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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

"Baixa Terapia"

Maria Araújo, 09.11.18

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Para rir com prazer, surpreende pelos assuntos que foca: as relações entre casais, os filhos, o jogo, o álcool, o desemprego, tudo tratado de uma forma cómica. Cada personagem oculta algo do seu passado que não pretende revelar aos outros, ao mesmo tempo que as mensagens surgem, crescendo a tensão, e prendendo o público que aguarda com expectativa o que vem a seguir.

Com o decorrer da acção, uma personagem menos activa vai-se revelando numa caracterização inigualável  de gestos  entre o cómico e  o trágico.

E é nesta personagem, e seu marido, que a trama se desvenda.

O silêncio do público é quase aterrador.

As lágrimas vêem-me aos olhos, garanto que aos olhos da maioria da plateia.

E o final é surpreendente.

 

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 Depois do espectáculo, há um bate-papo com a plateia.

António Fagundes, terra-a-terra, como é sua característica, põe as pessoas à vontade, não deixa ninguém sem resposta.

 

 

a comédia

Maria Araújo, 16.03.17

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Pois na passada terça-feira, fui ver a Comédia a La Carte, dois dias em cena, cá em Braga.

Tinha comprado os últimos bilhetes para terça-feira.

Ora o espectáculo começou com a entrada dos actores no palco e com muitos aplausos do público.

César Mourão começou por saudar os presentes, dizendo que o Theatro Circo é a sala mais bonita do país.

O início da comédia dá-se quando ele conta, com o seu humor característico, que os portugueses, nos espectáculos, são diferentes da maioria dos europeus e do público em geral.

Porquê?

Por que enquanto todos os outros envolvem-se no que acontece no palco, nós estamos sempre à espera que algo corra mal. Dá vários exemplos. Um deles: Stevie Wonder.  

Vêmo-lo ao vivo, pensamos: " como é possível aquele homem cego, toca piano, como é que ele faz? E de repente, Stevie Wonder levanta-se, agradece os aplausos, de repente,  não "vê" os fios que andam pelo palco, tropeça neles e cai.

Ora, se temos uma característica que nos define, se damos mais atenção à desgraça, ao que aconteceu, esquecemos o resto. E, no dia seguinte, alguém pergunta como correu, se gostou, e tal, o que respondemos? "Ah, já não me lembro. Mas eu estava lá e vi quando ele tropeçou e caiu" .

Ou seja, ele quis dizer que estamos sempre alerta para o que pode acontecer de mal, para o imprevísivel.

Começou a representação. Cerca de três minutos depois de ele ter contado a história, ouviu-se um estrondo no palco.

O público ri às gargalhadas, os actores viram-se para trás

Vemos dois músicos levantarem-se. O público continua a rir às gargalhadas, os actores também.

A cena demora cerca de um minuto.

O que aconteceu foi que o baixista, sentado na cadeira em cima de um pequeno palco, caiu de costas.

Os outros colegas tentavam levantá-lo.

Todos se riam, eu também.

Mas de repente, pareceu-me que estava a ser difícil levantá-lo.

Fiquei precupada quando percebi que certamente teria acontecido sido algo mais grave. Que ele não conseguia mexer-se.

Surge então o baixista entre os dois que o levantavam.

Cesar Mourão ria-se. Mas perguntou-lhe o que acontecera e se estava bem.

Ajeita-se a cadeira, responde que está bem, senta-se.

Os aplausos de todos.

Com razão, César Mourão acabara de definir o comportamento do nosso público nos espectáculos. Coincidência ( se as há) algo insólito acontecera.

E não foi propositado, disso tenho a certeza.

Daí para a frente foi só rir, rir, rir.

Nada mais aconteceu de mal. Foi um grande espectáculo.

 

 

 

comédia

Maria Araújo, 14.03.17

gosto de rir, gosto que me doa o estômago de tanto me rir, mesmo sabendo que as minhas vincadas rugas  de expressão mais se acentuam.

quando soube que eles vinham cá, liguei de imediato para o Theatro Circo para reservar bilhetes. já só haviam 5 na 1ª plateia, que remédio tive eu dar 25 euros por cada bilhete.

mas não choro o dinheiro que dei.

logo à noite, quero rir a valer. preciso.

quem vai comigo, também precisa. e mais do que eu.

 

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704 - As divinas comédias

Maria Araújo, 01.08.10

Muito interessante o programa que passa na RTP1 desde as 15 horas, apresentado pelo falecido Raúl Solnado e Bruno Nogueira.

Quantos programas de entretenimento passaram pelos vários canais de televisão que já estavam um pouco esquecidos?

Um bom momemto para (re)lembrar óptimos actores, neste Domingo de tarde em que a preguiça invade a mente.

Estou a adorar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                     

                              

 

 

 

 

 

 

 

Será que o que fazia rir há 50 anos ainda é o mesmo que hoje arranca as gargalhadas do público?

“As Divinas Comédias” é uma série de quatro programas, de 50 minutos, sobre os cinquenta anos do humor na televisão portuguesa. A história recente do humor na televisão portuguesa vai ser contada, de forma humorística e não cronológica, com recurso a imagens de arquivo, Vox Pop e testemunhos de personalidades. Mais do que dar uma perspectiva histórica do humor no pequeno ecrã, “As Divinas Comédias” pretendem recordar e homenagear as personagens e os actores que fizerem e fazem rir o nosso país. Esta viagem por meio século de sorrisos e gargalhadas é também uma viagem pela história da RTP. A condução dos documentários será feita por três humoristas: um narrador, Nuno Markl, e dois apresentadores/entrevistadores, Bruno Nogueira e Raul Solnado. Enquanto Nuno Markl empresta a voz aos documentários, Bruno Nogueira e Raul Solnado fazem pequenos pivots de ligação de temas e assuntos. Cada documentário dedica-se a uma temática específica: o primeiro dá-nos uma visão global sobre o humor, o segundo aborda as personagens e os bordões, o terceiro incide sobre os actores e autores de comédia e o quarto apresenta os 10 melhores sketches de sempre, bem como os bloopers e momentos de making of de outros programas.