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Como  Biles faz para se manter esticada durante o giro?

 

 (Foto: Escola de Educação Física e Esporta (EFFE) da USP/Divulgação)

 

O mortal é um salto em que os dois pés passam por cima da cabeça e voltam à posição original. Ele possui variações. Uma delas, o carpado, entrou para imaginário brasileiro por ser característica da ginasta Daiane do Santos. Nele, a acrobacia é feita com o corpo dobrado em umângulo menor que 90° e as pernas esticadas. Outra, ainda mais difícil, é a estendida, em que o corpo simplesmente não é dobrado.

 

Para quem não entende ( o meu caso) como funcionam as leis da física de Newton aplicados nos saltos dos atletas nos Jogos Olímpicos,  no caso a excelente Simone Biles e a lendária ginasta Nadia Comâneci, aqui fica um texto que explica o que acontece quando o corpo gira sobre si mesmo, assim como um interessante exemplo de como as leis Spears,  forças produtivas e improdutivas que influciam os comportamentos.

 

 

Cantinho da Casa

"Liberdade é uma coisa, permissividade é outra"

por Maria Araújo, em 13.07.15

Quando os filhos pequenos querem controlar os pais, sobretudo quando há uma irmã(o) bebé, fazem de tudo e sabem como chamar a atenção dos seus (pro)genitores.
Tenho verificado este comportamento no meu sobrinho neto em relação aos cuidados que a mãe tem de dar ao bebé, quase sempre na hora do almoço e quando o vai deitar, em que arranja maneira de chamar a sua atenção, falando alto, batendo com o garfo na mesa...

Por mais que a mãe o repreenda e diga que o vai castigar, só quando vê o desespero dela, cala-se. Depois, pede desculpa. Ele sabe quando e como pedir a atenção da mãe.

Um exemplo disto, está no excelente post que a blogger equilibrosa intitulou de "A Geração de Reizinhos".

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"Como quiser, sua alteza!" - foi só o que me faltou dizer pro meu filho no fim de semana passado. Eu não sei explicar exatamente como chegamos neste ponto, mas o fato é que, num estalar de dedos, saquei quem estava no comando. E não era eu. E não era a primeira vez. Desde que meu príncipe, digo, meu filho, nasceu, estou em alerta para fazer minha autoridade e a necessidade evidente de diálogo entre pais e filhos andarem lado a lado. Tudo precisa estar em equilíbrio, isso é fácil entender. Mas não é mole: a qualquer escorregada - e quem não escorrega? -, as proporçōes se desarranjam, e fica difícil saber qual cenário é mais comprometedor.

No sábado, deixamos de fazer uma visita matinal aos avós porque ele queria brincar em casa. Depois, de tarde, deixei de ir numa festa junina encontrar quem eu queria e comer uma canjica quentinha porque ele estava mais interessado em rever "Toy Story". No domingo, antes dos dedos estalarem e eu enxergar o que se passava, já íamos repensando o plano de fazer um lanche fora de casa porque ele não queria. Vossa majestade, 3 anos, não estava com fome.

Existe uma lista de explicaçōes para o fato de nós, bem intencionados pais de agora, estarmos cedendo em grande medida aos caprichos dos nossos filhos. Muito tempo fora de casa - e pouco tempo com eles - talvez seja o principal. Tentamos compensar, como se uma coisa fosse substituir outra. Aqui em casa, porém, acho que pesa muito a chegada do irmão, e o impulso quase orgânico que sentimos de fazer o mais velho se sentir prestigiado, considerando o prestígio natural que um recém-nascido tem. De qualquer forma, pode chamar de culpa. É ela que nos faz expandir os limites do diálogo e deixar o "eu não quero" virar "eu não vou".

O que me preocupa não é a perda da autoridade pela autoridade - não sou mandona, acredito imensamente na construção de uma relação familiar saudável em torno do diálogo, e fico aflita só de ver determinadas relações construídas em torno do autoritarismo vazio. A questão, aqui, é que, considerando a necessidade de proteção e de comando que uma criança tem, vejo claramente: não estamos ajudando em nada quando deixamos que escolham tudo, desde a pasta de dente que vão usar até o lanche da família. Existem escolhas de criança e escolhas de adulto. Me dá imenso prazer vê-los fazer suas escolhas, e isso acontece todos os dias, desde as primeiras semanas de vida. Mas não é razão pra eu deixar de tomar as decisōes que competem a mim. 

Liberdade é uma coisa, permissividade é outra. E é um desafio enorme, no tumulto do dia a dia, diferir as duas. Mas permissividade faz mal, deixa uma conta cara para a família - e a sociedade - pagar e pode até transformar a liberdade em caos.

Cantinho da Casa

Como?!

por Maria Araújo, em 23.02.15

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O chumbo provoca "problemas emocionais"...

 

"A retenção sanciona, penaliza, não se reconhecendo o seu carácter pedagógico", sublinha um relatório deste órgão consultivo do Ministério da Educação, hoje divulgado."Potencia comportamentos indisciplinados, fruto de uma baixa auto-estima e desenquadramento em relação à turma de acolhimento, o que dificulta ainda mais a aprendizagem", adianta o CNE, frisando a "manifesta ineficiência e ineficácia" do chumbo


Quando os pais ensinarem os filhos quais os valores que fazem deste país uma nação valente e imortal, quando houver respeito pelo trabalho dos professores, quando o Estado reconhecer o imensurável trabalho destes, quando não se punir quem provoca o mal estar nas escolas e enquanto as direções meterem a cabeça na areia com receio de retaliações, o comportamento indisciplinado e a baixa auto-estima dos alunos desenquadrados prevalecerá.

A punição sempre existiu, a retenção existe para quem se balda e não quer nada da escola.

Acabar com os chumbos é premiar os alunos baldas e uma penalização para os  alunos trabalhadores, para os assíduos, para os educados, sejam estes médios ou bons alunos.

Nenhum professor chumba por prazer.

Não é justo.

 

Cantinho da Casa

O comportamento da minha gata

por Maria Araújo, em 02.02.15

é exactamente igual a este.

Cobiça tudo o que eu levo à boca, já não sei mais o que fazer, isto é, sei, pego num saco de plástico, agito-o e é  vê-la fugir e esconder-se...Mas uns minutos depois, volta... e eu volto também.

 

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Cantinho da Casa


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