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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

CP conforto

Maria Araújo, 28.03.17

 

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A CP tem bilhetes com desconto há uns quantos anos.

Se comprar o bilhete com 5, 8 ou mais dias de antecedência, o desconto  vai de 45% a 65% de acordo com o dia da viagem e a hora.

Desde que tive conhecimento destes que compro o bilhete com pelo menos 8 dias da viagem.

Na próxima semana vou à capital. Fui comprar o bilhete para o Alfa, ida e volta.

Perguntei se nestes dois dias tinha desconto nas viagens.

Na ida não tinha, na volta, sim.

Mas às tantas diz-me a funcionária da bilheteira:

- Tem lugares com desconto em 1ª, classe conforto, e fica-lhe mais barato que se for na económica, até porque nesta só tem desconto na vinda.

- Mais barato?! - perguntei.

- Sim. Deixe-me ver por quanto fica, mas garanto-lhe que poupa uns euros.

Uns segundos depois:

- A viagem em 1ª classe tem desconto para os dois dias e para a hora que deseja, fica-lhe por 56,00 euros. Se for em 2ª,  classe turística, paga 59,00 euros, visto que só tem um desconto.

A minha imediata observação:

- Mas sabe que faço esta viagem há 10 anos, pelo menos duas vezes por ano, e desde que a CP lançou estes descontos nunca nenhum dos seus colegas me informou desta alternativa? 

- Pois é, mas existe, se houver lugares, com certeza.

Comprei os bilhetes, poupei 3 euros, e viajo em classe conforto.

 

 

 

 

 

Um diálogo muito actual...

Maria Araújo, 20.03.14

(recebido por e-mail)

 

DIÁLOGO QUE OCORREU ENTRE 1643 E 1715, REALIDADE NO BRASIL DE 2003 a …..…?

 

AO LER ESTE DIÁLOGO ME LEMBREI DE NÓS, DA FALECIDA CLASSE MÉDIA!!! OLHA COMO ESTAMOS DESTINADOS A TRABALHAR SEMPRE MAIS E TER CADA VEZ MENOS.

 

ACONTECEU ENTRE 1643 E 1715 e REPETE-SE NO BRASIL ATUAL… e em PORTUGAL.

 

 

 


Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault:


Colbert:- Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…


Mazarino:- Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!


Colbert:- Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?


Mazarino:- Criando outros.


Colbert:- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.


Mazarino:- Sim, é impossível.


Colbert:- E sobre os ricos?


Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.


Colbert: - Então, como faremos?


Mazarino:
- Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!