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coisas minhas

por Maria Araújo, em 21.05.19

Decidi pintar o quarto maior da casa, (foi o quarto dos meus pais) é agora  o que eu chamava de escritório, embora só o usasse quando tinha aquele computador antigo, com  a impressora e o scanner, que o ocupavam uma grande secretária, esta também com pouco uso, pensei pô-lá à venda na OLX, acabei por dá-la.

Os lap top vieram facilitar o trabalho, era na mesa da sala, ou com ele em cima das pernas, sentada no sofá, que trabalhava, ficava a sala sozinha, isto é, tinha por companhia as estantes cheias de livros, questionava-me o que me passava pela cabeça  comprar colecções que não tiveram qualquer uso. Comprava para os sobrinhos e eles não os quiseram.

Nas arrumações de Verão, um a um, costumo limpar os livros, separar os que não interessam para os mandar para a reciclagem, desistia, voltavam às prateleiras. 

Tinha combinado com o meu colega  pintar, ainda este mês, essa sala.

Compradas as tintas, combinara vir uma quarta-feira, o dia mais viável para ele.

Pedi-lhe que me ligasse dois dias antes de vir, precisava de tirar os livros e a tralha que ia pondo lá, inclusive as cadeiras das crianças para os automóveis, dos meus sobrinhos netos estavam nesta sala desde Janeiro, quando regressaram ao Rio, fotografias, peças de decoração, tudo era para ser tirado.

E hoje, ao início da tarde, ele ligou-me a dizer que amanhã vem pintar a sala.

Depois de uma consulta, que foi rápida, vim para casa fazer o serviço.

Novamente me perguntei por que tenho tantos livros que não interessam a ninguém, o que vou fazer deles.

Desta vez, separei-os. Preciso procurar onde os deixar, dar. Não sei!

Até à hora de ir buscar o bebé ao colégio, estive a acarretar tudo , está a sala com um sofá e as estantes vazias.

A mãe do meu sobrinho neto foi à fisioterapia, fui passear com o bebé, às 19:00h voltei à sala, passei a mopa pelo tecto e pelas paredes, convinha limpar o pó antes de pintar.

E com tudo isto, depois de jantar, tratei de arrumar a roupa que passei a ferro de manhã.

Há muito que não me sentia rota de cansaço, adormeci no sofá.

Amanhã de manhã, ele vem cedo pintar a sala e eu tenho de ir a Ofir tratar de um assunto da casa da praia da minha sobrinha.

Se ele não fosse meu colega não deixava a casa entregue, adiava para outro dia.

E se há dias que são de algum relaxe, hoje foi demais.

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 20.08.18

Dizem que "o que não é roubado aparece, escrevi neste post que perdera os óculos de sol, fora comprar outros, que, entretanto, na praia, também os perdera uma semana depois de os ter comprado. Não havia iguais, mandaram vir de outra loja e de outra cidade.

Ora ontem, separava a roupa para as minhas férias ( vou amanhã), peguei num saco preto de viagem para pôr as toalhas de praia, ao acomodá-las senti algo estranho.

A minha mão vai lá e que traz? A carteira com os óculos que eu pensara ter perdido na praia.

Fiquei completamente estática a olhá-los, ao mesmo tempo que o meu pensamento sorria e comentava " fico com dois iguais" e não reagia a mais nada, até que fui buscar a carteira dos últimos que comprei, desatei a rir.

" Dou-os a uma das minhas sobrinhas" , comentei.

O que é facto é que não me lembro, de todo, de os ter guardado naquele saco que vinha cheio de roupa, tirara-a e guardara-o no roupeiro.

Hoje, dei-os à Sofia.

De tarde, liguei para o hospital a pedir uma consulta de medicina geral, para hoje, ( ando com tosse e expectoração devidoa isto) a minha médica está de férias, pedi outra médica que tivesse uma hora disponível.

Às 17h deixei o bebé com a minha irmã, fui à consulta.

Os minutos pasaavam, ora levantava-me e dava uma volta pela grande sala de espera, ora espreitava as janelas e via a azáfama da rua, até que 50 minutos de tanto esperar, fui ter com uma funcionária e expliquei que estava à espera da consulta das 17h  e diz-me ela:

- A doutora x foi para as urgências.

- Como?! Então estou aqui para a consulta das 17h, se não viesse perguntar-lhe, ficava o resto da tarde sentada à espera! Olhe, então desisto dela. Tento amanhã de manhã com outra médica - respondi.

- Ah, mas a senhora quer a consulta? Eu posso mandá-la à urgência. 

- Se a médica atender, claro que quero - comentei.

LIgou para a urgência, explicou o que se passava, desligou o telefone e diz:

- Venha comigo, por favor.

Na urgência, fui para a sala de espera, a médica chamou-me uns minutos depois.

Peguntou-me se alguma funcionária tinha dito para lá ir, mas quando respondi que não, que nada me foi dito, eu é que fui perguntar o que se passava, comentou que avisara a funcionária  que todos os utentes que tivessem consulta com ela deviam ser encaminhados para a urgência.

Incrível, não é?

Não levara telemóvel, quando cheguei a casa, preocupadas que estavam comentei: "Só a mim acontecem as coisas!"

E contei-lhes.

Amanhã vou 11 dias para a praia. Tenho wifi  lá na casa, mas como não levo pc, o que publicar no blog será fotografias e pouco mais, pelo telemóvel.

Estamos todas a precisar de descanso.

Se as noites estiverem como a da fotografia,  vão ser momentos bem passados.

 

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coisas do meu dia # o jornal

por Maria Araújo, em 16.07.18

É habitual o Pingo Doce ter  jornais do dia e da cidade que são oferecidos aos clientes no final do pagamento das compras, na caixa.

A funcionária põe no saco das compras, por vezes peço, ou se não o quiser, agradeço, fica para outro cliente.

Na sexta-feira passada, estava ela a registar as minhas compras, o segurança coloca uns quantos na caixa, ela pegou neles e pô-los junto à maquina registadora ( já deve estar habituada aos comportamentos menos bons dos clientes).

Enquanto metia as minhas compras no saco, de repente, escuto a senhora ao meu lado reclamar qualquer coisa como " ela não devia ter feito aquilo".

Ouço a funcionária chamar uma senhora que acabara de entrar no supermercado, vira os jornais naquela caixa, sem pedir autorização, pegara num e seguira para fazer as compras.  

Advertida pela funcionária que devia deixar ali o jornal, que teria direito a um depois de fazer e pagar as compras, mal educada a senhora responde que podia, sim, pegar no jornal, que ia fazer compras, que é cliente, que ela não podia recusar o jornal.

A funcionária comentava que sim, que tinha direito ao jornal, e repetiu "depois de fazer compras", pedia-lhe que o pusesse no sítio.

A outra, erguendo a voz, dizia que não o colocava no lugar, e discutia que ela não tinha o direito de o recusar.

E eis que, de repente, atrás da senhora, o segurança aproximou-se, parou a observar a cena.  Tira-lhe o jornal e diz-lhe que terá um exemplar depois de fazer as compras, ao que ela, responde:  "mas quando pagar as compras os jornais poderão ter acabado".

Pagas as minhas compras, a funcionária põe um jornal dentro do meu saco. 

E ela, a senhora, de certeza que não iria ter um exemplar, não eram muitos os que ali estavam para os clientes.

Quem tudo quer, tudo perde.

 

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coisas do meu dia # esquecimento

por Maria Araújo, em 09.07.18

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Sempre fui uma pessoa cuidadosa com a pontualidade e responsabilidade em tratar os meus assuntos pessoais, por vezes dois a três meses antes do prazo acabar, e ao ponto de resolver os da família quando esta os deixa chegar ao limite.

Também falho, e esta cabeça não é excepção, sobretudo quando se trata de algo que é tratado de x em x anos.

Ora, na sexta-feira, numa troca de mensagens no whatsapp com a minha amiga M em que ela me dizia que tinha ido revalidar a carta de condução, ontem, ao jantar,  veio-me à mente a conversa, de repente lembrei-me de verificar o prazo de validade da minha.

E contrariamente ao que pensava, o seu prazo de validade expirou há cinco meses.

Nem queria acreditar! Os documentos andam sempre comigo, tinha revalidado o cartão de cidadão antes do prazo limite e a carta de condução foi esquecida?!

Acabara de chegar da praia, comentara com a minha sobrinha que iria ver os meninos durante a semana.

Carro na garagem, vou tratar da sua renovação, está fora de questão visitar os meus sobrinhos netos.

Não foi descuido, foi esquecimento. O tempo passa depressa demais, tinha a noção de que a revalidara há poucos anos.

 

 

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sem tempo

por Maria Araújo, em 06.07.18

para o blog, à noite não me apetece fazer nada porque estou numa de...

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sem cobrança.

 

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coisas

por Maria Araújo, em 21.06.18

Desde a última estada em Lisboa que ando com falta de paciência, vontade, e inspiração, para escrever ( estou em falta contigo  Sofia, prometi um post sobre o nosso encontro em Lisboa) e ler blogs, agravado pelo calor que não me deixa fazer nada, apesar de hoje ter feito umas arrumações mas só depois de ter  passado por um sono que me fez bem.

Os meus sobrinhos netos irlandeses já chegaram ( vou conhecer o bebé, quase a fazer um ano), os brasileiros chegam amanhã, no sábado quero levá-los ao São João, a noite será para ficar em casa, não me apetece confusão.

No próximo dia 29 irei para Madrid, a minha amiga M teve um problema muscular, o convite foi dela, sem ela não apetece ir. Está tudo marcado, rezo para que fique bem.

E o mundial de futebol continua com algumas surpresas, as notícias do mundo são as piores,não há boa vontade no coração dos homens em proteger quem é mais frágil, a meteorologia é de tempestades tropicais para o verão que já chegou.

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 01.06.18

Sinal vermelho para os peões, vejo a vizinha do R/C da casa do lado, onde há as obras, que falei aqui, que com a pressa que estava quase atravessava a passadeira.

Parou a meu lado, falei-lhe nas obras.

Diz que está cansada do barulho, até que, propositadamente, perguntei se ouvia os berros do meu vizinho.

Esta vizinha vive há cerca de dois anos aqui, desconhece as loucuras do meu vizinho, quando lhe perguntei se a incomodava os insultos e os gritos dele, sai-se com esta, que me fez dar umas gargalhadas:

" De facto ouvia berros e insultos quando o homem usava a broca, mas pensei que fosse ele que os proferisse". Comentava "o homem é louco? berra sempre que usa a broca?!" " Então é o seu vizinho! Ele tem mesmo ar de louco!"
"Se imaginasse o que passamos há uns anos com este homem" , comentei

E ela seguiu porque estava com pressa, ficou a conversa por aqui.

No caminho para casa, ria-me: " e esta hein?!, pensar que o homem berrava e insultava a broca quando a punha a funcionar, ahahah!"

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coisas do meu dia # angústia

por Maria Araújo, em 23.05.18

Em 2009, escrevi este post sobre o doido do meu vizinho do 1º andar , filho único, doente da tola, mas nunca o admitiu, vive sozinho, que depois de pôr a mãe ( que faleceu)  louca e doente foi para um lar, recebe um subsídio da Segurança Social, foge dos vizinhos, não cumprimentar ninguém; se vê alguém entrar ou sair do prédio, não entra, ou dá a volta ao quarteirão para não se cruzar com ninguém. E quando não pode evitar, aguarda nas escadas que o inquilino saia ou entre em casa.

Em tempos, fiz obras em casa, foi um pandemónio de gritos, de insultos, conforme já escrevi no post de 2009.

Desde então não tivemos mais obras, os ruídos são quase inexistentes, a não ser de alguma reparação que não inclua broca.

Ora o apartamento do lado foi vendido, todo o seu interior nunca sofrera obras de nada, quem comprou está a tirar azulejos, as marteladas ouvem-se, mas nada que incomodem, a não ser de manhã cedo que acordam as pessoas, mas há que ter paciência, um dia elas acabarão.

Hoje de manhã  fui para o ginásio, presumo que a broca teria funcionado durante esta parte do dia, porque quando cheguei a casa, por volta das 12h30, ouvi-a a trabalhar, o ruído era ensurdecedor, até que escuto os berros do sacana " pouco barulho, c@r***,  pouco, f**@-se, c@r***", os berros ouviam-se na rua.

O meu coração voltou atrás no tempo, batia fortemente, as minhas mãos tremiam, pensava " vai começar o espectáculo".

E a broca continuava o seu trabalho, o gajo, covarde, berra dentro de casa, não faz nada, pensa que os trabalhadores vão parar por sua causa, com certeza que nem o ouvia.

E o que me levou a pensar que ela, a broca,  teria começado a sua tarefa de manhã cedo, foi por que isto passou-se durante  15 minutos, a broca parou e deu lugar às marteladas

E o gajo sossegou.

Fico apavorada com este louco. Comento para o meu decote " Sacana, podia vender a casa, alugar uma casa no campo, subir o monte e lançar as suas paranóias, frustações e locuras bem longe daqui."

 Que angústia!

 

 

 

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 26.04.18

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Fui ao Mercado Municipal, espreitei a zona dos talhos, que antigamente estavam apinhados de pessoas que iam comprar a carne para toda a semana, estava tudo vazio, não se viam talhos nem carne nem pessoas.

Espero que as próximas obras do mercado dêem vida ao que foi um grande Mercado Municipal e que hoje restringe-se à venda de legumes e frutas.

A vinda dos hipermercados e supermercados destruíram o nosso mercado onde havia uma certa confiança e familiaridade entre quem comprava e vendia.

Lembro-me de ir com a minha mãe, ajudá-la nas compras,  por vezes estávamos meia hora ou mais à espera, quer no talho quer no peixe, à espera da nossa vez, e de onde trazíamos de tudo, e com boa qualidade, para toda a semana.

Passei numa vendedora que legumes, que não a habitual, porque vi favas. Adoro-as na sopa, embora as pessoas digam que são deliciosas num arroz ou estufado, mas não aprecio. E a minha mãe cozinhava-as muito bem. Aliás, tudo o que ela cozinhava, excepto bolos, era bem feito. Dá-me umas saudades da comida da minha mãe!

Ora estava eu a comprar as favas, trouxe ovos biológicos, também, aproximam-se duas senhoras que perguntam o que era aquele legume.

A vendedora respondeu, mas elas não entenderam. 

Meti-me na conversa, disse o nome, que elas repetiram , e perante a pergunta " como se comem?",  expliquei que pode ser na sopa, no arroz ou estufadas. Pedi à vendedora uma, abri a vagem, retiro uma fava e ensinei como se tira a "pele".

Ficaram maravilhadas as duas senhoras brasileiras do interior do Estado de São Paulo que vieram viver para cá há pouco tempo, andavam a conhecer o mercado e os produtos.

Lembrei-me que está a chegar o mês das cerejas, mas este ano, com a chuva e o frio que tivémos nestes últimos dois meses, certamente que elas chegarão aos mercados para meados de Maio. Espero que com o calor destes dias traga muitas e boas cerejas.

Comprei flores que as vendedoras trazem do campo, e que prefiro-as às das floristas.

 

 

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coisas do meu dia

por Maria Araújo, em 17.04.18

Gosto de andar a pé, evito o carro nos dias de sol ou nublados, faço tudo o que quero, caminhando.

Fui a pé a uma clínica veterinária que os meus sobrinhos dizem ser muito boa para saber é aconselhável levar os gatinhos, ver o sexo deles, os cuidados a ter quando tiverem de viajar para as duas famílias que os adotaram.

Aproveitei, falei da minha gata ser rebelde, de não gostar de muita gente cá em casa, de não gostar de veterinários, como fazer se pedir um domicílio.

A jovem que me atendeu foi de uma simpatia que me conquistou logo.

A minha gata não vai ao vet há cerca de 6 anos,  gostava que fosse vista, até porque está mais gorda,  e não sei se estou a facilitar a sua obesidade, embora a ração que lhe dou compro  nas lojas de animais.

Ofereceu-me uma amostra de racção fit que faz com que os gatos comam a medida certa e não sintam fome. Não faço a mínima ideia do preço, mas se um dia a levar lá e o peso estiver acima do normal, mudo de marca.

Combinamos para o fim de semana a consulta para os gatinhos.

Estava perto do hipermercado Continente, fui ver molduras, não comprei, não eram o que eu queria, antes de sair fui comer um bolo de arroz e tomar um pingo.

No regressoa casa,  os meus joelhos estavam a dar sinal de dor,  os músculos das pernas doíam-me também.

Contrariamente ao habitual, mal cheguei a casa, deitei-me no sofá, pus  uma almofada debaixo das pernas, descanso um pouco desta caminhada que não passou dos 6km.

Domingo, tive uma aula  de hidroginástica muito puxada, o dia esteve de chuva descansei a tarde toda no sofá.

Desde então não voltei ao ginásio,  amanhã vou, mas sinto-me rota de cansaço, até porque à noite, quando me sento a ver um pouco de televisão, adormeço e de manhã acordo muito cedo, não volto a adormecer.

Eu sei por que hoje senti este cansaço. O corpo reagiu à subida da temperatura que hoje se verificou. Tive calor.

 

 

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