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ao (à) anónimo (a)

por Maria Araújo, em 22.11.16

que deixou um comentário nojento neste sereno cantinho, gostaria de dizer que respeito todas as pessoas que por aqui passam, independentemente da sua orientação sexual.

Não sou lésbisca, gosto muito de rapagões, mas se o fosse, faria o que muito bem entendesse da minha sexualidade.

Quanto a ser ranhosa, também tenho o prazer de lhe dizer que não sou. 

Felizmente, os meus pais deram-me a educação que puderam e souberam, mas fizeram desta pessoa que sou, alguém com princípios e educada.

Penso que o anónimo (a) sabe o que significam os insultos gratuitos que usou. Mas, caso não saiba, e para que entenda que ranhoso (a) foi o/a anónimo (a) que invadiu o meu o cantinho,  deixo aqui o significado.

Quanto ao outro, o/a anónimo (a) deve ser expert no assunto. Nem preciso de dizer mais nada.

 

ra·nho·so |ô|
(ranho + -oso)
adjectivo
 

1. Que tem ranho.

2. [Informal]  Que é de qualidade ou está em mau estado. = RASCA, RELES

 

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

eu nem vou ao futebol

por Maria Araújo, em 09.02.16

mas comento a "paródia" que assisto nos programas televisivos de desporto, a relevância  e os argumentos que cada comentador se agarra para defender o seu clube, mesmo que a razão não esteja do seu lado.

A equipa da minha terra não tem os melhores jogadores, mas tem os que a situação financeira permite. Cá na minha terra há quem seja vermelho de Lisboa, mas a maioria, acredito, é vermelho puro de Braga.

Ontem, nos últimos minutos do jogo com o Estorail, o SCB ganhou por duas bolas.

Não vi o jogo. Tenho o hábito de espreitar na página do Sapo, como está o resultado, mas ontem, talvez porque o jogo fosse às 21 h , não tinha nada na página.

Fui procurando na Liga Nos, estavam em igualdade, a zero, acabei por desligar o pc, não vi como ficou no final.

Nos canais de televisão discutia-se o Benfica e o Sporting, passavam imagens dos jogos, mostravam fotografias dos jogadores, motivo de discussão.

Esqueci o SCB.

Às páginas tantas, quase na hora de dormir, lembrei-me de ver o resultado final, pego no telemóvel e, "boa, ganhamos por 2 bolas a zero!" 

E porquê este post, para qum não entende quase nada de futebol?

Porque na página do FB, Braga Eventos, acabei de ler um artigo que, por uma tirinha de um jornal, pegou no tema e comentou, e bem, na minha opinião, o que se passa no futebol, nos estádios, com os adeptos e, sobretudo,  a relevância que os media dão aos três "grandes" clubes de Portugal.

 

Finalmente um jornal desportivo português tocou na (grande) ferida do Futebol Português.

 

Não se trata se um clube "pequeno" consegue ganhar um campeonato ou não. Aqui, esse problema também existe. No futebol português um campeão tem de ser um dos 3 "grandes".

O que o cartoon retrata é as bancadas dos Estádios.
É um problema que não abrange os estádio de Braga, Guimarães, Coimbra ou Aveiro. É um problema que abrange TODOS os estádios.

Somos livres de fazer as nossas escolhas,é certo. Ninguém pode obrigar nada a ninguém. Mas nós podemos fazer as nossas escolhas!

Se apoiamos a nossa selecção porque REPRESENTA O PAÍS, porque não apoiar o clube da cidade que REPRESENTA A CIDADE?

Se cada um de nós apoiasse o clube da sua cidade, o SL Benfica, Sporting CP e FC Porto continuariam com a mesma média nos estádios.

Já os restantes, em vez de terem médias de 12 000, teriam de 20 000.
Se os mais pequenos têm uma média de 1000, passariam a 5 000 ou mais!

O que isto contribui para o futebol português? Contribui com tudo.
Estádios mais cheios trazem mais alegria aos campos. Aos próprios jogadores. Trazia mais força aos "pequenos" para combater os grandes. Trazia mais vitórias. Mais dinheiro para os "pequenos" para melhores condições. Mais competitividade.

Teríamos mais "Leicester" a lutar pelo título. Mais "novas" finais das competições nacionais. Deixávamos de ter monotonia no campeonato.

Sim, é muito fácil ser-se de um grande.
É fácil a cada mercado receber milhões por um jogador vendido.
É fácil a cada mercado contratar os novos "Ronaldos" e "Messis".
É fácil a cada mercado contratar lendas do futebol.
É fácil ver o futebol no sofá.
É fácil ir para o trabalho no dia a seguir a cantar com a vitória da noite anterior.

Mas não sabem muita coisa. Não sabem o que é realmente o futebol.
Não sabem o que é ir ao estádio de 15 em 15 dias.
Não sabem o que é fazer uma "família" no estádio junto com os "vizinhos" de cadeira.
Não sabem o que é viver as emoções junto de desconhecidos.
Não sabem o que é percorrer quilómetros, apanhar temporais, perder um jogo e mesmo assim chegar à cama e pensar "dever cumprido!".

Sabem, sim, ouvir a conferência de imprensa quando ganham e mudar de canal quando perdem.

É fácil acompanhar a vitória na TV e virar as costas quando perdem. Quando se ganha "Sou do clube X desde pequenino", quando se perde "Eu não ligo muito ao futebol...".

Quem não é de um "pequeno" não sabe o que é vibrar verdadeiramente com todos os golos. Com todas as vitórias.
O orgulho que é ouvir que o nosso clube deu um brilharete numa outra cidade europeia. Que o nosso clube coloca a nossa cidade nos mapas.

Ser-se de um grande é fácil. Difícil é nunca abandonar um clube independentemente dos títulos que tem, dos jogos que ganha, dos jogadores que contrata.

Ser-se de um grande é fácil. Difícil é amar o futebol como os "pequenos" amam.

Quando um "grande" diz "quando ganhei aquele título estava no café com os amigos", o "pequeno" responde "Quando ganhamos, eu estive lá!". Ou então, "Quando perdemos, eu estive lá!".

Independentemente de tudo, NÓS ESTAMOS SEMPRE LÁ!

O SC Braga não é o clube com mais títulos. Não é o clube com os jogadores mais caros. Mas é o clube que enche de orgulho o coração de toda a Legião!

 
Foto de SC Braga - Eventos.

 

Cantinho da Casa

Bingo! A madame do baton vermelho percebeu...

por Maria Araújo, em 30.11.14

 

 

O carro parado e dentro da garagem entre setembro e novembro, ia de de dois em dois dias "aquecer o motor" , e só nessa altura via as pontas de cigarro aqui e aqui comentadas, até que no início de novembro, quando já podia conduzir, aconteceu isto.
Neste mesmo post escrevo isto:

"Na sexta-feira passada, fui à garagem, mais uma vez, para ligar o motor e enquanto este trabalhava, fui varrer umas quantas pontas de cigarro, cinco das quais com marca de baton vermelho, para o lado das escadas da madame do baton vermelho. (Que raiva! As pontas de cigarro continuam a acumular-se em frente à porta da garagem, mas não quero conversa com a madame do baton vermelho. Entretanto, no dia seguinte, verifiquei que ela apanhou-as. Presumo que tenha percebido a mensagem)."

Tinha comentado este assunto com a minha irmã que, por sua vez, comentou o seguinte: "Provavelmente, ela não faz de propósito. Vem da rua a fumar e antes de entrar em casa (quase sempre o faz pelas traseiras)  atira as pontas para o mesmo sítio e não deve ter a noção de que acontece sempre junto à tua garagem. Se ela as apanhou quando viu que estas acumulavam-se junto às escadas, percebeu que alguém teria varrido e com certeza não vai voltar a atirar as pontas para o chão".

Aceitei o comentário, nunca tinha visto o caso por esse ponto de vista e, à medida que o tempo passava, ia buscar o carro, olhava a entrada e não tinha pontas de cigarro.

"Bingo", o objectivo foi conseguido! A madame do baton vermelho percebeu a mensagem.

Agora, tenho a entrada da minha garagem limpa dessas malditas pontas que tanto tempo leva a decompor-se no ambiente.

Um dia destes, quando saía de casa, cruzei-me com ela e o marido: "boa-noite", trocámos...mas ela disse-o com os olhos postos no chão.

Eu sorri para mim própria.

Cantinho da Casa

Humor real

por Maria Araújo, em 17.12.13

Há dias, no FB, o novo calendário do Vaticano fez o mulherio reagir com os belos elogios aos jovens que seguiram a via eclesiástica (muito charmosos, diga-se).

Uma amiga de peito enviou-me um e-mail com um comentário que uma professora fez nas redes sociais sobre o possível calendário que pretendia fazer dos professores giros da sua escola:

 

"Depois do calendário dos padres giros, estou a pensar fazer um de professores giros lá da escola,  mas estou a contar para ver até que mês tenho e ainda não saí de Fevereiro..."

 

 

 

O comentário da minha amiga a estas palavras,  foi este:
 
"Ela tem razão ...na minha não passava de Janeiro ;)"
Recentemente, num fim de semana com chá em casa de uma das minhas colegas, fazíamos o balanço dos homens interessantes da nossa escola e chegamos à conclusão que nenhum satisfaz os nossos requisitos.
 
 
O meu comentário é este:
 
"Ambas têm razão... e na minha, há anos que não há ninguém que interesse.."
E como diz, e muito bem, a minha amiga "podemos ir de rolos no cabelo, robe e pantufas que ninguém repara em nós."

Cantinho da Casa

Poema ao não protesto

por Maria Araújo, em 02.12.13

De alguém que comentou este post:

 

{#emotions_dlg.meeting}

Primeiro vieram pelos funcionários públicos, 

e não protestei porque ganhavam muito e eram malandros,

Depois vieram pelos reformados,  

e não protestei porque ganhavam muito e não trabalham,

Depois vieram privatizar as empresas públicas e o ensino,  

e não protestei porque gastavam muito e eram ineficientes,

Depois vieram aumentar os impostos e tinha de pagar aos privados a saúde, segurança e educação, 

e não havia ninguém para protestar por mim.

 

 

Cantinho da Casa

Uma nação quente e imortal

por Maria Araújo, em 20.11.13

Um comentário doce e quente, que recebi, daqui:

 

 

"Ainda deu pra sofrer e para ficar com os nervos em franja! Os sacanas dos suecos acharam que venciam os nossos rapazes pelo frio... mas enganaram-se pois eles conseguiram aquecer uma nação."
Beijinhos a 4 graus (^^)

 

 

 

 

 

Obrigada, Afrodite.

 

 

Cantinho da Casa

Higiene oral, que dispendiosa ficas tu!

por Maria Araújo, em 15.11.13

Na farmácia, peço a pasta dentífrica flúor, especificamente para usar à noite, aconselhada pelo médico de higiene oral desta clínica (cara, mas em quem confio a minha boca),e me dizem o preço, comento: "tão cara!"

Preço em Libras 5,95 que corresponde a 7, 10 euros.

Paguei 11,25 euros.

E que remédio tive eu pagar.

Ó meu Deus, com os cortes que já tive, com os que estão à vista, a vida tão difícil, custa aguentar estas despesas (e eu nem choro muito, não).

 

 

Cantinho da Casa

Também tenho ...

por Maria Araújo, em 14.10.13

Ontem, no jornal da noite (ou)vi anunciarem esta reportagem que, por algum motivo, acabei por não ver.

Entrei neste blogue ...

Também tenho familiares que emigraram...

 

 
o comentário, sobre este vídeo,  de um Espanhol...
 
"Da igual si eres de izquierdas, de derechas, español, colombiano, griego, portugués... Hay que tener el corazón muy duro para ver este video y que no se te ponga un nudo en la garganta... tristeza e impotencia por sentir que no controlamos nada y que estamos en manos de unos pocos, que bajo unas siglas u otras, gobiernan para todos menos para el pueblo español."

Cantinho da Casa

Os meus comentadores são demais

por Maria Araújo, em 16.09.13

Ah,ah,ah,ah!

Um excelente comentário, do meu grande amigo e comentador Carapau, a este post.

Carapau, o sorriso estampado no meu rosto é a ti dedicado.

Em outubro, quando aí for, e acompanhada, mas não te digo quem é, não me vais escapar, Carapau da treta (não associes ao Tretas da Vida, não).

Beijinho

 

- D Cantinho ? ...

- Boa tarde. Sou o Carapau e tenho aqui uma coisa para vender à Senhora.

- ...

- Não, não é nenhum seguro, nem tão pouco um eléctrico ou o Arco da Rua Augusta; muito menos a Sé de Braga...

- ...

- Claro! Eu já calculava isso. Mas não me despeça já, porque ainda não lhe vendi o meu peixe todo.

-...

- A Senhora é tão mazinha! Então agora que não tem meninos para aturar (só a gata) e mesmo assim não tem tempo para me ouvir?

- ... - Ah! Vai fazer pilates! Então eu faço como o Pilatos e lavo daqui as minhas mãos (barbatanas).

-...

 -Assim sendo, despeço-me. Só lhe queria vender este comentário...

-....

- Não tem de quê.

 

Bjo.

 

 

Cantinho da Casa

O casaco

por Maria Araújo, em 29.11.11

Melhorei muito da minha suposta gripe, aguentei as aulas, mas a voz ainda está um pouco débil.

Tendo a temperatura descido, e como na escola, este ano, ainda não ligaram nem devem ligar o aquecimento, hoje vesti o casaco de pelo, aquele que referi no post anterior. Comprei-o  há alguns anos mas não o vestia porque não gostava de me ver com ele e decidira guardar para quando fosse uma cota muito friorenta.

Também não sou grande apreciadora de pelos e peles, embora no meu tempo de universitária herdasse um de pele da minha mãe e o vestisse muitas vezes. Depois, fartei-me dele e dei-o.

À medida que ia "crescendo" ia mudando os meus gostos (por que será que  quando se tem 20/30 anos se veste como uma senhora?), e havendo agora muita oferta tornou-se  mais fácil encontrar o que se gosta e quer(com algumas reservas).

Mas sempre fui adepta das linhas simples e cores alegres.

Tenho no móvel mais casacos que já usei há alguns anos, à espera de serem vestidos para mais umas temporadas. Há de chegar a sua vez.

Vai longe o tempo em que me fartava das roupas e dava-as, novas, para depois fazer outras.

Também não gosto de encher os armários com roupa que sei que não vou usar e/ou já está um pouco rompida.

O meu lema foi e é"dar a quem faz falta e aceitar o que me oferecem".

E respondendo a um comentário da menina Cristina, tirei uma foto ao meu casaco, para melhor ver que vale sempre a pena aproveitar o que temos. Mas cuidado! Quem fizer o trabalho que o faça bem feito.

A minha modista, agora com 74 anos e ainda rija, a mulher que fez a roupa à medida do meu corpo desde que eu era uma menina do 1º ciclo, até hoje...  porque quando quero um vestido ou uma saia feitos por ela, fá-los (embora seja muito mentirosa; o que é prometido para hoje, ficará pronto para amanhã ou depois ou, com jeito, daqui a uma semana), continua a trabalhar para uma ou outra cliente mais antiga. Há laços que se criam e que nunca mais se desfazem. Ela continua a ser a minha modista, a mulher que sempre fez o que eu gostei e gosto (até um desabafo).

A foto:

 

 

 

 

 

 

 

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