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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

Estou lixada!

Maria Araújo, 11.12.14

como se não bastasse ontem, hoje, não me sentei para me calçar, dobrei-me, apertei as botas, passo a escova e quando me levanto "ai, que dor!"

Dei um jeito na coluna, custa-me a conduzir, a andar, já tomei um comprimido.

Espero que passe, caso contrário, logo, na fisioterapia, o médico vai dar consultas, terei de falar com ele.

Shit!

E estou mais que lixada, também, quando abri a garagem, olho o chão e estavam 10 pontas de cigarros mesmo no meio da entrada, alguns com as marcas do baton da madame do rés-do-chão.Estou lixada!

E pensei que isto tinha dado resultado ( tenho uma pequena sensação de que ela despeja as pontas de cigarros ali, de propósito, em frente à minha garagem, mas não pode ser, coisas minhas!)

De três garagens do prédio, é a minha que sofre a porcaria de quem não tem cinzeiros dentro de casa?

Bolas! Hoje, estou virada do avesso.

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 (são dez  pontas,mas chegam a ser mais)

 

 

A madame do batom vermelho

Maria Araújo, 10.12.13

A minha garagem fica no cantinho das três que existem nas traseiras do prédio, pelo que, quando não tenha pachorra para a abrir, o carro, que não incomoda ninguém (penso eu), fica estacionado em frente. Deixo espaço  suficiente para os vizinhos do r/c entrarem em casa pela portas das traseira (como é hábito do casal e do pai dela).

Ora há cerca de três meses, reparei que na entrada da minha garagem, jaziam, com prazer de poluir o ambiente, umas quantas pontas de cigarro.

Fiquei indignada. Nunca vira tal coisa. Por vezes, o vento traz algum lixo, mas pontas de cigarro, não.

Peguei na vassoura, juntei-as e deixei-as num canto. Não coloquei no caixote do lixo que tenho na garagem porque queria ter a certeza de que o vento não as espalharia.

Elas ficaram por lá, com a agravante de, dia a dia, aumentarem as pontas fresquinhas a provocarem a minha ira.

Num dos dias que estacionei o carro na garagem, vi o vizinho da cave (senhor de 85 anos), não fumador, que também entra em casa pelas traseiras e comentei o caso.

Diz ele: "é o vento que traz".

"O vento? E como é que elas ficam todas aqui junto à minha garagem?"

Ao que prontamente acrescenta: "são os vizinhos daqui de cima!"

"Como? Mas eu nunca os vi fumar!", respondi com admiração.

"Fumam, fumam. Só podem ser eles!" retrocou.

Sempre que abro a garagem e as vejo por ali, dou-lhes pontapés com o propósito de chamar a atenção, caso a madame do batom vermelho esteja por casa, observe os meus gestos e perceba que não gosto nada do que vejo.

Ora hoje, com o carro em frente à entrada (não tinha a chave comigo, não o guardei), fui buscar a caixa onde guardo a Sagrada Família para fazer o meu mini presépio.

Os meus olhos detectaram lá, na entrada, uma ponta de cigarro com marca de batom vermelho.

Fiquei possessa. Dei um pontapé na dita cuja e resmunguei um " que nojo !" (odeio ver as marcas de baton nos copos, nas chávenas, nas pontas de cigarros, nos guardanapos. Odeio!).

Como com esta família, excepto o pai, um senhor humilde que muitas vezes me fez queixa da mazinha e egoísta que a filha é,  a minha confiança não passa de bom dia, boa tarde e boa noite, tomei uma decisão para testar a madame do batom vermelho.

Logo que tiver oportunidade, vou pegar na vassoura, junto todas as pontas no canto que dá acesso às escadas da casa da madame do batom vermelho e vou afixar um letreiro na minha garagem com " parece-me que neste prédio não há cinzeiros dentro de casa".