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bateram no meu carro

por Maria Araújo, em 30.12.18

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Nem ao fim de semana o trânsito desta cidade deixa de ser caótico na zona que vem da A11 para a  variante do Braga Parque.

Também não imaginava que as pessoas vão para o Lidl passear e ver as novidades, arrependi-me logo de ter entrado para umas compras. Carro estacionado, vamos aproveitar, tentamos ser rápidas.

Feitas estas, tinha de deixar a minha amiga em casa, mas fui na direcção que sempre tomo, preferia dar uma volta maior a ter de me meter nas rotundas congestionadas de trânsito.

Mas ela achou que seria mais  rápido ir à rotunda. Quando chegamos, estava um caos. A alternativa seria seguir pela direita e apanhar a rotunda do Instituto de Nanotecnologia, voltar para trás, subíamos a ponte aérea e estavamos em casa.

Fiz-lhe a vontade.

Já na rotunda alternativa, ocupei a faixa da esquerda, entrei, fiz parte da mesma, dei o pisca para a direita para entrar na minha faixa.  Os carros à minha frente pararam para dar prioridade aos peões que atravessavam a passadeira. Parei e, de repente, um estrondo no meu carro.
Que susto! Toda eu tremia.

E a minha amiga só dizia que a culpa era de quem bateu.

Saímos do carro, o trânsito ficou mais congestionadao, vesti o colete.

De um Smart saiu um jovem casal. Ela conduzia o carro, super à vontade, disse logo que tinha a culpa, que bateu por trás, mas que eu não devia ter parado, que seria melhor sairmos dali e falarmos sobre o assunto. Sugeriu o parque de estacionamento do McDonald's. Metemo-nos nos carros, comentei com a minha amiga: " e se ela foge?". O carro surgiu atrás do meu. 

Munida da declaração amigável, tratamos de preenchê-la e embora ela insistisse que tinha a culpa, que batera por trás, tinha de assumir a responsabilidade, de quando em vez deixava escapar que eu não devia ter parado na rotunda. Ele, o companheiro, reafirmou que eu estava ali parada, que eles iam contornar a rotunda, que bateu no meu carro porque não estavam à espera de encontrar um obstáculo.

A  minha amiga  pede ao jovem rapaz que vá com ela e veja como nós fizemos, que há uma faixa que se estreita e onde existe uma passadeira, e que obriga que só um carro entre na via, reenforçando o motivo que nos levou a parar.

Esclarecido os destalhes, feito o  esquema do choque, e com uma simpatia que me agradou, despediram-se de nós com beijinhos.

Nunca a atitude do casal foi de arrogância e/ou má educação.

Com o carro amolgado: farolim de trás partido, pára-choques levantado, alguns pequenos arranhões, termino o ano de 2018 com este pequeno incidente que me deixou abalada dos nervos quando  o choque se deu.

 

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coisas do meu dia... no Porto

por Maria Araújo, em 17.03.18

Depois de almoçar com a Sofia, naquele pequeno centro comercial em frente ao IPO, parca de lojas, mas um bom supermercado e as lojas de restauração fast food são de mais para satisfazem os estômagos dos muitos estudantes da FEUP, ( a Sofia cozinha em casa, leva a marmita para a Faculdade), dos utentes do Hospital  de São João e do IPO, a Sofia regressou à Faculdade, eu dirigi-me à máquina automática para carregar o cartão do Metro, procedo à operação, vou para pagar não estava disponível o pagamento com moedas, um aviso alertava para fazer o pagamento por multibanco.

As pessoas atrás de mim estavam com pressa de carregarem os seus cartões, estava a sentir-me incomodada ao mesmo tempo que pensava estar no meu direito de fazer a operação, quando marco o meu código pessoal, um novo aviso me diz que a operação multibanco está indisponível.

Perguntei a mim mesma, alto: "que faço agora?!"

O comboio a chegar, diz-me um senhor idoso que me ouviu: " Arrisque. Quem sabe safa-se. E se aparecer o fiscal, eu sou testemunha".

E insistia para que me sentasse na cadeira ao lado da filha, eu dizia que não, que se sentasse ele, que queria sair na paragem seguinte  e carregar o cartão,  com tanta insistência do senhor, sentei-me.

E saí na paragem Pólo Universitário, carreguei o cartão, entrei no comboio  seguinte. 

Comentava com o meu decote: " Isto está a correr bem, de facto. O jovem do comboio não tinha dinheiro para pagar bilhete, eu não tenho cartão carregado porque o pagamento está indisponível."

Já a caminho do Museu Soares dos Reis, e porque confundi a rua, estava na entrada de um pequeno café uma adolescente que olhava o telemóvel  enquanto esperava as amigas que tinham entrado no café, pergunto se me pode dizer se era aquela a rua onde fica o Museu.

A miúda olha para mim com ar assustada, não me responde e atravessa a rua a correr. 

"Caramba! Parece que viu um monstro", pensei.

Entrei no café, o senhor ao balcão orientou-me, não era ali, tinha de voltar para trás ( e eu já tinha passado junto ao Museu no ano passado, não sei o que me falhou).

Visita feita ao Museu, descia a rua dos Clérigos, com o telemóvel clica aqui e ali, aqueles belos edifícios da cidade, muitos turistas, eis que, junto aos semáforos, sinal vermelho para os peões, um casal subia a rua acompanhado do seu cão.

IMG_20180315_173004.jpg

(foto do telemóvel)

 

De repente, o cão pára e faz aquele movimento de baixar o rabo para fazer as suas necessidades.

Segui o meu caminho, mas olhando para trás com a certeza de que o que pensara iria verificar-se: o casal não apanharia os dejectos do animal.

O sinal abre para os peões, volto a olhar para trás, vejo a senhora passar a trela ao companheiro, dar uns passos à frente.

O cão acaba de fazer o serviço, seguem ao encontro da senhora, deixando lá escarrapachado o poio do cão.

Ora que pensei foi o que todas as pessoas que viram teriam pensado, presumo.  Olhavam o cão e o casal, à espera de ver o que os dois fariam. Ela, certamente para não passar pela vergonha, entrega a trela ao companheiro, disfarça e segue  caminho.

Provavelmente, sendo ele mais descontraído e pensar que é apenas um poio de merda, se alguém reparasse não diria nada, esperou que o cão se aliviasse. Feito este, virou costas ao presente deixado no passeio e foi ao encontro dela.

Eu segui o meu desiludida com o que vi, com os devidos comentários para o meu decote de que quem não quer ou não tem estômago para limpar/ apanhar os dejectos do cão, então que fiquem e/ou deixem o animal em casa.

Nojento!

 

 

 

 

 

 

 

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o pito

por Maria Araújo, em 12.01.18

Eu não costumo escrever posts jocosos, mas este anda-me entalado de me rir sempre que me lembro dele,  desde o fim de semana passado : "escrevo, não escrevo... é hoje!", pensei.

Meados do passado que uma amiga dizia-me que um dia que a mãe tivesse um pito bom convidava-nos ( eu e amigas) para um jantar.

Ria-me sempre que falava do pito, ela ria-se, também, eu não dava grande importância nem contava às outras amigas que ela tencionava fazer um jantar em sua casa.

Ora, em Setembro transacto, passei pelo trabalho dela, precisava que me esclarecesse um assunto, falou-me, de novo, no pito: "Ah, a minha mãe diz que o pito dela ainda não está crescido suficiente para fazer o arroz..."

Eu ri-me  e respondi que não tinha de se preocupar com isso, que o  jantar seria quando ela entendesse. 

Finais de Novembro, um sábado final de tarde, encontramos o casal com a família dele que também se cruzaram e por ali ficaram a conversar.

Fala-se de filhos, dos tempos que íamos para a night, os namorados que tivémos, do casamentos das amigas, o da minha irmã, os namoros dos filhos, enfim. O marido desliga-se da nossa conversa, virou-se para outro lado da conversa que decorria entre os outros familiares.

Cerca de uma hora depois de tanta treta, e quando estavamos a despedir-nos, diz ela: " A minha mãe diz que o pito dela está quase a atingir o peso ideal para fazermos o nosso jantar. Estai atentas que lá para Janeiro temos pito!"

Fartámo-nos de rir.

Nos 50 anos da nossa amiga Xana, confirmou que seria já este mês o nosso jantar.

Como em tempos fiquei sem o número dela e nunca tive o dele, Domingo, 10h, todas recebemos uma SMS. Não reconheci o número mas pelo texto, desatei a rir: " Bom dia. Jantar do pito sexta-feira, 12.  Beijinhos,  C e M"

Óbvio que respondi de imediato " Bom dia. Ahahaha! Se não se identificassem, não sabia de quem era o pito. Levo vinho. Beijinhos".

E amanhã quatro mulheres vão  sentar-se à roda da mesa, com o casal, mais as duas filhas,  para o jantar de arroz de pito.

E eu adoro demais arroz de pito. Mais do arroz que do pito.

 

Resultado de imagem para arroz pica no chao

 

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feriado cinzento

por Maria Araújo, em 01.11.17

o normal no dia 1 de Novembro, saí de tarde para tratar de dois pedidos que me fizeram: tirar fotografias e ver molduras.

Entrei na loja, que estava quase às moscas, as molduras da nova colecção não correspondem ao pedido, tirei fotografias para enviar por e-mail.

Segui para o centro histórico da cidade. Algumas lojas abertas, outras não, a minha expectativa era que houvesse muita gente na rua. Mas não.  As vendedoras de castanhas não estavam, a Brasileira não tinha a esplanada cheia. 

O meu pensamento disse-me que estavam todos para o cemitério, mas às 16h, não acredito que este tivesse muita gente.

Passei na Sé. Há algum tempo que me parecera que os porteiros questionam as pessoas sobre o que lá vão fazer.Hoje dei como certo o meu pensamento.

Queria ir ao interior da catedral, à minha frente estava um casal jovem que após a pergunta do porteiro sobre o que queria, e este respondeu que gostaria de sair pela porta principal, explicou-lhe que tem a porta lateral mas, que sim, também podia sair pela principal. Deu-lhes passagem e fechou a porta.

De seguida perguntou-me o que queria, respondi que queria ir ali, apontando com o dedo.

Após a minha resposta "sim" à pergunta imediata que  me fez, se eu sou de Braga, abriu a porta e deixou-me entrar.

Também havia (não confirmei se ainda existe) uma placa de proibição de tirar fotografias e/ou filmar, e estavam pessoas a fazê-lo, mesmo ali à frente dos seus olhos.

Não entendo.

Saí da Sé, o Rossio tinha alguns bares abertos, as ruas  daquela zona estavam quase desertas.

Caramba, estava à espera de ver o centro cheio de pessoas neste dia cinzento mas com uma temperatura agradável. 

Onde se meteu o pessoal?

Já sei! Com dinheiro fresquinho, estariam no Braga Parque, no Leroy Merlin, no Aki, no Media Markt.

 

 

 

 

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o desejável equilíbrio

por Maria Araújo, em 26.02.17

 

 

que nos dias de hoje não acontece.

imagem daqui

 

 

 

 

 

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cena entre casal

por Maria Araújo, em 10.07.15

discussao-casal.jpg

Dia encoberto e fresco, por cá, fui ao ginásio a pé.

Por detrás de um prédio, tem uma zona de relvado que vai dar a uma escola do ensino básico, por onde corto caminho.

Hoje, mal piso o caminho, vejo um casal jovem, ambos nos vinte e poucos anos, que, encostados ao prédio, discutiam. Ela batia e dava punhos no rapaz e gritava "não, não".

Ele, de telemóvel na mão, de frente para mim, sem lhe tocar, dizia "vaza daqui, vai embora! que queres tu?"

Ela continuava a bater-lhe fortemente, até que quando passo perto deles, ele pede-me "minha senhora, ajude-me a tirá-la daqui".

Apontei o dedo para mim, fiz o gesto negativo com a cabeça e continuei o meu caminho.

Aos gritos ela reclamava com ele, mal percebia o que dizia, mas ele ouvia-se bem " vaza daqui, dou-te tudo o que temos, vai embora, vai para a tua mãe!"

Segui o meu caminho, ouviam-se gritos, mais ninguém passava por perto.

Se fossem crianças ou adolescentes, iria, de certeza, separá-los, como já fiz muitas vezes, uma verdade.

Com jovens adultos, não. Ainda levava dela.

 

 

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O sucesso está no humor das palavras

por Maria Araújo, em 03.10.14

tentadoras aos olhos e ao paladar (adoro chocolate!!!) e que me fazem sorrir e deixam-me bem disposta.

 

imagem daqui

 

O sucesso...

 

"É o mesmo que mergulharem-nos numa fonte de chocolate cheia de morangos a boiar. Os resultados do Casal Mistério em Setembro deixam-nos com o nível de felicidade de um electrocardiograma de alguém com taquicardia."

 

E vou atrás no tempo...

 

"Ao passo que Ela passa os dias a beber Nespressos enquanto pesquisa resmas de fotografias do George Clooney no Google."

 

"Irra que o homem é insuportável. Deixe o anis em paz. Se fica mais descansado, tire-o antes de beber ou então sirva-o à sua mulher que este gin é mais floral, feminino e para pessoas sensíveis - o que definitivamente não é o seu caso. Mas faça-me um favor: procure evitar abrir a boca enquanto estiver com Ela, ou a relação vai acabar mal."

 

"Mas passadas duas horas de convivência, já está a esticar a corda e a mandar-nos aquelas piadas que o ex-colega da escola nos manda quando nos revê 20 anos depois: “Estás um bocado despenteada hoje... Mais um copo? Hoje vai a garrafa toda, não?"

 

"Ainda deslumbrados com o terraço e a lareira exterior, hesitámos entre entrar pela porta ou pela janela, tal o tamanho do vidro que vai do teto ao chão e ocupa toda a fachada do quarto. Optámos pela porta para não parecermos muito saloios…"

 

"…a seguir ao jantar, durante a semana, opto por um Descafeinado, porque por essa altura já tenho os olhos mais abertos do que a Manuela Moura Guedes quando lia um pivot sobre José Sócrates."

 

"Meta-se no carro, arranque a alta velocidade e pare com um pião à frente do Minipreço mais próximo (se calhar, é melhor não fazer graças destas para não receber um telefonema do Manuel João Ramos e dos outros cidadãos automobilizados)."

 

"O Campo Pequeno parece o Speedy Gonzalez dos mercados nacionais. Está verdadeiramente hiperactivo e, sinceramente, começo a não ter estômago para tanta coisa (bom, com mais umas corridinhas junto às docas, somos capazes de arranjar espaço para uns petiscos.)"

 

"Podia ter sido melhor? Podia, claro. Se em vez da máquina, me oferecessem o George Clooney, é certo. Mas também depois teria muito que explicar quando chegasse a casa."

 

"Se há uma coisa que eu nunca percebi é porque é que 89,9% dos empregados de restaurantes de centros comerciais acham que nasceram com um talento especial para o humor que está algures entre o Nilton e o Rouxinol Faduncho."

 

"Há lá melhor coisa do mundo do que receber flores e o meu sabor preferido do Santini? Bem, uma joiazita também não me ficava nada mal... Mas já que estamos em crise, contento-me com um marido gourmet que me engorda e me surpreende todos os dias."

 

"Tachos, tachinhos e tachões. Panelas, panelinhas e panelões de todas as maneiras e feitios… e fiquemos por aqui. É por isso que eu gosto tanto dele. Será que Ele sonha com um Ipad, um Iphone, um Iqualquercoisa, um Porsche, um barco? Não. Ele sonha com tachos. Mas dos bons."

 

"Há televisão, há lareira e vai ter de haver também qualquer coisa para petiscar. Qualquer coisa que se adapte bem a um jogo de futebol às seis da tarde. Ou seja, que não nos extermine a fome para o jantar e, já agora, que nos faça esquecer as imagens de Jorge Jesus a mascar a pastilha elástica de boca aberta."

 

Última hora

 

" Estou dividido. Deixei crescer o cabelo, fiz uma caprichada permanente e comecei a cantar. Todos os dias de manhã, mal saio do duche, faço um pequeno espectáculo em que canto "Eu tenho dois amores", enquanto atiro o microfone ao ar com a melena ao vento."

 

 PARABÉNS!

Voltarei...

 

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"Ambos rimos das mesmas coisas, não é?"

por Maria Araújo, em 08.09.14

 Tolerância, segurança, ceder um pouco, sorte, destino, rir das mesmas coisas  e amor são os ingredientes para um casal viver 80 anos em comum.

"Cuidado, hein, garota?"

 

Vídeo "roubado" daqui.

A ternura dos cem anos

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um casal vintage

por Maria Araújo, em 12.07.14

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famílias tradicionais

por Maria Araújo, em 11.07.14

(imagem da web)

 

 

Ontem, regressando do ginásio,  ouvia as notícias no carro. Uma que me chamou a atenção foi que Portugal teve a taxa de natalidade mais baixa da Europa, no ano de2013.

Com muitos jovens fora do país, muitos não tencionam voltar, com a falta de emprego e condições de vida para constituírem família, como pode a natalidade aumentar?


Tenho duas sobrinhas fora do país. A mais velha está no Rio de Janeiro, vem duas vezes por ano a Portugal (segunda-feira estará por cá a passar férias) tem um filho que faz dois anos no final deste mês; a outra, grávida de cinco meses, vive há oito anos na Irlanda.

 

Há cerca de uma hora, liguei à sobrinha do Brasil. Queria saber a que horas chega a Portugal e mais umas coisinhas sobre o meu sobrinho neto.

A sobrinha da Irlanda vem sempre a Portugal em junho. Nunca passa o Natal cá. O bebé dela nascerá em outubro.

 

Ora tendo eu onze sobrinhos, seis destes nos trintas, com idade para ser pais, os que vivem cá não querem ter filhos porque acham que não têm condições para isso.

 

Os que vivem fora do páis, não os temos nós aqui e isso deixa-nos com alguma tristeza por não podermos acompanhar o crescimento dos nossos sobrinhos netos.

Eu peço aos que vivem cá, embora estejam fora de Braga, que dêem o seu contributo para o aumento da natalidade, mas o pedido não pega.

 

Vendo o número de reformados que param no centro da cidade, os idosos que aumentam nos lares, as escolas que fecham por falta de crianças e a idade que avança a passos rápidos, dentro de alguns poucos anos, será este o país com mais idosos na Europa.

 

E  por falar  em natalidade, tenho pensado muito numa "cena" que presenciei aquando da minha última visita a Lisboa.

Passear em Lisboa e não visitar os Jerónimos e todos aqueles monumentos históricos de Belém, não é passear, pelo que nesse domingo à tarde, não havendo fila para entrar nos Jerónimos, desafiei  a minha amiga Lia a entrarmos.

 

Decorria uma cerimónia de ordenação de presbíteros, que a Lia fez questão de ver.

 

Mosteiro cheio, vi que, sentadas no chão, junto aos bancos, um grupo de crianças se entretinha a fazer desenhos. Três meninas com idades entre os 8 e os 5 anos, vestidas de igual, laços nos cabelos, um menino não teria mais de 4 anos, 2 meninas vestidos diferentes juntavam-se ao grupo.

 

Mais atrás, junto ao banco, um carrinho de bebé mostrava um menino que não teria mais de um ano. À minha frente, um homem jovem, nos 40tas, elegantemente vestido, alto, concentrava-se na cerimónia, observando de quando em vez o grupo de crianças.

 

A seu lado, sentada no banco, estava uma senhora  grávida de pelo menos 6 meses, que fazia o mesmo: deitava os olhos às crianças.

 

E eu perguntava-me "será que estas cinco crianças são filhos do casal?"

 

De repente, o menino do grupo levantou-se, dirigiu-se à senhora grávida e encosta-se a ela. Ela faz-lhe um miminho e o senhor separa-o da mãe e encosta-o a si.

 

Faltava o bebé que, no mesmo momento, solta um gemido de sono. O senhor volta-se e toca-lhe na perna para o tranquilizar.

Finalmente, uma senhora dos seus cinquenta anos, ora puxava, ora empurrava o carrinho do bebé e observava o meu quase espanto.

Não me pareceu ser familiar. Seria empregada?

 

Quando saímos do mosteiro, comento com a Lia: “Aquelas cinco crianças são filhos do casal.  Reparou como são jovens ainda? E a senhora deve estar nos seis, sete meses. Famílias com seis filhos já não se vêem. Mas percebe-se que é uma família de classe alta. Os filhos bem vestidos, o senhor também, é, com certeza, também, uma família com raízes muito religiosas.”

 

Apesar de a natalidade do nosso país ser a mais baixa da Europa, não deixei de mostrar uma grande admiração pelo casal: seis filhos em que o mais velho andaria pelos 7 ou 8 anos, e o mais novo está para nascer, fez-me lembrar as famílias tradicionais portuguesas, como os meus pais que, no mínimo , tinham seis filhos, com dezoito meses de “intervalo” entre cada um,  e algumas famílias chegavam aos 15 filhos. E eu conheço.

No meu rol de amigas, só uma delas tem quatro filhos. Todas as outras têm um ou dois.

 

Incentivem-se os jovens, proporcionem-lhes  emprego, um salário digno e um subsídio de apoio à natalidade, e Portugal terá os seus rebentos.

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