pedidos de desculpas, mas com esta cena esperei meia hora.

Hoje, voltei lá. Estava ocupado, cumprimentei, sentei-me no tal sofá.

Ele passou por mim duas vezes, estava eu com o telemóvel a navegar na net, mas atenta a quem entrava e saía,  ninguém fazia fila ( nem sei o que estão a fazer ali plantadas as tais colunas) quem está sentado não sabe se a pessoa que acabou de entrar vai para ser atendida pelo gestor se vai para o balcão.

De repente, apercebo-me que entrou um senhor que ficou de pé junto à porta.

Guardei o telemóvel, deixei-me estar sentada a observar a cena.

Cerca de dez minutos depois, vejo este sentar-se no gabinete do meu gestor. 

Depressa me levanto, aproximo-me, o gestor vê-me,  faço-lhe sinal e  digo baixinho que eu estava primeiro, ao que ele me diz: " eu já a atendo".

Fiquei danada, para não dizer um palavrão.

Mais dez minutos, vi o homem sair. Fiz de conta que estava a ver o telemóvel, vem o gestor ter comigo.

Pediu desculpa, não sabia que eu estava ali, que não me vira entrar.

Comentei que o cumprimentei quando entrei e que o cliente anterior a este que acabara de atender  também entrara depois de mim;  que compreendo que eles não têm de estar atentos a quem entra, mas os clientes devem ter o bom senso de perguntar a quem está sentado se é a sua vez, exactamente o que faço quando entro em qualquer lugar público sem senha de atendimento e vejo pessoas à minha frente.

 

 

 

 

 

banco(s)

Maria Araújo, 25.11.11

Quis entrar no banco online para efetuar um pagamento. Código bloqueado.

A semana passada, enganei-me a introduzir o código. Uma aviso informava que teria mais duas tentativas.

Não arrisquei, até porque apenas ia consultar a minha conta à ordem.

Há minutos atrás, entro no site e após marcar o código, pede-me o número de contribuinte e de telemóvel, uma vez que o acesso estava bloqueado.

Forneci o número e abre-se uma página onde teria de indicar um novo código. Receberia uma mensagem com um código de acesso a minha conta.

Após receber a mensagem,introduzo os números e um aviso diz que devo aguardar uma chamada, e só depois poderia continuar a operação.

E recebi a chamada.

Algumas perguntas foram feitas, que não respondi corretamente, uma vez que tinha a ver com números/nomes de contas e eu não as tenho aqui registadas frente aos meus olhinhos castanhos nem decorados na minha mente.

Tudo correu muito bem até à confirmação do NIB e da morada.

Quando me convenci de que estava resolvido e poderia entrar na minha conta online, eis que me diz a senhora: "Uma vez que a senhora teve algumas incorreções em confirmar as primeiras perguntas que lhe fiz, não podemos ativar o sistema de acesso online. Terá de se dirigir ao seu banco e ativar de novo os seus códigos."

Fiquei possessa! A senhora não tinha culpa, mas tive que dizer isto: "Então todo este processo agora efetuado foi uma perda de tempo! Confirmo todos os meus dados, falam-me em números de contas que não tenho na minha mente, para me obrigarem a deslocar-me ao banco? Se me bloquearam o acesso online, seria desnecessário tudo isto." E continuei a resmungar com a senhora.

E agora lá terei de ir ao banco, que só pode ser daqui a uma semana, pois não vou faltar ao trabalho para resolver estas questões.

E assim se perde nosso querido tempo.

Fiquei "danada", mas com muita vontade de dizer f***-se!

 

 

 

Conta-me como foi.

Maria Araújo, 31.01.10

 

 

Hoje o  "conta-me como foi"  foi especialmente dedicado à moda.

Margarida estava elegantíssima no seu vestido plissado,  de chiffon, cor cinza, com mangas transparentes.

A passagem de modelos, nessa altura feita "em cima do joelho", com as funcionárias improvisadas para modelos, estavam elegantemente vestidas à anos 60.

Mas o que mais me prendeu a atenção foram os penteados.

Lembro-me de ser miúda, ter de tirar a fotografia para o meu BI, e a minha mãe levou-me ao cabeleireiro para fazer um penteado especial. Eu que tinha um belo cabelo loiro, comprido, senti-me ridiculamente mal e velha com "aquilo" na minha cabeça. Se me tivessem feito uma "banana", penteado elegantérrimo para uma festa, ainda aceitava.

Mas " o que era aquilo?", perguntam-me. Aquilo era um "poio"  feito com o meu próprio cabelo colocado mesmo em cima da cabeça e com a franja que usava na época e uso actualmente. 

Nunca me esquecerei dessa foto, que felizmente não tenho. 

Hoje os penteados dos anos 60 estão de volta, mas não como o que me fizeram para a foto.

São estes, os modelos "banana" com franja, que eu adoro.

Não sei se usaria. Não tenho rosto para isso. Mas que faz uma mulher muito feminina e sedutora, oh, se não faz!

E hoje recordei-os no Conta-me...

 

 

                          

 

Só nós dois é que sabemos...

Maria Araújo, 24.01.10

 

 

 

 

E há pouco sentei-me tranquilamente  a ver o "Conta-me como foi".

Cada episódio que passa faz-me lembrar a minha infância e adolescência.

Hoje ficou-me no ouvido o momento em que o António encontra a namorada do filho e pede-lhe que o deixe em paz.

Mas até aqui tudo bem. Naquele tempo um jovem namorar uma mulher mais velha era de todo impossível e feio.

A música é que me despertou lembranças, não só da minha mãe( nunca se esquece a mãe)que a cantava, mas por que detestava o Tony de Matos. A voz nunca me atraíu.

A canção dizia-me alguma coisa, mas jovem que eu era queria lá saber da letra? Mas cantava-a em tom de gozo.

Hoje escutei-a com atenção e, contrariamente àquilo que pensava, concluí que, de facto "esquece o que vai na rua ...o mundo não nos importa...o nosso mundo começa cá dentro da nossa porta".

Agora entendo a canção...

 

 

Só nós dois é que sabemos
Quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo

Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece que vais na rua
Vem ser minha e eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta

Só nós dois é compreendemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será


Anda, abraça-me... beija-me