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no parque de estacionamento

por Maria Araújo, em 10.09.18

MERCEDES BENZ S CLASS CABRIOLET 2018 006.jpg

No bar do ginásio, ia tomar o meu café, duas colegas das aulas de Pilates e Antigravity convidaram-me a sentar na mesa delas.

Vinte minutos de conversa, estava na hora de regressar a casa, desci no elevador com uma delas, tínhamos os carros no parque, quando me aproximei do meu, estacionado ao lado de um desportivo, comento eu: "Que carrão giro! Se bem que..."

Ela aproxima-se dele e abre-o.

Nunca a vira chegar ou sair de carro, ri-me e acabo a frase " ...se bem que gosto de os admirar, mas sou fã de carros mais pequenos".

Responde ela: " Eu também gosto de carros mais pequenos, mas este é o que tenho, ando com ele".

Arrancou.

E eu que tenho algum conhecimento dos modelos e marcas, não consegui identificar a deste.

Cantinho da Casa

os chicos espertos deste país

por Maria Araújo, em 16.08.18

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a respeito de estacionamentos, comentei num blog que os portugueses só não estacionam os carros ao seu lado na praia, porque não podem.

Esta notícia veio dar-me razão.

Os chicos-esperto ignoram os sinais de trânsito e o mar decidiu invardir-lhes a propriedade e chamar a atenção da GNR, que ganhou o dia.

 

 

 

Cantinho da Casa

Quem avisa

por Maria Araújo, em 15.11.17

amigo é.

Basta escrever que na próxima  chama-se a polícia...

11h35, não há carros estacionados entre as garagens.

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Cantinho da Casa

o ronco dos motores

por Maria Araújo, em 06.05.16

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Já se ouvem, no centro da cidade, para mais uma prova da Rampa da Falperra,  que se inicia amanhã.

Lamentavelmente, o tempo está cinzento.

Há pouco, enquanto fazia o aquecimento no tapete, no ginásio, um nevoeiro intenso cobriu a cidade.

Agora, aliviou. Oxalá amanhã melhore . A rampa chama muitos forasteiros à cidade.

 

Cantinho da Casa

a Renault 4L

por Maria Araújo, em 23.02.16

o carro muito querido no século passado, vai regressar com um novo look vintage. e eu gosto.

 

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 gosto especialmente deste modelo amarelo

 

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Cantinho da Casa

Os carros para as crianças

por Maria Araújo, em 09.07.15

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Um dia destes tinha ido ao centro comercial, vi uma senhora que empurrava um mini-carro para crianças, mas sem a criança lá dentro, ok.

Hoje de tarde, fui com a minha sobrinha e os meninos centro comercial, vejo passar uma mãe que empurrava um carro vermelho com uma criança lá dentro e diz o meu sobrinho neto: "mamã, também quero um carro vermelho".

O miúdo está cá há cerca de três semanas, já conhece os carros e eu que passo lá várias vezes nem sabia que existiam.

Foi então que percebi. Paga-se 1,50 euros a criança vai dentro do carro, a mãe ou o pai empurra e é uma maneira de as crianças andarem às compras com os pais sem chatearam muito.

Não havia carro vermelho, dos dois que estavam parados, escolheu o mini verde e lá fomos nós calmamente às compras.

Mas o miúdo quis ir ao "parquinho" (parque). Enquanto a mãe foi às compras para o bebé, eu empurrava o carro até ao parquinho, uns minutos de brincadeira, voltou ao carro, fomos dar uma volta pelo centro.

Uma ideia de marketing muito interessante, que  não é caro, não tem limite de tempo e a criança gosta. Fica mais caro aquela coisa do noddy em que se  paga 1 euro e dois minutos depois pára e a criança insatisfeita, quer mais.

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

Os motores invadiram a Arcada

por Maria Araújo, em 15.05.15

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Amanhã temos mais um subida da Rampa da Falperra, mais uma prova europeia de montanha que tem muitos adeptos portugueses e espanhóis.

Hoje, fui a pé ao ginásio, achei estranho os inúmeros de carros com matrícula espanhola que passavam na zona da Makro. Dois camiões passaram por mim com os carros de fórmula não sei das quantas (não entendo disto), e foi aí que me lembrei da Rampa.

Amanhã, manhã cedo, ninguém vai conseguir dormir lá para as bandas da Falperra.

Então ficam aqui as minhas fotografias (por sorte, tinha a máquina fotográfica na carteira) da exposição de carros, no centro da avenida e que vão participar na subida da Rampa da Falperra.

 

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Cantinho da Casa

Sinais de mudança?!

por Maria Araújo, em 16.03.14

Sou uma pessoa simples, não cobiço nada de ninguém, não tenho inveja  de quem é rico ou tem uma vida bastante confortável, nunca tive o sonho de comprar um carro de alta gama, mas noto que nas minhas  caminhadas de fim de semana, os carrões saem à rua.

Hoje, nos 6 km de ida e vinda para e do ginásio, vi 6 carros com matrícula de fevereiro deste ano, tais como um Jaguar, dois  BMW, dois Volvo e

um Porsche, todos de cor preto.

Sinais de mudança?!

Espero que sim.

 

 

 

 

 

Cantinho da Casa

NÃO QUERO MORRER…..

por Maria Araújo, em 15.03.14

Uma carta com data de fevereiro passado, recebida hoje, no meu e-mail, julgo ser de conhecimento de muitas pessoas, sobre um assunto que me toca e aos milhares de portugueses que se encontram em situação precária, " não quero morrer..."a carta de Júlio Isidro, aqui, no meu cantinho.

 

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Apareceu, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro que dá para este fim de semana dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro.

 

 

NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!

NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!

 

Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.

Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

 

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.

Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.

Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.

Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.

Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.

E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.

A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.

Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.

Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.

Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.

Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.

Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.

Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.

Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.

Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…

Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?

E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.

Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.

E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.

Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente , matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

 

Júlio Isidro

Cantinho da Casa

Os idosos são um perigo!

por Maria Araújo, em 11.03.14

 

 

 

 

Hoje de manhã, na minha caminhada  matinal, agora que há sol e a temperatura ambiente é de primavera, passei pela feira.

Descendo a avenida principal, uma senhora idosa, baixinha, vestida de preto, com ar muito doce, aproxima-se de mim e diz-me: “A menina pode fazer-me um favor?”

“Claro que sim, o que deseja?”

“ Gostaria de atravessar para o outro lado da avenida, mas preciso de ajuda.”

“Não devemos atravessar aqui a avenida, é perigoso. Eu até a ajudava, mas não devo e não posso correr o risco”.

“Pois é, custa-me muito andar, atravessar o túnel, tenho medo, e ainda é um pedaço até lá e eu não posso andar muito”, insistiu.

“ Onde é que a senhora mora?”

“ Eu quero ir para o café São João.”
Volto à carga : “Eu teria muito gosto em ajudá-la, mas se quiser ir comigo até junto do túnel, atravessamos lá. Tem menos perigo.” (ajudá-la-ia, mas iríamos pelo túnel).

“Deixe lá. Eu peço a alguém que me ajude.”

Eu insistia: “Mas venha comigo, atravessamos mais acima. Aqui não. Eu conduzo e sei o perigo que se corre a atravessar esta avenida. Desculpe, mas é muito arriscado e eu não quero ser responsável por alguma coisa que possa acontecer.”

E ela insistia “Não. Não posso andar. Eu peço a alguém que me ajude.”

Pedi desculpa, e segui o meu caminho.

Dei uns passos, olhei para trás e lá estava ela com um senhor, parados na faixa do meio da avenida, à espera que os carros passassem para atravessar o resto que lhes faltava para ela ir para o café.

Sei o quanto é perigoso atravessar esta avenida, há muitos idosos que o fazem, buzino quando vejo as pessoas atravessarem à frente dos carros.

São poucas as pessoas que vão pelo túnel para peões, inclusive, eu.

 

 

Cantinho da Casa


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