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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Liga Europa

Maria Araújo, 26.02.20

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depois de um fim de semana de calor, ontem, em Lisboa, estava frio, apanhamos o comboio  das 16:00h,  em Santa Apolónia. 

Chegamos à Gare do Oriente, ouviam-se cânticos masculinos, olhámos pelas janelas, vimos uma malta de jovens e homens mais velhos que entravam no comboio.

Estranhei. Lembrei-me das eliminatórias da Liga Europa, pensei que fossem para o Porto.

Carregados de grades de cerveja e bebidas brancas, andavam pelas carruagens à procura dos seus lugares.

Muita confusão( nestas alturas devia haver polícia a controlar este movimento), uma língua diferente da britânica, mal se percebia o que diziam até que ma lembrei que seriam os Escoceses do Rangers que jogavam em Braga e que ganhou ao SCB há uma semana, hoje era a eliminatória, dizia-se que viriam mais de seis mil adeptos do Rangers.

E na verdade eram muitos os adeptos no comboio, embora na nossa carruagem não estivesse nenhum, mas a corrida para o bar fazia-se por esta.

Como a carruagem ficava mais à frente da nossa, deixamos de os ouvir.

Mas em Coimbra o comboio parou cerca de quinze minutos, a polícia fez uma visita às carruagens, alguns adeptos tiveram de sair do comboio, não seguiram viagem, levou-os para serem identificados. Pelo que  soubemos, alguns deles fumavam dentro do comboio.

A viagem seguiu, e a corrida ao bar continuava.

Quando chegamos a Braga, ouviram-se de novo os cânticos, gerou-se confusão porque o comboio saía de novo para Lisboa às 20:00h.

As pessoas que queriam entrar  impediam a saída dos que chegavam, até que atrás de nos ( as últimas a sairem) ouviu-se uma voz que avisava que toda a gente devia estar fora do comboio, as funcionárias da limpeza tinham de o limpar.

Respondemos que estavamos de chegada, não de partida, e eis que quando passávamos junto às carruagens dos escoseses, viam-se latas e garrafas  espalhadas nas pequenas mesinhas dos bancos, no chão, por todo o lado.

Hoje, depois do almoço, fui à fisioterapia, passei perto do centro, ouvia-se de novo os cânticos, via-se junto à fonte da Arcada  as bandeiras, música e muitos,. mas muitos escoceses nas esplanadas e nas ruas.

A polícia por perto, os copos espalhados na beira da fonte, só via escoceses à minha frente. Era, agora, uma multidão deles.

No regresso da fisioterapia, numa da ruas paralelas, iam já, a pé, para o estádio.

E junto à Arcada, o "lixo" de copos de plástico, latas e garrafas de cerveja eram demais.

Muito bebe esta gente jovem e menos jovem.

E o Rangers continua na Liga Europa. O Braga ficou pelo caminho.

"Aqui nasceu Portugal"

Maria Araújo, 27.04.18

Dizem com muito orgulho os Minhotos de Guimarães, rivais também dos Minhotos de Braga, embora para mim somos todos portugueses não há cá rivalidades, isso é só no futebol, que também acho ridículo, mas é um facto que os Vimaranenses são vaidosos porque a sua cidade é o berço da "naçon", dificilmente aceitam perder, ou ter menos que os outros, quando um tem, eles também querem ter.

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A minha amiga M tinha-me convidado para ir com os alunos a Guimarães. O plano era a visita ao Paço Ducal e Castelo, subíamos o teleférico até à Penha, almoçávamos por aqui, seguíamos à tarde para o Bom Jesus,  subíamos no funicular, os miúdos (adolestcentes, na sua maioria) iriam andar de barco, os autocarros esperavam por nós, seguiam para a escola à hora de os miúdos apanharem os transportes escolares para casa.

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Raramente recuso os convites da minha amiga M, disse que sim, bastava dizer o dia do passeio para não marcar nada para o dia. E nas férias da Páscoa avisou-me que seria dia 27, hoje, portanto. 

Levantei-me às 7h00, roupa destinada para passear, mal acordo e vejo o tempo que fazia, estava a chover, altero para uma roupa mais quente. Grande azar! Ontem ainda tinhamos um calorzinho agradável, pensei que a chuva viesse para o final do dia.

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Já estava no carro à minha espera, quando cheguei, fomos ao lugar habitual de trocas de boleias, já estavam alguns colegas à nossa espera, seguimos para o encontro com os alunos.

Feita a distribuição dos miúdos pelos autocarros, fizemos a pequena viagem até Guimarães, a chuva não era intensa, mas estava frio, sabia bem mais uma camisola aconchegada ao corpo.

 

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Chegamos a Guimarães, os miúdos iam comer um lanchinho, estão sempre com fome (passam o tempo a comer merdices( gomas, rebuçados, chiqueletes, batatas fritas...) antes de entrarem para o Paço. No largo já se viam muitos turistas, eu ansiava um café, felizmente tinha um em frente ao monumento, senti-me mais confortável com a cafeína.

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Infelizmente, a maioria dos miúdos não sabe estar em lado nenhum. Foi-lhes pedido que não falassem alto, mas não escutam, não querem saber, corriam dentro das salas do Paço, tocavam os objectos, foram chamados à atenção várias vezes não só por nós como pelos funcionários do edifício.

Nunca tinha visitado o Paço, fiquei fascinada  não só com o exterior, mas também o interior sobretudo as tapeçarias, que muito gosto.

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Ao lado, fomos para o Castelo. Adoro muralhas, castelos, torres, tudo o que seja alto, e seguro, para poder apreciar tudo o que está à volta e fotografar.

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Mais uma vez aqui, andei pelas muralhas, mais uma vez aqui foi preciso repreender os miúdos, algusn com 14/ 15 anos, que faziam das suas diabruras como se estivessem no pátio da escola a brincar.

Os estrangeiros seguiam com cuidado e olhos abertos, não fosse algum dos miúdos ter ou provocar alguma queda.

E sem me conhecerem de lado algum, repreendia-os, dizia que era uma inspectora contratada para os vigiar.

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Pela hora do almoço fomos para, e diziam eles o "telesférico". Muito miúdos demorámos bastante tempo metê-los nas cabines. Vários casais estrangeiros atrás daquele infinito número de crianças, um deles perguntou-me onde podiam  comprar os bilhetes, ( que era no mesmo local onde se entrava para as cabines), tiveram de esperar que a criançada entrasse para comprarem os seus bilhetes, e enquanto isso não acontecia, estava eu no fim da fila para que nenhum miúdo ficasse de fora,  o casal que estava atrás de mim meteu conversa e soube que eram Mexicanos, tinham começado a visita a Portugal pelo sul, subiram até Lisboa. Já tinham visitado Coimbra e Fátima, subiram até ao norte do país, e daqui desceram passando por Caminha, Cerveira, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Braga, Guimarães. Voltariam a Braga , queriam ir ao Santuário do Sameiro, já tinham visitado o Bom Jesus, iriam para o Porto. 

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Entretanto, entrei para a cabine com a minha amiga M mais três miúdas que estavam histéricas com a subida e o que viam.

Do lado oposto, virava-me para poder fotografar a cidade lá do alto.

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Gostei, ignorei a altura, o que estava por baixo de nós, o percurso e sobretudo porque se percebe que este já precisa de manutenção. Quando pus os pés em terra foi um alívio.

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Já na Penha, o sol brilhava, os miúdos estenderam as tolhas nas mesas de granito, abriram as marmitas com o farnel, almoçaram a correr para irem para a brincadeira.

Eu e a M sentamo-nos a comer as nossas sandes, as outras colegas tinham farnel.

O comboio de cidade estava no local para ganhar dinheiro, era ver os miúdos pagarem 1 euro para dar a volta ao espaço da penha, uma alegria, pareciam bandos de pardais à solta. Dizia eu que o dia estava ganho com estes miúdos.

Fui visitar a igreja da Penha.

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16horas metemo-nos à estrada, íamos dar o prazer de algumas crianças subirem o fincular do Bom Jesus, experiência que nunca tiveram.

Mais algazarra, todos excitados à medida que o funicular subia.

 

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Lá em cima, foram directos aos gelados, seguiriam para o lago para andarem de barco. Cada bilhete custava 1,50 euros por 15 minutos. A excitação era maior quando se meteram nos barcos, à vez, alguns atreviam-se a fazer algumas piruetas, as colegas tinham de berrar para  que tivessem cuidado.

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Felizmente nada aconteceu, mas é um risco e uma reponsabilidade para os adultos estes passeios e terem de tomar conta de cerca de 150 adolescentes e levá-los para casa direitinhos.

 

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Ora eu ficaria pelo Bom Jesus, não precisava de ir à escola com a minha amiga M, um ex-colega reformado ia buscar uma das colegas, vinha com eles.

Lembrei-me de fazer o pecurso a  pé do Bom Jesus até ao lugar onde deixara o meu carro. E se o pensei, pus em prática. Despedi-me de todos os professores, voltei ao funicular fiz a descida, e meti pés ao caminho estrada abaixo.

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O vento era frio, mas estava sol, em 45 minutos estava junto ao meu carro, segui para casa.

A M perguntara-me se estava arrependida de ter ido. 

Óbvio que não. Nunca visitara o Paço Ducal, nunca fora ao Castelo, fora à Penha em criança, e apesar de ter ido várias vezes a Guimarães, uma cidade simpática e que gosto de verdade, ficara pelo centro da cidade.

Os vimaranenses têm orgulho em dizer "Aqui nasceu Portugal" e  honra seja feita, têm os seus monumentos bem conservados, dignos de receberem os mais altos representantes do país e do estrangeiro.

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de manhã rende melhor

Maria Araújo, 19.04.18

Fui ao Porto para uma consulta de higiene dentária.

Costumo marcar as consultas para as 11h/11h30, mas desta vez decidi marcar para as 15h.

Fui no comboio das 12h30, apanhei o Metro para a Casa da Música, 14h20, a hora da consulta a chegar,  fui comer uma tosta mista a um café perto da clínica.

O café não estava cheio, mas percebi que as pessoas tinham sido servidas, os dois funcionários entravam e saíam para a esplanada, estava a ver que não iria conseguir comer, esperei dez minutos que viesse alguém atender-me.

Ouvi alguém ao balcão dizer que estava uma senhora (eu) há muito tempo à espera de ser atendida, aproximou-se um jovem a quem pedi que rapidamente arranjasse uma tosta mista, tinha muita pressa.

A tosta não demorou muito, comi-a a correr, não bebi nada, fui pagar ao balcão e dirigi-me para a clínica, eram 14h50,  queria passar o fio dentário e escovar os dentes.

Meia hora com a boca aberta, o que mais detesto é o flúor com um sabor amargo, a vontade de engolir e ter de  aguentar chegar a água à boca e bochechar, a médica que limpa os cantos da boca, a máscara de  pestanas que esborrata as pálpebras, saio de lá quase com a sensação de que a base que pus de manhã já era, o rosto deslavado, penso na falta que faz uma maquilhadora que nos retoque a maquilhagem (era bom, não era???).

Tinha feito planos tomar café na Foz, há muito que lá não vou.

Se na minha cidade estava uma boa temperatura, no Porto sentia-se um vento fresco, quando saí da clínica, do lado da foz, o céu estava cinzento e a temperatura descera um pouco, eu vestia um casaco de malha, pensei no vento e no frio, desisti, fui na direcção contrário, tomei café, fui para  Metro, saí no Bolhão e dei uma volta pela Rua de Santa Catarina, cheia de turistas jovens que vestiam roupas de Verão, comprei duas camisolas de manga curta, imagine-se, duas cores que raramente uso, azul bebé e rosa claro para vestir nestes primeiros dias de Primavera com um casaco de malha ou algodão.

Saí da loja, ainda ia a tempo para o comboio das 18h15 que não pára em todas as estações, chegava às 19h a Braga. Que sono tive durante a viagem!

A Sofia tinha vindo a Braga para uma consulta, liguei-lhe, já estava a caminho de casa,  regressava ao Porto depois de jantar, esperei por ela para lhe dar um abraço, uma vez que no próximo fim de semana fica pelo Porto, tem muito que estudar, sairá com a Tuna na próxima semana, pelo feriado, tem ensaios, também, dei-lhe um abraço e regressei a casa, mais uma vez, rota de cansaço.

E cheguei à conclusão que não marco futuras consultas para a tarde. Voltarão a ser de manhã, ficarei com tempo para à tarde fazer os meus passeios pela Invicta.

A próxima será em Lisboa, mas um dia destes meto-me no comboio e vou passear pela Foz.