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cantinho da casa

cantinho da casa

um Pequeno "Grande" Caso Sério

 a blogger Pequeno Caso Sério alertou no seu post, quem pode, com certerza, vai ajudar.

E eis que vou ao instagram e a primeira "notícia" que surge é da publicação de  mãe.imperfeita, e vejo isto, que trouxe para lerem aqui.

O valor já vai em mais de 47 mil euros!

Sinceramente, sou muito mais solidária com estes casos, em que acredito, do que na maioria da instituições.

Obrigada, Pequeno Caso Sério.

Obrigada, Mãe.Imperfeita.

 

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sobre o lagarto

A maioria das casas do  condomínio estiveram alugadas três meses, quem lá estava saíram na passada semana, e porque acabou a proibição de sair do concelho, fomos  à praia. 

O miúdo estava a precisar de liberdade, de brincar na areia,de jogar à bola, o dia estava agradável,saímos depois do almoço e da sesta dele.

Sabíamos que a empresa de limpeza ia hoje limpar a casa, mas como não tencionavamos ficar, queríamos abrir  as janelas e deixar entrar ar na casa.

Mal entramos em casa, pareceu-nos que estaria alguém. Na sala  havia indícios, e a minha reacção foi perguntar em voz alta:  " está alguém cá dentro!"

Como ninguém respondeu, e fora de casa, de imediato a minha sobrinha ligou à irmã.

"Não há problema,não está ninguém em casa, já saíram, podeis ficar aí."

Voltamos a entrar, abrimos as janelas, fomos para a praia.

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Tinhamos levado um lanche para o comermos no terraço da casa, virado para o sol, saímos da praia.

Cansado de rebolar na areia, e de jogar à bola, o menino queria colo, mas pesado que está, e para o distrair, ele ia chutando as pinhas velhas caídas no caminho.

E foi então que dei de caras com um grande lagarto, o primeiro grande lagarto que vejo naquela zona de pinhal (pensei logo se no muro da casa da minha sobrinha não haverá lagartos destes. Que arrepio!) . Parei e alertei a minha sobrinha, que ia junto ao muro.

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Ficamos impressionadas com o comprimento do lagarto. Arrepio-me quando vejo os pequenos,quanto mais este!

Mas parado que estava no muro, olhando-nos nos olhos, peguei no telemóvel e antes que fugisse, e com calma, tirei a primeira fotografia. Depois, ele andou um pouco mais, ficou mais visível, aumentei o zoom e, click!

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O lagarto fugiu, e por entre as folhas do muro, parou de novo. E foi-se embora.

Publiquei a fotografia no Instagram, tive o comentário de uma amiga, que vive na aldeira, que respondeu que "Primo dos que tenho aqui em casa. Só aparecem na Primavera/ verão"

Depois tinha o da minha sobrinha, que escreveu:" a  existência  desses lagartos é um bom sinal"

Esta comentário levou-me a pesquisar sobre no  que estes répteis poderiam ser bom sinal.

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Curiosa com o comentário da sobrinha, fui procurar algo sobre o símbolo do lagarto e descobri neste link, um texto muito interessante sobre a importância que a natureza tem, e de uma forma subtil, de comunicar connosco.

Então algumas das características do lagarto e o que podem representar na nossa vida, isto porque há umas quantas semanas que tenho andado mais fechada para os outros, tenho pensado na minha vida e dos meus familiares ( daí as noites mal dormidas), no que posso fazer para afastar o que me perturba, no que é possível fazer para que a vida tome o seu ritmo, sobretudo  enfrentar os medos e escutar o meu coração, que nem sempre escuto e o que ele me diz, e depois lamento-me.

É um texto que encaixa muito bem no que temos vivido desde 2020, e que nos pode ajudar a repensar as nossas vidas,melhorar os nosso comportamentos, procurar realizar os nossos sonhos...

"Eles são animais antigos da época dos dinossauros, o que nos fala sobre a ancestralidade. Em algumas nações nativas acredita-se que o lagarto tem a capacidade de nos colocar em contato com nossos ancestrais. São animais de natureza escorregadia que permite escapar com certa facilidade de seus predadores, o que nos aponta a ideia de que são seres adaptáveis e que também nos fala sobre a rapidez. Por outro lado, eles possuem a característica de ficar longos períodos de tempo expostos e imóveis ao sol, símbolo do êxtase contemplativo. Muitas culturas nativas consideravam esses seres superiores a outros animais. Na bíblia ele é citado como sábio entre os sábios. Mas curiosamente, esse símbolo representa a humildade e a procura da luz."

"Quando são capturados pelos predadores eles possuem a capacidade de perder a cauda para poder escapar deixando. O predador confuso e lhe dando tempo para fugir. A cauda se regenera com o tempo, o que nos fala de um enorme sacrifício feito para a sobrevivência. Este ato é símbolo máximo da capacidade de se regenerar e que, simbolicamente, nos faz refletir que nós somos capazes de fazer o mesmo. A nova cauda simboliza crescimento e renascimento."

"As pessoas que encontram esse símbolo podem possuir características de repetição e se encontrar vivendo os mesmos ciclos. A dificuldade de sair desses ciclos, pode estar relacionada ao medo de rompimentos.  

Em contrapartida, o símbolo desse animal que cruzou nosso caminho nos diz também que somos seres muito sensatos ao enfrentar os medos e que também nossa energia pessoal se nutre na capacidade de (re)criação. Que possamos refletir se estamos entrando no mesmo ciclo mais uma vez.

Se esse animal apareceu, é chegada a hora de um profundo exame de consciência. Ele nos convida a olhar para dentro de nós mesmos e meditar sobre e o que está nos conduzindo ao longo do caminho?

 

Ele nos convida a sair da rotina e começar a imaginar uma nova realidade, como alternativa para conseguir romper com o lugar que nos encontramos. Ele nos traz a mensagem que todas as novas coisas nascem dos nossos sonhos. Falando, portanto, do otimismo, do sonhar, refletindo sobre o passado, sobre a sobrevivência, trazendo questões de transformações, coragem em caminhar para frente em tempos difíceis, deixando coisas velhas e criando coisas novas, em acreditar na renovação e na adaptação ao novo.

Em um aspecto mais profundo sobre esse símbolo podemos dizer que ele nos fala sobre lidar com os lados sombrios da realidade, nos quais os sonhos são reelaborados antes de se manifestarem no plano físico. Assim, se o lagarto apareceu ele está oferecendo ajuda a ver na escuridão, entre medos, anseios e coisas que mais nos faz nos debater.

Em nossa busca pela verdade interior é possível que tenhamos que desapegar de coisas superficiais e abordar questões e feitos que nos fazem sentir incomodados. Para compreender nossos sonhos é preciso focar e escutar o que nosso coração está realmente dizendo. Aprendendo a confiar nele.

 

cansada!

acordei às 4h00, não dormi nem mais um minuto.

a cabeça pensava em tudo, dava voltas e mais voltas na cama.

é dia de levar o menino ao colégio, levantei-me cedo.

a minha sala tem três janela, no verão tinha substituído o estore de uma delas, estava na hora de substituir os outros dois, quando na semana passada abriram os colégios e as escolas, combinei com o meu colega, que faz uns biscates,  mudá-los hoje a partir das 10h00.

ainda  substituiu as cordas de secar a roupa lá fora.

depois do almoço, limpei os vidros das três janelas da sala, os parapeitos e aspirei de novo a casa ( tinha aspirado no fim de semana)

nem sei se vá com a sobrinha buscar o menino ao colégio.

estou  bastante cansada.

 

confinamento

Hoje de manhã, falava com a minha sobrinha sobre o confinamento e as crianças dentro de casa.

Ela comentou  que custou-lhe muito o primeiro confinamento. 

Não foi fácil adaptar-se a trabalhar em casa, colégio fechado, filho dentro de casa. Mas teve férias ( obrigatórias) sempre prestou mais atenção ao filho.

Eu comentei que está a custar-me mais este ano, porque não faço ginástica nenhuma, não tenho tempo para isso,e no final do dia estou cansada, não me apetece fazer nada, adormeço no sofá. E quando vou dormir, o sono não volta. 

Tenho dormido muito mal neste confinamento.

Vale-me a força de espírito que tenho.

Mas estou farta. 

Preciso de voltarao ginásio. Prefiro estar cansada dos exercícios que lá faço do que cansada da situação que todos vivemos.

Se pudessemos sair de casa, acho que alugava uma casa na praia e íamos para lá viver por algum tempo.

E rezo para que as crianças voltem às creches ainda este mês.

Está a ser muito complicado para elas, também.

 

 

Desafio "Sonhamos ir por aí!"

mais um desafio que a Cristina Aveiro lançou no seu blog, decidi participar num passeio virtual pela minha cidade ( havia muito mais a escrever, mas foi o essencial) , cá está o meu...

 

Vá para fora cá dentro de ... casa

Sobre o lema " vá para fora cá dentro", José e Sílvia planearam para a lua de mel conhecerem o norte do país. 
Conheciam a Europa,  de Portugal  o Alentejo e a Costa Vicentina, escolheram a capital do Minho para início dos lugares que gostariam de visitar.Três dias na cidade, seguiriam pelo interior até Caminha, e o regresso seria pela costa litoral: Viana do Castelo, Esposende, Vila do Conde, Porto...e  entrar pelo Douro.

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Estava uma manhã quente, chegados à Roma antiga, a fome era muita, procuraram um restaurante na entrada da cidade, que não faltam no Campo das Hortas no átrio do  Arco da Porta Nova. 
Depois do almoço, deram uma pequena volta pelo centro histórico, o dia seguinte seria para visitá-lo.
Depois do check-in num dos hóteis do Bom Jesus, Património da Humanidade Unesco, foram passear por aquele belo espaço. Andaram de barco no lago, visitaram o Santuário, passearam pelo parque circundante, foram ao miradouro ver "Braga por um canudo", dar um pequeno passeio pelos jardins, a estátua de Longuinhos, e desfrutar do alto dos escadórios da belíssima vista sobre cidade.

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Ir ao Bom Jesus e não subir ou descer aqueles quinhentos e setenta e três degraus, é como se não estivesse lá, pelo que decidiram descer no funicular, o mais antigo no mundo em funcionamento a utilizar o sistema de contrapeso de água, subiriam os degraus para conhecerem o Escadório do Pórtico, o Escadório dos Sentidos, o Escadório das Três Virtudes, e as capelas e fontes que representam a Fé, a Esperança e a Caridade.

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E ao final do dia, encantarem-se com o belíssimo do pôr-do-sol de um dia quente de verão. 

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O jantar estava reservado no Pórtico, lá em baixo, junto aos escadórios.

No dia seguinte, depois do pequeno-almoço, passaram pelo Santuário do Sameiro. O roteiro dizia que se subissem a escadaria desta igreja, lá de cima, do exterior, podiam desfrutar de uma deslumbrante vista de 360º sobre a cidade de Braga e os seus arredores. E vislumbrariam o mar, ao fundo, a cerca de 40km de distância.

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Depois, passearam pelos jardins e escadórios deste recinto, com uma vista excelente sobre a cidade.

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Desceram a Falperra, pararam para ver a Capela de Santa Maria Madalena.

Ao fim da manhã, já passeavam pelo centro da cidade.

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Uma cidade onde as igrejas são muitas, apenas entrariam nas do centro histórico. Depois de algumas fotos junto à fonte da Arcada, aos canteiros da avenida da Liberdade, e estando a Capela da Senhora da Lapa fechada, passaram pela Basílica dos Congregados, na mesma praça, o coreto, entraram na Igreja dos Terceiros, queriam ver os painéis de azulejos. E ali ao lado, a Torre de Menagem, o que resta do Castelo do tempo dos romanos.

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Era hora de almoçar, estavam junto ao Jardim de Santa Bárbara, ficaram sentados na esplanada do Café Lusitana, onde servem pratos da gastronomia bracarense.
Após o almoço, desfrutaram do Jardim, onde está a fonte do século XVII com a estátua de Santa Bárbara. Puderam ver as traseiras do Paço Episcopal e da Reitoria da Universidade do Minho.

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Desceram a Rua do Souto em direcção ao Largo do Paço e à Sé de Braga.

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Por aqui ficaram mais tempo, queriam visitar o Museu da Sé, e ali perto, a Capela de Nossa Senhora da Torre e o Museu Pio XII.

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No final da tarde, sentaram-se a descansar as pernas num dos bares da esplanada da Sé para beber uma cerveja fresca, até à hora de jantar, num dos muitos restaurantres deste Centro Histórico.

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No dia seguinte, o destino foi Tibães,um edifíco que remonta ao século XI, com uma diversidade de espaços para ver no seu interior; aposentos, igreja,sacristia, biblioteca, e muito mais, e no exterior, o escadório, a fonte de São Bento, o lago,os campos e jardins.

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Mas antes de tudo, e porque não quiseram a visita guiada, ouviram de forma resumida a história deste Mosteiro, desde a sua fundação e as difíceis fases por que passou, até à actualidade.

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Tarde que era para o almoço, seguiram de novo para a cidade, almoçaram na esplanada da Brasileira. De lá repararam que a a Casa dos Crivos estava à frente dos seus olhos.

Desceram a rua de São Marcos, foram fotografar a Casa dos Coimbras e a Igreja de São João de Souto, e no memso Largo,  visitaram a Igreja de Santa Cruz e de São Marcos, ambas na mesma praça.

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Desceram a rua de São Lázaro, passaram  no Palácio do Raio, em frente a Fonte do Ídolo, na esquina da Avenida da Liberdade.

Subiram esta, passaram no Theatro Circo.

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Fim de tarde, antes de voltarem ao hotel, passaram pelo Monte Picoto para apreciarem  a vista a 360º sobre a cidade e arredores.

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O último dia da visita à cidade de Braga, visitaram Igreja do Pópulo, o edifício da Câmara de Braga e o Palácio dos Biscainhos, e  saborearem as tíbias na Casa das Tíbias.

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Muito ficou por ver, sobretudo porque é uma cidade com muitas Igrejas, ficara de parte, também, os Museus D.Diogo de Sousa e Nogueira da Silva.

Despedida da cidade no café Brasileira, seguiriam  para Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Caminha, e desfrutarem da paisagem, da cultura e da gastronomia da região minhota.

Neste desafio participo eu, a Oh da guarda peixe frito, a Concha, A 3ª Face, a Fátima Bento, a Imsilva, a Luísa De Sousa, a Maria, o José da Xâ,  a Rute Justino, a Ana D., a Célia, a Charneca Em Flor,  a Gorduchita, a Miss Lollipop, a Ana Mestre a Ana de Deus, e a bii yue e quem mais quis.

 

 

ffffff!

quando o sobrinho neto vem cá para casa, a primeira coisa que faz, quando entra, é procurar a gata.

normalmente está no sofá da sala, mas há vezes que vai para o cesto, na marquise, outras no quentinho do edredom da minha cama.

a minha gata pressente quando ele vem para cá, vê-me preparar os brinquedos que tenho. quando ele entra, foge da sala para o cesto.

a gata detesta pessoas cá em casa, ocupam o seu território, quando vê alguém bufa.

o miúdo tinha algum receio dela, mas com o tempo ele foi-se aproximando dela. e ela  foge.

ele aprendeu a fazer o gesto e o som dos gatos quando bufam. e se antes era a gata que bufava, de há algum tempo para cá, é o contrário. vai à procura dela, vê-a e levantando as duas mãos faz  "ffff!" .

e dá-me uma vontade de rir vê-lo  fazer o gesto ao mesmo tempo do som.

a manhã de hoje foi andar atrás da gata. uma dada altura, ela arriscou,saltou do cesto e aproximou-se dele .

e ele quase lhe fez festas, mas eu  evitei. é que a minha gata é desconfiada e para se defender levanta logo a pata para arranhar( faz isto comigo).

mas ele, que gosta de desafios, continuou a aproximar-se dela, até que uma dada altura, ela estava na varanda, o miúdo espreita pela porta, vinha ela para lhe lançar as garras.

eu agi de imediato.

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tudo isto para dizer que adoro, mas adoro mesmo, vê-lo provocar a gata  fazendo  "ffff!" e levantando as mãozinhas.

até que consegui uma fotografia.

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confinamento e as crianças

continuo a bater na mesma tecla de que as crianças são as que mais saem prejudicadas deste confinamento.

O meu sobrinho neto é uma criança de rotinas. Desde bebé.

No colégio, tem actividades de música e ginástica, almoça pelas 11h30, 12h00,  depois tem a sesta.

À tarde terá outras acividades lúdicas, a partir das 16h00  brinca  com os colegas e as auxiliares.

Costumo ir buscá-lo pelas 17h00, damos um passeio pelo centro da cidade, ou trago-o para minha casa, brincamos os dois,  a mãe vem ter connosco depois do teletrabalho ( desde Março de 2020  que assim é).

Se no primeiro confinamento foi complicado gerir o tempo do teletrabalho com a criança, e eu  tive de gerir o meu para dar apoio à mãe, cuidando menino, este confinamente tem sido mais difícil para nós.

Umas vezes,  vou para casa dela, brinco com o miúdo, ora no quarto dele, ora na sala onde a mãe trabalha. E lá estou eu a ouvir a  conversa com os colegas de equipa, as reuniões,  e a criança  ouve a mãe a falar e tenta chamar a atenção para si.Ou pega nos carrinhos e vai brincar com eles na mesa onde a mãe trabalha.

E vou eu buscá-lo, ou chamo-o, para brincarmos, jogarmos à bola ( que ele adora),mas nem sempre está para me aturar.

E ontem foi um dia complicado. O tempo estava de chuva, não deu para sair com ele, andar no triciclo, desviá-lo da atenção que requer da mãe.

Então, fez de tudo o que uma criança faz quando está farta de estar em casa, de brincar com os brinquedos. E ele é criança para estar bastante tempo com os carrinhos, sem incomodar ninguém.

Depois, tem a televisão, que ajuda a entreter, mas cansa, também.

E tem as almofadas do sofá, que as atira para o chão, deita-se em cima delas,  ou então sobe para o sofá  e faz as  piruetas inimagináveis para uma criança de três anos, desafiando-se  e a quem está por perto.Ele é um menino de desafios. Gosta de fazer o mais difícil. Gosta mais disso de que fazer certas actividades, como desenhos.

Mas é uma criança tranquila, e meiga, e tem as suas horas de dormir.

Ontem, fartou-se de fazer corridas no corredor da casa, com o carrinho de brinquedos do Ikea. Primeiro com os brinquedos que lá estavam, depois sem nada. E ria-se, e dava o sinal de partida, emtrei na brincadeira dizendo: um,dois, treês. E advertindo-o para correr com calma.

Quando acaba o teletrabalho, a mãe dedica o tempo que tem até à hora do banho dele, e de jantar, para brincar ou fazer actividades com cartolina, ou desenhos,  ou jogos.

Com aquela brincadeira da criança, que estava excitada de tanto correr, a mãe comentou comigo que à noite com certeza que ia cair na cama de sono com tanta brincadeira.

Por volta das 22h00, a mãe ligou-me , desesperada, porque o miúdo, que vai dormir por volta das 20h30, não adormecia. E que, de cada vez que ia ao quarto, e tentava adormecê-lo ( e ele é uma criança que se deita e adormece logo), e pensando que estava a dormir, ia para a sala porque queria trabalhar um pouco, ele acordava e choramingava, ou aparecia na sala a choramingar.

E isto aconteceu várias vezes, e no preciso momento que ela falava comigo.

E ela desabafava que já estava farta de confinamento, que isto é muito mau para as crianças, que só tem um e é complicado, quanto mais quem tem dois ou mais filhos, está em teletrabalho, e ainda tem de os ajudar nas aulas online.

E eu muito calada. Não sabia o que dizer, sinceramente. E ela sabe que estou do seu lado. 

A minha sobrinha é grata pelo que lhe faço, eu sei. Mas  há horas que são dela, outras que são minhas, e eu também fico cansada disto tudo.

Se todos pensassemos que temos de ser uns para os outros e se cumprissemos, o mínimo, as regras de higiene , a distância de segurança durante esta pandemia, certamente, não estaríamos tanto tempo confinados.

Quero ter esperança de que dentro de um mês estejamos a desconfinar, mesmo que faseado, e que  os primeiros a saírem  deste "buraco" sejam as crianças.

A ML, deixou-me a pensar por muito tempo com o comentário que escreveu neste  post :  "Não percebe e está a perder um ano da sua infância".

 

 

 

 

 

 

 

o sol desta manhã

Preparada para sair de casa e conduzir até à praia ( sair um pouco deste confinamento)  com o Sol da manhã que não esperava, de repente lembrei-me que poderia ter um problema: andar a passear pelo pinhal ( quem sabe encontraria o Nuno Lopes e Rita Blanco,em filmagens por Ofir), ou  pela praia, e ser abordada pela GNR . E eu não tinha como me desculpar. E desisti.

Passei a manhã sentada a ler, na marquise desta casa onde entrava o Sol tão bom!

Agora de tarde, voltaram as nuvens. Mas não chove.

 

a apatia deste tempo cinzento

a meteorologia não traz sol, estou farta deste tempo demasiado cinzento.

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Se por um lado obriga as pessoas a ficarem em casa, por outro, a vitamina D faz falta, gostaria de estar junto da janela a ler e a apanhar um pouco de Sol de Inverno.

A minha rua está vazia de carros, tem escolas por perto, não há os gritos das crianças do 1º ciclo, não há os risos dos adolescentes das escolas secundárias, não há nada. 

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Não vejo o luz ao fundo do túnel para tomarmos a vacina tão rápido quanto imaginava.

Gosto muito de estar em casa, adoro o meu cantinho, tiro proveito dele, faço o que me apetece, e por vezes nada. Finalmente, na segunda-feira, comecei o meu treino dentro de casa. Já não podia deixar que a falta de vontade superasse o que tanto gosto de fazer.

Venha o Sol, meu Deus!

Todos os dias da semana parecem Domingo.

 

2021 - o Ano da Família

Ontem, vi nas notícias que foi o domingo em que a Igreja celebra  a Sagrada Família, e o Papa Francisco anunciou 2021 o Ano da Família, tendo  lembrado três palavras, que considero vitais no ambiente familiar que, infelizmente, poucos as expressam: "com licença", "perdão", "obrigado".

 

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Lembro-me que, nesta minha freguesia, era tradição um oratório com a  Sagrada Família  andar de casa em casa ( de quem a queria receber), por dois dias.

Era entregue ao início da noite, colocávamos na mesa da entrada, abríamos a porta do oratório e acendíamos uma lamparina de azeite. 

Por vezes, rezava com a minha mãe uma pequena oração.

Havia uma lista das casas que a Sagrada Família visitava, era eu que levava à família seguinte.

Quando terminava o ciclo, eu levava o oratório à igreja.

Eram poucas as famílias que faziam parte desta tradição, era sempre eu nestas andanças,sempre eu com a minha mãe a tratar de tudo.

Não me recordo de a minha irmã mais velha ter esta "tarefa".

Lembro-me com frequência, nesta altura do ano, da visita da Sagrada Família. Penso que era depois do Natal  que vinha cá para casa.

Desejo que 2021 seja um ano que una as famílias, tão carentes de fé,de respeito,de humildade.

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