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Cantinho da Casa

Cantinho da Casa

a eficácia do SNS

Maria Araújo, 09.06.20

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contei aqui  que cancelara a consulta no hospital privado porque não achei correcto pagar mais pela EPI que pela consulta, nesse dia, passei no Centro de Saúde, fui informada que não marcam consultas presenciais que nesta altura os contactos podem ser feitos por e-mail ou telefone.

no fim de semana, enviei o e-mail com o pedido da medicação e exames de sangue  que precisava.

entretanto, ontem de manhã, recebi esta informação:

 

Caro utente,
 
Tenha em atenção que:
  • Enviou uma mensagem para o email institucional e que só poderá ser lido no horário de trabalho dos profissionais da USF e de acordo com a disponibilidade possível. 
  • Nos contactos através de email é imprescindível colocar o nome completo e o   de utente do SNS.
  • Fora do horário de trabalho não haverá resposta a emails, pelo que deverá utilizar outros meios em alternativa.
  • Se a sua mensagem envolve assunto que requeira alguma brevidade use, por favor, outro meio de contacto com a USF.
  • Relembramos, ainda, que caso a comunicação configure informação relativa ao estado de saúde, tal pode obrigar a registos clínicos sendo desencadeados os mecanismos administrativos aplicáveis na legislação em vigor.
  • Por último: em condições normais o compromisso de resposta da USF é de 3 dias úteis.

ainda ontem, recebi uma SMS que pedia que não me deslocasse ao Centro de Saúde sem ter consulta agendada.

ao final da tarde, recebi duas SMS com a medicação e os exames que pedira.

depois de várias tentativas para aceder ao SNS Cidadão, pela APP e site, através da  chave móvel digital, deduzi que se fosse à farmácia iriam resolver o assunto...bastou mostrar a mensagem no telemóvel, e "voilá!", já tenho a medicação, e sexta-feira vou fazer os exames de sangue.

tudo isto num dia e sem pagar consulta.

funcionou muito bem e poupei  8,99 €.

se não fosse a demora das consultas de especialidade do SNS, estava-me lixando para os hospitais privados. 

 

foi um dia quase não

Maria Araújo, 21.02.19

Há dias que tudo corre bem, outros menos bem e fico passada, por vezes, sem paciência.

Hoje, fui buscar o sobrinho neto ao colégio, a mãe foi ter comigo para o levarmos ao centro de saúde.

Não havendo lugar por perto para estacionar o carro, saí  com o bebé, a consulta estava marcada, e tinha um número de ordem, queria dar entrada, entretanto.

Com o bebé no meu colo, esperei atrás da linha amarela do chão, a senhora que devia atender-me estava ocupada com um utente, eis que chega o meu número, dirijo-me ao balcão, entrego o papel da consulta, diz-me ela: " é com aquela colega, mas depois de a atender tem de tirar a senha".

Não percebi o que quis dizer com isto, visto que o papel tinha um número e eu estava com um bebé no colo.

Ok, voltei para trás da linha amarela, uns minutos depois sai a pessoa que estava a ser atendida, a funcionária pede-me para me aproximar, entrego-lhe o papel da consulta e diz-me: " qual é o número do utente?"

Antes de sair do carro, a minha sobrinha passou-me os documentos de saúde, passei o bebé para o braço direito, a mão esquerda na à minha carteira, consigiu descobrir o cartão de vacinas e entreguei-o:

" Não tenho o cartão comigo, a minha sobrinha foi estacionar o carro, mas o livro das vacinas tem o número do utente".

Com cara de poucos amigos, diz-me ela: " o bebé não tem cartão de cidadão? E a senhora devia ter tirado a senha".

Insisti que não tinha o cartão, que a sobrinha tinha ido estacionar o carro, logo que ela chegasse, dava-lho e perguntei se tinha tirar a senha à mesma ao que respondeu: " claro que sim, mas eu agora estou a fazer o serviço por si e não devia".

Fiquei muito chateada, a sala estava cheia, eu estava com o bebé no colo, tratou-me como uma ignorante, sentei-me numa cadeira. 

A minha sobrinha chegou, pedi-lhe para ir à funcionária mostrar o cartão do menino, pois eu já estava a ferver.

Quando expliquei o que acontecera ficou furiosa, comentava: " é por estas coisas que prefiro o privado" ( mas o menino precisa de ter médico de família no serviço público, foi para isso que marcamos consulta).

À tarde, o bebé estava com febre ( há virose no colégio, estão muitas crianças doentes), fomos para a urgência de uma clínica pediátrica.

Compreendo que não é fácil lidar com os utentes, há de tudo,  mas também não custa nada tratarem estes com alguma simpatia, sobretudo quando se trata de crianças.

Não quero mais nada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

esta tarde de sábado

Maria Araújo, 22.09.18

a fazer o que a empregada nunca faz: limpar os azulejos da cozinha e da casa de banho.

Interrompi um pouco, lembrei-me de vos deixar um cheirinho da minha visita ao Centro Português de Fotografia, antiga Cadeia da Relação do Porto, um edifício muito interessante, bem aproveitado, nesta altura e até início de Novembro com a exposição temporária de fotografia de Frida Kahlo ( em breve, um post).

Quem for ver a exposição, no rés-do-chão, não deixe de visitar os andares superiores onde pode encontrar por lá o

Núcleo Museológico permanente, que compreende uma rara e valiosa coleção de câmaras fotográficas.

As minhas fotografias foram captadas com o telemóvel, espero que gostem.

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 Muito mais tenho no telemóvel, estas são uma pequena parte do muito que há para ver e fotografar.

que friooo!

Maria Araújo, 22.03.18

 

 

Manhã em casa a tratar das minhas tarefas pessoais, à quinta-feira não costumo ir ao ginásio, fazer compras no mercado ficará para quinta-feira de Páscoa, depois do almoço fui dar uma volta pelo centro, há algum tempo que não passava por lá. 

Tirava umas fotografias às decorações da Semana Santa, alguém mete-se comigo, não dei conversa, até que me pergunta se não o conheço. E foi então que reparei quem era o senhor.

Era o pai da minha amiga M.  E ficamos uns bons minutos na praça em frente às duas grandes e belas igrejas, a conversar sobre as casas abandonadas, o centro comercial, uma construção dos anos 80, uma aberração do ex-presidente da Câmara, e muitos outros edifícios ao abandono dos quais já muito se falou, nos projectos,  alguns pendentes porque são propriedade da igreja, ficam assim "chutados" para canto. 

É que "o velho hospital de Braga está em obras,  será um hotel de luxo",  diz o pai da minha amiga e "a Câmara devia obrigar os donos destas casas da Rua de São Bentinho a arranjarem as fachadas nem que por dentro estivessem a cair, mas o exterior devia ser preservado, quiçá a Irmandade de Santa Cruz as comprar e aumentar ao lar de idosos.

E nesta treta toda, ele, o pai da M, que tem tido alguns  problemas de saúde, diz-me: "está muito frio, é hora de regressar a casa".

E com este frio bem gelado, com vontade de tomar o meu chá quentinho e as cookies que a minha amiga ofereceu, ainda fui comprar umas coisas giras para fazer umas decorações de Páscoa.

 

coisas do meu dia... no Porto

Maria Araújo, 17.03.18

Depois de almoçar com a Sofia, naquele pequeno centro comercial em frente ao IPO, parca de lojas, mas um bom supermercado e as lojas de restauração fast food são de mais para satisfazem os estômagos dos muitos estudantes da FEUP, ( a Sofia cozinha em casa, leva a marmita para a Faculdade), dos utentes do Hospital  de São João e do IPO, a Sofia regressou à Faculdade, eu dirigi-me à máquina automática para carregar o cartão do Metro, procedo à operação, vou para pagar não estava disponível o pagamento com moedas, um aviso alertava para fazer o pagamento por multibanco.

As pessoas atrás de mim estavam com pressa de carregarem os seus cartões, estava a sentir-me incomodada ao mesmo tempo que pensava estar no meu direito de fazer a operação, quando marco o meu código pessoal, um novo aviso me diz que a operação multibanco está indisponível.

Perguntei a mim mesma, alto: "que faço agora?!"

O comboio a chegar, diz-me um senhor idoso que me ouviu: " Arrisque. Quem sabe safa-se. E se aparecer o fiscal, eu sou testemunha".

E insistia para que me sentasse na cadeira ao lado da filha, eu dizia que não, que se sentasse ele, que queria sair na paragem seguinte  e carregar o cartão,  com tanta insistência do senhor, sentei-me.

E saí na paragem Pólo Universitário, carreguei o cartão, entrei no comboio  seguinte. 

Comentava com o meu decote: " Isto está a correr bem, de facto. O jovem do comboio não tinha dinheiro para pagar bilhete, eu não tenho cartão carregado porque o pagamento está indisponível."

Já a caminho do Museu Soares dos Reis, e porque confundi a rua, estava na entrada de um pequeno café uma adolescente que olhava o telemóvel  enquanto esperava as amigas que tinham entrado no café, pergunto se me pode dizer se era aquela a rua onde fica o Museu.

A miúda olha para mim com ar assustada, não me responde e atravessa a rua a correr. 

"Caramba! Parece que viu um monstro", pensei.

Entrei no café, o senhor ao balcão orientou-me, não era ali, tinha de voltar para trás ( e eu já tinha passado junto ao Museu no ano passado, não sei o que me falhou).

Visita feita ao Museu, descia a rua dos Clérigos, com o telemóvel clica aqui e ali, aqueles belos edifícios da cidade, muitos turistas, eis que, junto aos semáforos, sinal vermelho para os peões, um casal subia a rua acompanhado do seu cão.

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(foto do telemóvel)

 

De repente, o cão pára e faz aquele movimento de baixar o rabo para fazer as suas necessidades.

Segui o meu caminho, mas olhando para trás com a certeza de que o que pensara iria verificar-se: o casal não apanharia os dejectos do animal.

O sinal abre para os peões, volto a olhar para trás, vejo a senhora passar a trela ao companheiro, dar uns passos à frente.

O cão acaba de fazer o serviço, seguem ao encontro da senhora, deixando lá escarrapachado o poio do cão.

Ora que pensei foi o que todas as pessoas que viram teriam pensado, presumo.  Olhavam o cão e o casal, à espera de ver o que os dois fariam. Ela, certamente para não passar pela vergonha, entrega a trela ao companheiro, disfarça e segue  caminho.

Provavelmente, sendo ele mais descontraído e pensar que é apenas um poio de merda, se alguém reparasse não diria nada, esperou que o cão se aliviasse. Feito este, virou costas ao presente deixado no passeio e foi ao encontro dela.

Eu segui o meu desiludida com o que vi, com os devidos comentários para o meu decote de que quem não quer ou não tem estômago para limpar/ apanhar os dejectos do cão, então que fiquem e/ou deixem o animal em casa.

Nojento!

 

 

 

 

 

 

 

cupões Continente

Maria Araújo, 16.02.17

Faço as minhas compras no mercado municipal e as necessárias de supermercado.

Controlo o dinheiro que gasto, mas também não tenho paciência para andar à procura das promoções aqui e acolá, nem gasto dinheiro no "leve 4 pague 3" e em produtos que não uso.

Ontem na minha ida ao Continente, quando me dirigi para a caixa, dei o cartão à operadora que o passou na máquina. Ao fazer o pagamento, perguntou-me se tinho cupões. Pensei rapidamente se os teria em casa, mas não me recordava de ter recebido, respondi que não.

Tinha uns trocos no cartão, que foram descontados, paguei 20 e tal euros.

O edredão já foi lavado ( está um dia de sol excelente para fazer máquinas de roupa e secá-la), dobrava-o para ir ao ferro quando me lembrei de ver se tinha cupões.

Fui ao cesto onde os guardo e lá estavam eles. Pensando que eram todos de Janeiro, encontro três, um deles com data de validade 19 de Fevereiro,  os outros dois até início de Março.

Raramente faço compras no Continente, acho os preços mais caros, não tenho o hábito de os guardar na carteira, caso o fizesse, ontem ficaria com 5 euros em cartão.

Online está  o catálogo de primavera, tem umas peças Kasa interessantes, perdi a oportunidade de acumular dinheiro no cartão.

Prometi a mim mesma que, a partir de agora, sempre que receber cupões, guardá-los-ei na carteira. Não posso deixar fugir estas poupanças.

E lembrei-me, também, que não vai faltar muito tempo que vou ter a 200m de casa um Continente Bom Dia.

As polémicas obras estão à vista, têm sido alvo de protestos dos cidadãos. Vai ser, de facto, um grande mono encaixado no centro da cidade, que vai estragar o negócio dos mais pequenos que vivem dos gastos do croissant, da bica, do sumo, dos alunos das Escolas Secundárias aqui da zona.

 

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a 1ª noite da Noite Branca

Maria Araújo, 12.09.15

um final de tarde frio, mais parecido com os dias de outono que estão a chegar, a noite estava mais agradável do que pensava.

fomos à Praça do Município ver o concerto de António Zambujo. como sempre, eu nunca vejo nada, tinha uma grande multidão que o escutava (ao vivo é outra coisa e eu não sou fã deste cantor), ficamos algum tempo por lá

embora a GRANDE NOITE seja hoje, a multidão era substancial, não havia muitos apertos, a não ser no final do concerto. mesmo com a chuva, que foi breve que quase ameaçou o final do concerto, as pessoas não arredaram pé e aplaudiram, e muito, o cantor, que teve de cantar mais duas ou três canções.

decidimos dar a volta pelo centro histórico. muitas famílias, muita juventude, muitas fotografias, a chuva vinha e ia, não incomodou de todo, pelo menos até eu chegar a casa.

os jovens deslocavam-se para a Praça onde os Dj's completariam a 1ª noite desta Noite Branca.

terminei a minha noite a tomar um delicioso e aromático chá num espaço que foi a residência da família dos padrinhos do meu irmão mais novo, e onde passamos Natais e Passagens de Ano inesquecíveis, hoje um acolhedor e bonito espaço para um brunch, ou um fim de semana em Braga, o Tea 4 Nine.

quando cá vierem, espreitem a página de FB, façam uma reserva (os preços são acessíveis) e passem um fim de semana agradável nesta acolhedora cidade.

hoje a manhã está de sol, algumas nuvens brancas que se afastam, a tarde vai ser de passeio pelas ruas, visita a feirinhas, animação.

espero que à noite a chuva não volta à carga. logo é  a maior NOITE BRANCA 2015.

 

as minhas fotos da 1ª noite da Noite Branca 2015

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O país

Maria Araújo, 02.01.15
não trabalha?

Fui ao Braga Parque por que tinha mesmo de ir, muito trânsito para o centro comercial, sigo para o parque exterior mais afastado do centro, estava cheio, fui estacionar o carro bem longe, arranjei um lugar numa rua sem arrumadores .

Entrei no centro e fiquei parva. Uma multidão de gente  passeava, tinha de pedir licença para passar, um autêntico fim-de-semana.
A restauração repleta, as lojas também, filas enormes para pagar. Entrei na Primark, muitos espanhois por cá, junto às caixas tinha o que eu queria, peguei, e nem dois minutos esperei. Paguei e saí da loja e do centro.

Ainda pensei procurar  numa qualquer loja de marca uma peça de roupa para oferecer à minha irmã que faz anos este mês, mas a confusão era muita.

Perguntei a mim mesma " hoje o país não trabalha?"

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